domingo, 28 de junho de 2020

Guiné-Bissau tem 58 novos casos, número total de mortos sobe para 22

A Guiné-Bissau aumentou hoje para 1.614 os casos acumulados de infecção por covid-19 no país, bem como o número de vítimas mortais que passou de 19 para 22, segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

 Segundo o coordenador do COES, Dionísio Cumba, entre segunda-feira e quinta-feira foram registados mais 58 novos casos de covid-19 no país. 

 “O país tem 1.614 casos acumulados desde o início da pandemia”, afirmou Dionísio Cumba, em conferência de imprensa para fazer a actualização da evolução da doença no país, provocada pela pandemia do novo coronavírus.



“Infelizmente, temos também mais três vítimas mortais.

 Estes óbitos ocorreram esta semana no Hospital Nacional Simão Mendes”, salientou. Dionísio Cumba precisou também que há 29 pessoas internadas, nomeadamente 12 no hospital de Cumura, 10 no Hospital Nacional Simão Mendes e sete no hospital de Bor.

 Em relação aos recuperados, o coordenador do COES disse que já foram identificadas 317 pessoas.

 A Guiné-Bissau regista, segundo o médico, 1.275 casos acumulados activos de covid-19, 22 vítimas mortais e 317 recuperados.


O Sector Autónomo de Bissau é o que regista o maior número de pessoas infectadas com covid-19.

 No âmbito do combate à pandemia, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decidiu prolongar quinta-feira o estado de emergência por mais um mês, até 25 de Julho.

 A pandemia de covid-19 já provocou quase 487 mil mortos e infectou mais de 9,6 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


  Em África, há 8.856 mortos confirmados em mais de 338 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.


Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infecções e de mortos (1.001 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.614 casos e 22 mortos), Cabo Verde (1.003 casos e oito mortos), Moçambique (788 casos e cinco mortos), São Tomé e Príncipe (710 casos e 13 mortos) e Angola (212 infectados e 10 mortos).

 O Brasil é o país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infectados e de mortos (mais de 1,22 milhões de casos e 54.971 óbitos), depois dos Estados Unidos.


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São Tomé e Príncipe reforça quadro epidemiológico com laboratório PCR

São Tomé e Príncipe tem desde segunda-feira, 22 de Junho, um novo laboratório oferecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para realizar testes PCR no país.

 A entrada em funcionamento do laboratório foi demorado por causa da formação de técnicos nacionais, explicou a responsável do laboratório, Rosa Neto.




"Neste momento o nosso maior objectivo é dar respostas aos pacientes internados com sintomatologia, num primeiro momento e depois dar respostas no âmbito epidemiológico. 

Começamos com um número um pouco mais limitado de testes e, paulatinamente, iremos aumentar a quantidade, mediante as condições que tivermos disponíveis", afirma.

 "Com o PCR conseguimos detectar o vírus numa primeira fase. Temos estado a usar o teste rápido, que é feito numa fase mais tardia ou mais avançada, mas com o PCR vamos poder fazer o diagnóstico no momento em que paciente está doente e vem aliviar o sistema nacional de saúde",descreve a responsável do laboratório.


A responsável pela diplomacia são-tomense destacou o papel do sistema das Nações Unidas que trabalhou "durante semanas em colaboração com o governo" para a vinda dos equipamentos e, me particular, da OMS, também "pelo envio de uma equipa médica com vários especialistas".

 São Tomé e Príncipe recebeu material médico-hospitalar no âmbito do apoio das Nações Unidas no combate à pandemia de COVID-19.

 O donativo resulta de uma parceria bem-sucedida entre as Nações Unidas, União Europeia e Portugal.


  Na lista dos materiais estão o laboratório PCR, 10 ventiladores, material de protecção individual, nomeadamente máscaras, luvas, óculos, viseiras e fatos, bem como medicamentos para o coronavírus, pequenos equipamentos como oxímetros e todo o material necessário para colheita e análise dos testes.


A União Europeia suportou os custos de transporte da operação, Portugal e a OMS foram responsáveis pela mobilização de pessoal humanitário e pela logística.


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Guiné-Bissau - Mais dois óbitos devido à Covid-19

O número de mortos por Covid-19 na Guiné-Bissau aumentou ontem para 19, num total de 1.556 casos acumulados, segundo dados do Centro de Operações de Emergência de Saúde.



De acordo com o coordenador do COES, Dionísio Cumba, foram detectados 15 novos casos positivos para a Covid-19 no país, aumentando o total acumulado para 1.556.

 Destes, 19 morreram, sendo que desse total duas vítimas mortais foram registadas nas últimas 24 horas.


“Os novos 15 casos são todos do Sector Autónomo de Bissau”, disse Dionísio Cumba, em conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia provocada pelo novo coronavírus na Guiné-Bissau. “Foram registados mais dois óbitos, incluindo o de um jovem com 19 anos, que já tinha alguns antecedentes de saúde. Ambos morreram poucas horas depois de terem dado entrada no hospital”, explicou. Em relação aos recuperados, o número aumentou para 191.

 O coordenador do COES disse também que estão 23 pessoas internadas devido à Covid-19, nomeadamente nove no Hospital Nacional Simão Mendes, nove no Hospital de Cumura e cinco no Hospital de Bor. Por regiões, Dionísio Cumba precisou que o Sector Autónomo de Bissau regista 1.517 casos acumulados, incluindo 169 recuperados, Biombo regista 53 casos, incluindo 15 recuperados, Cacheu 26, incluindo sete recuperados, Bafatá sete casos, Gabu dois e Oio dois.

 Os primeiros casos de Covid-19 foram registados na Guiné-Bissau em Março.


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quarta-feira, 24 de junho de 2020

Guiné-Bissau - Número de mortos na Guiné-Bissau sobe para 19 em 1.556 casos

Número de mortos na Guiné-Bissau sobe para 19 em 1.556 casos.

 

 O número de mortos por covid-19 na Guiné-Bissau aumentou hoje para 19, num total de 1.556 casos acumulados, segundo dados do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).

 

 De acordo com o coordenador do COES, Dionísio Cumba, foram detectados 15 novos casos positivos para covid-19 no país, aumentando o total acumulado para 1.556. Destes, 19 morreram, tendo sido registadas mais duas vítimas mortais.

 

 

 “Os novos 15 casos são todos do Sector Autónomo de Bissau”, disse Dionísio Cumba, em conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia provocada pelo novo coronavírus na Guiné-Bissau.

 

 “Foram registados mais dois óbitos, incluindo o de um jovem com 19 anos, que já tinha alguns antecedentes de saúde. Ambos morreram poucas horas depois de terem dado entrada no hospital”, explicou. Em relação aos recuperados, o número aumentou para 191. 


 O coordenador do COES disse também que estão 23 pessoas internadas devido à covid-19, nomeadamente nove no Hospital Nacional Simão Mendes, nove no hospital de Cumura e cinco no hospital de Bor.

 Por regiões, Dionísio Cumba precisou que o Sector Autónomo de Bissau regista 1.517 casos acumulados, incluindo 169 recuperados, Biombo regista 53 casos, incluindo 15 recuperados, Cacheu 26, incluindo sete recuperados, Bafatá sete casos, Gabu dois e Oio dois.

 Os primeiros casos de covid-19 foram registados na Guiné-Bissau em Março. Em consequência, o Presidente do país, Umaro Sissoco Embaló, decretou o estado de emergência, que já foi prolongado por cinco vezes, a última das quais até 25 de Junho.

 Em África, há 8.115 mortos confirmados em mais de 306 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

  Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infecções e de mortos (1.664 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.556 casos e 19 mortos), Cabo Verde (890 casos e oito mortos), São Tomé e Príncipe (693 casos e 12 mortos), Moçambique (733 casos e cinco mortos) e Angola (183 infectados e nove mortos).


  O Brasil é o país lusófono mais afectado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infectados e de mortos (mais de um milhão de casos e 50.617 óbitos), depois dos Estados Unidos.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 465 mil mortos e infectou cerca de 8,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

 

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Angola - “Projecto Vem Comigo” recebe AKz 15 milhões

A Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA) recebeu, sábado, uma doação de 15 milhões de kwanzas, para a reactivação do Projecto “Vem Comigo”.

 

 O projecto, iniciado em 2003, encontra-se na sua quinta fase de implementação.

 

 Esta informação foi prestada à Angop pelo presidente da mesa da Assembleia-geral da ANDA, Pitra Neto, que realçou a necessidade de se retomarem alguns projectos desenvolvidos, paralisados por dificuldades financeiras.

 

 De acordo com o responsável, a doação provem de uma fundação sedeada no Distrito Urbano do Rangel , em Luanda, que se prontificou em ajudar, por entender ser necessário prestar atenção especial às pessoas portadoras de deficiência.

 

  Na ocasião, o presidente da ANDA, Silva Lopes Etiambulo, apontou a reactivação dos projectos agrícolas como prioritários nas acções futuras da associação que representa. 


 Realçou que a organização tem legalizados, em todo o país, 19 mil 331 hectares de terras aráveis, que carecem de cultivo.

