sábado, 20 de junho de 2015

Portugal - Elétricos em Lisboa não são acessíveis

Alerta é de autarca alemã, presente na capital para um encontro da rede Eurocidades sobre acessibilidades e mercado de trabalho. Pavimento de alguns locais da cidade é elogiado.



Há alguns dias em Lisboa, Barbara Berninger, chefe da divisão para União Europeia e Relações Internacionais do departamento de Desenvolvimento Urbano e Ambiente do órgão executivo de Berlim, identifica a dificuldade de pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas em subir para os elétricos como um dos pontos negativos da cidade em matéria de acessibilidades. O problema, acrescenta ao DN, verifica-se mesmo no caso dos veículos mais modernos, que, garante, não estão preparados para cadeiras-de-rodas elétricas. 


 A também líder do grupo de trabalho da Eurocidades sobre Cidades Livres de Barreiras para Todos reconhece, porém, que é uma área que necessita de um grande investimento.

A sugestão da sua equipa é, assim, que se implemente uma metodologia semelhante à que foi adotada em Berlim na área dos transportes públicos, quando foi utilizado um veículo com soluções piloto que foram alargadas aos restantes só depois de serem melhoradas com o contributo de todos, particularmente de pessoas com mobilidade reduzida. Barbara Berninger elogia, em contrapartida, o pavimento escolhido para o Terreiro do Paço, onde a calçada coexiste com outro tipo de pavimento.

A autarca alemã mostra, de resto, que está a par do debate que tem ocorrido em torno da manutenção ou retirada da calçada portuguesa.

 "Adoro-a", assegura, ressalvando que há soluções para tornar as ruas acessíveis para todos. Até porque, sublinha, se cerca de 10% das pessoas que vivem numa cidade necessitam de condições particulares para se deslocar, 100% beneficiam da concretização dessas medidas.

A responsável sustenta, por isso, que a aposta deve passar também pela sensibilização para o problema.

E exemplifica com a existência na via pública de obstáculos como cadeiras e mesas, que afetam quer as pessoas que se deslocam em cadeira-de-rodas quer os invisuais.

"Às vezes, basta falar com as pessoas. Ninguém quer parecer estúpido", afirma, frisando que os "portugueses são pessoas bastante amáveis".

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Cabo – Verde - Artistas cabo-verdianos em concerto para ajudar crianças deficientes

A noite de gala organizada pela Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo (FACVL) juntou no sábado várias artistas cabo-verdianos por uma causa solidária. Mirri Lobo foi o cabeça de cartaz do evento, que teve lugar em Roodt-sur-Syre, uma pequena localidade do oeste do país, e contou com mais de 200 pessoas.



Ao palco subiram artistas como Toy Vieira (vindo da Holanda), Carla Correia, Rita Barros, Tutin D'Giraldo (vindos de Portugal), Djá, Djoy D'Ninha, Erineu, Djon Mota, Anderson, Casimiro, DJ Mendyss e o cabeça de cartaz Mirri Lobo, que veio de Cabo verde.



A gala realizou-se no âmbito da programação anual dos 40 anos de independência de Cabo Verde. O presidente da FACVL, João da Luz, explicou ao CONTACTO que cem por cento do lucro angariado nessa noite seria canalizado para o apoio à Associação de Crianças Deficientes de São Vicente e para a construção de um lar para pessoas portadoras de deficiências e de mobilidade reduzida da região de Paul, na ilha de Santo Antão.

 “O apelo foi lançado pelo presidente da associação em Cabo verde a toda a diáspora e nós decidimos dar o nosso contributo com a realização desta noite de morna”, disse João da Luz, explicando que o presidente da associação, Daniel Gomes, é também ele portador de deficiência física.

 A gala incluiu jantar e concertos de morna, e a organização não poderia estar mais satisfeita. “Ainda não sabemos o resultado concreto mas as pessoas que aqui estão têm dado um feedback muito positivo”, acrescentou.

 O jantar, confeccionado pelo chefe cabo-verdiano Luís Carvalho, do restaurante Metissage, fez as delícias dos presentes, que gabaram a qualidade das iguarias. A FACVL agradeceu o apoio da autarquia de Betzdorf, que cedeu o espaço e o material necessário para a realização da noite de gala e todas as pessoas que quiseram juntar as forças para a preparação do evento.

 “Devo agradecer ao Mirri Lobo que aceitou desde o primeiro contacto, e sem pedir cachet, em participar nesta boa causa”, concluiu o presidente da FACVL. Mirri Lobo, primo do antigo líder do grupo Tubarões Ildo Lobo, venceu em 2012 quatro categorias do prémio Cabo Verde Music Awords, graças ao seu álbum “Caldera Preta”:

 Melhor Voz Masculina, Melhor Álbum Acústico, Melhor Coladeira, e Melhor Musica do Ano. 


 O evento terminou perto das 2h de madrugada com todos os presentes a deixarem o local com sorriso no rosto e alegria no corpo, depois de uma noite bem passada e acompanhada pelas vozes dos artistas das ilhas da morabeza.

  Fonte da Noticia: Veja Aqui - Aleida Vieira

sábado, 13 de junho de 2015

Beijing oferece assistência de reparo para cadeiras de rodas motorizadas

 A capital chinesa lançou um serviço de assistência para usuários de cadeiras de rodas motorizadas, informaram nesta sexta-feira as autoridades locais. 


    De acordo com a Federação de Portadores de Deficiências de Beijing, o órgão dará assistência rodoviária de graça para no máximo três ocasiões por ano.

Uma vez que a cota for usada, os participantes do projeto devem pagar. Para qualificar as solicitações do serviço, os solicitantes devem ter um "hukou" de Beijing, ou permissão de residente permanente, o certificado de deficiência e uma cadeira de rodas motorizada registrada, de acordo com a federação.   Há 30 centros de manutenção e reparo em Beijing que apoiarão o programa. 

Mesmo que Beijing tenha cerca de 23,6 mil cadeiras de rodas motorizadas, há poucas lojas de reparo, disse Zhao Yunsheng, diretor do centro de proteção dos direitos dos portadores de deficiência da cidade.  

 "É difícil buscar um mecânico quando minha cadeira de rodas quebra na rua, por isso, tenho sempre de ligar aos meus parentes ou amigos para me ajudar", disse Song Zongmin, residente do distrito de Xicheng, acrescentando que o programa o ajudará bastante.

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sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cabo Verde - Comissões vão discutir tratado sobre acesso de pessoas com deficiência visual a livros

As comissões de Cultura e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência promovem audiência pública nesta tarde para avaliar o Tratado de Marraqueche, objeto do encontro dos países de língua portuguesa que acontecerá em Cabo Verde, de 15 a 19 de junho de 2015. 

 

O tratado visa facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso, concluído no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

 Encontro em Cabo Verde

 

O encontro tem como principal objetivo discutir a proposta do tratado de forma a identificar os desafios e estratégias para sua implementação.

O evento em Cabo Verde contará com palestras, debates e oficinas em que os integrante da Comunidade de Países de Língua Portuguesa terão oportunidade de compartilhar suas experiências nas áreas de produção e distribuição de formatos acessíveis e desenvolver planos para a efetiva implementação do Tratado de Marraqueche em suas respectivas regiões.

Os temas que serão discutidos incluem o trânsito transfronteiriço de obras em formato acessível, o papel das entidades autorizadas e a incorporação do tratado nas legislações nacionais, entre outras temáticas de igual importância.

Organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a Organização Mundial dos Cegos (WBU) e os governos do Brasil e de Cabo Verde, o evento contará ainda com a presença de diversas autoridades e organizações que atuam em áreas relacionadas à produção, distribuição e disponibilização de formatos acessíveis.

A deputada Geovânia de Sá (PSDB-SC), uma das que solicitou o debate, ressalta que embora direcionado aos países de língua portuguesa, o encontro é relevante para a comunidade internacional como um todo, uma vez que contribuirá para esclarecer a proposta do tratado e incentivar novas ratificações.

 A reunião está marcada para as 15 horas, no plenário 10. 

 


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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Guiné-Bissau lança projeto para transporte público adaptado para deficientes

Secretaria de Estado guineense dos Transportes e Comunicações lançou hoje um projeto para que os transportes públicos coletivos passem a adaptar os veículos para transportar pessoas portadoras de deficiências motoras.

 

Cesário Ferreira, diretor do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, disse à Lusa que o país "deve adequar-se às exigências internacionais" na matéria de proteção e defesa de pessoas com deficiências. 


À partir de hoje e num prazo de seis meses, o Governo deu outros seis meses às transportadoras terrestres do serviço público, para que adaptem os veículos com bancos e rampas de acesso para facilitar a vida às pessoas portadoras de deficiências.

Com o financiamento da Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações, cinco "toca-tocas" (como são popularmente designados os transportes interurbanos) foram adaptados e hoje apresentados numa cerimónia pública que marca a campanha de sensibilização aos donos dos transportes coletivos em Bissau.

O Governo também exorta aos condutores e ajudantes que passem a prestar auxílio aos deficientes que passarão a pagar a metade do preço das viagens. Aidler Gomes, secretário executivo da Federação de Pessoas Portadoras de Deficiências afirmou que "a Guiné-Bissau, finalmente começa a olhar para os seus deficientes" com políticas de inclusão.

Os deficientes guineenses queixam-se de falta de atenção sobretudo dos condutores que acusam de relutância em os transportar.
 

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segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cabo Verde - Comissão facilita acesso de pessoas com deficiência visual a livros

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), o Projeto de Decreto Legislativo 57/15, de autoria da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que aprova o texto do Tratado de Marraqueche, o qual foi celebrado com o objetivo de facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas com deficiência visual. Foi a primeira proposta aprovada pela comissão, criada em fevereiro deste ano.


