terça-feira, 27 de junho de 2017

Brasil - Universidade Rural do Rio desenvolve livro digital para pessoas com deficiência

A adaptação de livros didáticos tradicionais para estudantes cegos, surdos, com deficiência intelectual e autismo vem sendo desenvolvida pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) a partir de um projeto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da organização não governamental (ONG) Movimento Down, iniciada em 2014.



O livro vem sendo desenvolvido no Brasil por pesquisadores do Observatório de Educação Especial e Inclusão Escolar (ObEE) da UFRRJ. 

 A universidade conta com uma equipe interdisciplinar, formada por pesquisadores de diferentes instituições do estado, como a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o Colégio Pedro II, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio), envolvendo as áreas de educação e tecnológica. “Estamos com o protocolo pronto e já em fase de compra de materiais.

 O dinheiro foi liberado só agora. Estamos adquirindo os tablets”, informou a coordenadora do grupo de pesquisa do departamento, Márcia Pletsch, citada pela Agência Brasil. 


 O observatório está formando, 200 professores de educação especial nas redes de ensino de oito municípios da Baixada Fluminense (Belford Roxo, Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Mesquita, Japeri, Queimados e São João de Meriti).

Eles participam do curso de extensão Ensino e Aprendizagem para Estudantes com Deficiência: Estratégias Curriculares e Recursos Tecnológicos, iniciado em fevereiro, que aborda tecnologia, desenho universal, acessibilidade, inclusão, desenvolvimento humano. Em campo.

  O livro didático digital vem sendo desenvolvido na perspectiva da metodologia do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA).

A ideia é começar a aplicação do projeto-piloto em agosto. Alguns dos professores serão selecionados para turmas de alunos cegos, surdos, com autismo e deficiência intelectual.

 “Temos que ir para as escolas, no contexto real das salas de aula, para validar o protocolo”, disse Márcia.

 Escolas de 16 municípios que já haviam estabelecido parceria anterior em projeto sobre deficiência intelectual tiveram prioridade.

De acordo com Márcia, serão estudados quatro casos de cada deficiência. Um protocolo ético e metodológico na área de humanas será seguido, incluindo autorização das famíliaspara filmagens.

 A equipe de pesquisadores da UFRRJ e da Uerj vai atuar junto aos professores, acompanhando a aplicação do livro digital nas salas de aulas. Márcia Pletsch lembrou que. para garantir acessibilidade a todos, o projeto observa especificidades teóricas de linguagem e construção do desenvolvimento cognitivo dos diferentes tipos de deficiência.

 O projeto é pioneiro e inédito, “inclusive internacionalmente”, ressaltou a coordenadora.

“Se conseguirmos acessibilidade para um livro didático digital na Baixada Fluminense, conseguiremos em qualquer lugar do planeta”.

Caso o projeto seja validado, poderá ser replicado em qualquer lugar do mundo. “A proposta é validar o projeto do Unicef e fazer uma devolutiva para o órgão das Nações Unidas”.
Unicef Brasil está acompanhando a aplicação.

  Audiências públicas 


 Após o trabalho em campo, previsto para o final de outubro, o Observatório vai submeter o piloto do livro à aprovação em audiências públicas, abertas às comunidades, com participação de adultos com deficiências e especialistas das áreas.

 O objetivo é elaborar um conteúdo que possa orientar a produção de livros digitais acessíveis.

 As audiências devem começar em janeiro, depois do trabalho interno dos pesquisadores.

Para o projeto piloto, foi selecionado o livro didático mais escolhido do Programa Nacional do Livro Didático, de 2015.

O conteúdo foi transformado para se tornar acessível aos quatro níveis de deficiência, e ser inserido em tablets, para escolas.

A partir da validação, a universidade poderá solicitar o registro de patente do protótipo.


Fonte da Noticia – veja Aqui

sábado, 24 de junho de 2017

Brasil - Secretaria reúne especialistas para melhorar transporte acessível em São Paulo

Ação liderada pela pasta da pessoa com deficiência vai avaliar Atende, sistema de táxis acessíveis, Bilhete Único Especial e a emissão do Cartão DeFis. 


Participam técnicos que atuam nos serviços para otimizar e requalificar o setor. 


"É fundamental trabalhar com a releitura de novos processos de produtividade", diz o secretário Cid Torquato, que prevê mudanças já nas próximas semanas.



Relação direta entre o cidadão com deficiência e a pessoa que presta o serviço é avaliada. Imagem: Reprodução.



O transporte público acessível para pessoas com deficiência da cidade de São Paulo está em constante avaliação, principalmente pelo cidadão, que usa ônibus, metrô, táxi, trens e outros serviços diariamente, espera sempre que o poder público cumpra suas obrigações e ofereça acessibilidade com qualidade, conforto e segurança.

Aprimorar essa oferta e acompanhar a evolução de equipamentos e tecnologias é fundamental. Por isso, uma ação liderada pela Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED) – com a participação da Secretaria de Transportes, da CET e da SPTrans – está avaliando todos os serviços voltados ao cidadão que precisa de recursos acessíveis para se locomover.

 Grupos formados por especialistas que trabalham no Atende, no sistema de Táxi Acessível, no Bilhete Único Especial e na emissão do Cartão DeFis participam de reuniões conjuntas e discutem como otimizar e requalificar esses serviços para, em um prazo de 90 dias, implementar modificações. O trabalho já está em andamento.


“Teremos novidades já nas próximas semanas”, afirmou em entrevista ao #blogVencerLimites o secretário da pessoa com deficiência, Cid Torquarto. 


“A duração máxima de cada grupo é três meses. Nesse período, e até antes, haverá modificação. É provável que as primeiras novidades sejam sobre o Atende”.



Entre os pontos críticos que precisam ser atacados com prioridade, Torquato destaca a logística e as tecnologias usadas atualmente, sempre com releitura dos processos, inclusão das demandas que a SMPED recebe diariamente dos cidadãos e informações que chegam à Ouvidoria do município. 


 “Os grupos foram criados e pensados para atender as demandas da população”, ressalta o secretário. “No caso de pessoas com deficiência severas, avaliamos a ampliação do tempo de uso do Bilhete Único Especial sem a necessidade de comparecer ao órgão público para a renovação do serviço”.

  Outro ponto que está em discussão é a relação direta entre o cidadão com deficiência e a pessoa que presta o serviço, como motoristas de ônibus, funcionários do metrô e dos trens, agentes de trânsito, etc.



“A CET promoveu recentemente requalificação de todos os agentes da cidade. 

E foi incluído no conteúdo dessas aulas – foram 44 turmas – a atenção à pessoa com deficiência na rua”, diz Torquato. O processo deve ser contínuo.

 Estamos elaborando cursos de sensibilização, reforçando sempre a humanização, apresentando nomenclaturas, legislação, explicando de que forma a pessoa precisa ser atendida, até mesmo nos detalhes, se o servidor deve ou não dar a mão, pegar no braço, empurrar a cadeira, de que maneira deve se comunicar com alguém que tem deficiência auditiva, como abordar uma pessoa cega, com orientações sobre a conduta no dia a dia”. 


O secretário afirma que a melhor maneira de melhorar essa relação é investindo no conhecimento, com a capacitação do servidor, repetindo sempre que necessário tudo o que já foi apresentado.

 Cid Torquato destaca a participação da secretária adjunta, Marinalva Cruz, nesse trabalho.

 “As pessoas que dão aula nesses cursos têm deficiência, exatamente para que as experiências apresentadas sejam reais.

Em tempos de crise e poucos recursos, você tem que fazer mais com menos.

É preciso usar a criatividade e trabalhar com a releitura de novos processos de produtividade”.


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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Portugal - ‘Dê Uma Tampa à Indiferença” garante mais uma cadeira de rodas

Entrega do equipamento de locomoção realizou-se ontem.

 A Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação da Região Autónoma da Madeira e Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – Associação Sem Limites entregou ontem, dia 21 de Junho, uma cadeira de rodas manual na EB1/PE da Nazaré.


Trata-se da 9.ª cadeira de rodas manual nova entregue este ano, totalizando assim a 33ª pessoa apoiada em 2017 através da Campanha “Dê Uma Tampa à Indiferença”.

 A associação “agradece a todas as pessoas, em especial às crianças da EB1/PE da Nazaré, local onde decorreu a entrega, que têm contribuído para a recolha de tampinhas.

 Fazendo votos de que continuem diariamente a guardar a sua tampinha que se traduz na alegria das pessoas com necessidades especiais”, refere um comunicado.

 Na ocasião estiveram presentes o presidente da associação, Filipe Rebelo, o presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, a Direcção da Escola, bem como a família e, naturalmente, o próprio beneficiário da cadeira de rodas.


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quarta-feira, 21 de junho de 2017

Portugal - Entrega de cadeira de rodas manual na Escola da Nazaré


A Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação da Região Autónoma da Madeira e Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – Associação Sem Limites irá entregar uma cadeira de rodas manual no próximo dia 21, quarta-feira, pelas 15h30, na EB1/PE da Nazaré.