 Para o período de 2019/2022, apontou como objectivo trabalhar com 1336 famílias, das quais 517 ex-militares com deficiência, localizados na província do Cuando Cubango.

 Desde a sua implementação, o Projecto “Vem Comigo” já beneficiou 161.894 portadores de deficiência em todo o país.
 

 

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domingo, 21 de junho de 2020

uiné-Bissau - Número de mortos na Guiné-Bissau sobe para 17 em 1.541 casos

O número de mortos por covid-19 na Guiné-Bissau subiu para 17 e o de infeções registadas desde março para 1.541, anunciou hoje o coordenador do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES).

 De acordo com Dionísio Cumba, entre segunda e quinta-feira foram analisadas 175 novas amostras, das quais 49 deram positivo.



"Temos, neste momento, 1.541 casos de covid-19 acumulados desde o início da pandemia", afirmou Dionísio Cumba, na segunda conferência de imprensa da semana para fazer a atualizados da evolução da pandemia provocada pelo novo coronavírus no país. 

 "O número de óbitos subiu, depois de confirmadas esta semana duas mortes", afirmou, totalizando agora 17.

 O médico guineense disse também que o número de recuperados se mantém nos 153, mas que segunda-feira deverá haver dados atualizados.

 O coordenador do COES disse que há 44 pessoas internadas em três hospitais do país, nomeadamente 31 no hospital de Cumura, seis no Hospital Nacional Simão Mendes e sete no hospital de Bor.


As sete pessoas internadas no hospital de Bor estão a oxigénio, referiu.

 Por regiões, Dionísio Cumba disse que o Setor Autónomo de Bissau é o que regista o maior número de infeções por covid-19 com 1.451 casos, seguido da região de Biombo, com 53, Cacheu, com 26, Bafatá, sete, Gabu, dois, e Oio, dois.

 No âmbito do combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, declarou o estado de emergência no país, que já prolongou por cinco vezes, a última das quais até ao próximo dia 25. Em África, há 7.395 mortos confirmados em mais de 275 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.


    Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné Equatorial lidera em número de infeções e de mortos (1.664 casos e 32 mortos), seguida da Guiné-Bissau (1.541 casos e 17 mortos), Cabo Verde (849 casos e sete mortos), São Tomé e Príncipe (683 casos e 12 mortos), Moçambique (662 casos e quatro mortos) e Angola (166 infetados e oito mortos).


O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados e de mortos (mais de 978 mil e 47.748, respetivamente), depois dos Estados Unidos.

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 450 mil mortos e infetou mais de 8,4 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.



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segunda-feira, 15 de junho de 2020

Guiné-Bissau com mais 71 casos aumenta para 1.460 acumulados e 15 vítimas mortais

A Guiné-Bissau registou mais 71 casos de infeções por covid-19, aumentando o total acumulado para 1.460, e mais três vítimas mortais, que subiram para 15, disse hoje o Centro de Operações de Emergência de Saúde.

 Segundo o coordenador do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES), Dionísio Cumba, entre terça-feira e quinta-feira foram analisadas mais 107 amostras, das quais 71 deram positivo.




"O total acumulado de infeções por covid-19 na Guiné-Bissau sobe para 1.460", disse o médico guineense.

 Dionísio Cumba afirmou também que o número de vítimas mortais subiu para 15, depois de terem sido registados mais três mortes, incluindo a de uma jovem de 22 anos no hospital de Cumura por falta de oxigénio.

 O médico guineense informou também que há 24 pessoas internadas, nomeadamente 11 no hospital de Cumura, e 13 no Hospital Nacional Simão Mendes.

 Das pessoas internadas no Hospital Simão Mendes, seis estão a precisar de oxigénio, três das quais estão em estado grave.


Por regiões, segundo o coordenador do COES, o Setor Autónomo de Bissau regista o maior número de infeções com 1.376, seguido da região de Biombo com 52 casos, Cacheu com 24 casos, Bafatá com oito e Gabu com dois casos.

 A Guiné-Bissau registou os primeiros casos de infeções por covid-19 em março.

 O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, prolongou quarta-feira, pela quinta vez, o estado de emergência no país até dia 25. Em África, há 5.756 mortos confirmados e mais de 216 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.


  Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.460 casos e 15 mortos), seguida da Guiné Equatorial (1.306 casos e 12 mortos), Cabo Verde (657 casos e seis mortos), São Tomé e Príncipe (632 casos e 12 mortos), Moçambique (489 casos e dois mortos) e Angola (118 infetados e cinco mortos).


O Brasil é o país lusófono mais afetado pela pandemia e um dos mais atingidos no mundo, ao contabilizar o segundo número de infetados (mais de 802 mil, atrás dos Estados Unidos) e o terceiro de mortos (40.919, depois de Estados Unidos e Reino Unido).

 A pandemia de covid-19 já provocou mais de 421 mil mortos e infetou mais de 7,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui - MSE // PJA

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Guiné-Bissau - Escola para crianças cegas na Guiné-Bissau desesperada com "dificuldades"

O pátio de uma casa no bairro de Cuntum, arredores de Bissau, é cada vez mais exíguo para albergar tantas crianças cegas que todos os dias procuram amparo e ensino formal na única escola para cegos da Guiné-Bissau.

 Acasa é de Manuel Rodrigues, cego e fundador da Agrice (Associação Guineense de Reabilitação e Integração dos Cegos), que faleceu no passado dia 25 de maio, mas as crianças que lá se encontram são oriundas de famílias pobres de todas as partes da Guiné-Bissau.




Questionado pela Lusa sobre o número exato de crianças cegas que se encontram sob a responsabilidade da Agrice, Elísio Gomes, o diretor da escola, teve que puxar pela memória para se lembrar, disse o próprio, devido a "tantas dificuldades".

 
 Após contagem e recontagem, perguntas aos colegas professores, Elísio Gomes lá acabou por indicar que a Agrice tem sob sua responsabilidade direta, 138 crianças, divididas entre os dois lares em Bissau (em Cuntum e Bissaguel) e um em Gabu, no leste.


 O número é apenas de crianças internas nos três lares às quais a Agrice garante alojamento, alimentação, assistência médica e medicamentosa e ensino através da técnica de braile e de linguagem gestual para aquelas com visão parcial.
Além daquelas crianças, andam na escola Bengala Branca, da Agrice, cerca de 600 crianças portadoras de deficiências.


 O fundador e patrono dos três lares morreu, mas o corpo docente, composto por 32 professores, pretende continuar a obra de Manuel Rodrigues para "ajudar as crianças a serem pessoas úteis à sociedade e que não vão pedir esmolas pelas ruas", observou Elísio Gomes.

 Neste momento, o "sonho principal" de Manuel Rodrigues depara-se com tantas dificuldades" que o professor Elísio Gomes teme pelo futuro da ação social se não houver ajudas urgentes das autoridades guineenses e de parceiros internacionais.


  Nos próximos tempos, a direção da Agrice vai endereçar cartas ao Presidente guineense, Umaro Sissoco Embalo, aos membros do Governo, às agências das Nações Unidas e às embaixadas para pedir ajuda.

 A embaixada de Portugal em Bissau é a principal parceira da Agrice de quem Elísio Gomes explica que recebe ajuda financeira para a aquisição de combustíveis para as três carrinhas de transporte das crianças, a sua alimentação e pagamento de subsídio ao pessoal docente.


Com o início da pandemia do novo coronavírus, a ajuda portuguesa deixou de chegar à Agrice, o que transformou a vida no lar, que neste momento se resume à casa de Manuel Rodrigues, "ainda muito mais difícil", contou ainda Elísio Gomes.

 No dia do falecimento de Manuel Rodrigues, o lar recebeu de pessoas singulares, em sinal de solidariedade, alguns apoios em géneros alimentícios, mas a direção teme que rapidamente essa ajuda desapareça.

 De imediato a associação precisa de meios para continuar a alimentar as crianças, mas também clama por viaturas novas, já que as três existentes já estão velhas, por terem sido adquiridas há mais de 15 anos. Elísio Gomes frisou que as crianças cegas só podem ser transportadas da escola para os lares de acolhimento em viaturas especiais.


  E no futuro, Gomes disse à Lusa que a associação gostaria de construir uma casa de acolhimento junto à escola de Bissaguel, na zona de Safim, para aí agrupar todas as crianças que hoje utilizam a casa familiar de Manuel Rodrigues como o seu verdadeiro lar.

 A família dessas crianças "simplesmente abandonaram-nas", lamenta-se o professor Elísio Gomes, afagando a cabeça a uma menina, de seis anos, que nasceu cega, mas que os pais nunca mais procuraram no lar de Cuntum.



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segunda-feira, 1 de junho de 2020

Guiné-Bissau - Covid-19: Sistema de saúde da Guiné-Bissau pode entrar em colapso, diz a ONU

O sistema de saúde da Guiné-Bissau pode entrar em colapso, devido à pandemia do novo coronavírus, que já infectou quase 1.200 pessoas no país e provocou oito vítimas mortais, alertam as Nações Unidas.

