quinta-feira, 11 de maio de 2017

Angolanos em Portugal defendem a reabilitação

A problemática da pessoa com deficiência continua a ser uma preocupação do Estado angolano, dada a sua situação de vulnerabilidade e o risco de marginalização, defendeu na segunda-feira, em Lisboa, a presidente da Associação dos Estudantes Angolanos em Portugal.



Tatiana Furtado, que falava à Angop à margem de uma palestra sobre “A importância da reabilitação para os deficientes visuais”, salientou que a Lei 21/12, de 30 de Julho, Lei da Pessoa com Deficiência, estabelece uma política global, integrada e transversal de prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, através da promoção da igualdade de oportunidades, acesso a serviços de apoio, oportunidades de educação, formação e trabalho. 

 Tatiana Furtado destacou a criação em Angola do Conselho Nacional de Acção Social mas reconheceu a insuficiência, ainda, da fiscalização, além da necessidade de mais responsabilização e empenho por parte das instituições responsáveis por fazer cumprir o que está na lei. 


A líder dos estudantes angolanos em Portugal apelou ao Governo angolano a apostar mais na formação dos técnicos, bem como das pessoas com deficiência e seus familiares.

 Considerou importante que se fale mais sobre a reabilitação das pessoas com deficiência visual, de maneira a sensibilizar mais a sociedade para um problema a que todos estão sujeitos.

 Segundo disse, é fundamental o apoio e a união das famílias para que haja uma melhor aceitação e adaptação nas situações de cegueira adquirida e para uma melhor integração nos casos de nascença.

 Garantiu que os estudantes angolanos em Portugal, com deficiência visual ou outra, podem contar com o apoio da Associação de Estudantes.

A presidente da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana, Luzia Moniz, enfatizou que a palestra foi uma verdadeira aula de humildade.

“Às vezes, esquecemo-nos que, por uma adversidade qualquer da vida, podemos ficar incapacitados por uma patologia, conforme muitos testemunhos dados aqui pelos convidados”, referiu.

A palestra teve como objectivo sensibilizar a comunidade angolana e a africana sobre os problemas que as pessoas com deficiência visual enfrentam, nomeadamente a discriminação social e pelos próprios familiares.


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