O Tratado de Marraqueche foi elaborado no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em junho de 2013, com o objetivo de compensar a escassez de publicações em formato acessível.

O texto estabelece exceções aos direitos autorais para permitir a livre produção e distribuição de obras nos países signatários.

 No entanto, os livros acessíveis destinam-se somente às pessoas beneficiárias das ações do tratado, em que se enquadram as pessoas cegas, com deficiência visual, com deficiência de percepção ou de leitura, como dislexia, ou que tenham uma deficiência física que de alguma forma as impeça de sustentar ou manipular um livro, ou focar em uma página. O parecer do relator, deputado Aelton Freitas (PR-MG), foi favorável à proposta.

Ele destacou que o Tratado de Marraqueche permitirá eliminar a discriminação histórica e perversa contra pessoas cegas, com deficiência visual e com deficiências que interfiram na leitura de material impresso.

"Há imensas dificuldades de acesso a obras literárias e artísticas, em virtude da escassez na produção e distribuição de materiais em formato acessível", disse o deputado, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

 Por iniciativa do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), também foi aprovado requerimento para realizar audiência pública em conjunto com a Comissão de Cultura para discutir o Tratado de Marraqueche.

Segundo o deputado, o tratado será debatido no Encontro dos Países de Língua Portuguesa que acontecerá em Cabo Verde de 15 a 19 de junho.

"Esse encontro irá discutir maneiras para que traduções específicas de obras em português possam ser utilizadas por todos os países, então é importante que os deputados conheçam melhor o tratado", disse Eduardo Barbosa. A audiência conjunta irá acontecer no dia 10 de junho.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia

Fundação Mohamed VI oferece lotes de medicamentos ao Governo da Guiné-Bissau


Bissau – A Fundação Mohamed VI entregou esta sexta-feira, 29 de Maio, ao Governo guineense, vários lotes de diversos tipos de medicamentos, uma oferta que surge no âmbito da visita de trabalho de três dias que o rei de Marrocos efectua ao país desde 28 de Maio.



A cerimónia de entrega dos medicamentos foi feita no Hospital Nacional Simão Mendes pelo patrono da fundação, o rei Mohamed VI, na presença do Presidente da República José Mário Vaz, assim como chefe do Governo, Domingos Simões, do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, e da Ministra da Saúde, Valentina Mendes e o Secretario de Estado de Gestão Hospitalar Domingos Malú, assim como alguns membros do Governo.

 Em declarações a PNN, a ministra da Saúde Publica guineense destacou a importância desta ajuda para país em particular na sua área de jurisdição, e que em muito vai ajudar a colmatar dificuldades em termos materiais que a sua instituição enfrenta.

“Neste momento temos uma equipa médica marroquina que está a trabalhar com a equipa nacional no trabalho de consultas e operações de casos de oftalmologia, bem como outra equipa que efectua consultas nas tendas instalados para este feito no Bairro de Ajuda, o que para nós é muito bom”, disse a ministra.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia (c) PNN Portuguese News Network

Angola - Cunene: Antigos combatentes deficientes recebem viaturas adaptadas


Ondjiva - Nove viaturas adaptadas para pessoas com deficiência física foram na sexta-feira, em Ondjiva, província do Cunene, entregues a igual número de antigos combatentes nessa condição, em acto orientado pelo governador provincial em exercício, José do Nascimento
 Na ocasião, José Veyelenge, pediu aos beneficiários no sentido de cuidar os meios ora recebidos e a terem bastante prudência nas estradas.



Para Pangeniko Likula, um dos beneficiários, que ingressou na vida militar em 1968, mostrou-se satisfeito pela viatura, pois vai ajudá-lo na sua locomoção.

 Assistiram a entrega dos veículos, membros do governo, autoridades tradicionais e religiosas, antigos combatentes e população em geral.

  Fonte: Veja Aqui

Guiné-Bissau Governo considera de "histórica" a visita de três dias do Rei do Marrocos

O ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Mário Lopes da Rosa, considerou de "histórica" a visita de três dias que o Rei do Marrocos concluiu no sábado ao país com assinatura de acordos e apoios às diversas instituições do Estado.



Mohamed VI visitou Bissau entre quinta-feira e sábado, tendo assinado com o Governo guineense 16 acordos e convenções, ofereceu mais de quatro milhões de doses de vacinas para animais e mais de 12 toneladas de medicamentos para o principal hospital do país. 


A ministra da Saúde Publica, Valentina Mendes agradeceu a ajuda do rei marroquino, salientando que o Hospital Simão Mendes "tem medicamentos para muitas doenças" e para um "longo período". Mohamed VI também ofereceu equipamentos hospitalares ao Simão Mendes, médicos marroquinos fizeram operações cirúrgicas gratuitas em doentes guineenses e o monarca disponibilizou-se ainda para que o seu país passe a receber pacientes oriundos da Guiné-Bissau nos hospitais do seu reino.

 Técnicos marroquinos repararam o bloco operatório do Simão Mendes, instituição, alias, visitada por Mohamed VI que também ofereceu oito grupos eletrogéneos para a central elétrica de Bissau.

Para a ministra guineense da Saúde, a abertura de Marrocos para receção aos "doentes vindos de Bissau é dos principais ganhos" da visita de Mohamed VI à Guiné-Bissau.

Atualmente os doentes guineenses que necessitarem de tratamentos especializados são enviados para Portugal com qual Bissau tem um acordo nesse domínio. Para o chefe da diplomacia guineense, a visita do monarca marroquino a Bissau "além de histórica vai permitir relançar a cooperação" entre os dois países em todos os domínios. Mário Lopes da Rosa lembrou que Guiné-Bissau e Marrocos "sempre estiveram lado a lado" desde os anos 60 quando o país lusófono iniciou o processo pela sua autodeterminação através de uma luta armada.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia

sábado, 30 de maio de 2015

Cuanza Norte: Projecto "Geração de renda" beneficia 90 deficientes

Ndalatando - Noventa pessoas portadoras de deficiência física dos municípios de Cazengo, Ambaca, Cambambe e Lucala no Cuanza Norte beneficiaram de moto-táxis, no âmbito do projecto "Trabalho para geração de renda", implementado pela direcção provincial da Assistência e Reinserção Social. A informação foi avançada quinta-feira, à Angop, em Ndalatando (capital do Cuanza Norte), pelo responsável da Secção de Atendimento às pessoas com deficiência da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, Eduardo Sumbo, à margem da primeira conferencia municipal de Cazengo, sobre “qualidade dos serviços prestados às pessoas com deficiência”, promovida pelas associações de mutilados de guerra de Angola (AMMIGA) e de apoio aos deficientes (ANDA).



Eduardo Sumbo esclareceu além que destes, 2.178 deficientes controlados pela instituição nos 10 municípios da província beneficiaram igualmente, no âmbito do mesmo projecto lançado em 2004, de kits profissionais de diversas especialidades para o fomento do autoemprego e sua inserção social.

 Dos meios beneficiados, realçou, constam geleiras, arcas, caixas térmicas para comercialização de refrigerantes, chapas de zinco para construção de barracas para venda, kits de corte e costura, de engraxador, serralharia, artesanato, entre outros.

O gesto, segundo Eduardo Sumbo, enquadra-se no plano de desenvolvimento da província, que visa a inclusão social desta franja e melhoria das condições sociais das pessoas vivendo com necessidades especiais e da população em geral.

Explicou que o total de deficientes é composto por portadores de deficiência congénita e adquirida, dos quais 66 por cento são deficientes motores (paralíticos, amputados, rastejantes e outros), 25 por cento com deficiências sensoriais (cegos e ambíopes) e dois por cento deficientes mentais.

Garantiu que as acções de assistência abrangem ainda outras pessoas vulneráveis, incluindo idosos, que são assistindos com bens de primeira necessidade, através da distribuição regular de cestas básicas compostas por diversos bens alimentares, cobertores e roupa usada, para além de meios de locomoção para os deficientes, chapas de zinco, assim como têm apoiado a realização de funerais de pessoas da terceira idade falecidas sem amparo familiar.

 A primeira conferência municipal de Cazengo sobre “qualidade dos serviços prestados à pessoas com deficiência” contou com a presença de cerca de 150 portadores de deficiência e com mobilidade reduzida filiados na AMMIGA, ANDA e assistidos do MINARS.

 Durante os participantes abordaram temos como “Acesso e acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência dos serviços”, “a qualidade dos serviços de saúde prestados à pessoas com deficiência nas unidades sanitárias da província” e “Angola 40 anos de independência, ganhos e conquistas dos deficientes”.

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quarta-feira, 27 de maio de 2015

GUINÉ-BISSAU - Testes e tratamentos contra a malária serão gratuitos

De acordo com um comunicado do Governo, a partir desta segunda-feira, os testes e tratamento contra o paludismo (malária) vão passar a ser disponibilizados gratuitamente pelos serviços de saúde pública da Guiné-Bissau.



«A gratuitidade é extensível ao tratamento do paludismo simples e abrange todos os utentes dos serviços públicos de saúde, independentemente da idade», refere a nota do Ministério da Saúde. 

Segundo o comunicado, passa também a ser gratuito o «diagnóstico precoce do paludismo, através do teste de gota espessa e do teste rápido, em todas as estruturas sanitárias do país a partir do dia 25 de maio.»

 A decisão visa a que a Guiné-Bissau cumpra com os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, no âmbito dos quais está prevista a redução dos casos da doença. 

Em fevereiro, recorde-se, a Guiné-Bissau foi um dos oito países africanos a receber o Prémio de Excelência 2015 da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária, pela aplicação do controlo de vetores (no caso, o mosquito que transmite a doença), através de redes mosquiteiras com inseticidas de longa duração.