 Se, em tempos normais, o sistema de saúde local é altamente frágil, com a Covid-19 pode colapsar”, adverte um relatório sobre o impacto socioeconómico da Covid-19 na Guiné-Bissau, divulgado pelo Programa da ONU para o Desenvolvimento.

 Segundo dados do relatório, a Guiné-Bissau tem o segundo sistema de saúde mais frágil do mundo, a seguir à Somália, e tem várias doenças infecciosas, incluindo os valores mais altos de prevalência de sida e tuberculose da África Ocidental.



“Este é o resultado de décadas de pouco investimento no sistema de saúde”, pode ler-se no relatório.

 Segundo o documento, a falta de investimento no sector da saúde, aliada a infra-estruturas precárias e a greves constantes, “constituem obstáculos substanciais a intervenções de resposta adequadas para impedir a propagação do vírus”.

 “Como o sistema de saúde é frágil, atinge a maior parte da população, está fadada ao colapso assim que houver transmissão comunitária”, salienta-se no documento.

 Na Guiné-Bissau, há um médico por quase 6.000 habitantes, não há especialistas em unidade de cuidados intensivos e a produção de oxigénio não é assegurada no principal hospital do país, o Hospital Nacional Simão Mendes.

 Fora da capital guineense, ainda não existe um estabelecimento hospitalar preparado para tratar casos de Covid-19.


No relatório salienta-se que a comunidade internacional está a tentar equipar o país com o material necessário, apesar da escassez existente no mercado internacional.

 “A disseminação da Covid-19 na Guiné-Bissau é difícil de conter”, alerta o relatório, salientando que o Laboratório Nacional de Saúde Pública tem dificuldade em fazer testes diários, devido à rápida propagação da doença.

 Para o aumento de casos de infecções por Covid-19 na Guiné-Bissau, segundo o documento, contribuem também o estigma social associado à doença e as dificuldades económicas da população para cumprir com o isolamento e quarentena e a crise política que está a criar uma “profunda desconfiança” no sistema e controlo públicos. Mortes no continente />

 O número de mortos em África pela Covid-19 aumentou para 3.790 nas últimas 24 horas, mais 94, em mais de 129 mil casos de infecção em 54 países. Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número de mortos subiu nas últimas 24 horas de 3.696 para 3.790 (+94), enquanto os casos de infecção aumentaram de 124.482 para 129.565 (+5.083).

 O número total de doentes recuperados subiu de 51.095 para 53.414 (+2.319).

 O Norte de África é a região mais afectada pela doença no continente, com 1.746 mortos e 38.898 infectados. A África Ocidental regista 678 mortos e 32.079 infecções, enquanto a África Austral contabiliza 601 mortos e 29.460 casos, quase todos num único país, a África do Sul (27.403).

A África Oriental regista 397 mortos e 14.833 casos registados e na África Central há 368 vítimas mortais, em 14.295 casos.


  Seis países - África do Sul, Argélia, Egipto, Marrocos, Nigéria e Ghana - concentram cerca de metade das infecções pelo novo coronavírus no continente e mais de dois terços das mortes associadas à doença.

 O Egipto é o país com mais mortos (845) e ultrapassou as 20 mil infecções (20.793), seguindo-se a Argélia, com 630 vítimas e 8.997 infectados.


A África do Sul é o terceiro com mais mortos (577), continuando a ser o país do continente a registar mais casos (27.403). Marrocos totaliza 202 vítimas mortais e 7.643 casos, a Nigéria tem 259 mortos e 8.915 casos, enquanto o Ghana conta 34 mortos e 7.303 casos.

 Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infecções, com 1.195, e regista oito mortos.

 São Tomé e Príncipe contabiliza 458 casos e 12 mortos e Cabo Verde tem 390 infecções e quatro mortos. Moçambique conta 233 doentes e dois mortos.

 A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), tem 1.043 casos e 12 mortos, segundo o África CDC. Mundo

 A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia já provocou mais de 360 mil mortos e infectou acima de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

 Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.



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domingo, 31 de maio de 2020

Guiné-Bissau - Morreu Manuel Rodrigues, benemérito guineense de crianças cegas

O benemérito guineense de crianças cegas, prémio internacional de crianças, Manuel Rodrigues, morreu hoje em Bissau, vitima de doença, anunciou a família.

 

 Aos 58 anos e invisual desde os três, Manuel Rodrigues ficou celebrizado por ter ganho em 2017, na Suécia, o Prémio Internacional da Criança, galardão batizado pela imprensa de 'Prémio Nobel da Educação de Criança'

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 Fundador e presidente da escola Bengala Branca, Rodrigues destaca-se pelo seu trabalho de mais de 20 anos de proteção e educação de crianças cegas e portadoras de outras deficiências físicas na Guiné-Bissau. Manuel Rodrigues é também o líder da Agrice,

 

 Associação Guineense de Reabilitação e Integração dos Cegos, organização que tem a finalidade de promover a educação para os cegos, como também o enquadramento dos mesmos na sociedade guineense. 


 O Prémio Internacional da Criança, ou o 'International Children's Peace Prize', é concedido anualmente a uma criança que fez uma contribuição significativa para a defesa dos direitos das crianças.

 O prémio é uma iniciativa da Fundação KidsRights, organização de ajuda internacional da criança com sede em Amesterdão, na Holanda.

 Numa entrevista à Lusa depois de receber o prémio na Suécia, em 26 de abril de 2017, Manuel Rodrigues considerou aquele dia como sendo o "mais feliz" da sua vida, por se ter lembrando do papel da sua organização e da repercussão do ato para a Guiné-Bissau a nível mundial.

Na semana passada, um professor da Bengala Branca, Adjé Mané disse à Lusa que a escola passava por dificuldades na alimentação e medicamentos para várias crianças cegas internadas nos dois lares do projeto devido ao facto de Manuel Rodrigues, benemérito da iniciativa estar doente.


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Guiné-Bissau - Mais 61 novos casos na Guiné-Bissau com total de 1.256 infectados

O número de casos da covid-19 na Guiné-Bissau aumentou nas últimas 24 horas para 1.256, mais 61 infeções, incluindo oito vítimas mortais, divulgou hoje o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES). Segundo o coordenador do COES,

 

 Dionísio Cumba, nas últimas 24 horas, o Laboratório Nacional de Saúde Pública do país confirmou mais 61 novos casos. “Assim, sobe para 1.256 os casos de covid-19 positivos no país desde o início da pandemia”, afirmou Dionísio Cumba, na conferência de imprensa diária sobre a evolução do novo coronavírus na Guiné-Bissau.

 

 O médico guineense disse também que o número de recuperados mantém-se nos 42 e que o laboratório nacional está a fazer cálculos para saber o número exato de recuperados. 

 

Em relação aos internamentos, no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, estão internadas 17 pessoas, nove das quais estão a oxigénio e três casos suspeitos, que aguardam resultados das análises. No hospital de Cumura, a cerca de 10 quilómetros de Bissau, estão internadas 22 pessoas, incluindo um recém-nascido de uma mãe infetada com covid-19.


  “A criança já testou negativo”, disse Dionísio Cumba, acrescentando que o doente que estava em estado crítico naquela unidade hospital continua a oxigénio, mas já recuperou e está a melhorar.

 Em África, há 3.787 mortos confirmados em mais de 129 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

  Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.256 casos e oito mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (1.043 casos e 12 mortos), Cabo Verde (390 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (458 casos e 12 mortos), Moçambique (233 casos e dois mortos) e Angola (77 infetados e quatro mortos). 


 O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 26.417 mortos e mais de 438 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos (1,7 milhões) e à frente da Rússia (cerca de 387 mil).

 A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 360 mil mortos e infetou mais de 5,8 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,3 milhões de doentes foram considerados curados.


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Guiné-Bissau - Covid-19: Número de mortos na Guiné-Bissau sobe para oito

O número de mortos devido à covid-19 na Guiné-Bissau aumentou hoje para oito, mantendo-se os 1.195 infetados, disse o coordenador do Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES), Dionísio Cumba.

 

 Confirmamos mais um óbito de um homem.

 

 O homem entrou no hospital com insuficiência respiratória grave. Morreu esta manhã", afirmou o médico guineense, na conferência de imprensa diária sobre a evolução do novo coronavírus no país. Segundo Dionísio Cumba, neste momento, estão a ser investigados mais seis casos de óbito para determinar se estão relacionados com a doença.

 

 O também diretor do Laboratório Nacional de Saúde Pública remeteu para sexta-feira novas atualizações, depois de ultrapassadas algumas dificuldades técnicas e de falta de material.

 

 A Guiné-Bissau mantém assim 1.195 infeções por covid-19 e 42 recuperados. O coordenador do COES disse também que as autoridades de saúde estão à espera de um técnico de Portugal para arranjar as centrais de produção de oxigénio do hospital de Cumura e do Hospital Nacional Simão Mendes.

 

  O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou na terça-feira o estado de emergência no país até 10 de junho, mas pediu ao Governo para iniciar o desconfinamento para evitar o "colapso económico".