A iniciativa insere-se na Campanha ‘Dê Uma tampa à Indiferença’, sendo que a referida escola recolheu cerca de uma tonelada de tampinhas ao longo do ano lectivo, contribuindo assim para a compra da cadeira de rodas.

 Na ocasião estará presente o presidente da Associação, Filipe Rebelo, a direcção da Escola, bem como a família e o próprio beneficiário da cadeira de rodas.


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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Cabo Verde - Mon na Roda: Dupla Miriam Medina e Flávio Gonçalves representa Cabo Verde no campeonato de dança na Alemanha

Miriam Medina e Flávio Gonçalves, do grupo de dança inclusiva ’Mon na Roda, são os representantes do arquipélago no campeonato internacional de dança em cadeiras de rodas em Frankfurt - Alemanha, que acontece nos dias 17 e 18 de Junho, em 3 categorias. 


São os únicos participantes do continente africano. Flávio irá competir nas provas Freestyle man, Convencional, mas também irá competir com o seu par Miriam Medina. Esta diz-se orgulhosa e convicta de que, “faremos um bom trabalho.




O nosso objectivo é ficarmos todos bem classificados e representar o nosso país da melhor forma. É um orgulho e uma honra levar a bandeira Cabo verdiana para as competições internacionais”. 


 A dupla cabo-verdiana viaja no dia 15 de Junho para a Alemanha. Segundo a Miriam Medina, presidente e a fundadora do Mon da Roda, ela e o seu parceiro vão dançar na categoria Freestyle Combi 2, a música “Di Mi Ku Bo”, interpretada pela cantora, Elida Almeida. 


Na categoria Freestyle man é a música do “pirates of Caribbean”. 


Na categoria Convencional, as músicas são definidas no momento do campeonato de dança de cadeiras de roda, que acontece em Frankfurt - vai contar com a participação de 30 países.

 O grupo Mon na Roda usa a dança como elemento de reabilitação e integração de pessoas com deficiência.

Tem também como objectivo diminuir as diferenças entre pessoas com deficiência e sem deficiência, combatendo o preconceito.

Os cadeirantes que fazem parte do projecto vêem na dança um escape e um meio de desafiarem a sua capacidade, explorando possibilidades de movimentação espontânea e criativa.

 Actualmente, o grupo Mon na Roda é formado por quinze elementos.

“Temos transmitido uma boa mensagem e cada vez mais surgem mais pessoas com interesse em aderir ao grupo.

Não temos mais integrantes porque muitos vivem em lugares distantes e não temos transporte”, disse Miriam.



  Fonte da Noticia – Veja Aqui - Nicolau Centeio

sábado, 17 de junho de 2017

Governo da Guiné-Bissau realiza campanha gratuita de vacinação em crianças

Bissau, 15 jun - O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau iniciou hoje uma campanha gratuita, em todo o território nacional, de vacinação de crianças entre os seis meses e os cinco anos, com vitamina A, e de desparasitação. 

 

"A campanha, porta-a-porta, visa atingir cerca de 300 mil crianças contra doenças, bem como assegurar o crescimento e a melhoria da aprendizagem das mesmas, através da eliminação de parasitas intestinais e promoção de boas práticas de nutrição", refere, em comunicado, o Ministério da Saúde.

 

 A campanha, que termina no domingo, é feita em colaboração com o Fundo da ONU para a Infância (UNICEF), a Organização Mundial de Saúde (OMS) e Plan Guiné-Bissau.

  "A vacinação é uma das intervenções de saúde pública de maior sucesso e mais eficaz em termos de custos, com significado contributo na redução das mortes das crianças", sublinha o Ministério da Saúde.

 Segundo o comunicado, na Guiné-Bissau foram feitos progressos significativos no "aumento da cobertura de vacinações contra as principais doenças evitáveis através de vacinas, nomeadamente, o pólio, difteria, tuberculose, tosse convulsa, sarampo e tétano".

 

 

  Fonte da Noticia – Veja Aqui

domingo, 11 de junho de 2017

Até 2018 Cabo Verde poderá ter um estudo bio comportamental das pessoas com deficiência portadoras de HIV

A garantia é da Presidente da Handicap Internacional que hoje procede ao lançamento do “Programa HIV e Deficiência”.

 A iniciativa visa criar uma estrutura de defesa para uma melhor inclusão das pessoas com deficiência nas estratégias nacionais de luta contra o HIV-SIDA.



“HIV e Deficiência” é um programa regional financiado pelo Fundo Global e abrange países africanos como Cabo Verde, Guiné Bissau, Senegal, Burkina Faso, Mali e Níger.

 É um projeto através do qual se pretende desenvolver um estudo capaz de conhecer o número de deficientes com o VIH e o seu comportamento enquanto portador da doença. 

 Em Cabo Verde existem, segundo o senso de 2010, 23 mil pessoas com deficiência, mas não se sabe o número das que são portadoras do VIH-SIDA.

 Diz Irondina Lima que com o estudo bio-comportamental pretende-se, ao mesmo tempo, garantir os direitos das pessoas com deficiência.


A Handicap Internacional de Cabo Verde quer, juntamente com as organizações parceiras como o ministério da Saúde, a CCS_SIDA, a ONU_SIDA, trabalhar para a redução de novas infeções pelo HIV nas pessoas com deficiência e uma melhor inclusão desse grupo alvo.

 Nesta quinta-feira, paralelamente ao lançamento do programa HIV e Deficiência, a Handicap Internacional de Cabo Verde vai criar uma plataforma dos atores que trabalham em matéria do HIV SIDA e Deficiência.


Fonte da Noricia – Veja Aqui - MCSA – RCV

sábado, 3 de junho de 2017

Portugal - Instituição de Coimbra quer criar rede para apoio a pessoas com deficiência nos PALOP


A Associação Portuguesa de Pais e Amigos de Apoio a Deficiente Mental (APPACDM) de Coimbra quer criar uma rede com os países africanos de língua oficial portuguesa que apoiam pessoas com deficiência, tendo já firmado acordos com Angola e Cabo Verde.


"O objetivo é criar uma rede de partilha de conhecimentos com instituições" dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) que trabalhem na área de apoio e reabilitação de pessoas com deficiência intelectual, disse a presidente da APPACDM Coimbra, Maria Helena Albuquerque.

 A APPACDM assinou hoje, em Coimbra, um acordo de cooperação com a APEGADA (Associação de Apoio a Pessoas Autistas e de Transtornos Globais de Desenvolvimento), de Angola, com vista ao levantamento das necessidades daquela instituição sediada em Luanda e à ajuda na melhoria do apoio às pessoas com deficiência intelectual.


Fonte da Noticia – Veja Aqui

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Guiné-Bissau - Malária é grave ameaça à saúde pública e causa de pobreza na Guiné-Bissau – OMS

O coordenador residente das agências da ONU na Guiné-Bissau, Ayigan Kossi, afirmou hoje que a malária é uma ameaça à saúde pública no país, apesar de a incidência da doença estar a diminuir.



"A malária representa uma grave ameaça à saúde pública e é uma causa significativa de pobreza na Guiné-Bissau, onde toda a população corre o risco de contrair a doença", afirmou o também representante da Organização Mundial de Saúde. 


 Ayigan Kossi falava na cerimónia de lançamento da campanha de distribuição de mosquiteiros impregnados de longa duração à população, que começou hoje e termina a 04 de junho.

 "Em 2013, mais de 175.000 casos de malária e 472 mortes foram reportadas.

Os mais afetados são as crianças menores de cinco anos, representando cerca de 41% de todos os casos e 45% de todas as mortes", sublinhou.


Fonte da Notícia – Veja Aqui

quinta-feira, 1 de junho de 2017

Brasil - Cavenaghi adapta Ecosport para cadeirantes

As pessoas com mobilidade reduzida passam a contar com mais uma opção de veículo adaptado: a Cavenaghi, uma das principais empresas de aperfeiçoamento de produtos para pessoas com deficiência apresenta o Pegasus Ecosport, solução desenvolvida no Brasil que dá maior autonomia para usuários de cadeiras de rodas motorizada. 

Por meio de um controle remoto sem fio, o motorista cadeirante opera o sistema de abertura da porta traseira e da rampa de acesso ao interior do veículo, permitindo que ele possa entrar sentado na sua própria cadeira de rodas, chegar com ela ao volante e dirigir. Um sistema automático instalado no piso evita que a cadeira se desloque durante a condução.



“O desenvolvimento deste produto foi um dos maiores desafios que enfrentamos ao longo da história da Cavenaghi. Foram mais de dois anos de estudos específicos para desenvolvê-lo”, conta o diretor técnico, Carlos Cavenaghi. 


O modelo será lançado durante a 15ª edição da Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação,

 Inclusão e Acessibilidade, que será realizada entre 1º e 4 de junho, no São Paulo Expo.