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França debate o acompanhamento sexual a pessoas com deficiência


Com o recente lançamento do livro "En Dépit du Bon Sens" (em português, "Apesar do Bom Senso"), autobiografia de Marcel Nuss, célebre militante pelos direitos das pessoas com deficiência, a França voltou a falar sobre a assistência sexual a pessoas com necessidades especiais. A atividade, que já foi adotada em alguns países europeus, é proibida na França porque é considerada uma forma de prostituição.


Marcel Nuss sofre de amiotrofia espinhal, uma doença degenerativa, que compromete gravemente o sistema respiratório e atrofia os músculos.

Em seu novo livro, o militante descreve seus sessenta anos de luta, de maus tratos médicos e administrativos. Também denuncia a incompetência de políticos no tratamento de questões relacionadas aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência física na França.

 Na obra, Nuss também fala da criação da Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual (Appas), na cidade de Erstein, no nordeste da França.

"A assistência que propomos tem o objetivo de ajudar as pessoas com deficiência a desenvolver sua autoestima e sua confiança. Isso permite que elas descubram seus próprios corpos", disse, em entrevista à RFI.

 A ideia divide os franceses, encontra resistência de muitas organizações e fica estagnada no âmbito político. Entrevistada pelo jornal Libération, a presidente da associação Femmes pour le Dire, Maudy Piot, que milita pelos direitos das mulheres, classifica o trabalho dos acompanhantes sexuais de pessoas com deficiência física como um "comércio do corpo".

"Uma prestação sexual com hora e dias marcados! Onde está o desejo? Onde está o amor?", questiona. O governo francês lava as mãos quando a questão vem à tona.

 Em 2011, o deputado do partido UMP Jean-François Chossy apresentou na Assembleia francesa um relatório onde ressalta a necessidade "de todas as pessoas receberem a assistência humana necessária para a expressão de sua sexualidade" e onde faz um apelo por um debate ético e jurídico sobre a questão.

Em 2012, o presidente François Hollande prometeu promover um debate sobre o acompanhamento sexual a pessoas com necessidades especiais na sociedade francesa. Em 2013, o Comitê Consultativo de Ética francês se pronunciou sobre a questão se manifestando sobre o "princípio da não utilização comercial do corpo humano". disseesde então, a discussão está estagnada.

  Atividade é reconhecida em sete países europeus, EUA e Israel 


 A assistência sexual já é uma realidade em Israel e nos Estados Unidos, onde o debate sobre a atividade também é intenso. Em 2012, o longa The Sessions  (As Sessões), do diretor Ben Lewin, contribuiu para popularizar a prática no país.

Na Europa, a atividade é reconhecida na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha. Embora ilegal, o acompanhamento sexual não deixa de acontecer na França.

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Várias associações francesas relatam receber pedidos frequentes de pessoas com deficiência física que procuram acompanhantes sexuais. Em muitas organizações, os contatos dos acompanhantes são colocados à disposição dos interessados.

O trabalho e a militância dos assistentes ajudam a desmistificar a atividade. Em vídeos publicados na internet, Jill Prêvôt-Nuss, assistente sexual da Appas e esposa de Marcel Nuss, define o acompanhamento sexual como uma forma de terapia corporal e psicológica que não pode ser banalizada.

"As pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente.

A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um", defende. Com base no interesse crescente e desafiando a justiça francesa, a Appas promoveu, em março, a primeira formação de assistentes sexuais no país em Erstein, perto de Estrasburgo, no nordeste da França.

O evento quase foi cancelado de última hora, depois que a direção do hotel onde seria realizado alegou temer ser processada por proxenetismo. Mas uma decisão do tribunal de Estrasburgo obrigou o estabelecimento a acolher o evento por considerá-lo como uma "formação pela educação sexual geral".

"O que defendemos é um direito fundamental à vida afetiva e sexual para as pessoas com deficiência. E sobretudo feito por pessoas e para pessoas que fazem essa escolha livremente. É preciso que todos entendam bem isso", explica Jérémy Kolbecher, um dos administradores da Appas.

  No Brasil, ainda é tabu 


 Mas, em muitos países, como o Brasil, a assistência sexual não é nem mesmo conhecida. A sexualidade das pessoas com deficiência física, para os brasileiros, ainda é tabu, explica a jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza.

"Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes", observa. Leandra ressalta que o pior preconceito é o que acontece dentro das famílias das pessoas com deficiência.

"É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque você a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou com tetraplegia, as pessoas têm desejo sexual", ressalta.

 O psicólogo, fundador do blog Inclusão Diferente e autor do livro Sexualidade e Deficiência, Damião Marcos, conta que muitas famílias resolvem a questão da experiência sexual de parentes com deficiência de forma inapropriada.

"Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída", conta. Fantasias Caleidoscópicas Pensando nesse vácuo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil, Leandra criou, em parceria com a fotógrafa Vera Albuquerque, o projeto Fantasias Caleidoscópicas, um ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência física.

"O objetivo é desmistificar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência e também de mostrar a realidade dessa beleza e dessa estética."


As fotos são expostas com os relatos dos modelos: homens, mulheres e casais hétero e homossexuais. Além disso, o projeto também conta com um documentário e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual. Fantasias Caleidoscópicas foi premiado no 6º Congresso Internacional "Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima, no Peru, em junho de 2007. Leandra e Vera trabalham agora na sequência do projeto e buscam patrocínio para a realização dele.

  TAGS : FRANÇA - DEFICIENTES - SEXO - POLÊMICA 


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segunda-feira, 25 de maio de 2015

OPINIÃO: Direitos dos deficientes

Vivemos neste triste país, onde o Estado paga as empresas para que os deficientes trabalhem, e nem assim são aceites. Se isto não é discriminação, então deve ser amnésia coletiva por parte dos empresários.



Portugal é um paraíso para uns e um inferno para tantos outros. 

 Quando falamos em deficiência, verificamos que, em Portugal, o deficiente só serve para que se criem leis e incentivos, e se promovam e fomentem plataformas de ajuda que pouco ajudam o próprio deficiente. 

 Temos, no nosso país, uma das maiores taxas de inatividade da União Europeia no que toca aos cidadãos com alguma incapacidade física. 

Na sua maioria, esses cidadãos inativos estão aptos para um mercado de trabalho adaptado às suas necessidades físicas. São as leis que anteriormente referi que deviam obrigar as entidades trabalhadoras a ter uma quota mínima de pessoas, com um maior ou menor grau de incapacidade, a trabalhar nas suas empresas. 

 Neste momento, está estipulada uma quota de 5% para a administração pública e local (Decreto-Lei nº 29/2001, de 3 de fevereiro), no entanto, não existe informação disponível sobre o cumprimento desta medida por parte do Estado (já diz o ditado: em casa de ferreiro, espeto de pau.)

 Paralelamente, nas empresas privadas está prevista uma quota até 2% dos trabalhadores, dependendo da dimensão da empresa, segundo o Artigo 28º da Lei 38/2004, de 18 de Agosto. 

No entanto, esta lei está por regulamentar, logo, ainda não se encontra em vigor. Criaram uma lei para estar estagnada no tempo, enquanto gastam milhões em criar novas plataformas de ajuda ao deficiente. Sempre se ouviu dizer que uma casa não se constrói pelo telhado, mas como a problemática da deficiência não atinge os nossos governantes, esta é uma dor que eles não sentem. Simultaneamente, a taxa de desemprego nas pessoas com deficiência aumenta, em média, mais de 70% de ano para ano. 

  O salvador das pessoas com deficiência devia ser o Estímulo 2012! 


 Essa medida consiste em atribuir um apoio financeiro às entidades empregadoras que celebrem contratos a tempo inteiro com pessoas que estejam desempregadas e inscritas no centro de emprego há, pelo menos, seis meses consecutivos. 

Caso a empresa contrate pessoas com deficiência ou incapacidade, terá direito a uma comparticipação de 60% da retribuição mensal paga ao trabalhador. 

Adicionalmente, os jovens com deficiência podem realizar os estágios Passaporte Emprego com duração de seis meses, não prorrogáveis. 

 A bolsa poderá ser comparticipada entre 70% e 100% – variando conforme características da empresa – e, no caso de os estagiários terem deficiência, acresce ainda a comparticipação das despesas com alimentação, transporte e seguro, pelo período de seis meses. 

 Se a empresa, no final do estágio, contratar o estagiário mediante a celebração de contrato de trabalho sem termo, recebe ainda um prémio de integração no valor da bolsa do estagiário multiplicado por seis. Apesar das óbvias vantagens, as entidades empregadoras não se deixam convencer. Não basta ter um empregado a metade do custo ou mesmo a custo zero. 

Vivemos neste triste país, onde o Estado paga as empresas para que os deficientes trabalhem, e nem assim são aceites. Se isto não é discriminação, então deve ser amnésia coletiva por parte dos empresários, pois esquecem-se tão rápido que todas estas leis e incentivos existem. 

 Depois da criação de todas estas leis, de milhares de euros gastos em estruturas, planos de reabilitação, apoios e incentivos, os portadores de deficiência perguntam-se "Para quê? 

E porque é que só se lembram de nós no dia 3 de dezembro (Dia Internacional das Pessoas com Deficiência), quando há mais 364 dias durante o ano?".

 É triste a discriminação, o abandono, a falta de sensibilidade e cidadania, por parte deste e dos demais governantes. Permitem que, ano após ano, não se fiscalizem nem façam cumprir as metas impostas para que esta problemática deixe de atingir cerca de 10% da população portuguesa, de uma vez por todas. 