 As autoridades guineenses decidiram terça-feira abrir as fronteiras e permitir a entrada e saída de pessoas no território nacional e alargar o horário para a circulação de pessoas, que agora pode ser feito entre as 07:00 e as 18:00 locais, apesar de manterem o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00. Em relação às atividades económicas, o Governo guineense passou a permitir a circulação de transportes de passageiros e de transporte de bens de consumo de primeira necessidade, a venda ambulante e o funcionamento dos serviços comerciais entre as 07:00 e as 20:00. Em África, há 3.696 mortos confirmados em mais de 124 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

  Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera em número de infeções (1.195 casos e oito mortos), seguindo-se a Guiné Equatorial (1.043 casos e 12 mortos), Cabo Verde (390 casos e quatro mortes), São Tomé e Príncipe (443 casos e 12 mortos), Moçambique (227 casos e um morto) e Angola (73 infetados e quatro mortos).


  O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 24.512 mortos e mais de 391 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos (1,6 milhões) e à frente da Rússia (mais de 370 mil).

 A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 355 mil mortos e infetou mais de 5,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 2,2 milhões de doentes foram considerados curados.


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Guiné-Bissau - Estado de emergência prolongado até 10 de junho na Guiné-Bissau

O estado de emergência na Guiné-Bissau foi renovado por mais duas semanas, com efeito a partir desta terça-feira, depois de o país ter registado "uma subida galopante inesperada" de novos casos de contaminação.

 

O estado de emergência na Guiné-Bissau é renovado pela quarta vez consecutiva.

 

 A decisão prende-se com o facto de, nos últimos 15 dias, o país ter registado "uma subida galopante inesperada de novos casos de contaminação", justificou o Presidente Umaro Sissoco Embaló.

 

 "Essa subida preocupante é um sinal claro de que devemos continuar a adotar algumas medidas restritivas de direitos, liberdades e garantias como forma de prevenir e combater a pandemia", lê-se no decreto presidencial que renova o período do estado de emergência a que a DW teve acesso.  


"Apesar de todas as dificuldades do nosso país, fomos capazes de, enquanto nação, lutar contra a Covid-19, infelizmente, ainda não conseguimos controlá-la", admite Sissoco Embaló.

 "A Covid-19 é um inimigo invisível que é muito dificil combater. Contudo, uma vez que já sabemos como se transmite e as formas para evitar o contágio, somos todos convocados a ser resilientes e a observar rigorosamente as medidas de higienização e de distanciamento social", apela o chefe de Estado.

  O Presidente termina a sua mensagem à nação, apelando a que "cada um faça a sua parte". E defende que é preciso adotar "algumas medidas para o desconfinamento", permitindo assim a retoma gradual e progressiva das atividades socioeconómicas. "Este é o único caminho a seguir se quisermos, de facto, conciliar a prevenção e combate à Covid-19 e impedir o colapso da economia", sublinha. 

 
 

 Guiné-Bissau lidera casos nos PALOP  

 

Entre os países africanos que têm o português como língua oficial, a Guiné-Bissau lidera com 1.178 casos e sete mortos.

 

 O Centro Operacional de Emergências de Saúde (COES) anunciou esta segunda-feira (25.05) o óbito de um cidadão português de 71 anos, infetado pelo novo coronavírus, que estava internado no hospital de Cumura, a cerca de 10 quilómetros de Bissau.


  O coordenador do COES, Dionísio Cumba, anunciou também que o Laboratório Nacional de Saúde Pública não realizou análises a novas amostras devido à falta de material de laboratório e que o número de infeções se mantém em 1.178, incluindo 42 recuperados. Estão internadas no Hospital Nacional Simão Mendes 15 pessoas infetadas, cinco das quais são cidadãos estrangeiros, incluindo um russo, três chineses e um natural da Mauritânia.

 No hospital de Cumura, há 22 pessoas internadas, uma das quais em estado grave. Em África, há 3.348 mortos confirmados em mais de 111 mil infetados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.

O país lusófono mais afetado pela pandemia é o Brasil, com 22.666 mortos e mais de 363 mil contaminados, sendo o segundo do mundo em número de infeções, atrás dos Estados Unidos da América (1,6 milhões).


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domingo, 24 de maio de 2020

Guiné-Bissau - Lar de abrigo de crianças cegas na Guiné-Bissau com dificuldades de alimentação

As crianças acolhidas pela Agrice, único lar de abrigo de pessoas cegas, mudas e surdas na Guiné-Bissau, enfrentam "muitas dificuldades" na alimentação e medicamentos, devido à pandemia provocada pelo novo coronavírus, disse hoje à Lusa um responsável da instituição. Adjé Mané, professor da escola Bengala Branca, que acolhe crianças de toda a Guiné-Bissau, com problemas visuais e de audição, explicou que com o início da pandemia da covid-19, "a situação dos dois lares piorou".

 A Agrice, associação guineense de reabilitação e integração dos cegos, conta com um lar de crianças cegas no bairro de Cuntum Madina, onde acolhe 66 crianças, e outro em Bissaguel, onde dá abrigo a 23 crianças, todas em regime de internato.



Nos dois lares estão crianças dos seis meses aos 14 anos, de ambos os sexos e maioritariamente oriundas das comunidades do interior da Guiné-Bissau, onde são ostracizadas por serem portadoras de deficiências visuais e de audição.

 O professor Mané referiu que as crianças precisam de alimentação, medicamentos e vestuário, porque com a pandemia provocada pelo novo coronavírus as entidades que apoiavam a Agrice deixaram de o fazer. "Recebíamos apoios da cooperação portuguesa, mas há já algum tempo que não recebemos nada, também compreendemos que esta situação do coronavírus afetou a toda a gente", afirmou Adjé Mané.

Algumas crianças até já pediram para serem devolvidas aos familiares, gesto que o professor considerou ser improcedente porque as dificuldades dos pais, nas comunidades, "são ainda maiores ou até piores". "Os familiares das crianças não aparecem aqui.



 Mas também tirar uma criança invisual da sua comunidade para Bissau, isso é um alívio, nunca mais a família quererá saber dessa criança que é um fardo", frisou Adjé Mané.


 Para superar as dificuldades nos dois lares, os monitores das crianças recorrem aos pedidos de favores "aqui e ali", às vezes arranja-se algo para o pequeno-almoço, às vezes já não se consegue nada para o almoço ou jantar, contou o professor.


 Os medicamentos para as crianças eram levantados, fiado, numa farmácia, mas há já algum tempo que o proprietário cancelou o procedimento, alegando dificuldades no negócio, e para piorar a situação Manuel Rodrigues, presidente e benemérito da associação, adoeceu.


"Ele é que é o pilar da nossa instituição e até tirava do próprio bolso, às vezes recorria às pessoas conhecidas", disse Adjé Mané, que lançou um "grito de socorro às pessoas de boa vontade". Além dos dois lares, a Agrice tem a escola Bengala Branca que é frequentada por 566 alunos, que está atualmente parada por ordens do Governo, no âmbito do estado de emergência em vigor no país desde finais de março. A Guiné-Bissau regista mais de 1.000 casos de infeção pelo novo coronavírus, incluindo seis vítimas mortais e 42 recuperados.


 No âmbito do combate à pandemia, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decretou o estado de emergência, até 26 de maio, e o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00 no país. Além daquelas medidas, as pessoas só podem circular entre as 07:00 e as 14:00 locais. 


 A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 328 mil mortos e infetou mais de cinco milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,8 milhões de doentes foram considerados curados.


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São Tomé e Príncipe - Portugal envia 20 toneladas de material e equipa médica para São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe vai receber 20 toneladas de material médico-hospitalar e uma equipa médica de emergência, no âmbito de uma operação conjunta de Portugal e da União Europeia, que parte na sexta-feira de Lisboa.

 “Uma operação de apoio humanitário [...] vai estabelecer uma ponte aérea entre Portugal e São Tomé e Príncipe para fazer chegar àquele país cerca de 20 toneladas de material médico-hospitalar e uma equipa de profissionais especializada em situações de crise e em doenças respiratórias, para apoiar no combate à covid-19”, adiantou hoje, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).



De acordo com a mesma nota, o avião, que partirá de Lisboa na sexta-feira, vai assegurar ainda o transporte de um laboratório da Organização Mundial de Saúde (OMS), “de forma a dotar São Tomé e Príncipe dos meios que permitirão realizar localmente testes de deteção do vírus responsável pela atual pandemia”.

 Os equipamentos a fornecer a São Tomé e Príncipe incluem material de proteção individual, nomeadamente máscaras, luvas, óculos, viseiras, mangas, sapatos e fatos, bem como medicamentos, gel, álcool e todo o material necessário para colheita e análise dos testes ao novo coronavírus.

 No mesmo avião, seguirá também uma equipa portuguesa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), composta por uma médica intensivista, dois enfermeiros e um especialista em logística, acrescentou o comunicado.


Segundo o MNE, Portugal é o segundo Estado-membro da União Europeia a montar uma operação deste tipo, no quadro do mecanismo EU Humanitarian Air Bridge recentemente criado para responder a emergências humanitárias.