 Durante o evento, a empresa também apresentará outras soluções, como o Autolift, criado para facilitar o embarque e desembarque de cadeira de rodas em automóveis, e a rampa D2, projetada para facilitar o armazenamento das cadeiras de rodas manuais no porta malas.



  Fonte da Notícia – Veja Aqui

domingo, 28 de maio de 2017

Cabo Verde - Handicap International lança Projecto Regional HI ACO HIV e Deficiência

A Handicap International Cabo Verde, com sede nas instalações da Associação ADEVIC, vai lançar oficialmente o Programa HI ACO HIV e Deficiência e criar a plataforma dos actores que trabalham na matéria de HIV e Deficiência, no dia 01 de Junho, na sala de reunião do Ministério da Saúde, Cidade da Praia.

 A implementação deste programa, que se iniciou a 01 de Janeiro deste ano, visa contribuir para a redução de novas infecções pelo VIH nas pessoas com deficiência.



Participam no evento representantes do Ministério da Saúde e Segurança Social, do CCM, da CCS-SIDA, da ONU-SIDA, da HI, FECAD, da Rede Pv-VIH e de outras organizações da sociedade civil. 

Tudo com o objectivo de criar uma estrutura de defesa para uma melhor inclusão das pessoas com deficiência nas políticas e estratégias nacionais de luta contra o VIH-SIDA. 

 Em nota, a organização informa que o programa regional ACO HIV e Deficiência é financiado pelo Fundo Global e Handicap International, que constitui o recipiente da subvenção do Fundo Mundial Isto em parceria com a Federação Oeste Africana das Associações de Pessoas com Deficiência (FOAPH).


“A intenção é criar sinergias entre os actores e plano de acções capazes de contribuir para a redução de novas infecções pelo VIH nas pessoas com deficiência, apoiando a promoção dos direitos humanos, abordando barreiras legais e melhorando o acesso aos serviços de prevenção, tratamento e apoio através de uma advocacia regional”, anuncia nossa fonte.

 Fazem parte deste projecto seis países africanos: o Senegal, a Guiné-Bissau, o Cabo Verde, o Burkina Faso, o Mali e o Níger.

Projectado por um período de três anos, o pgrama tem “ o compromisso de trabalhar para a promoção dos direitos e bem-estar dos homens, mulheres, meninos e meninas com deficiência”.

 É de referir que as «Plataformas HIV e Deficiência» realizou um estudo recentemente sobre bio-comportamental em dois países da África Ocidental (Mali e Senegal), tendo apontando que a prevalência do HIV é de duas a três vezes maior entre as pessoas com deficiência do que na população, em geral.

 “Um estudo qualitativo realizado em Burkina Faso destacou a vulnerabilidade das pessoas com deficiência à epidemia, em que destacou barreiras de comunicação e falta de acesso à informação”.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui - Celso Lobo

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Chicago - Engenheiros criam cadeira de rodas que permite ao usuário ficar de pé sozinho

Engenheiros do Center for Bionic Medicine, em Chicago, desenvolveram uma cadeira de rodas que consegue ajudar os usuários a ficarem de pé.



"Esta é a primeira cadeira de rodas manual que permite que os usuários se movam em pé ou sentados.


É uma inovação que expande o espaço dos usuários e, mais importante, permite que eles olhem uma pessoa diretamente nos olhos durante uma interação", explica Todd Kuiken, líder do projeto.

 A cadeira de rodas desenvolvida pelos pesquisadores permite ficar em pé, sentado ou em qualquer posição entre essas duas.

 A pessoa que usa a cadeira é protegida por um cinto em volta do tronco e também do joelho para evitar possíveis quedas, como conta o Digital Trends.

Veja como funciona:

video


Fonte da Noticia – Veja Aqui

domingo, 21 de maio de 2017

Portugal - Governo cede e dá mais horas de apoio a pessoas com deficiência

Limite de 40 horas semanais para assistência pessoal foi dos pontos mais contestados no Modelo de Apoio à Vida Independente inicialmente proposto pelo Governo.

 Até 30% dos futuros beneficiários do Modelo de Apoio à Vida Independente terão apoio pessoal garantido sem qualquer limite de tempo, revela a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, num artigo publicado na edição deste sábado do PÚBLICO. 

O projecto inicial do Governo estabelecia um limite máximo de 40 horas por semana para todos os beneficiários.



Este limite foi muito contestado na consulta pública do projecto, que decorreu entre Fevereiro e Março, por pessoas com deficiência e associações do sector, por não responder às necessidades de quem precisa de apoio permanente, como é o caso dos tetraplégicos. 

 Na sequência destes protestos, o Governo começou por decidir isentar 10% dos beneficiários daquele limite máximo de horas, tal como foi tornado público esta semana.

 Mas esta decisão foi também contestada publicamente pelo Bloco de Esquerda (BE), que a considerou insuficiente.

 Em respostas ao PÚBLICO, o ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social explica que tem mantido um “diálogo constante” sobre este projecto com o BE. 

E os contactos prolongaram-se até esta sexta-feira, data em que se chegou a acordo sobre o alargamento das horas de apoio para até 30% dos beneficiários do Modelo de Apoio à Vida Independente. 

Para estes, não estão previstos limites de horas na ajuda que lhes será prestada através de assistentes pessoais. 

As horas de apoio “serão avaliadas, caso a caso, consoante as necessidades de cada pessoa”, especifica o ministério.


A definição de um limite máximo de 40 horas semanais para apoio foi dos pontos que mais suscitou críticas ao modelo inicialmente proposto pelo Governo e que levou o tetraplégico Eduardo Jorge a anunciar um protesto para este fim-de-semana, frente ao Parlamento.

Eduardo Jorge, que actualmente está a viver num lar, tem sido uma das caras da promoção da vida independente para pessoas com deficiência. “Como é possível limitarem a nossa liberdade ao máximo de oito horas diárias?

Nas restantes 16 ficamos na cama?”, questionou ele quando foi conhecida a proposta inicial do Governo.

 O Modelo de Apoio à Vida Independente visa promover a autonomia das pessoas com deficiência através da disponibilização de assistentes pessoais com formação que garantam apoio ao nível da higiene, alimentação, deslocações, participação em actividades de lazer, entre outros.

Objectivo: permitir que as pessoas com deficiência possam viver nas suas casas e não em instituições de acolhimento.

Actualmente, esta é, muitas vezes, a única alternativa para quem tem limitações mais graves. Os cuidados serão prestados por assistentes pessoais que serão contratados pelos futuros Centros de Apoio à Vida Independente, com base nas preferência e necessidades de cada beneficiário.

 Os beneficiários não terão de pagar por este apoio, que até 2020 vai ser desenvolvido sobre a forma de projectos-piloto que não abrangerão mais de 300 pessoas. A iniciativa será financiada por fundos comunitários.

 Questionado pelo PÚBLICO sobre quantas pessoas necessitariam destes apoios, o ministério indicou que não existe esta informação.

"Os dados mais actuais que existem relativamente a pessoas com deficiência são os dos Censos 2011", explicou. E mesmo esses não permitem quantificar o universo total de pessoas com deficiência.


  O que muda? Incapacidade 


 Os beneficiários do Modelo de Vida Independente terão de ter um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, certificado por Atestado de Incapacidade Multiusos.

Na sequência dos contributos recebidos no âmbito da consulta pública da proposta governamental ficou decidido que este limiar poderá ser inferior em casos de deficiência intelectual, de desenvolvimento (Perturbação do Espectro do Autismo) e de doença mental.

Esta excepção deve-se ao facto de o grau de incapacidade deste tipo de deficiências ficar por vezes, em sede de junta médica, abaixo dos 60%.


  Idade 


 A idade mínima para o acesso aos serviços de assistência pessoal é de 16 anos. Inicialmente o Governo tinha proposto os 18 anos de idade, mas baixou este limite depois da consulta pública.

  Assistência 


 Será elaborado um Plano Individual de Assistência Pessoal para cada beneficiário, onde se expressa o tipo de assistência requerido por aquele.

Este plano será elaborado em conjunto com cada pessoa apoiada. Será esta a base para a contratação de assistentes pessoais, cuja gestão será feita pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI).



  Fonte da Noticia – Veja Aqui

Portugal - Eduardo Jorge já não vai ficar deitado quatro dias junto ao Parlamento

Activista tetraplégico não está totalmente satisfeito com as mudanças anunciadas pela secretária de Estado da Inclusão, num artigo de opinião do PÚBLICO.

 Mas decidiu desconvocar o protesto que tinha previsto iniciar neste domingo. Eduardo Jorge, 54 anos, tetraplégico desde os 28, anunciou há dias que a partir deste domingo, e durante quatro dias, permaneceria deitado em frente ao Parlamento, entregando-se aos cuidados do Presidente da República, do primeiro-ministro e do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.



Objectivo: mostrar a sua insatisfação face ao Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) proposto pelo Governo. 