 A Constituição da República Portuguesa concedeu-lhes direitos para que eles tivessem direito a eles.

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Uruguai sediará primeira Libertadores de futebol em cadeira de rodas

Nos próximos dias 6 e 7 de junho Montevidéu receberá a primeira edição da Copa Powerchair Libertadores de futebol, uma versão adaptada para pessoas incapacitadas que se pratica sobre cadeiras de rodas motorizadas, e na qual participarão equipes de Brasil, Argentina e Uruguai. Esta versão do futebol é praticada em uma quadra de basquete e os jogadores usam cadeiras de rodas motorizadas para funcionar a uma velocidade máxima de 10 km/h durante as partidas.


Os desportistas batem uma bola de tamanho 10 (a usada no futebol profissional é tamanho 5) e as regras do jogo são fundamentalmente iguais às do futebol internacional.

 As cadeiras de rodas dos jogadores são equipadas com proteções metálicas para atacar, defender ou golpear a bola e cada equipe é composta por quatro jogadores de campo e um goleiro.

Nesta primeira edição jogarão um total de seis equipes: Rio de Janeiro e Novo Ser pelo Brasil, Tigres e Pacheco representando a Argentina, e os uruguaios Deportivo Montevideo e Huracán de Carrasco.

Nesta modalidade esportiva podem jogar homens e mulheres a partir dos seis anos que utilizem cadeiras de rodas motorizadas em seu dia a dia para se deslocar devido a alguma incapacidade.

A Copa Powerchair Libertadores 2015 é o primeiro torneio deste tipo a ser realizado na América Latina.

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sábado, 23 de maio de 2015

Guiné-Bissau: INASA assina convénio de cooperação com Fiocruz do Brasil

Bissau - O Instituto Nacional da Saúde Pública (INASA) assinou esta quinta-feira, 21 de Maio, um convénio com Fiocruz do Brasil, cuja delegação se encontra no país no âmbito de trabalhos de elaboração do II plano estratégico do INASA para o período 2015-2020.


  De acordo com agenda de trabalho que teve início a 18 de Maio em Bissau, com o término previsto para dia 22, os participantes discutiram sobre estabelecimento das prioridades da instituição em termos de trabalho, definição de pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças assim como do plano de implementação durante o primeiro ano da sua entrada em função. Apresentação do resumo do segundo Plano Estratégico do INASA para o período de 5 anos à alta autoridade do Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau e parceiros, constam entre outros aspectos que finalizam os trabalhos de encontro de Bissau.  

Fonte da Notícia: Veja Aqui

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Angola - Fundo Lwini entrega meios de locomoção a deficientes físicos

Uíge - O Fundo de Solidariedade Social “Lwini”, entregou sexta-feira, no município de Negage, província do Uíge, meios de locomoção diversos as pessoas portadoras de deficiência física, no âmbito da sua acção social de apoio das pessoas com deficiência. 


 Constam entre os bens entregues pela vice-presidente do Fundo Lwini, Joana Lina, motorizadas, cadeiras de roda, triciclos manuais, canadianas, bengalas, andarilhos, colchões, cobertores, kits de serralharia, carpintaria e de corte e costura. Segundo Joana Lina, que procedeu a entrega dos meios, os mesmos vão facilitar a locomoção física das pessoas com deficiência física.

 Fonte: Veja Aqui

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Aysha, a doente fora de horas da missão portuguesa contra o Ébola na Guiné-Bissau

Aysha tem 10 anos e queimaduras graves no tronco e pernas que a deixaram em risco de vida. É uma criança guineense que concentra as atenções fora de horas da equipa portuguesa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e do Instituto Nacional de Saúde (INSA) Dr. Ricardo Jorge que está em missão na Guiné-Bissau. “Ela tem bastantes dores que estamos a tentar aliviar e o penso tem evoluído bastante bem”, descreve Sílvia Almeida, técnica de emergência do INEM enquanto ajuda a tratar da queimadura numa das enfermarias do Hospital Simão Mendes.

 

Ela e os restantes elementos viajaram para Bissau para ajudar a manter a Guiné-Bissau sem Ébola e para dar formação na área da emergência médica. Mas a falta de condições para tratar doentes naquele que é o principal hospital público do país leva-os a fazer mais.

“Decidimos dar este apoio fora das horas de serviço”, uma ajuda que também inclui alimentação para Aysha, que a mãe não tem dinheiro para comprar, conta Vítor Almeida, chefe de missão do INEM.

“De certa forma assumimos esta criança”, sendo que outros elementos da missão já ajudaram outros doentes. Numa sala ao lado, Mónica Alves, enfermeira do INEM, treina colegas guineenses para situações de emergência e mostra como se colocam os sensores num paciente para fazer um electrocardiograma.

“Eu vi como elas trabalhavam e disse ao meu chefe: estamos no zero, queremos aprender com estes portugueses”, explica Rosalete Silva, enfermeira no Hospital Simão Mendes.

A formação é bem acolhida e é “essencial”, reconhece António Sá, administrador da unidade de saúde. “Aqui acontecem coisas impensáveis. Há pessoas que morrem [nas urgências] por falta de ventilação ou oxigénio”, exemplifica.

O cenário é desolador: na principal sala de urgência o carro de medicamentos e equipamento de enfermagem “está vazio”, mostra Vitor Almeida, enquanto abre as gavetas.

Em redor, há doentes em macas “que estão a morrer” e que “até agora ninguém monitorizava”, acrescenta.

A equipa portuguesa já equipou um carro de urgência e activou alguns equipamentos que até agora estavam fechados em armazém.

Esta actividade de apoio e formação decorre no pavilhão das urgências, logo à entrada do hospital, mas o coração da missão está no outro extremo do recinto hospitalar.

Até lá chegar, saltam à vista os montes de lixo acumulado, onde grandes aves pousam – um cenário com o qual os utentes parecem já estar habituados a conviver, mas que os técnicos de saúde apontam como um dos problemas graves do hospital. Isolado desta realidade, está o laboratório oferecido por Portugal à Guiné-Bissau, instalado num edifício adaptado para funcionar como Centro de Diagnóstico e Tratamento de Ébola, onde trabalham também os Médicos sem Fronteiras.

A missão portuguesa veio dar ao território guineense a capacidade para analisar amostras suspeitas de Ébola em cinco horas.

Até agora, era preciso recorrer ao envio para o estrangeiro, sem prazo definido para ter os resultados. 


“Não quer dizer que não se possa usar o equipamento para fazer diagnóstico de outras doenças”, explica Rita Sousa, investigadora do INSA.

Todo o equipamento está uma zona de contenção, demarcada e refrigerada, onde só entram os profissionais da missão devidamente equipados e com uma prioridade: inactivar numa câmara estanque qualquer amostra que chegue para análise.

Só assim se garante que não representa perigo para quem a vai manusear e analisar numa máquina específica, controlada por um computador e que exibe os resultados “através de gráficos”, aponta Susana Martins, técnica de análises clínicas do INSA. Mesmo sem Ébola, a equipa treina os procedimentos.

“As pessoas não podem pensar que em Portugal estamos seguros e que não vai haver novas doenças. As grandes ameaças para a humanidade serão os riscos biológicos”, realça Vítor Almeida, que considera a missão na Guiné-Bissau como “um investimento” nas equipas de emergência portuguesas.

 A missão do INEM e INSA vai continuar com elementos em rotação, uns a chegar à Guiné-Bissau, outros a regressar a Portugal, com mais experiência e muitas memórias marcantes.

Fonte da noticia: Veja Aqui

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Angola: FAPED quer maior divulgação da Convenção sobre as pessoas portadoras de deficiência

Luanda - A Federação das Associações de Portadoras de Deficiência apelou hoje, sábado, a todos os líderes de associações membros no sentido de procederem a uma maior divulgação da Convenção de Pessoas Portadoras de Deficiência de que Angola é Estado parte. Esta informação foi prestada à Angop pelo seu presidente, Silva Lopes Etiambulo, referindo que a medida visa cumprir com as recomendações saídas no seminário sobre os direitos das pessoas portadoras de deficiência que decorreu ao longo da semana finda, numa promoção do Ministério da Justiça e Direitos Humanos em colaboração com o Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD).



De acordo com o interlocutor, a direcção da FAPED tomou esta decisão no decorrer de uma reunião do conselho directivo que analisou o cumprimento do plano anual de actividades, tendo considerado positivo o trabalho desenvolvido nos últimos três meses. Silva Etiambulo anunciou, por outro lado, a realização de uma assembleia geral em Junho com vista a criação de um programa mais abrangente que permita uma maior inserção das pessoas portadoras de deficiência no mercado do trabalho visando a sua contribuição no desenvolvimento sócio económico do país.

 Manifestou ainda preocupação pela falta de uma direcção na Associação Nacional de Deficientes Auditivos, tendo advogado a tomada de medidas urgentes com vista a colmatar esta lacuna.

 Apelou, por outro lado, a todos os lideres associativos no sentido de sensibilizarem os ex-militares portadores de deficiência para não aderirem às manifestações violentas devido ao atraso das pensões a que têm direito. Neste sentido, informou que a FAPED está a encetar contacto com as estruturas governamentais de direito na procura de uma solução para esta questão.

  A FAPED congrega no seu seio 26 associações. 


Fonte da Noticia: Veja Aqui

sábado, 9 de maio de 2015

Guiné-Bissau – EU «União Europeia» apoia inclusão de crianças com deficiência no ensino regular da Guiné-Bissau

A União Europeia (UE) vai desenvolver um projeto educativo na Guiné-Bissau para promover a inclusão de crianças com deficiência no sistema regular de ensino, anunciou hoje a delegação da UE em Bissau.