 “O apoio de Portugal a São Tomé e Príncipe visa contribuir para a redução da situação de vulnerabilidade em que o país se encontra, em resultado da atual crise pandémica, reforçando a sua capacidade de resposta aos impactos da covid-19”, afirmou o Governo português. São Tomé e Príncipe regista 231 casos de infeção pelo novo coronavírus, tendo anunciado na terça-feira a sétima vítima mortal associada à doença.

 O continente africano regista 2.406 mortes por covid-19, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.


  A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados. 


 A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.



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Portugal - Artistas portugueses unem-se para ajudar pessoas com deficiência motora

Álvaro Siza Vieira, Eduardo Souto Moura e Graça Morais são apenas três dos 40 artistas portugueses, das mais diversas áreas, que se uniram para a “Quarentena Solidária”, uma iniciativa da Associação Salvador.

 O objectivo é combater o isolamento de pessoas com deficiência motora.



A Associação Salvador, que luta pela integração na sociedade de pessoas com deficiência motora, está a promover um leilão online, em parceria com o Palácio do Correio Velho.

 Ao todo, estão a ser leiloadas 40 peças de 40 artistas nacionais, que quiseram apoiar uma franja da população que, nesta fase particularmente difícil, se encontra em situações mais frágeis e vulneráveis.


O valor angariado será usado para a aquisição de bens de primeira necessidade e medicamentos, “bem como na atribuição de rampas, plataformas elevatórias ou outro tipo de equipamentos que permitam quebrar o isolamento que estas pessoas vivem de forma permanente, muitas vezes por não terem as condições adequadas para poderem sair de casa com autonomia”, segundo a associação.

 A decorrer desde 12 de Maio, o leilão só termina na próxima terça-feira, dia 26. Para licitar, basta aceder à página criada para o efeito no site do Palácio do Correio Velho.

A entrega das peças leiloadas será efectuada após o término do leilão e mediante apresentação do respectivo comprovativo de pagamento.


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Guiné-Bissau - Covid-19: Médicos Sem Fronteiras relatam "situação dramática" na Guiné-Bissau

Organização Médicos Sem Fronteiras alerta para a falta de acompanhamento e explicações sobre as medidas adotadas pelas autoridades guineenses para combater a propagação do vírus. 

Já foram diagnosticados quase mil casos. Em entrevista à DW África nesta segunda-feira (18.05), a chefe da missão dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Guiné-Bissau, Mónica Negrete, relata que a situação é "dramática” em Bissau, com uma tendência ascendente da contaminação, apesar das medidas adotadas pelas autoridades.



O número de infeções provocadas pela Covid-19 na Guiné-Bissau aumentou este domingo (17.05) para 990 e o número de vítimas mortais manteve-se em quatro, segundo o Centro de Operações de Emergência de Saúde (COES) guineense.

 Nas últimas 24 horas foram confirmados mais 21 novos casos por infeção com Covid-19.

 O número de recuperados mantém-se nos 26.

 No âmbito do combate à pandemia, o Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, decretou o estado de emergência até 26 de maio e o recolher obrigatório entre as 20:00 e as 06:00 no país. 

Além dessas medidas, as pessoas só podem circular entre as 07:00 e as 14:00 locais. 


 "O envolvimento da comunidade é fundamental: a população precisa de compreender os riscos associados à Covid-19 e quais as medidas apropriadas a tomar para mitigar a propagação da doença", diz a responsável da organização MSF. Mónica Negrete pede também proteção do pessoal de saúde, ativação o mais rapidamente possível do plano de contingência e a preparação de uma estrutural sanitária capaz de dar respostas adequadas. Salienta ainda que há um "vasto número de profissionais médicos do Hospital Nacional Simão Mendes" que contraíram a infeção e estão em quarenta, "impossibilitados de trabalhar".


  DW África: Qual é o ponto da situação na capital guineense?


Monica Negrete (MN): Em Bissau, capital da Guiné-Bissau, a situação da Covid-19 é já alarmante em relação ao número de casos.

 Está já confirmado que 990 pessoas estão infetadas pelo vírus. Realmente esse aumento tem sido dramático nas últimas duas semanas.

 Até 30 de abril tínhamos confirmados apenas 54 casos positivos, o que confirma que estamos, de facto, numa tendência ascendente da contaminação, apesar das medidas adotadas pelas autoridades.

Os Médicos Sem Fronteiras estão a apelar para que todas as entidades envolvidas na resposta à pandemia redobrem esforços, a todos os níveis de resposta, principalmente, dar prioridade à proteção dos profissionais de saúde e preparação das estruturas sanitárias do país.

 Os profissionais que estão na linha da frente precisam de equipamentos de proteção para evitar infeções e as autoridades também devem ativar plano de contingência em cada estrutura sanitária, em todas as regiões da Guiné-Bissau, o que inclui a criação de zonas de isolamento e garantir a capacidade de gestão básica.


  Mas essa situação que diz ser alarmante é em todo país ou apenas em Bissau? MN:


 A maioria dos casos, sobretudo esta última subida dramática, acontece na cidade de Bissau.

 Em relação ao número de chamadas de alertas que recebemos através da central telefónica, a maioria é também de Bissau.

Algumas outras regiões também estão infetadas, mas posso dizer com toda a certeza que é a capital que está a levar a carga maior.


  DW África: Relativamente o número de mortes pela doença, a MSF pensa que pode ser mais do que foi oficialmente anunciado?


 Oficialmente são reportadas quatro mortes até agora, mas começam a ser identificados outros falecimentos nas comunidades.

Assim como os números estão a crescer, é possível que algumas mortes ainda não tenham sido registadas ou reportadas como resultado da Covid-19.

 É algo que as autoridades devem dar muita atenção nos próximos dias.


  DW África: Hospitais e médicos que estão na linha da frente têm condições para enfrentar a doença?



MN: A capacidade e a criação das condições mínimas para enfrentar a Covid-19 ainda não estão asseguradas na Guiné-Bissau.

 É preciso ativar o plano de contingência nas estruturas de saúde e assegurar a capacidade mínima para a gestão básica de casos, como por exemplo, ter oxigénio, reforçar medidas de prevenção e controlo das infeções nos espaços de isolamento e é necessário um esforço maior e mais rápido para atender o número de pacientes que procuram os centros de saúde.

O laboratório enfrenta um grande desafio para responder ao crescente número de amostras que recebe diariamente. É preciso dar prioridade para reforçar o trabalho em curso no laboratório.


  DW África: Ou seja, não há materiais de proteção suficientes para os profissionais de saúde?


MN: É uma pergunta difícil de responder para as autoridades competentes, porque não só faltam equipamentos, mas também é preciso implementar as medidas de prevenção e controlo de infeções, que ainda não estão disponíveis em todos os espaços que precisam.

 É preciso uma melhor avaliação e transparência em relação ao material disponível para entender melhor a gravidade da situação.


Há muitos médicos e enfermeiros infetados em Bissau?


Uma das grandes dificuldades é ter dados concretos sobre a situação no terreno.

 É um facto muito preocupante. Neste momento, conhecemos 43 casos de pessoal de saúde, mas o número total e situação do pessoal da saúde contaminada ainda está a ser avaliada pelas autoridades.

A maioria dos casos foram diagnosticados no hospital de referência do país, o Hospital Nacional Simões Mendes, onde estamos a trabalhar.

 É difícil dizer quanto desses profissionais continuam ainda em quarentena e quantos casos que ainda não foram reportados às autoridades para ter um registo, o que é urgente e necessário.


DW África: As medidas decretadas pelas autoridades estão a ter efeitos positivos? 


 Em geral, o que falta é a estratégia para envolver mais a comunidade.

 Algumas medidas criam frustração a nível das comunidades. Falta também um acompanhamento e explicações de porque é que aquelas medidas foram tomadas.

 Isto não só a nível da limitação de circulação ou a nível do comércio.

 Um exemplo muito concreto é o uso correto das máscaras, agora que são obrigatórias. Tudo isto deveria estar acompanhado de orientações sobre como usar corretamente a máscara, como lavar as mãos, a parte de higiene respiratória e a manutenção da própria máscara. São aspetos necessários, com também é preciso combater a estigma sobre a doença na sociedade.

A população não acredita na existência da doença, há uma falta de conhecimento sobre a Covid-19.

 O elevado nível de estigma e a importante falta de conhecimento sobre a doença por parte da população tornam a situação ainda mais grave e complica a possibilidade de conter a propagação da epidemia.

 É preciso engajar a comunidade através dos líderes comunitários, líderes religiosos e é muito urgente fazer um trabalho de base.

 As agências internacionais, o sistema da ONU e outras entidades locais envolvidas na resposta à Covid-19 têm de redobrar os seus esforços com urgência, uma vez que ainda permanecem um grande número de necessidades que não estão cobertas.

 A gravidade dos números de hoje requer liderança e determinação ao mais alto nível. As medidas adotadas não devem erguer barreiras no acesso a serviços essenciais de cuidados de saúde aos mais vulneráveis.

 A assistência humanitária tem de ser assegurada, principalmente garantindo a capacidade de deslocação dos profissionais humanitários de saúde nacionais e internacionais.


  DW África: Neste sentido, que ajuda os Médicos Sem Fronteiras estão a prestar às entidades sanitárias e às autoridades políticas? 