Contudo, neste sábado, depois de ter visto noticiado que, afinal, até 30% dos beneficiários dos projectos-piloto que vão ser postos em prática poderão ter o apoio de assistentes pessoais sem qualquer limite de horas — tudo dependerá de uma avaliação caso a caso —, decidiu suspender o protesto. 

 Foi na edição deste sábado do PÚBLICO que a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, fez saber, num artigo de opinião, que até 30% dos beneficiários do MAVI terão apoio pessoal garantido sem qualquer limite de tempo.


O MAVI prevê que pessoas com mais limitações possam ter assistentes pessoais com formação que garantam apoio ao nível da higiene, alimentação, deslocações, participação em actividades de lazer, entre outros.

Nos próximos três anos, os projectos-piloto chegarão a 300 pessoas com deficiência, no máximo. Inicialmente, o Governo estabelecia um limite de 40 horas por semana de apoio para todos os beneficiários.

Um limite que foi muito contestado durante a consulta pública das propostas do executivo, que decorreu entre Fevereiro e Março. Muitas pessoas com deficiência e associações do sector alegaram que 40 horas não respondem às necessidades de quem precisa de apoio permanente, como é o caso dos tetraplégicos. Eduardo Jorge, que se tem destacado nos últimos anos por acções de protesto pela “vida independente”, foi uma das vozes críticas.

E mesmo depois das palavras da secretária de Estado deste sábado, garantindo apoios mais alargados, mostra-se insatisfeito.

Diz que alargar a mais alguns um apoio sem limites “é de louvar”, mas não chega.

  Quem fica de fora?


“Não devia haver limite de horas para ninguém. Devia depender sempre da avaliação das necessidades das pessoas.

 Se num Centro de Apoio à Vida Independente [são estes centros que vão gerir a contratação dos assistentes pessoais] houver 20 beneficiários, significa que 30%, seis pessoas, podem ter apoio sem limites.

Mas e se forem oito as pessoas que precisam de apoio sem limites? Ficam de fora?”, questiona em declarações ao PÚBLICO.

 Ainda assim, e depois de nas últimas horas ter “posto à consideração” dos que o seguem no seu blogue Nós Tetraplégicos se deveria manter o protesto junto à Assembleia, decidiu desconvocá-lo. “Os meus seguidores acham que não vamos conseguir mais do que isto, do que os 30%, e como ia ser muito complicado para a minha saúde, para mais com este calor, não vou avançar”, disse ao PÚBLICO.

“Mas espero que o Governo se comprometa com isto: quando o MAVI se tornar lei, depois dos projectos-piloto, o apoio deverá ser sem limites. Tem de se assumir esse compromisso.”


  Fonte da Notícia – Veja Aqui

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Portugal - Pessoas com deficiência podem ter mais horas de apoio pessoal

A idade mínima de acesso para pessoas com deficiência aos serviços de assistência pessoal passará a ser de 16 anos, em vez dos 18. 

 Algumas pessoas com incapacidade elevada podem ter o apoio de assistentes pessoais mais do que 40 horas por semana, anunciou o Governo.



Era o que estava inicialmente previsto no documento sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), mas depois da consulta pública que decorreu até ao fim de Março, o universo foi alargado.

 Até 10% das pessoas apoiadas pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) podem ter um assistente pessoal “no limite, 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse aos jornalistas a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes.

 São os centros que decidem quem deve beneficiar desse apoio, mas Ana Sofia Antunes também alertou que é preciso ter alguma contenção porque o “orçamento deste programa piloto é limitado: cerca de 15 milhões de euros para três anos. 

 Esta foi uma das questões que maior polémica gerou na discussão do documento, com muita gente a considerar que há deficientes que precisam de apoio alargado.

 Outra foi a da escolha dos assistentes pessoais para as pessoas com incapacidade. 


 Ana Sofia Antunes sublinhou que as pessoas não são obrigadas a escolher alguém da bolsa de assistentes pessoais do CAVI.

 “Podem ter alguém conhecido, com quem já tenham confiança e propor aos centros a sua contratação”, referiu a secretária de Estado.

 A idade de acesso a este programa também baixou de 18 para 16 anos. O objectivo é facilitar a integração das pessoas com incapacidade na vida activa.

 Por outro lado, há pessoas com incapacidade inferior a 60% que vão ter acesso ao Modelo de Apoio à Vida Independente.

É o caso de pessoas com deficiência intelectual ou da área do desenvolvimento (perturbações do espectro do autismo) ou doença mental.

Nessas situações, há direito ao apoio, seja qual for o grau de incapacidade.

 O relatório está pronto e as candidaturas começam em Junho mas, por enquanto, é apenas um projecto-piloto para pôr no terreno nos próximos três anos.

 Para já, são 200 a 300 pessoas com incapacidade poderão beneficiar deste programa e ter uma vida mais independente.

Um princípio, tendo em conta que não havia nada mas ainda pouco face às necessidades.

Para estes três anos o programa tem 15 milhões de euros.


Fonte da Notícia – Veja Aqui

Brasil - Empresa investe no talento de pessoas com deficiência e na educação inclusiva

A falta de capacitação cria diversos obstáculos à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 

Para mudar essa realidade, muitas corporações estão formando seus empregados. 

O #blogVencerLimites conversou com funcionários da TIM Brasil que, apoiados, evoluíram junto com a companhia. 

É a aposta na inclusão para fortalecer a equipe e aumentar as vendas.



Gabriela Paiva, Fernando Sartori e Régia Barbosa trabalham na TIM Brasil. Imagem: Divulgação Fernando Sartori é formado em engenharia elétrica com ênfase em eletrônica e trabalha na TIM Brasil desde 2002. 

Começou como terceirizado e atualmente ocupa o cargo de gerente sênior da área de redes. Seis anos atrás foi diagnosticado com otosclerose, condição genética que provoca perda gradual da audição. Hoje tem capacidade auditiva somente no ouvido direito e usa um aparelho, comprado com ajuda da empresa. 

 “A deficiência auditiva traz pequenas dificuldades, principalmente em reuniões. Por isso, fico em posições que me ajudem”, diz Sartori. 


A deficiência auditiva também não impediu a evolução de Gabriela Paiva, gerente executiva da área comercial da TIM. Ela perdeu 100% da audição de um dos ouvidos aos seis anos, após uma caxumba. Sua primeira função foi de vendedora em uma loja no interior de Minas Gerais, 17 anos atrás.

O estabelecimento fechou um ano depois e ela foi indicada para participar de um processo interno na área de atendimento ao cliente. Gabriela não conseguiu a vaga por causa a restrição auditiva, mas recebeu oferta para trabalhar em outra cidade, também em uma loja.

 “Essa mudança foi decisiva para que eu conseguisse seguir na área comercial”, diz Gabriela. Ela se formou em Direito e comanda, a partir da sede da empresa no Rio de Janeiro, as vendas em 154 lojas da operadora no País.

“Essa limitação exige mais atenção da minha parte, principalmente em reuniões, mas não atrapalha em nada o meu trabalho”, diz. Fernando Sartori é gerente sênior da área de redes da TIM Brasil. Imagem: Divulgação

 É fato que a falta de acesso à educação por questões financeiras e pela ausência de recursos de acessibilidade em escolas e universidades limita as possibilidades de evolução profissional para pessoas com deficiência, mas apostar na inclusão para fortalecer a equipe e ampliar as vendas mostra resultados, estratégia que tem sido colocada em prática no mercado corporativo para captar talentos que poderiam ficar no anonimato.

E uma prática fundamental nas companhias genuinamente inclusivas é o investimento da formação dos empregados.


  Fernando Sartori é gerente sênior da área de redes da TIM Brasil. Imagem: Divulgação 
 É fato que a falta de acesso à educação por questões financeiras e pela ausência de recursos de acessibilidade em escolas e universidades limita as possibilidades de evolução profissional para pessoas com deficiência, mas apostar na inclusão para fortalecer a equipe e ampliar as vendas mostra resultados, estratégia que tem sido colocada em prática no mercado corporativo para captar talentos que poderiam ficar no anonimato. 

E uma prática fundamental nas companhias genuinamente inclusivas é o investimento da formação dos empregados.



“Não temos vagas específicas para pessoas com deficiência. Esses candidatos podem concorrer a todas as oportunidades, em qualquer área ou cargo.

 O funcionário é parte do negócio, está na companhia para ser integrado, respeitado e cobrado como todos os colaboradores”, diz Régia Barbosa, diretora de gestão de RH da TIM Brasil.

 Régia explica que a companhia tem políticas internas para promover inclusão, acessibilidade e diversidade, a partir da comunicação com os colaboradores, recebendo críticas e sugestões.


“Esse canal já trouxe importantes retornos que resultaram em alterações estruturais na empresa.

No processo seletivo, perguntamos ao candidato como melhorar sua adaptação ao ambiente de trabalho. Estamos finalizando uma nova campanha interna que reforça a diversidade na companhia e a integração.