O projeto Advocare vai ter a duração de três anos e conta com um financiamento de cerca de 540 mil euros, dos quais 90% são mobilizados pela UE e 10% pela Associação Guineense de Reabilitação e Integração dos Cegos (AGRICE).

 A AGRICE vai também coordenar a execução do projeto. Entre as ações previstas, destaca-se a criação de um Centro de Recursos Educativos.

 O centro vai funcionar como "infraestrutura de suporte às atividades de ensino e aprendizagem", de modo a permitir o acesso dos professores e alunos a novos "recursos e materiais didáticos", anunciou a UE.

 As instituições educativas parceiras vão também "poder usufruir de partilha de recursos acrescidos para o ensino e aprendizagem".

 Está igualmente prevista a criação de um conjunto de materiais para as necessidades educativas especiais e caixas de biblioteca para animação de leitura. Em paralelo haverá iniciativas de formação com vista à promoção do direito à educação das crianças e jovens com deficiência, implicando a sensibilização, a informação e a formação de agentes da comunidade.

 Estes agentes deverão depois tornar-se "veículos de promoção do ensino inclusivo e exercerem pressão sobre as escolas, os pais e as famílias das crianças com deficiência para a integração escolar", defende a UE. Para além de crianças com deficiência, o projeto Advocare beneficiará 54 professores e agentes educativos, 143 agentes comunitários em Bissau, Bafatá e Gabú e 45 técnicos e dirigentes de ONG e de instituições de formação de professores.

 O projeto conta também com a participação da Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal (ACAPO).

  Fonte: Veja Aqui - LFO // VM Lusa/Fim

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Angola - Convenção das pessoas com deficiência garante e promove os direitos humanos

Luanda - A convenção dos direitos das pessoas com deficiência constitui uma pedra angular na garantia e promoção dos direitos humanos, afirmou hoje, terça-feira, o director do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola, Samuel Harbor. O responsável do sistema das Nações Unidas discursava na sessão de abertura do seminário sobre os direitos das pessoas com deficiência que decorre durante dois dias em Luanda, numa promoção do Ministério da Justiça e Direitos Humanos.

 

De acordo com Samuel Harbor a convenção integra também o Protocolo Opcional que reconhece, essencialmente, o direito dos indivíduos ou grupo apresentarem queixas ao comité dos direitos das pessoas com deficiência.

 “ A convenção sobre dos direitos das pessoas com deficiência é fruto do entendimento unânime alcançado pelos estados e a comunidade internacional, incluindo a sociedade civil internacional e os cidadãos, sobre a necessidade de garantir efectivamente o respeito pela integridade, dignidade e liberdade individual das pessoas com deficiência”, realçou.

Na óptica do responsável, além destes princípios gerais, este corpo legal também reforça a proibição da discriminação destas pessoas através de leis, politicas e programas que atendem especialmente às suas características e promovam a sua participação na sociedade.

O comité dos Direitos das pessoas com deficiência é o encarregue de monitorizar internacionalmente a aplicação da Convenção. 


Este controlo internacional se efectua através da apresentação de um relatório. Durante dois dias os participantes vão abordar temas como a proteção da pessoa com deficiência em Angola/politica nacional da pessoa com deficiência, o trabalho das organizações da sociedade civil de proteção da pessoa com deficiência, a integração da pessoa com deficiência no sistema de ensino em Angola.

O trabalho com pessoas com deficiência, atendimento e tratamento no sistema de saúde, integração e apoio social, exercício dos direitos civis e políticos constituem outros assuntos a serem analisados na ação.
 

Fonte da Notícia: Veja Aqui

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Angola: Mais de 80 mil pessoas com deficiência beneficiam da assistência no país

Luanda - Oitenta e nove mil e quatrocentos e trinta oito (89.438 ) pessoas com deficiência estão sob atendimento directo dos governos provinciais, sendo Uíge, Huíla e Luanda (com maior densidade populacional) as com maior número de beneficiários, reafirmou à Angop o director nacional de Integração Social da Pessoa com Deficiência, do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars).

 

Em recente entrevista exclusiva à Angop, a propósito da situação dessa franja da população na sociedade, o director nacional de Integração Social da Pessoa com Deficiência, do Minars, Humberto Fernando Costa , realça que os dados estatísticos resultam de levantamentos feitos pelo sector quadrienalmente e que, nesse momento, trabalha-se com as direcções provinciais no sentido de se recolher informações a respeito, para poder torná-las público.

 Na ocasião, o responsável enfatizou que no âmbito do cumprimento, pelos mais diversos sectores públicos e privados da sociedade, dos diplomas legais, como a Lei da Pessoa com Deficiência que o Executivo fez aprovar, algumas associações foram elevadas à categoria de utilidade pública e recebem verbas do Estado, para desenvolver acções em prol da pessoa com deficiência.

Entre estas, citou a Fundação Lwini, a Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), a Liga de Apoio e Reintegração dos Deficientes Físicos de Angola (Lardef) e a ANADEV, bem como apontou a Adesão de Angola à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em 2013, a ratificação da mesma e dos seus protocolos facultativos.

 Um outro aspecto ressaltado, tem a ver com o engajamento de muitos jovens com deficiência no processo de ensino e em acções de formação profissional, com vista a garantir a sua inserção no mercado de emprego, no quadro de parcerias entre os ministérios da Assistência e Reinserção Social, da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, Educação e do Ensino Superior. Deplorou, por outro, o facto de determinados jovens deficientes provenientes de algumas províncias, com certos bens materiais, e crianças, encorajadas por alguns membros da família, exporem-se por “vícios” à mendicidade nas ruas de Luanda, ao invés de aderirem às oportunidades de formação em cursos profissionais oferecidos pelo Executivo nos vários Centros de Artes e Ofícios.

Quanto à proposta de Lei das Acessibilidades e Regulamentação de alguns diplomas previstos na política da pessoa com deficiência, o entrevistado realçou que esse processo começou o ano passado e foi apresentado no Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência e depois criou-se grupos de trabalho. Garantiu haver já, a respeito, uma proposta bem avançada com 10 capítulos e 50 artigos, um instrumento jurídico considerado “dinâmico” que procura responder as questões da acessibilidade, assegurando o acesso das Pessoas com Deficiência aos espaços internos e externos, assim como também aos equipamentos, sejam electrónicos ou não.

Por outro lado, garantiu a existência e em pleno funcionamento, no país, de 20 oficinas integradas para o apoio à Pessoa com Deficiência e cooperativas socioprofissionais, com vista a sua formação, reintegração e socialização. A formação é nas especialidades de corte e costura, serralharia, mecânica, construção civil, electricidade.

  Fonte da Notícia: Veja Aqui

Eduardo Jorge fez-se ouvir na Assembleia da República

O Bloco de Esquerda promoveu em 28 de abril, às 16 horas, na Assembleia da República, uma audição pública focada na temática do projecto de Vida Independente.

 

Foram abordadas futuras políticas dirigidas a pessoas com deficiência. 


"Na generalidade, o conceito de Vida Independente é caracterizado pela possibilidade da pessoa com deficiência poder decidir se quer ir viver para uma instituição ou ficar na sua casa dispondo, assim, da verba que o Estado iria transferir para a instituição.

Com esta verba poderá contratar um cuidador/a podendo assim, ter respostas de acordo com as suas necessidades específicas e poder usufruir de uma liberdade individual não compatível com a vida numa instituição" afirmou Eduardo Jorge, perante os eleitos do Bloco de Esquerda onde figuravam entre outros Helena Pinto, Mariana Mortágua e José Soeiro.

Além de Eduardo Jorge usaram da palavra Jorge Falcato e Manuela Ralha, conhecidos activistas desta causa, com um longo historial reivindicativo, além de Associações e particulares ligados ao tema em debate.


Esta iniciativa do BE deveu-se a um trabalho conjunto da Comissão Coordenadora de Abrantes, da Coordenadora Distrital de Santarém e do Grupo Parlamentar na Assembleia da República.

 

 Fonte:Jornal Abarca Fotos: Jorge Santiago  


Fonte: Notícia do Blogue Tetraplégicos «Eduardo Jorge»

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Brasil - Delegacia especial atende em menos de um ano 760 pessoas com deficiência

Criada em junho do ano passado na capital paulista, a primeira delegacia do país dedicada exclusivamente ao atendimento da pessoa com deficiência já atendeu 760 casos, informou hoje (29) a secretária dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Rizzo Battistella. em São Paulo. 


De acordo com Marli Maurício Tavares, a delegada titular responsável pela unidade, a maior parte dos casos diz respeito a denúncias de maus-tratos, negligência, injúria e abandono.

 “Depois vêm abuso sexual e os crimes patrimoniais”, disse. A delegada informou que as pessoas que mais têm procurado a delegacia são as que possuem deficiência auditiva [33% do total dos atendidos], e são recebidas no local por intérpretes de libras.

“Com essa delegacia, o governo paulista demonstra que segurança pública não é repressão e, sim, proteção ao cidadão, à vítima e também inclusão. Lamentavelmente, na maior parte das vezes, a violência em relação aos deficientes é praticada por seus familiares ou pessoas próximas.

É uma violência escondida e de difícil conhecimento por parte do poder público. Com a instalação [da delegacia] conseguimos fazer com que as vítimas passem a procurar mais o poder público”, disse Alexandre de Moraes, secretário de Segurança Pública de São Paulo.

A delegacia possui rampa de acesso, oferece linguagem braile nas portas da delegacia para identificação e profissionais capacitados para o atendimento, e também registra boletins de ocorrência em braile ou em formato sonoro para as pessoas com deficiência visual.