 MN: Enquanto organização, nós, Médicos Sem Fronteiras, estamos a participar no Centro de Operação de Emergência da Saúde (COES), desde fevereiro, onde as decisões e concretização da resposta na emergência de saúde são debatidas e coordenadas entre as autoridades governamentais e as várias entidades internacionais presentes no país.

 Temos fornecido assistência técnica, mas sobretudo apoiamos iniciativas das autoridades governamentais, bem como dos parceiros internacionais. Estamos há vários anos a apoiar a pediatria do Hospital Nacional Simão Mendes, o que permitiu ativar desde início da doença as medidas de prevenção, de proteção dos profissionais de saúde e também do circuito de triagem para os pacientes. Atualmente disponibilizamos mais de 40 postos de fornecimento de água, para facilitar a higiene das pessoas. A MSF está também a dar apoio ao centro de atendimento telefónico COVID-19, o qual responde 24 horas por dia a telefonemas da população, e tem duas equipas móveis que se deslocam diariamente às comunidades para proceder ao rastreamento de contactos e monitorização de casos suspeitos.

Ainda damos um apoio adicional no terreno com duas equipas de resposta rápida e contamos com mais de 30 promotores de saúde nas comunidades.

 Ao longo da última semana, tem sido dado também apoio no registo e organização de dados ao departamento de epidemiologia e ao laboratório nacional.


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São Tomé e Príncipe - Voo humanitário com apoio médico vai também repatriar europeus residentes em São Tomé e Príncipe

A Comissão Europeia anunciou hoje que 205 cidadãos europeus que se encontram em São Tomé e Príncipe serão repatriados, no regresso do voo de ajuda humanitária que partirá de Lisboa esta sexta-feira (15).

 “Na sexta-feira, 15 de maio, um voo organizado em coordenação com Portugal, sairá de Lisboa para São Tomé e transportará 20 toneladas de material necessário e pessoal médico e técnicos portugueses e de agências da ONU para apoiar a resposta de São Tomé e Príncipe ao coronavírus; no seu trajeto de regresso, o voo trará de volta 205 cidadãos da UE e outros passageiros de São Tomé num esforço de repatriamento”, lê-se numa nota divulgada hoje pela representação da Comissão Europeia em Lisboa.



A medida insere-se na iniciativa da Ponte Aérea Humanitária da União Europeia, criada “para o transporte de trabalhadores humanitários e de serviços de emergência e de bens essenciais para ajudar a combater o coronavírus em algumas das zonas mais críticas do mundo afetadas por limitações de transporte”. 

 Citado no comunicado, o comissário da Gestão de Crises, Janez Lenarčič, afirma: “Deixar alguma zona do mundo sem proteção hoje equivale a deixar-nos a todos sem proteção amanhã; no âmbito da sua resposta mundial ao coronavírus, a UE criou uma ponte aérea humanitária para fazer chegar a ajuda a regiões onde o material escasseia devido às atuais dificuldades de transporte a nível mundial, que poderá ser uma tábua de salvação para algumas das comunidades mais vulneráveis do mundo”.

 A UE acrescenta ainda que estão a ser programados mais voos deste género “para as próximas semanas, sendo dada prioridade aos países africanos onde a pandemia poderá agravar ainda mais as muitas crises humanitárias já existentes”.


Na quarta-feira o Governo português anunciou que São Tomé e Príncipe vai receber 20 toneladas de material médico-hospitalar e uma equipa médica de emergência.

 “Uma operação de apoio humanitário […] vai estabelecer uma ponte aérea entre Portugal e São Tomé e Príncipe para fazer chegar àquele país cerca de 20 toneladas de material médico-hospitalar e uma equipa de profissionais especializada em situações de crise e em doenças respiratórias, para apoiar no combate à covid-19”, adiantou na quarta-feira, em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português.

 De acordo com a mesma nota, o avião, que partirá de Lisboa na sexta-feira, vai assegurar ainda o transporte de um laboratório da Organização Mundial de Saúde (OMS), “de forma a dotar São Tomé e Príncipe dos meios que permitirão realizar localmente testes de deteção do vírus responsável pela atual pandemia”.

 Os equipamentos a fornecer a São Tomé e Príncipe incluem material de proteção individual, nomeadamente máscaras, luvas, óculos, viseiras, mangas, sapatos e fatos, bem como medicamentos, gel, álcool e todo o material necessário para colheita e análise dos testes ao novo coronavírus.

 No mesmo avião, seguirá também uma equipa portuguesa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), composta por uma médica intensivista, dois enfermeiros e um especialista em logística, acrescentou o comunicado. Segundo o MNE, Portugal é o segundo Estado-membro da União Europeia a montar uma operação deste tipo, no quadro do mecanismo EU Humanitarian Air Bridge recentemente criado para responder a emergências humanitárias.

 “O apoio de Portugal a São Tomé e Príncipe visa contribuir para a redução da situação de vulnerabilidade em que o país se encontra, em resultado da atual crise pandémica, reforçando a sua capacidade de resposta aos impactos da covid-19”, afirmou o Governo português.


  África registou na última semana 20.400 novos casos de covid-19, elevando para mais de 72 mil o total de infeções no continente, onde já morreram 2.475 pessoas devido à doença, segundo dados divulgados hoje.

 De acordo com os números, apresentados, a partir de Adis Abeba, pelo diretor do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças da União Africana (UA), John Nkengasong, África regista 72.336 casos acumulados de infeção pelo novo coronavírus e 2.475 mortes em 54 países.


O número de doentes dados como recuperados é de 25.268. Entre os países africanos lusófonos, a Guiné-Bissau é o que tem mais infeções, com 836 casos, e regista três mortos.

 A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 294 mil mortos e infetou mais de 4,3 milhões de pessoas.



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segunda-feira, 11 de maio de 2020

Cabo Verde - Covid-19: UE prepara nova ajuda orçamental a Cabo Verde

A embaixadora da União Europeia (UE) na Praia anunciou hoje que está em preparação mais uma contribuição financeira para apoiar as autoridades cabo-verdianas no combate à pandemia, depois dos cinco milhões de euros de fundos comunitários já transferidos. 

 "A União Europeia fez já um desembolso antecipado de cinco milhões de euros aos cofres do estado e estamos a trabalhar na próxima contribuição orçamental, para dar uma resposta célere às inúmeras necessidades do país, apoiando as medidas desenhadas pelas autoridades nacionais", afirmou a embaixadora Sofia Moreira de Sousa, em declarações divulgadas pela delegação europeia na Praia, a propósito do dia da Europa, que se assinala hoje.



Acrescentou que no contexto da parceria especial entre a União Europeia e Cabo Verde, estabelecida em 2007, há vários programas em curso, "que vão desde a área social às finanças públicas, saúde, passando pela reflorestação, energias renováveis e cultura".

 Com um Produto Interno Bruto (PIB) dependente em 25% do turismo (819 mil turistas em 2019), Cabo Verde está fechado a voos internacionais desde 19 de março, para conter a pandemia de covid-19, e o estado de emergência declarado dez dias depois obrigou ao encerramento de empresas e ao confinamento domiciliário da população.

 Nas declarações de hoje, publicadas na página oficial da delegação europeia na Praia, Sofia Moreira de Sousa refere que, na relação bilateral, está a ser dada "prioridade a ações que dão resposta à emergência sanitária e às consequências socioeconómicas da pandemia".


A diplomata explicou ainda que, através das organizações da sociedade civil e no contexto atual, decorrem ações nas várias ilhas com intervenções na área da água e saneamento, de resposta a emergências alimentares, de educação para a saúde, de apoio a vítimas de Violência com Base no Género (VBG), a pessoas com deficiência ou na proteção social para idosos.

 "Para dar alguns exemplos concretos: foram instalados, em pontos-chave do bairro de Achada Grande da Frente, na Praia, lavatórios públicos, estão a ser entregues cestas básicas a famílias de crianças portadoras de deficiência neurológica, está a ser fornecida ração animal aos produtores de leite de unidades de fabricação do queijo no Fogo para que estas famílias não percam a sua principal fonte de rendimento ou dado apoio psicológico a vítimas de VBG, uma área que nos preocupa devido ao agravamento que tem sido relatado em todo o mundo", assegurou.


E acrescentou, a propósito destas ações: "Nas próximas semanas vamos conseguir chegar a cerca de 40 mil beneficiários diretos entre as quais 512 famílias e muitas associações comunitárias". Nestas ações, a diplomata sublinha o contributo que tem sido prestado pelas quatro embaixadas europeias na Praia - Espanha, França, Luxemburgo e Portugal -- e dos parceiros cabo-verdianos. "A União Europeia tem estado sempre ao lado de Cabo Verde. Acredito que é a vontade dos cabo-verdianos continuar a reforçar esta parceria", afirmou Sofia Moreira de Sousa.


A propósito da data de hoje, numa mensagem enviada ao presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, o Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, sublinhou a importância da União Europeia e da relação com aquele país africano.