Um ambiente acessível também passa pelas relações humanas e a empresa tem responsabilidade nisso”, comenta a diretora.

 “A comunicação para trazer esse profissional tem de ser direta, sem melindres e sem medo de ofender.

As associações que atendem pessoas com deficiência precisam incentivar e procurar as empresas para estabelecer parcerias. Características como dedicação, proatividade, criatividade, inovação e liderança não são limitadas pela deficiência”, defende Gabriela Paiva.

  Gabriela Paiva é gerente executiva da área comercial da TIM Brasil. Imagem: Divulgação “A deficiência deve ter o menor impacto possível na atividade. 

Na área de redes, onde eu atuo, funções de manutenção em campo não podem, pode exemplo, ser executadas por um cadeirante. 

Se existir essa preocupação na hora do processo seletivo, a avaliação será a mesma de um colaborador sem deficiência”, afirma Fernando Sartori. 

 A diretora de RH da TIM ressalta que existem dificuldades para contratar pessoas com deficiência em determinadas funções porque não aparecem candidatos com a capacitação necessária. 

“Por isso desenvolvemos esses profissionais dentro da companhia e incentivamos a inscrição de jovens aprendizes com deficiência em nosso programa de estágio”, comenta Régia Barbosa.



Flexibilidade – Desde o ano passado, a TIM adotou em sua sede um programa de ‘Flex Office’, para pessoas com deficiência ou não trabalharem a partir de qualquer local, inclusive de casa, até dois dias por semana. 

E também o ‘Flex Time’, no qual o funcionário cumpre oito horas por dia, mas pode adaptar seu horário de chegada ou saída.


“Esse tipo de programa auxilia bastante na rotina de trabalho. Mantemos contato com os gestores para eles compreenderem que seus colaboradores, em algumas ocasiões, vão precisar se ausentar ou trabalhar em horário diferenciado, mas isso não é um problema na companhia.

Temos muito apoio dos funcionários, inclusive dos líderes”, destaca a diretora.

  Régia Barbosa é diretora de gestão de RH da TIM Brasil. Imagem: Divulgação Instituto TIM – A empresa promove o desenvolvimento humano e o direito à educação inclusiva, especialmente em ciências e matemática, criando recursos e estratégias de ensino. 

Um exemplo é a Bateria do Instituto TIM, que reúne crianças e jovens com deficiência.



“Ela não se restringe a esse público, já que a proposta é justamente promover a integração e fazer com que todos possam conviver e aprender juntos.

 O mesmo acontece quando um funcionário com deficiência integra o quadro de funcionários, uma vez que as vagas não são exclusivas. 

Todos interagem e recebem oportunidades iguais de crescimento na empresa”, explica Régia Barbosa. 


Mercado de trabalho – “É pouco divulgado pelas empresas, mas também pouco procurado pelas pessoas com deficiência.

 Muitas vezes a pessoa, de forma equivocada, já se coloca em posição inferior”, lembra Gabriela Paiva.

 “Existem mais oportunidades porque agora temos políticas públicas de incentivo à inclusão de pessoas com deficiência.

O acesso está mais fácil”, conclui Fernando Sartori.


Bateria do Instituto TIM reúne crianças e jovens com deficiência. Imagem: Divulgação 



Fonte da Notícia – Veja Aqui

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Portugal - "As necessidades não cessam em oito horas"

Fernando Fontes, investigador do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, critica a obrigatoriedade dos centros de apoio serem IPSS



O investigador Fernando Fontes coordena o projeto "Decide - Deficiência e autodeterminação: o desafio da "vida independente" em Portugal". 



  Esta lei, proposta pelo governo, vai ajudar à vida independente?

Creio que é um avanço nas políticas de deficiência em Portugal.

 Marca uma passagem para o reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência no nosso país. Agora, ainda peca por alguns aspetos, tem sido identificados.

  Por exemplo a necessidade de contratar através de centros ligados a IPSS?

 Creio que isso vai criar em Portugal vícios que são difíceis de alterar porque efetivamente o pagamento deve ser feito diretamente às pessoas com deficiência.

Ao criar IPSS que servem de intermediárias na relação entre a pessoa com deficiência e o assistente, não se cria a relação de empregador entre a pessoa com incapacidade e o cuidador e assim ela não vai ter poder para despedir quando não está satisfeita.

A obrigatoriedade dos centros de apoio à vida independente terem estatuto de IPSS devia ser claramente alterado.

Deviam ser apenas organizações não governamentais da área da deficiência que são estruturas novas que resultam da organização de pessoas com deficiência.

 Obrigá-las a ser IPSS desvirtua os princípios porque qualquer IPSS pode criar um centro e estas têm tradicionalmente outra visão, mais assistencialista.

Continuam a faltar medidas para que as pessoas com deficiência sejam vistas como válidas socialmente?

A própria forma como está definido, isto é, apenas para pessoas com mais de 60% de incapacidade no Certificado Multiúsos, não tem em conta todas as questões de incapacidade sociais. Essa ideia está subjacente a todo o documento.

Até a limitação do número de horas a oito diárias. Se vão ser projetos-piloto a nível nacional, para testar qual o tipo de serviço de vida independente que mais se adequa, devíamos abrir ao máximo e não limitar.

O máximo são oito horas e as necessidades não cessam nas restantes horas, nem ao fim de semana.

O documento mantém a ideia da dependência das pessoas face às instituições tradicionais.

  As famílias não são muitas vezes também um entrave à independência?

Concordo inteiramente que não estejam na lista de assistentes.

Percebemos as famílias que se sentem revoltadas porque a grande responsabilidade do apoio tem estado a seu cargo, sobretudo as mães, que abandonam muitas vezes o trabalho para se dedicar aos seus filhos.

E agora ficam revoltadas. Mas creio que até para haver uma autodeterminação das pessoas em relação às famílias e não desvirtuar as relações familiares, é benéfica essa decisão.

A lei vai, pelo menos, permitir às pessoas com deficiência chegar ao mercado de trabalho?

 Sim. Mas vai ser necessário que sejam feitas outras alterações, além das barreiras sociais, também nas arquitetónicas.

O assistente pessoal vai ser uma mais-valia para permitir um acesso mais fácil no mercado de trabalho, no ensino superior, para a autodeterminação, para poderem escolher, por exemplo, onde viver.


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Portugal - Familiares não vão poder ser cuidadores de pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência não vão poder escolher diretamente os seus cuidadores, atribuídos através de uma bolsa de inscritos do Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI). 

De fora ficam também os seus familiares.



Segundo o Diário de Notícias, que falou com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, estas são algumas das condições presentes na versão inicial do modelo de apoio à vida independente que está a ser finalizado para ser discutido, no início de junho, em Conselho de Ministros. 


 A contratação destes assistentes está limitada a uma bolsa de inscritos nos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), ou seja, a pessoa com deficiência não pode escolher diretamente com quem gostava de ficar.

Além disso, o cuidador escolhido também não pode ser um familiar. Esta primeira medida é algo que todos os partidos da oposição criticam mas o Governo contrapõe que, como este modelo vai ser aplicado com fundos comunitários, cerca de 15 milhões de euros, não pode ser dado diretamente aos beneficiários, escreve o DN.

 O Bloco de Esquerda é um dos principais opositores a este modelo, tendo entregue um conjunto de 17 propostas de alteração ao MTSSS.

Os bloquistas consideram que “a escolha do assistente pessoal é livre e da exclusiva responsabilidade da pessoa com deficiência”.

 O PCP, que foi o primeiro partido a defender o apoio à vida independente no Parlamento, também critica o modelo do Governo, considerando que assim “não há o contacto direto da pessoa na contratação do assistente”, algo que deve ser objeto de “reflexão”.

 Por seu lado, os partidos da direita também vão ao encontro deste desagrado.

Em declarações ao jornal, a deputada social-democrata Sandra Pereira defende que “o modelo de apoio é nessa matéria ainda bastante assistencialista” e, através do CAVI, este programa fica “muito burocrático” e “parte da desconfiança quando impede os elementos da família de serem assistentes”, diz ainda Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP.

 Porém, escreve o DN, no facto de as pessoas com deficiência não poderem escolher familiares para serem seus cuidadores, apenas o CDS discorda. Deve ser uma relação profissional sem esquemas de dominação de nenhuma parte.

Percebemos que as famílias estejam muito zangadas porque, no fundo, passaram 10, 15 anos em que desistiram de tudo para tratar do familiar e agora veem uma pessoa ganhar para tratar dele.

Mas temos de separar claramente a independência das pessoas das relações familiares”, afirma o deputado bloquista Jorge Falcato.

 Estes cuidadores vão desempenhar tarefas desde a higiene, transporte ou mediação na comunicação por um período de 40 horas semanais, algo que as pessoas com deficiência ainda consideram “insuficiente”.