“Além do atendimento policial, temos o atendimento psicossocial, com assistentes sociais e psicólogos. Há, ainda, visitas domiciliares para o acompanhamento de alguns casos que não são necessariamente criminais”, disse Luiz Carlos Lopes, coordenador de programas da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

“Essa delegacia está criando protocolos de atendimento. Isso está sendo redigido e será feito um material [que será distribuído em junho] para que as outras delegacias saibam como atender [pessoas com deficiência]. Queremos capacitar as equipes para atender melhor”, falou Lopes.

Segundo Linamara, a ideia não é criar mais delegacias do tipo no estado, mas preparar as já existentes para melhorar o atendimento à pessoa com deficiência.

“Queremos difundir conhecimentos, capilarizar o atendimento. E queremos que as delegacias tenham as mesmas condições. Aquilo, por exemplo, que a delegacia do Pontal do Paranapanema não puder resolver, ela fará via internet ou videoconferência com os profissionais daqui”, explicou a secretária. Uma das pessoas que procurou a delegacia hoje (29) para registrar uma queixa foi o gerente comercial Marcelo Garin, pai de uma criança de seis anos que tem deficiência auditiva.

“Recebi uma reclamação [do condomínio] por meu filho ser autista. Procurei na internet onde poderia fazer denúncias e me apresentaram esta aqui”, contou.

“Sou morador de um condomínio e um vizinho fez reclamações sobre meu filho, com injúria discriminatória e difamação. Ele já reclamou três vezes e, então, eu resolvi vir [à delegacia]”, ressaltou.

Para ele, um local especializado é muito bom, porque é direcionado especialmente para o atendimento à pessoa com deficiência.

“Se vamos em outras delegacias, eles não te atendem bem, ou até atendem bem, mas não direcionado para o meu caso. Aqui, eles vão dar o encaminhamento correto”, afirmou

Fonte da Notícia: Veja Aqui

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Angola: Associação reconhece esforços do Executivo na inserção de pessoas com deficiência

Luanda - O Governo tem estado a desenvolver uma série de acções e programas com vista a permitir maior inserção das pessoas com deficiência na vida activa do país, garantiu hoje, terça-feira, em Luanda, o vice-presidente da associação Acção para o Desenvolvimento Académico e Social dos Deficientes (ADASDA), Adão Manuel Mendes. Em declarações à Angop, a propósito da “Inserção da pessoa com deficiência na sociedade", o responsável frisou que o Executivo angolano está mais atento a inserção desta franja na sociedade, priorizando o seu acesso às escolas e aos empregos. 


Adão Manuel Mendes sublinha que anteriormente a inserção dos deficientes nas salas de aulas e empregos era difícil, mas hoje, o Governo está a fazer com que os deficientes sintam-se integrados no sistema de ensino.

 “A política que o Governo tem tido, principalmente nos transportes e outros bens públicos onde já estamos a ver espaços como o campo de futebol 11 de Novembro, onde os deficientes podem ver um jogo e sentar em condições”, disse.

Apesar de haver esta evolução, Adão Manuel Mendes sublinha a não existência de rampas em certas passagens pedestres e em outros locais públicos para permitir a travessia dos deficientes, sobretudo os que usam cadeiras de rodas.

 Acrescentou que a associação tem estado a realizar várias actividades de carácter social e humanitário, bem como a entrega de cadeiras de rodas e realização de várias palestras para que a sociedade se mantenha informada sobre e necessidade de valorizar os portadores de deficientes.

Sublinhou que sendo uma associação voltada a desenvolver a situação social e académica dos portadores de deficiência, precisa de apoios para a sua progressão.


A Acção para o Desenvolvimento Académico e Social dos Deficientes (ADASDA) é uma organização filantrópica. Tem como objectivos apoiar académica e socialmente as pessoas com deficiência, bem como colaborar com o Governo angolano nas políticas voltadas para as pessoas com deficiência.

A associação pretende continuar a promover o ensino académico e técnico profissional dos deficientes, bem como fortalecer a capacidade para garantir o bem-estar funcional desta classe.

Fonte da Notícia: Veja Aqui

quinta-feira, 23 de abril de 2015

O BE convida-nos a debater Vida Independente na Assembleia da República, dia 28, 16h

Dias atrás recebi em minha casa a Sra Deputada do Bloco de Esquerda (BE) Helena Pinto, que se fez acompanhar pelo Coordenador Distrital de Santarém Carlos Matias, Armindo Silveira porta-voz do BE de Abrantes, e também Duarte Arsénio e José Dias, dois amigos que estimo muito.



Vieram mostrar a sua solidariedade pela nossa luta sobre o direito a uma Vida Independente e disponibilizarem-se para nos apoiar.

 Desse encontro saiu uma vontade efetiva do BE em trabalhar para a melhoria das políticas públicas de apoio às pessoas com deficiência. Primeiro passo dado pelo BE será a realização de uma audição pública no próximo dia 28 de Abril, às 16h na Assembleia da República em Lisboa, onde se pretende debater uma nova visão sobre Vida Independente. Relembro que assim como o BE, todos os outros partidos com assento parlamentar têm sido informados e convidados a participarem na nossa luta.

Até ao momento a única resposta positiva foi por parte do BE, fato que agradeço, assim como não poderia deixar de agradecer todo o apoio dado pelo seu porta-voz em Abrantes, Armindo Silveira que desde o primeiro dia abraçou esta causa, tendo inclusive apresentado uma moção na Assembleia Municipal de Abrantes, aquando da minha viagem de protesto em cadeira de rodas entre a Concavada e o Ministério da Solidariedade Emprego e Segurança Social em Lisboa.

 Destaco e agradeço a amabilidade do BE em disponibilizar-me gratuitamente transporte adaptado. Como podem verificar o convite está endereçado a todos nós.

Não deixem de comparecer e convidar os amigos.

  Fonte da Noticia: «Blogue Tetraplégicos» Eduardo Jorge

segunda-feira, 20 de abril de 2015

OIT apresenta Cabo Verde como exemplo na protecção de idosos

A Organização Internacional do Trabalho(OIT) considera exemplar o sistema de protecção social em Cabo Verde, principalmente em relação aos idosos. Num comunicado, a OIT revelou que mais de 90 por cento dos idosos cabo-verdianos recebem pensão, tendo em conta as coberturas contributivas e não-contributivas.

 
O sistema unificado cabo-verdiano garante uma pensão básica para idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência e crianças deficientes que vivem em famílias pobres.

O programa consiste num pagamento mensal de 5 mil escudos cabo-verdianos, o equivalente a 65 dólares, valor 20 por cento acima da linha de pobreza.

Para receber a pensão social, idosos precisam de ser residentes de Cabo Verde, ter 60 anos ou mais, possuir um rendimento abaixo da linha de pobreza nacional e não ser coberto por nenhum outro plano de segurança social.

De acordo com aquela agência do sistema das Nações Unidas, pensões sociais representam aproximadamente 0.4% do Produto Interno Bruto de Cabo Verde e são totalmente custeadas pelo Orçamento do Estado.

O Fundo de Saúde Mútuo, estabelecido dentro do sistema de pensão social para subsidiar a compra de remédios em farmácias privadas, é financiado por contributos mensais dos beneficiários.

Há ainda ajudas de custo, no valor de 70 dólares para gastos funerários no caso da morte do pensionista . Segundo a ministra da Juventude, Emprego e Desenvolvimento de Recursos Humanos do país, "Cabo Verde dá atenção especial para os idosos" que lá vivem. Janira Hopffer Almada acrescentou que eles ainda têm "um longo caminho a trilhar", mas o governo pode seguir em frente graças também à ajuda providenciada pela OIT.

De acordo com Fábio Duran-Valverde, especialista em protecção social da OIT, "a rápida expansão da cobertura da pensão foi alcançada através dessa combinação de programas contributivos e não-contributivos".

Duran-Valverde disse à Rádio ONU que "o exemplo de Cabo Verde mostra que a da universalização dos sistemas de pensão é possível e acessível até mesmo em países em desenvolvimento, mas um forte compromisso do Governo é o ingrediente-chave".

A cobertura do programa de pensão social quase que duplicou em menos de 10 anos e agora cobre também mulheres e pessoas que vivem em áreas rurais.

Fonte da Noticia: Veja Aqui

Angola: Socióloga apela maior atenção à pessoa portadora de deficiência

Luanda - A socióloga Fátima Viegas apelou neste domingo, em Luanda, maior atenção e respeito aos deficientes físicos no seio familiar e social, por serem pessoas dotadas de direitos, deveres e uma personalidade capaz de contribuir significativamente para o desenvolvimento socioeconómico do país.

 

A responsável que falava à Angop, a propósito do tema “Inserção dos deficientes físicos no seio social” sustentou que o facto de uma pessoa ser portador de uma deficiência física, não deve constituir motivo de não exercer qualquer tipo de actividade laboral ou estudantil, antes porém, devem ser acarinhados e incluídos no meio social com a dignidade merecida.

Na sociedade, afirmou, existe bons exemplos e testemunhos de pessoas que apesar das suas limitações físicas trabalham, estudam e contribuem com a sua inteligência no processo do resgate dos valores que dignificam o ser humano.

Reconheceu de igual modo os passos significativos que o Executivo tem dado para a valorização e inserção dos diminuídos físicos no mercado de trabalho e no seio social, com a criação de políticas sociais e instituições vocacionadas para o mesmo objectivo, assim como as inúmeras iniciativas das instituições privadas de filantropia.

Condenou e desencorajou, igualmente, as famílias que praticam actos discriminatórios contra as pessoas que possuem limitações físicas, visuais, auditivas, bem como o abandono familiar de doentes nos hospitais, considerando-as inúteis à sociedade.


“É negativo a atitude de algumas famílias e da sociedade em menosprezar e ignorar um deficiente, porque ele é um membro integrante da família, titular de direitos e deveres que merece todo carinho e respeito como qualquer pessoa humana”, acrescentou.