 "O meu país, Cabo Verde, como muitos outros, tem beneficiado muito dessa excelente cooperação com a União Europeia, cooperação que desejamos aprofundar e desenvolver cada vez mais, para bem dos nossos povos",

 lê-se na mensagem. "Apraz-me registar que a contribuição da União Europeia ao desenvolvimento dos povos tem sido, sem dúvida, nesses 70 anos, o marco mais visível da solidariedade económica e social na comunidade internacional", acrescenta a mensagem do chefe de Estado.

 A parceria especial estabelecida entre a União Europeia e Cabo Verde assenta em seis pilares: boa governação, segurança e estabilidade, integração regional, convergência técnica e normativa, sociedade do conhecimento, luta contra a pobreza e desenvolvimento.

 A estes foram acrescentadas, em 2017, mais três áreas de cooperação, casos da Economia Azul, da Reforma Institucional e da Promoção e Criação de Emprego.

 "A realização exitosa de programas e projetos enquadrados em cada um destes pilares atesta bem a importância dessa cooperação e do seu impacto no desenvolvimento de Cabo Verde", realça por seu turno a mensagem do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades de Cabo Verde a propósito do dia da Europa.


  "Neste período particularmente difícil que o mundo atravessa, cabe reconhecer e saudar o esforço que a União Europeia tem feito a nível mundial para enfrentar a crise causada pela pandemia da covid-19 e destacar o pronto e muito relevante apoio garantido a Cabo Verde para o ajudar a reduzir o impacto da pandemia sobre as camadas mais vulneráveis da população", acrescenta a mensagem.


Cabo Verde conta com 230 casos diagnosticados de covid-19 desde 19 de março, dois óbitos e 56 doentes recuperados.

 A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 271 mil mortos e infetou quase 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.



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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Portugal - As datas, as medidas, as regras, as condições: este é o plano de desconfinamento de Portugal - saiba tudo, tudo

Medidas foram anunciadas esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, António Costa.

 Afetam transportes, escolas, comércio, restauração, cultura, desporto, comportamento social, trabalho, serviços públicos e equipamentos sociais.



REGRAS GERAIS



A partir de 4 de maio: confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa; dever cívico de recolhimento domiciliário; proibição de eventos ou ajuntamentos com mais de 10 pessoas; lotação máxima de 5 pessoas/100m2 em espaços fechados; Funerais: com a presença de familiares a partir de 30 e 31 de maio: cerimónias religiosas: celebrações comunitárias de acordo com regras a definir entre DGS e confissões religiosas.



SPORTES PÚBLICOS TRAN


A partir de 4 de maio: lotação de 2/3 (condições: uso obrigatório de máscara / higienização)


  TRABALHO


 A partir de 4 de maio: exercício profissional continua em regime de teletrabalho, sempre que as funções o permitam a partir de 1 de junho: teletrabalho parcial, com horários desfasados ou equipas em espelho.


. SERVIÇOS PÚBLICOS


A partir de 4 de maio: balcões desconcentrados de atendimento ao público (repartições de finanças, conservatórias, etc.) [condições: uso obrigatório de máscara / atendimento por marcação prévia] a partir de 1 de junho: lojas de cidadão [condições: uso obrigatório de máscara / atendimento por marcação prévia


] COMÉRCIO E RESTAURAÇÃO


A partir de 4 de maio: comércio local - lojas com porta aberta para a rua até 200m2; cabeleireiros, manicures e similares; livrarias e comércio automóvel, independentemente da área A partir de 18 de maio: lojas com porta aberta para a rua até 400m2 ou partes de lojas até 400 m2 (ou maiores por decisão da autarquia); restaurantes, cafés e pastelarias / esplanadas A partir de 1 de junho: lojas com área superior a 400m2 ou inseridas em centros comerciais.


  CONDIÇÕES Lojas: 


 Uso obrigatório de máscara / funcionamento a partir das 10h para as lojas que reabrem. Cabeleireiros e similares: Por marcação prévia e condições específicas. Restaurantes: Lotação a 50%, funcionamento até às 23h e condições específicas.


  ESCOLAS E EQUIPAMENTOS SOCIAIS


A partir de 18 de maio: 11º e 12º anos ou 2º e 3º anos de outras ofertas formativas (10h-17h); equipamentos sociais na área da deficiência; creches (com opção de apoio à família).
  A partir de 1 de junho: Creches / Pré-escolar / ATLs


CONDIÇÕES Escolas:


Uso obrigatório de máscaras (exceto crianças em creches e jardins de infância).


    CULTURA


A partir de 4 de maio: bibliotecas e arquivos A partir de 18 de maio: museus, monumentos e palácios, galerias de arte e similares A partir de 1 de junho: cinemas, teatros, auditórios, salas de espetáculos (condições: com lugares marcados, lotação reduzida e distanciamento físico).


    DESPORTO


A partir de 4 de maio: prática de desportos individuais ao ar livre (condições: sem utilização de balneários nem piscinas) A partir de 30-31 de maio: Futebol - competições oficiais da 1.ª Liga de Futebol e Taça de Portugal.


    CONDIÇÕES GERAIS .


 Disponibilidade no mercado de máscaras e gel desinfetante / Higienização regular dos espaços / Lotação máxima reduzida / Higiene das mãos e etiqueta respiratória / Distanciamento físico (2m) .


 Decisões reavaliadas a cada 15 dias 



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Brasil - A inclusão de pessoas com deficiência na sociedade, política e nos esportes

Atualmente, no Brasil, milhares de pessoas portadoras de algum tipo de
deficiência estão sendo discriminadas nos grupos sociais em que vivem ou
sendo excluídas do mercado de trabalho.

 O processo de exclusão social de
pessoas com deficiência ou alguma necessidade especial já é antigo, porém, nos dias atuais mesmo com a era da globalização e desenvolvimento tal
processo ainda se faz presente de forma bastante intrínseca, na sociedade. 

A estrutura organizacional das sociedades, desde o início, sempre
inabilitou os portadores de deficiência, marginalizando-os e até os privando de liberdade.

 Essas pessoas, sem direitos, sem respeito, sem atendimento
adequado, foram alvo de atitudes preconceituosas e ações impiedosas.

 Os
indícios históricos apontam para uma realidade de exclusão social, seja por
elas não poderem defender o grupo social a que pertenciam, seja por
representarem um custo social e para o Estado.



Contudo, nos últimos anos, ações isoladas de educadores e de pais têm
promovido e implementado a inclusão, nas escolas, de pessoas com algum tipo de deficiência ou necessidade especial, visando resgatar o respeito humano e dignidade, no sentido de possibilitar o pleno desenvolvimento e proporcionar o acesso a todos os recursos da sociedade e estimular o desenvolvimento intelectual e social por parte desse segmento da população. Dessa forma, alguns movimentos nacionais e internacionais têm
buscado o consenso para a formatação de uma política de integração e de
educação inclusiva na perspectiva de empoderamento e estimulo ao
desenvolvimento social e cultural desses cidadãos.


 Empoderar o cidadão
portador de deficiência para que este saiba quais são os seus direitos, e exigir a atuação do Estado de modo a provê-los.

Nesse sentido, tem se observado a movimentação e inserção de
pessoas com deficiência na política no Brasil. Tal fato é um grande avanço para a classe, pois nada melhor que um deficiente para lutar e formular estratégias e ações em prol dos deficientes. Por ser uma parte da população que necessita de um olhar diferenciado, faz se necessário a formulação de estratégias de políticas públicas volta para esse público com intuito de diminuir as barreiras político-sociais que foram instaladas ao longo dos anos.

 Diante do exposto, fica clara a necessidade de assegurar que as
pessoas com deficiência possam participar efetiva e plenamente na vida
política e pública, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, diretamente ou por meio de representantes livremente escolhidos, incluindo o direito e a oportunidade de votarem e serem votadas.

 O Brasil, a equipe do país entende que a realização plena dos direitos humanos e a inclusão social das pessoas com deficiência é condição fundamental para o desenvolvimento nacional e pleno exercício da cidadania.

 Ainda que o tema seja de extrema relevância e atualidade, com raras e recentes exceções – entre elas a Convenção da ONU para os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006), a questão ainda requer maior envolvimento das Nações Unidas dada a transversalidade presente no desafio de assegurar a inclusão plena e efetiva dessa população.


  O momento para um maior engajamento do UNCT é mais do que oportuno, haja vista as demandas recorrentes do movimento das pessoas com deficiência por uma abordagem mais incisiva da ONU sobre o tema na agenda de desenvolvimento pós-2015. 

 A ausência de referências específicas sobre os direitos das pessoas com deficiência nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) foi reforçada na Declaração de Salvador aprovada na Consulta Regional das Américas sobre Deficiência e Desenvolvimento (17-18 de maio de 2013) em preparação à Reunião de Alto Nível sobre Deficiência e Desenvolvimento convocada pela Assembleia Geral da ONU prevista para 23 de setembro de 2013 (Resolução 66/124).


Apesar desses apontamentos em prol de uma ação mais efetiva da ONU sobre o tema, a mesma consulta regional – da qual participaram várias agências da ONU no Brasil – também reconhece a importância de “fortalecer a ação das agências do Sistema das Nações Unidas e seus mecanismos para apoiar aos Estados Membros na promoção do desenvolvimento sustentável inclusivo em benefício das pessoas com deficiência”.