Fonte da Noticia – Veja Aqui

Suíça - Estudo feito em cobaias mostra que o fígado muda de tamanho

De acordo com um novo estudo feito em cobaias, cientistas descobriram que o fígado cresce quase 50% quando estes animais estão acordados.

 Quando voltam a adormecer, o órgão volta ao seu tamanho original.



O fígado é um órgão muito complexo que desempenha várias funções, incluindo a desintoxicação do sangue, a regulação do metabolismo e consegue até regenerar-se se dois terços da sua composição forem removidos. 


 Agora, um novo estudo da Universidade de Genebra, na Suíça, mostra que este órgão pode ser ainda mais versátil do que pensávamos: altera o seu tamanho todos os dias. 

Estudos anteriores com ultrassom sugeriram que esta variação também ocorre em seres humanos, mas esta foi a primeira vez que os cientistas conseguiram identificar o mecanismo celular que impulsiona este processo e ligá-lo aos ritmos circadianos.

  A investigação foi conduzida em cobaias, que têm um ritmo diário muito semelhante ao nosso, com a exceção de que são noturnos, ou seja, têm algum tipo de atividade quando está escuro e dormem durante as horas de sol.

 A equipa mostrou que, durante a noite, enquanto os ratos estão ativos e alimentados, o fígado atingiu a sua máxima eficiência e aumentou quase 50% de tamanho.

Depois, quando os animais voltavam a dormir, encolheu para as suas dimensões iniciais.

 “Nos roedores que têm um ritmo circadiano comum, observamos que o fígado aumenta gradualmente durante a fase ativa para atingir um pico de mais de 40% no fim da noite, e que volta ao seu tamanho inicial durante o dia”, disse o investigador Flore Sinturel.

 De acordo com o estudo, publicado na revista científica Cell, isto acontece não só por causa da expansão das células do fígado mas também devido ao aumento do teor de proteína nessas mesmas células.


  Fígado e sono



O número de ribossomos em cada célula – as estruturas nas quais são produzidas as proteínas das células – também variou de acordo com o ritmo circadiano das cobaias. 

Os investigadores detetaram que quando os animais estavam expostos a um ritmo biológico inverso, isto é, forçados a ficar acordados durante o dia, este padrão não aconteceu, mesmo se estivessem a comer a mesma quantidade de alimento.

 Considerando que muitas pessoas se desleixam relativamente à alimentação e às horas de sono, o estudo sugere que esse estilo de vida pode ter impacto no desempenho do fígado.

 De acordo com os cientistas, o fígado será o único órgão que oscila desta maneira. 


Agora, só falta perceber se o mesmo que acontece com os cobaias também se verifica em seres humanos e se é controlado pelo mesmo mecanismo biológico.



Fonte da Noticia – Veja Aqui - ZAP // HypeScience

Angolanos em Portugal defendem a reabilitação

A problemática da pessoa com deficiência continua a ser uma preocupação do Estado angolano, dada a sua situação de vulnerabilidade e o risco de marginalização, defendeu na segunda-feira, em Lisboa, a presidente da Associação dos Estudantes Angolanos em Portugal.



Tatiana Furtado, que falava à Angop à margem de uma palestra sobre “A importância da reabilitação para os deficientes visuais”, salientou que a Lei 21/12, de 30 de Julho, Lei da Pessoa com Deficiência, estabelece uma política global, integrada e transversal de prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, através da promoção da igualdade de oportunidades, acesso a serviços de apoio, oportunidades de educação, formação e trabalho. 

 Tatiana Furtado destacou a criação em Angola do Conselho Nacional de Acção Social mas reconheceu a insuficiência, ainda, da fiscalização, além da necessidade de mais responsabilização e empenho por parte das instituições responsáveis por fazer cumprir o que está na lei. 


A líder dos estudantes angolanos em Portugal apelou ao Governo angolano a apostar mais na formação dos técnicos, bem como das pessoas com deficiência e seus familiares.

 Considerou importante que se fale mais sobre a reabilitação das pessoas com deficiência visual, de maneira a sensibilizar mais a sociedade para um problema a que todos estão sujeitos.

 Segundo disse, é fundamental o apoio e a união das famílias para que haja uma melhor aceitação e adaptação nas situações de cegueira adquirida e para uma melhor integração nos casos de nascença.

 Garantiu que os estudantes angolanos em Portugal, com deficiência visual ou outra, podem contar com o apoio da Associação de Estudantes.

A presidente da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana, Luzia Moniz, enfatizou que a palestra foi uma verdadeira aula de humildade.

“Às vezes, esquecemo-nos que, por uma adversidade qualquer da vida, podemos ficar incapacitados por uma patologia, conforme muitos testemunhos dados aqui pelos convidados”, referiu.

A palestra teve como objectivo sensibilizar a comunidade angolana e a africana sobre os problemas que as pessoas com deficiência visual enfrentam, nomeadamente a discriminação social e pelos próprios familiares.


Fonte da Noticia – Veja Aqui

sábado, 6 de maio de 2017

Portugal - Acessibilidades no Palácio Nacional de Cintra

No âmbito do conjunto de intervenções que a Parques de Sintra tem realizado no Palácio Nacional de Sintra para melhoria das condições de acolhimento ao visitante, nomeadamente a alteração do circuito de visita (*), o restauro dos Pátios do Leão e de Diana e a implementação de uma nova loja no final do novo circuito, procedeu-se igualmente à revisão do plano de acessibilidades para visitantes com mobilidade condicionada. 

A Parques de Sintra considerou sua responsabilidade, enquanto entidade gestora de Património da Humanidade, melhorar as condições de visita através de um estudo cuidado e da avaliação dos espaços caso a caso, adaptando as soluções às características específicas do monumento.



Enquadradas no projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” (PSAM), as intervenções no campo das acessibilidades permitiram um aumento de circuito museológico acessível de 13% para quase 40% do circuito visitável total, prosseguindo a Parques de Sintra a missão de tornar o património cultural e natural que gere mais inclusivo. 

O número de espaços museológicos passou de quatro (Cozinha Real, Sala Manuelina, Sala dos Archeiros e Sala dos Cisnes) para sete (Cozinha Real, Sala Manuelina, Sala dos Archeiros, Sala dos Cisnes, Pátio Central, Pátio do Leão e Jardim da Preta). 

Também o facto de o circuito de saída, pelo Pátio Central, coincidir atualmente com o dos restantes visitantes evita a segregação, permitindo que grupos ou famílias com pessoas com deficiência façam o percurso em conjunto a partir do Pátio Central. 

 No âmbito do projeto PSAM, a Parques de Sintra definiu uma estratégia para melhorar as condições de acessibilidade neste edifício com elevado valor patrimonial.

 Este processo teve uma complexidade acrescida pela impossibilidade de realizar profundas alterações físicas e pela busca do equilíbrio entre a conservação das características e autenticidade do monumento e a responsabilidade de acolher uma maior diversidade de público, muito debatida com entidades externas responsáveis pela salvaguarda do Património. 

A estratégia contou com a análise de três níveis de soluções, desde equipamentos que garantem autonomia e servem todos os públicos (preferencialmente) até à utilização pontual de soluções em que os visitantes dependem de terceiros (apenas quando nenhum outro ultrapassa a barreira). 


Foram, assim, instaladas novas soluções no Palácio Nacional de Sintra que passam por equipamentos amovíveis, como rampas, e equipamentos fixos e reversíveis, como plataformas elevatórias, de modo a garantir que os espaços mantêm as suas características, as quais espelham os valores culturais e patrimoniais que lhes são associados, assumindo-se, ao mesmo tempo, o compromisso na igualdade de oportunidade no acesso ao turismo e à cultura. (*)

Novo percurso de visita proposto para os visitantes com mobilidade condicionada depois da conclusão da segunda fase da campanha de intervenções:

O início do percurso faz-se no exterior, circundando o Palácio com o auxílio do veículo de tração até chegar à Cozinha, primeiro espaço museológico acessível.

O visitante poderá percorrer a Cozinha Real e alcançar a Sala Manuelina, vencendo um lanço de escadas através de uma rampa amovível.

 De seguida, e transpondo também uma rampa amovível, será possível visitar a Sala dos Archeiros e, posteriormente, a Sala dos Cisnes.

O visitante retrocederá até à Sala dos Archeiros e dirigir-se-á ao Pátio Central.

A partir do Pátio Central, todos os visitantes realizarão o mesmo circuito de saída. Para vencer o lanço de escadas e alcançar o Pátio Central foram analisadas várias opções, de acordo com os três níveis mencionados anteriormente, e a única solução adequada é a utilização do trepador de escadas.


  Do Pátio Central é possível aceder até à nova loja e ao Pátio do Leão através de um conjunto de rampas fixas em aço inoxidável, úteis para a segurança de todos os visitantes aquando da passagem pelos diversos pequenos desníveis. 