Por outro lado, Fátima Viegas encorajou os deficientes a não se inibirem e se desmoralizarem pelo facto de serem portadores de deficiência, mas continuar a lutar pelos seus ideiais e enfrentar os desafios da vida social. Em Angola, o Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars), a Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA), a Fundação Lwini entre outras, são apontadas como instituições específicas que dão maior atenção aos deficientes físicos.

Fonte da Notícia: Veja Aqui

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Guiné-Bissau ainda com índice elevado na taxa de prevalência de SIDA

Bissau - A ministra da Saúde Pública guineense afirmou, esta terça-feira, 14 de Abril, que o país ainda regista um índice elevado da taxa de prevalência do Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH).

 

Segundo Valentina Mendes, que falava na abertura do ateliê de validação do III Plano Estratégico Nacional de Luta Contra SIDA, a taxa de prevalência de VIH na Guiné-Bissau é estimada em 3,3% na população geral e 5% nas grávidas, afirmando que esta epidemia de tipo generalizada atinge três vezes mais as raparigas na faixa etária entre os 15 e os 24 anos de idade, e está mais presente na população vulnerável.

«Os dados ora referenciados evidenciam a clara tendência das mulheres para contraírem a epidemia, à semelhança de outros países.

O evento que aqui nos reúne hoje é de capital importância na medida em que vai definir um quadro de referência e orientar as nossas acções e intervenções na perspectiva de uma intensificação da resposta nacional» disse a governante.

A titular da Pasta da Saúde Pública afirmou ainda que a revisão do programa mostrou insuficiência de informações estratégicas e actualizadas em vários domínios, que consista numa tomada de consciência mais acertada com vista a controlar a epidemia. Para a assessora do Presidente da República para Assuntos dos Direitos Humanos e de Género, Indira Cabral Baldé, que falou em representação de José Mário Vaz, um país sem estratégia é como um «barco sem rumo», afirmando que segundo as especialistas, a Guiné-Bissau tem registado uma elevada taxa epidemiológica de infecção por vírus na população adulta, agravada pela circulação do vírus VIH1 e VIH2.

«Esta situação coloca o nosso país numa posição negativa comparativamente com os países da sub-região, portanto estima-se que mais de 45% dos guineenses vivam com VIH, sendo a maioria mulheres» referiu, tendo afirmado que esta situação põe em risco a futura geração e reclamando a atenção redobrada face à desigualdade de género que ainda prevalecente na Guiné-Bissau.

O encontro que termina hoje é organizado pelo Secretariado Nacional de Luta Contra SIDA e visa fazer uma validação do III Plano Estratégico

Nacional, assim como definir as linhas gerais para uma eventual extensão do III Plano Estratégico Nacional para o período 2015/2020.

 Fonte da Noticia: Tiago Seide – Veja Aqui

No Brasil - Empreendedorismo da pessoa com deficiência é tema de livro

Acaba de ser lançado na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, o livro “Empreendedorismo Sem Fronteiras – Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência”, escrito em coautoria pelo secretário-adjunto de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo, Cid Torquato, e Fernando Dolabela, consultor, professor e autor de vários outros títulos voltados ao empreendedorismo.

 

Cid Torquato falou que o livro, antes de seu lançamento, já contava com 2 mil exemplares adquiridos pelo SEBRAE, que irá distribuir para seu público. Além disso, Torquato discorreu sobre a maior mensagem que o livro traz.

 “A principal razão da existência desse livro é querer passar algumas mensagens, uma muito importante é a do ‘eu posso’”.

 O secretário-adjunto ressaltou, ainda, que essa é uma mensagem essencial para quem tem deficiência. “Temos vários cases no livro.

A mensagem básica vivenciada pelas pessoas que se deparam com a deficiência, em geral, é ‘você não pode’.

Então, dizer para esse segmento da sociedade, para essas pessoas ‘eu posso’, ‘você pode’, é o mais importante”.

Os autores apresentam formas de empreender com viés na inclusão social, convidando as pessoas com deficiência aos desafios do empreendedorismo.

Documenta possibilidades no horizonte da inclusão, como despertar o empreendedor e transformar o sonho em realidade produtiva.

Aprofunda a discussão sobre inclusão e empreendedorismo, para que possam ser criadas políticas públicas de incentivo para que pessoas com deficiência se aventurem a empreender. Alternativa

No Brasil, as dificuldades para entrar no mercado de trabalho são grandes para quem tem alguma deficiência, já que muitas empresas declaram não ter estrutura para contratá-las.

 Alegam, por exemplo, falta de rampas de acesso e piso tátil. Assim, a Lei de Cotas (que reserva em empresas com mais de cem funcionários de 2 % a 5% de seus postos a pessoas com deficiência) torna-se a única alternativa de inserção profissional.

“É notório o preconceito que ainda há na sociedade. Há um potencial de 1,5 milhão de vagas de trabalho para pessoas com deficiência no país e só 360 mil são ocupados”, comenta Cid Torquato.


“Empreender pode ser alternativa muito positiva, tendo em vista que ter o próprio negócio possibilita definir com autonomia o ambiente de trabalho e a rotina do dia a dia, aspectos importantes para a inclusão de quem tem deficiência”, destacam os autores da publicação.

O livro “Empreendedorismo Sem Fronteiras – Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência” está disponível pela editora Altabooks também em versão digital.

 SERVIÇO 


Empreendedorismo Sem Fronteiras – 


Um Excelente Caminho para Pessoas com Deficiência Autor: Fernando Dolabela e Cid Torquato


 Edição: 1ª Edição, 2015 Número de páginas: 142 


Informações: http://www.altabooks.com.br/empreendedorismo-sem-fronteiras-um-excelente-caminho-para-pessoas-com-deficiencia.html 


  Fonte da Noticia: Veja Aqui

Angola: LARDEF apoia membros a ingressarem no mercado de trabalho

Luanda - A diretora executiva da Liga de Apoio à Integração dos Deficientes (LARDEF), Carla António, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, que a associação tem servido de ponte, facilitando o acesso da pessoa com deficiência a formação profissional visando a sua inserção no mercado de trabalho, sem contudo adiantar dados estatísticos. Em declarações à Angop, a propósito "da inserção da pessoa com deficiência na sociedade", a responsável frisou que a LARDEF ajuda as pessoas portadoras de deficiência a terem oportunidade de formação, assim como a proporcionar-lhes um emprego.

 

Referiu que a sociedade atual é mais exigente, pelo que têm que estar preparados para trabalhar, no sentido dos empregadores se despirem do preconceito que é muito notório ainda no seio de algumas instituições.

A responsável apela as diversas entidades e instituições a garantirem o cumprimento das políticas nacionais de inclusão, tendo em conta as suas várias limitações. Sublinhou que a LARDEF em relação ao mercado de trabalho tem, junto da instituições, passado a mensagem de que os locais de trabalho têm de ser adaptados para a pessoa com deficiência, visando criar um ambiente acessível para poderem desempenhar o seu trabalho de acordo com as suas capacidades. Maria António advogou que não deve haver discriminação por parte do empregador, que não devem confundir deficiência física com capacidade e competência.

A responsável frisou que a LARDEF tem realizado ações de sensibilização as pessoas com deficiência no contributo de melhorar a sua autoestima, mostrando-lhes que estão num mundo competitivo e antes de serem portadores de deficiência são cidadãos, que devem conhecer as suas capacidades e os seus direitos, e dar o seu contributo em prol do desenvolvimento do país.

 A LARDEF tem como objetivo promover, representar e defender a participação, os direitos e interesses das pessoas com deficiência, elaborar e desenvolver programas, projetos e ações que garantam a igualdade de oportunidade para as pessoas com deficiência. 


A Associação tem desenvolvido atividades de advocacia, sensibilização e lobying, bem como a implementação de micro projectos geradores de rendimento a favor das pessoas com deficiência e suas famílias. A LARDEF conta com oito mil membros vinculados a associação e está presente nas províncias de Cabinda, Moxico, Huambo e Benguela.

Assuntos Província» Luanda: Leia também Administração da Ingombota pretende disciplinar má actuação de fiscais.


 Luanda - O administrador do distrito urbano da Ingombota, em Luanda, Lobato Neto, comprometeu-se quinta-feira em prestar maior atenção a conduta dos agentes do sector da fiscalização que atuam na sua área de jurisdição.

 Fiscalização de Luanda investiga agentes por suposto envolvimento em casos de suborno  


Luanda - A repartição da fiscalização do município de Luanda iniciou hoje, quinta-feira, a investigar alguns agentes da instituição por suposto envolvimento em actos de suborno e por se apossarem de bens das vendedoras ambulantes dos arredores do mercado dos congolenses.

  Angola: Utentes clamam por reabilitação da via adjacente ao canal do Kikuxi Luanda


  - Moradores e empresários da zona do Kikuxi, em Viana, Luanda, solicitam às autoridades administrativas a reparação urgente da estrada de terra batida paralela ao perímetro irrigado daquela zona, devido aos transtornos que o seu actual estado está a causar.

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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Reunião de constituição do Centro de Vida Independente de Lisboa

A continuação do processo e o êxito do Projeto-piloto de Vida Independente, dependem em primeiro lugar da adesão e empenho das pessoas com deficiência. O Centro de Vida Independente, estrutura composta e dirigida por pessoas com deficiência, será o gestor do dia-a-dia do projecto.

 
É altura de constituir o CVI, tomar uma série de decisões que ficamos de tomar e avançar na prestação de assistência pessoal a quem precisa.