 Diante deste cenário, o Mato Grosso e seus municípios têm se debruçado não assegurando a inclusão social e políticas públicas que garanta acessibilidade “das pessoas com deficiência”. Para o Estado de Mato Grosso e seus municípios fazer essa inclusão já existe instrumentos que garantam um mínimo de segurança jurídica, proteção ou tutela das pessoas com deficiência.

 Destes, certamente as principais contribuições são a Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (2006) e a iniciativa “UN Enable”1, que propõe um grupo interagencial de apoio e monitoramento da Convenção.

 O Papel do Estado e da Sociedade Ao longo dos últimos anos, ganhou importância no nosso país, o movimento de inclusão das pessoas portadoras de deficiência, alcançando alguns avanços sociais que acabam refletindo para todos.

 Observou-se mais efetivamente, a participação de pessoas com deficiência na definição de políticas públicas, demonstrando assim uma maior maturidade em relação a esse tema tão sensível e importante.
  As políticas públicas devem ser resultado de uma participação popular, convergindo com um diálogo democrático entre a sociedade e o governo, para que seja implementada ações por parte do Estado que realmente tenha eficácia no bem-estar social dos deficientes, que busquem valorizar a pessoa como cidadã, respeitando suas características e particularidades.

 O exercício de ações políticas e econômicas deve ter como fundamento primordial, a garantia da universalização de políticas sociais e o respeito às diversidades, sejam elas de raça, religião, gênero, econômica, deficiência ou de qualquer outra natureza.

 Deve-se garantir e ampliar a participação popular, acerca das decisões governamentais na determinação de quais políticas públicas serão adotadas.


Infelizmente no nosso país, havia uma visão de que a deficiência deveria receber algum tipo de intervenção de profissionais, para tentar “resolver” esse aparente problema, e assim possibilitar que o deficiente se enquadre à maneira como a sociedade é construída e organizada socialmente, ou seja, o deficiente é que teria que adaptar-se aos padrões já estabelecidos e consolidados, pois se não o fizesse estaria condenado a viver excluído.

 Esse tipo de pensamento é fruto de um sistema assistencialista, de caráter paternalista e excludente, voltado somente para à correção da deficiência, sem preocupar-se com a autonomia e dignidade dos deficientes.

 Contudo, de forma lenta e gradual, essa visão vai sendo substituída, o deficiente não é mais visto como o culpado por possuir essa limitação, mas a sociedade contemporânea é que necessita superar as barreiras que são impostas a eles, garantindo igualdade de condições e oportunidades, para assim ter seus direitos preservados e exercerem na sua plenitude o papel de cidadãos.

 Essa nova mentalidade acabou gerando a necessidade de reavaliar as políticas públicas que são desenvolvidas para esse segmento da sociedade, para permitir o protagonismo das pessoas com deficiência no campo público, pois as medidas tomadas apenas com o intuito de fazer caridade e com escopo assistencialista estão ultrapassadas.

 Agora os espaços públicos de uso coletivo não podem ser mais excludentes, deve-se garantir a acessibilidade ao meio físico, ao transporte, à comunicação, educação e à informação, sem exceção, com isso possibilitará aos deficientes usufruir de seus direitos em equiparação de oportunidades. Observemos a previsão legal que traz o Estatuto: Art. 3º. 

 Para fins de aplicação desta Lei, consideram-se: I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida.

 Fica evidente cada vez mais, a necessidade de formulação de políticas públicas que sejam voltadas para atender aos direitos fundamentais das pessoas com deficiência, permitindo cada vez mais e de forma progressiva a inclusão desse tema tão importante na agenda política do nosso país, ocasionando o acesso a bens e serviços para todos, dando oportunidades iguais para todos os cidadãos, tornando-se uma demanda evidente e necessária para os agentes políticos.


  É importante citar o raciocínio de um dos grandes pensadores do século XX, Norberto Bobbio (1992).

 O autor argumenta que, atualmente, a meta que devemos buscar é a efetivação dos direitos existentes, justamente com base nos seus fundamentos. Assim, o século XX foi a época de reconhecimento desses direitos, enquanto o século XXI trata-se do tempo de concretizá-los na realidade. (BOBBIO, Norberto 1992. p. 24).

 A política pública deve trilhar o caminho para possibilitar a concretização dos direitos fundamentais, tornando-se a mola propulsora para a verdadeira materialização dos mesmos, ocasionando a inclusão e a integração social das pessoas com deficiência, construindo assim uma sociedade livre, justa e igualitária.

 Através da prática social, da luta pelos direitos, é que poderemos assegurar a transformação dessas garantias formais em instrumentos realmente efetivos na promoção e na real proteção da dignidade humana.


Não adianta ter todo um aparato jurídico a favor, se no cotidiano as pessoas com deficiência encontram uma realidade dura e inadequada para o seu convívio social.

 A maioria das cidades, dos espaços físicos públicos, possuem obstáculos enfrentados pelos deficientes que impedem, trazem sérias dificuldades para viver com qualidade e autonomia. Os espaços de lazer, transportes públicos, repartições, edifícios, escolas, universidades, sanitários públicos não estão adequados para atender a necessidades especiais.

 A maioria dos deficientes é excluída do sistema de ensino, por falta de preparação dos profissionais, do preconceito da própria escola e das outras crianças que trazem de casa valores e estigmas que acabam os afastando do convívio dentro da sala de aula.

 No mercado de trabalho, dificilmente observamos uma pessoa com deficiência inserida, e quando inclusa, em condições inadequadas para exercer sua atividade. Fica clara, a falta de interesse da maioria dos políticos e governantes em relação à elaboração de políticas públicas direcionadas às pessoas com deficiência, dessa forma impedindo a verdadeira inclusão desse grupo social dentro da sociedade.

 Com isso, essas pessoas vivem diante de preconceitos, estigmas, medo e exclusão, assistindo muitas vezes a uma melhora na qualidade de vida e redistribuição de renda que só atende a determinados brasileiros, que são prioridade. DA FINALIDADE O Esporte Paralímpico têm por finalidade estimular a participação da pessoa com deficiência se tornarem estudantes, universitários com deficiência física, visual e intelectual em atividades esportivas e cultural de todos os Estados, Municípios,

 DF, Instituições de todo território nacional, além de estudantes estrangeiros, promovendo ampla mobilização em torno do esporte. DA JUSTIFICATIVA Ao educar o jovem através da prática esportiva, almeja-se cada vez mais difundir e reforçar a construção de valores da cidadania e os ideais do movimento Paralímpico. Estes direcionados para construção de um mundo melhor e mais pacífico, livre de qualquer tipo de discriminação, entendimento da diversidade humana e dentro do espírito de compreensão mútua, fraternidade, solidariedade, cultura da paz e fair-play. Através das atividades desportivas, jovens, o paradesporto constroem seus valores, seus conceitos, socializam-se e, principalmente, vivem as realidades.

 DOS OBJETIVOS O Paradesporto têm por objetivos: • Fomentar e estimular a participação de estudantes e universitários de todo o território nacional e de com deficiência física, visual e intelectual na prática de atividades esportivas; • Oportunizar um ambiente para o desenvolvimento dos destaques esportivos Paralímpicos; •

 Utilizar a prática esportiva como fator de integração e intercâmbio sociocultural e desportivo entre estudantes universitários; • Propiciar e estimular a continuidade da prática esportiva Paralímpica aos alunos atletas em todo o território nacional; •

 Contribuir para o desenvolvimento integral do estudante universitário como ser social, autônomo, democrático e participante, estimulando o pleno exercício da cidadania através do esporte.


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quarta-feira, 29 de abril de 2020

Guiné-Bissau - Covid-19. Guiné-Bissau confirma primeira vítima mortal

A vítima mortal foi hospitalizada na sexta-feira e morreu no sábado.


 Teve contactos com muitas pessoas. "Vai ser um caso difícil de investigar", disse o presidente do Instituto Nacional de Saúde.



O Centro de Operações de Emergência da Saúde da Guiné-Bissau confirmou este domingo a primeira vítima mortal de covid-19 no país, que pertencia às forças de segurança, e aumentou para 53 o número de casos.

 “Trata-se de um alto funcionário do Ministério do Interior”, disse aos jornalistas o médico Dionísio Cumba, presidente do Instituto Nacional de Saúde, na conferência de imprensa diária para fazer o balanço da evolução da doença no país.


Segundo o médico, a vítima mortal entrou no Hospital Nacional Simão Mendes na sexta-feira e morreu no sábado ao final do dia.

 “Ainda não foi identificada a cadeia de transmissão da vítima mortal, mas teve contactos com muitas pessoas.

Vai ser um caso difícil de investigar”, salientou Dionísio Cumba. O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, prolongou este domingo o estado de emergência no país até 11 de maio no âmbito do combate à pandemia do novo coronavírus.

 O Presidente guineense justificou a decisão de prolongar por mais duas semanas o estado de emergência por considerar que o “país ainda não está em condições de afirmar ter o controlo de toda a situação”.



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