 A ligação entre o Pátio do Leão e o Jardim da Preta é feita através de dois lanços de escadas, que poderão ser vencidos utilizando duas plataformas elevatórias fixas à parede. Finalmente, poderão aceder ao Jardim da Preta por uma rampa fixa composta pelo mesmos materiais que as anteriores, e deslocar-se novamente no trepador de escadas até ao terreiro do Palácio.


  Fonte: Parques de Sintra - Sugerido por Carlos Nogueira

  Noticia de NÓS Tetraplégicos

Angola - Mais pessoas com deficiência receberam apoio da LARDEF

Um grupo de moradores do bairro Sapu, em Luanda, portadores de deficiência, recebeu na quarta-feira kits para actividades geradoras de rendimentos oferecidos pela Liga de Apoio à Integração dos Deficientes (LARDEF). 

 A Acção de solidariedade social vai beneficiar mais de 14 famílias e está enquadrada num programa de integração económica, desenvolvido pela LARDEF em parceria com o Ministério da Assistência e Reinserção Social.



A coordenadora nacional de programas da LARDEF, Idalina Bota, referiu ao Jornal de Angola que um dos objectivos do programa é melhorar as condições de vida dos assistidos e das suas famílias. 

Alguns dos beneficiários, entre homens e mulheres, foram retirados das ruas da cidade de Luanda, onde passavam o dia a pedir esmola para sobreviver, disse Idalina Bota. 

A responsável afirmou que os beneficiários estão agora em condições de sustentar as suas famílias com os pequenos negócios que vão desenvolver. 

Antes da atribuição de kits, os beneficiários são devidamente seleccionados nas comunidades e frequentam depois um curso básico de gestão de pequenos negócios, com a duração de cinco dias e ministrado por técnicos do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP). 


Os critérios de avaliação e selecção dos beneficiários recaem a favor das pessoas com deficiência visual e motora, explicou Idalina Bota.

Cada kit distribuído está avaliado em 85 mil kwanzas. Mimosa Miguel, uma beneficiária, disse ao Jornal de Angola que o gesto da LARDEF é benéfico e encorajador, porque “a partir de agora vou iniciar uma nova fase na minha vida”.

 A beneficiária lembrou que, antes de ser apoiada pela LARDEF, percorria cerca de dez quilómetros a pé, em direcção ao Largo da Independência, onde mendigava. Mimosa Miguel espera que os beneficiários não decepcionem a LARDEF e façam uma boa gestão do pequeno negócio que os kits oferecidos vão proporcionar, para que cada um tenha uma condição financeira estável.

Emília Cassoma, outra beneficiária, declarou que, a partir de agora, o sofrimento faz parte do passado e defendeu o envolvimento de mais associações no apoio às pessoas carenciadas a nível nacional.

 O chefe do Departamento de Integração Social do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Cardoso Augusto, presenciou a entrega de kits, tendo aconselhado os beneficiários a gerirem bem o negócio para que não voltem à mendicidade.


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Taiwan - A organização que ajuda pessoas com deficiência a ter vida sexual

Uma organização realiza um trabalho pouco comum entre instituições de caridade em Taiwan – oferece serviços sexuais a pessoas com deficiência.

“Eu tive uma vida muito difícil. É por isso que, sempre que eu vejo pessoas com deficiência como eu, me solidarizo.

Eu me vejo neles”, afirma Vincent, criador da organização ‘Hand Angels’ (‘Anjos da Mão’, em tradução livre).



“Nosso serviço mais básico é ajudar o cliente, seja homem ou mulher, a se masturbar”, diz. 

“É um processo completo, desde tocar a pessoa até ajudá-la a atingir o orgasmo”. Até agora, a organização diz ter ajudado seis pessoas. 

O serviço é oferecido através de voluntários, que estudam os perfis dos solicitantes durante meses. 


 “O meu desejo sexual é exatamente o mesmo que o de pessoas sem deficiência, mas eu tenho minhas mãos. (...)

Há pessoas que não conseguem mover suas mãos, ou, mesmo que consigam mexer, talvez não consigam ter atos sexuais satisfatórios.

Quem pode ajudar essas pessoas?”, disse Vincent à BBC.

Uma desses ajudantes é Daan, um voluntário da organização.

“Para nós, voluntários sexuais, antes de começar qualquer serviço, passamos por um longo período discutindo o status de um cliente”, disse à BBC.

“Apesar de o ato durar apenas cerca de 90 minutos, passamos seis meses nos preparando”.

  Uma das clientes da ONG, Mei Nu, relatou sua experiência à BBC. 

“Para os meus pais, eu sou sempre uma criança. Uma criança não precisa de sexo”, diz. 

“O processo me trouxe grande satisfação.Tive algo que não imaginava poder ter, fiquei muito feliz”. 

Críticos comparam o trabalho da Hand Angels a prostituição, que é ilegal na ilha. 

Para a organização, o serviço que oferece é legal. 


Anan, uma voluntária, não se importa com essa discussão.

“Se eles acharem que eu sou uma prostituta, por mim tudo bem”, diz.

 “Há outras organizações, a maioria fundada por grupos religiosos ou de pais, e eles pensam em como ajudá-los a conseguir um emprego ou viver sozinhos, mas eles não pensam no seu direito ao sexo. É isso o que fazemos”.


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domingo, 30 de abril de 2017

GUINÉ-BISSAU - Equipa portuguesa de médicos voluntários presta assistência no Hospital de Cumura

A Fundação portuguesa Ricardo Sanhá enviou em missão para a Guiné-Bissau uma equipa de médicos e enfermeiros voluntários de vários hospitais da cidade do Porto.



A equipa médica chegou esta quarta-feira a Bissau para prestar assistência médica à população até 5 de maio. 


 Os médicos e enfermeiros vão prestar assistência no Hospital de Cumura, através de consultas de medicina interna até às cirurgias, contando com as equipas médicas locais.

 O objetivo é chegar ao maior número de pessoas nas áreas da pediatria, cirurgia e medicina interna. Sendo que o tempo é limitado, os voluntários estão disponíveis para prestar auxílio apenas a casos pontuais.

  Fonre da Notícia – Veja Aqui

sábado, 29 de abril de 2017

Portugal - Projecto Brendait: Centro de Portugal quer ser região acessível para todos

O Projecto Brendait (Building a Regional Network for the Developement of Accessible and Inclusive Tourism) visa a construção de uma rede de turismo acessível e inclusivo. 

O território teste localizou-se em oito municípios do Litoral Oeste (Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras). 

O consórcio junta Turismo Centro de Portugal, Associação de Hotelaria de Portugal, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, European Network for Accessible Tourism e Perfil, Psicologia e Trabalho.



Na apresentação, que teve lugar na Comissão de Coordenação da Região Centro (CCDRC), em Coimbra, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro Portugal, destacou a importância do Projeto Brendait para o estabelecimento da região e do país, enquanto destino turístico para todos, realçando que “no Turismo Centro Portugal acreditamos que só quando estiverem cumpridas estas duas premissas – acessibilidade e inclusão – é que teremos um destino turístico”. 

 Na opinião de Pedro Machado, falar num destino turístico inclusivo “é prepararmos melhor os agentes económicos do sector, qualificarmos melhor os seus serviços, para assim valorizarmos a própria actividade”. 


 O presidente do Turismo Centro Portugal viu ainda com satisfação a “ambição de que este projecto possa ser replicado para outras regiões”, até porque iniciativas como estas “podem obter resultados cada vez mais expressivos a médio/longo prazo, uma vez que há milhões de potenciais clientes”. 

Também presente na apresentação, Teresa Ferreira, directora do Turismo de Portugal, destacou o trabalho feito na qualificação da oferta turística.

“O Projeto Brendait possibilita que se desenvolvam produtos para serem vendidos a mercados diversificados”, frisou, referindo que o programa “All for All”, do Turismo de Portugal, segue o mesmo caminho, “promovendo Portugal como destino acessível”.

 Duas grandes vantagens em desenvolver o turismo acessível é o facto de poder combater a sazonalidade e de aumentar a taxa de ocupação, como destacou Maria João Martins, da Associação de Hotelaria de Portugal.

“Os turistas deste segmento viajam muito fora das épocas tradicionais, viajam normalmente em grupo ou em família e ficam mais tempo”, recordou.

 Quanto à oportunidade, de acordo com Ivor Ambrose, managing director da European Network for Accessible Tourism (ENAT), “há 3 milhões de operações turísticas na Europa e só 300 mil dizem ser acessíveis para todos – apenas 10 por cento.

E a procura é grande: há 140 milhões de pessoas na Europa com necessidades especiais quando viajam.


  Fonte: Turismo Adaptado 



Noticia de NOS TETRAPLEGICO

Brasil - Seped realiza o monitoramento de Instituições que trabalham na promoção e defesa dos Direitos de Pessoas com Deficiência

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), vem realizando o Apoio Técnico e Visitas de Monitoramento Avaliação às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que celebraram Termo de Fomento com a Secretaria na capital e nos municípios do Estado. 