Se tem uma deficiência, convidamo-lo(a) a participar na primeira reunião que irá realizar-se na próxima 6ª Feira, dia 17 de Abril, das 18h00 às 20h00. Terá lugar no Espaço Municipal da Flamenga, Rua Ferreira de Castro, Bairro da Flamenga, Marvila.

Este espaço situa-se perto do Centro Comercial da Bela Vista. Existem duas carreiras da Carris, a 794 (Estação do Oriente – Terreiro do Paço) e a 793(Estação Roma/Areeiro – Marvila) com acessibilidade a cadeira de rodas que têm uma paragem junto ao Centro Comercial.

A estação de Metro Bela Vista tem uma saída acessível mas não dá directamente para o caminho de acesso ao local da reunião. Para chegar a essa rua tem de se sair da estação de metro, virar à esquerda até encontrar uma entrada do parque de estacionamento e aí apanhar o elevador para o Centro Comercial.

Não é muito prático mas é o único caminho possível em cadeira de rodas. Em frente ao local da reunião existe um parque de estacionamento com muitos lugares.

Fonte da Noticia: Blog Tetraplégicos – Eduardo Jorge 


  Fonte: vidaindependentelx

Madeira - Tampinhas' já permitiram entregar 15 equipamentos a cidadãos com deficiência

O A Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação da Região Autónoma da Madeira em parceria com a Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – Associação Sem Limites congratula-se com a evolução progressiva da Campanha “Dê uma tampa à indiferença”, verificada nos primeiros três meses do ano. 


"Em 2015, já nos foi possível entregar, 15 equipamentos, nomeadamente, 8 cadeiras de rodas manuais, 4 cadeiras de rodas elétricas, 1 cadeira de banho, 1 scooter, e 2 baterias", enumera a associação presidida por Filipe Rebelo.

 "Comparativamente com o ano transato, neste mesmo período de tempo, entregamos 8 equipamentos, dos quais 7 são cadeiras manuais e 1 andarilho", compara.

"Claramente notou-se um aumento de pedidos de ajudas ao nível de material ortopédico neste período, uma vez que, a situação financeira atual não permite a aquisição dos mesmo", diz ainda.

"Desta forma, continuamos a apelar a toda a população em geral para colaborar não só com a recolha de tampinhas, mas também na recolha de donativos, porque detemos diversos orçamentos dispendiosos que necessitam de apoio monetário", reflecte, solicitando "ainda a contribuição de toda a comunidade para a angariação de fundos através do Grande Sorteio de Rifas 2015, que se celebrará no dia 11 de Dezembro de 2015 nas instalações da Associação"

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

No Brisil - Feira de acessibilidade para pessoas com deficiência espera 45 mil visitantes

Cerca de 45 mil pessoas entre profissionais da saúde e consumidores são esperadas nos quatro dias da 14ª edição da Reatech - Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, aberta hoje (9), na capital paulista. Serão 300 marcas da indústria nacional e internacional expondo aplicativos, adaptações veiculares, cadeiras de rodas elétricas, próteses e órteses, aparelhos auditivos, produtos ortopédicos e materiais hospitalares. A feira ocorre no São Paulo Expo Exhibition e Convention Center, com entrada gratuita.


Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há no Brasil em torno de 46 milhões de pessoas com deficiências, o que corresponde a 24% da população. São 21 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos e, de acordo com estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país será o sexto em número de idosos em 2025, quando deve chegar a 32 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

 O mercado de produtos e serviços para pessoas com deficiência fatura anualmente cerca de R$ 5,5 bilhões. O segmento é formado por 42% de pessoas das classes A e B, 44% da classe C e 14% das classes D e E. Neste ano, a novidade é o foco no segmento dos obesos e pessoas com mais de 60 anos.

“Queremos dar ênfase à qualidade de vida dessas pessoas, ultrapassando a barreira da liderança em novidades no setor. Teremos ainda o lançamento do selo de acessibilidade e inclusão da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)”, comentou Marco Antônio Mastrandonakis, um dos organizadores da feira.

 De acordo com o secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antônio José Ferreira, estar na Reatech é fortalecer o espaço de visibilidade para os brasileiros que têm alguma deficiência.

“O objetivo é dar oportunidade para que essas pessoas mostrem seus potenciais, se encontrem e possam conhecer produtos que melhorem sua qualidade de vida.

Esse espaço não visa proteger as pessoas com deficiência, no sentido de segregá-las, mas no sentido de incluí-las e mostrar que são um nicho importante”, disse ele. Ferreira lembrou que no domingo (12), último dia da Reatech, será lançada nova versão da Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência, além de seminários e debates sobre o assunto com os visitantes.

“O Brasil ratificou a convenção em 2009, e esse documento alcançoustatus de emenda constitucional. Cada artigo foi comentado por um ou dois especialistas, e é esse material que será lançado domingo.

É uma oportunidade de as pessoas conhecerem esse material”, acrescentou. Entre as novidades na feira estão o Beamz Music System que permite a usuários de todas as idades, com limitações físicas e habilidades cognitivas diversas, tocar música utilizando centenas de instrumentos, efeitos sonoros e músicas.

É composto por um controlador a laser e um conjunto de softwares. Pode ser utilizado como um recurso para atividades sensoriais e motoras, utilizando apenas os movimentos dos olhos ou o movimento do corpo nas ondas sensoriais.

 Há também o Timocco, uma plataforma interativa de reabilitação pediátrica que incentiva a criança, de forma divertida e segura, por meio de atividades para serem usadas nas terapias.

A tecnologia é baseada na realidade virtual e captura de vídeo, de forma simples e fácil de operar. Basta um computador e uma câmara web.

 A Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual (Laramara) traz para a feira o Tablet Prodigi, com recurso de leitura falada, inédito no mercado.

O Prodigi é um escâner com voz e videoampliador de mesa, indicado para uso em casa ou no trabalho. Inclui um tablet com suporte que pode ser desacoplado da base e transportado facilmente, fornecendo a mesma funcionalidade da base.

O usuário escolhe se deseja ouvir textos captados pela câmera, lê-los visualmente com ampliação de cores e contrastes ajustáveis, ou as duas formas ao mesmo tempo. Fonte da Noticia:

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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Instabilidade do dólar inibe o mercado de tecnologia de Apoio para pessoas com deficiência no Brasil

Com a desvalorização do real, recursos voltados a pessoas com deficiência podem ficar até 100% mais caros A supervalorização da moeda americana deve afetar os preços dos produtos de tecnologia assistida comercializados no Brasil e pode pesar ainda mais no bolso dos brasileiros com deficiência. Como a maioria dos recursos são fabricados no exterior, os preços podem ficar até 100% mais caros, prejudicando a inclusão dessas pessoas em diversas áreas, como educação, trabalho, cultura e saúde.


“Os artigos de tecnologia assistiva vendidos no país já são extremamente caros devido à carga tributária.

Com a desvalorização do real, o acesso a esses equipamentos ficará ainda mais difícil e levará a uma retração no setor”, comenta Robert Mortimer, especialista em tecnologia assistiva da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual.

Isso porque as pessoas com deficiência, que já estão com o poder de compra menor devido ao aumento das tarifas de água, energia e combustíveis, terão que enfrentar altas significativas como a do leitor de livros digitais que atualmente custa cerca de R$ 800,00 e pode chegar a R$ 2,4 mil, e até nos itens de fabricação nacional, pois são utilizados insumos importados.

 De acordo com a ABRIDEF - Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência, o mercado de tecnologia assistiva movimenta cerca de R$ 5 bilhões por ano no país e grande parte das empresas do setor importa os equipamentos de diversos países da Europa e dos Estados Unidos.

 Segundo dados do IBGE, existem mais de 45 milhões de pessoas com deficiência, sendo que 6,5 milhões são deficientes visuais.

“A instabilidade econômica afeta de forma direta os brasileiros com deficiência que dependem de tais recursos para terem uma vida mais autônoma, digna e com mais qualidade”, comenta Mortimer. Atualmente, um dos poucos itens comercializados no Brasil acessíveis e indispensáveis para as pessoas com deficiência visual, por exemplo, é a máquina Braille, vendida pela Laramara por R$ 2,5 mil e que também é distribuída gratuitamente, por meio de parceiras com empresas privadas.

 No encontro com o Cristiano tratamos de questões gerais. Seria muito bom, se for possível, mantermos a possibilidade de uma reunião com um pedagogo como havíamos combinado anteriormente.

Teremos várias situações em sala de aula, por exemplo uma prova de matemática, que não sabemos como seria uma situação como esta para podermos retratá-la corretamente. Sobre a Laramara:

A Laramara é uma das mais atuantes instituições especializadas em deficiência visual e um centro de referência na América Latina no desenvolvimento e na pesquisa na área da deficiência visual.

 Fundada em 1991, realiza atendimento especializado nas áreas socio assistencial e socioeducativa com ações complementares e atividades específicas essenciais à aprendizagem e ao desenvolvimento das pessoas com deficiência visual e com deficiências associadas.

As atividades são realizadas em grupos e os usuários dispõem ainda de atendimentos específicos de Braille, Soroban, Desenvolvimento da Eficiência Visual (Baixa Visão) e Orientação e Mobilidade. Disponibiliza recursos humanos para apoio à inclusão social, colabora para o aperfeiçoamento e a capacitação de profissionais e divulga suas experiências e aquisições para todo o Brasil, por meio de recursos instrucionais produzidos por sua equipe, como livros, manuais e DVDs. Laramara trouxe para o Brasil a fabricação da máquina Braille e da bengala longa, indispensáveis para a educação e a autonomia da pessoa cega.

Buscando a inclusão profissional de jovens e adultos com deficiência visual, ampliou seu projeto socioeducativo em 1996 realizando atendimento a essa população.

Fonte: Veja Aqui