 Em 2016, o Governo do Amazonas disponibilizou 5 milhões para OSCs que trabalham nas ações de execução da Política Estadual de Atenção a Pessoa com Deficiência de acordo com a finalidade da Seped, por meio de Projetos para oferta de serviços que atendam os seguintes eixos: 1) Serviço Integral de Acolhimento Institucional; 2) Serviço de Atendimento Institucional;

 3) Ações de Incentivo ao Protagonismo Social, visando garantir atendimentos especializados, cidadania, qualidade de vida, acessibilidade e inclusão social das pessoas com deficiência e de suas famílias.



O serviço de monitoramento, avaliação e assessor amento prestou apoio técnico em 16 municípios: Manaus, Itacoatiara, Iranduba, Humaitá, Rio Preto da Eva, Tefé, Parintins, Autazes, Tonantins, Nova Olinda do Norte, Coari, Boa Vista do Ramos, Manicoré, Manaquiri, Itapiranga e Manacapuru. 

 Encontros e reuniões – Foram realizados encontros e reuniões com as OSCs para o fortalecimento de parcerias, sobretudo na orientação para aplicação de recursos destinados à defesa e promoção da cidadania, objetivando a interiorização e o acompanhamento das políticas setoriais no Estado. 


 Foram celebrados 25 Termos de Fomento com as OSC, conforme requisitos do Edital nº 001/SEPED, para oferta de serviços socioassistenciais em prol das pessoas com deficiência, tendo por objetivo fortalecer e ampliar os serviços e ampliar o número de pessoas atendidas, garantindo o custeio dos serviços socioassistenciais e socioeducativos, serviços de habitabilidade, apoio para alimentação suplementar,

 higiene, salubridade, segurança, acessibilidade e privacidade dos acolhidos, assim como o pagamento dos recursos humanos.

 “As ações de descentralização dos serviços socioassistenciais têm grande impacto no atendimento das pessoas com deficiência que necessitam de uma atenção especifica e imediata que lhe proporcione a melhoria da qualidade de vida.

Atualmente, estamos executando serviços em 15 municípios, incluindo a capital, com investimentos de 4.888.677,33, beneficiando 5.475 mil pessoas com deficiência e suas famílias”, comentou a titular da Seped, Vânia Suely.

 O Trabalho tem como base legal o marco regulatório lei 13.019/2014, que visa aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às organizações da sociedade civil e suas relações de parceria com o Estado.

O processo de acompanhamento vai desde do lançamento do Edital de Chamamento Público, a celebração do convênio, execução dos projetos até a prestação de contas.

 Neste ano, o Governo do Estado está disponibilizando R$ 3 milhões para as OSCs, e, no mês de maio, será divulgada as OSCs selecionadas para receber os repasses.

 O processo encontra-se na fase de seleção dos projetos. No dia 31 de maio, o órgão divulgará as OSCs que irão realizar termo de fomento com a Seped.



  Fonte da Noticia – Veja Aqui

quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guiné-Bissau - Inaugurado em Bissau hospital de dia apoiado pela cooperação portuguesa

O Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau, Guiné-Bissau, passou a ter a partir de hoje uma unidade de dia para atender os casos menos urgentes que chegam àquele estabelecimento hospitalar com o apoio da cooperação portuguesa. 

 Inaugurado pela secretária de Estado da Administração Hospitalar, Maria Inácia Có Mendes, e pelo embaixador de Portugal em Bissau, António Leão Rocha, o Hospital de Dia foi recuperado pela cooperação portuguesa num apoio que totalizou cerca de seis mil euros, mais a mão-de-obra.



"Aqui vai funcionar o Hospital de Dia que engloba o atendimento de casos que não precisam de hospitalização e vai descongestionar o serviço de urgência", afirmou o diretor clínico do Hospital Simão Mendes, Kumba Ialá, aos jornalistas, que agradeceu à cooperação portuguesa.


Segundo o embaixador de Portugal, o Hospital de Dia era uma "necessidade real e prioritária" e a cooperação portuguesa empenhou-se para "conseguir que se tornasse uma realidade aquela obra de recuperação".

 "O Hospital de Dia para apoio ao serviço de urgência já não correspondia às necessidades em termos da população de Bissau e por isso, com muita satisfação, foi-nos possível corresponder ao pedido das autoridades guineenses no setor da saúde para fazer esta intervenção", acrescentou o diplomata.

 A secretária de Estado da Administração Hospitalar, Maria Inácia Có Mendes, agradeceu o apoio de Portugal por "gesto de apoio à reabilitação da infraestrutura e que vai permitir o descongestionamento das urgências".


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Brasil - Decreto inclui pessoas com deficiência em cotas de universidades federais

As universidades federais e os institutos federais de ensino técnico de nível médio deverão reservar parte das vagas destinadas às cotas de escolas públicas a estudantes com deficiência.

 A reserva deverá ser na mesma proporção da presença total de pessoas com deficiência na unidade federativa na qual está a instituição de ensino, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 A nova regra, publicada hoje (24) no Diário Oficial da União, altera o Decreto 7.824/2012, que regulamenta o ingresso por cotas nas instituições federais. 


Atualmente, as instituições federais já devem reservar pelo menos 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

 Dentro dessa reserva, pelo menos metade deve ser preenchida por estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa, o equivalente a R$ 1.405,50.

Essas regras estão mantidas. O decreto de 2012 já estabelecia também a reserva de vagas a estudantes pretos, pardos e indígenas, na mesma proporção da presença na unidade federativa.

Agora, foi incluída também a reserva para estudantes com deficiência.

 As instituições de ensino terão 90 dias para se adaptar. Nesse prazo, o Ministério da Educação deverá editar os atos complementares necessários para a aplicação dos novos critérios.


Edição: Lílian Beraldo 



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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Moçambicano cria equipa de futsal para invisuais

Um empresário moçambicano sonha levar a equipa a campeonatos internacionais. Além disso, emprega ainda pessoas com deficiência no seu bar, no Aeroporto Internacional de Maputo.

 Para superar preconceitos, portadores de deficiência visual decidiram integrar uma equipa de futsal criada pelo empresário moçambicano Vaz de Sousa, em Maputo.



"A sociedade ainda não encara isto como uma coisa positiva", diz uma das jogadoras, a jovem Maria Muchafo. 

Todos os domingos de manhã, no centro da capital moçambicana, pouco mais de uma dezena de portadores de deficiência visual correm atrás de uma bola com um guizo. 

"Seguimos o som da bola. Quem vem com a bola tem de dizer a palavra 'estou' que é para a pessoa à frente não bater", explica o jovem Gildo, considerado o melhor marcador da equipa.


Antero Cambaco, um treinador muito experiente, que esteve à frente do Desportivo de Maputo, desdobra-se em esforços para lidar com esta equipa de pessoas com deficiência visual:

"Na verdade, é difícil. Precisamos de nos ambientar, não há dúvida. Mas sinto-me honrado de poder dar este contributo dentro desse grupo que se sente um pouco abandonado na sociedade." E não é só isso.


  O empresário Vaz de Sousa também tem um bar no Aeroporto Internacional de Maputo, onde trabalham pessoas com deficiência.



Numa cadeira de rodas, a jovem Ana Paulo apressa-se a servir o pequeno-almoço aos clientes. "Tenho de atender todos sem me exaltar ou ficar chateada. 

Os clientes têm de receber o seu pedido com todo o amor e carinho. Não posso mostrar cara feia", afirma. "Há sempre limites. 


O que uma pessoa sem deficiência faz em um minuto, eu talvez faça em dois, mas o trabalho está a andar." Ana também tem colegas mudos e surdos.

Uamusse é o que tem a tarefa mais árdua porque é gerente e trabalha só com um braço.

 "Isto é mais uma prova de que somos capazes. Se a pessoa tem um bom coração, vai voltar sempre. Nem todos regressam ao bar, cada um tem a sua maneira de lidar com deficientes", comenta ele.


  A jovem Ana apela aos empresários para que não tenham receio de empregar pessoas com deficiência, até porque eles já mostraram que são capazes.



"Há muitas pessoas limitadas lá fora e que estão à espera de uma oportunidade, mas que infelizmente até agora não a tiveram", alerta. 

 Um homem com perspetivas Vaz de Sousa diz que, desde criança, sempre gostou de ajudar o próximo. 

Daí que tenha pensado em dar emprego a pessoas com deficiência. 


 O empresário moçambicano refere que tenta dar resposta às inúmeras queixas de pessoas com deficiência - uma delas, a exclusão da sociedade:

"Através do que eu faço, as minhas portas estão sempre abertas para que, juntos, possamos criar condições.

" E essas parecem estar a surgir, porque o empresário já sonha em levar a equipa de futsal às competições internacionais, apesar de este ser terreno novo em Moçambique.

"Temos um patrocinador que nos tem dado apoio e há algumas outras almas caridosas que já disseram que também nos vão nos apoiar."


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