sexta-feira, 18 de abril de 2014

BB libera R$ 100 milhões para pessoas com deficiência

O Banco do Brasil ultrapassou a marca de R$ 100 milhões em desembolso na linha destinada a financiar itens de tecnologia assertiva para pessoas com deficiência. Segundo o BB, mais de 16 mil clientes já contratam empréstimo na instituição para financiar os bens e serviços. Na comparação do que foi liberado no primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, houve incremento de 16%.

  Essa linha de crédito foi criada pelo governo federal em fevereiro de 2012. Entre os produtos que podem ser financiados estão cadeira elevadora para domicílios, cama hospitalar, serviços de adaptação de veículos, órteses e próteses, entre outros. O cliente ainda pode usar os recursos do banco público para adaptar sua moradia para pessoas com deficiência, financiando o projeto arquitetônico, a reforma e os materiais de construção. É possível comprar equipamentos para si mesmo ou para ajudar outra pessoa. A decisão de autorizar os bancos a criar crédito específico para portadores de deficiência foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em janeiro de 2012. O Banco Central (BC) estimou, na época, em R$ 1 bilhão o volume de recursos da exigibilidade total. No Banco do Brasil, a linha destinada a esse público, que é isenta de IOF, cobra taxa de juros de 0,41% ao mês para quem recebe até cinco salários mínimos ou 0,45% mensais para quem ganha de cinco a dez salários mínimos. O cliente tem a opção de financiar a totalidade do valor do bem ou serviço, com limite máximo de R$ 30 mil. A dívida pode ser quitada em até cinco anos.

  Fonte: Veja Aqui

terça-feira, 15 de abril de 2014

Feira em SP traz novas tecnologias para pessoas deficientes

Uma feira internacional de tecnologias em reabilitação e inclusão, a Reatech, na capital paulista, apresentou as novidades tecnológicas voltadas para melhorar a vida de pessoas com deficiências. Durante quatro dias de evento, encerrado neste domingo, cerca de 300 expositores nacionais e estrangeiros puderam exibir seus produtos no Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul da cidade.


  Entre o público estimado em 50 mil pessoas, havia aquelas interessadas nos automóveis adaptados para pessoas com deficiência física, como o auxiliar administrativo Renan Batista dos Santos, de 31 anos. Ele, que utiliza muletas, locomove-se por São Paulo em ônibus e metrô. Para Renan, o transporte público ainda precisa melhorar muito. "Podia melhorar mais a acessibilidade, que é muito difícil aqui", reclamou. O auxiliar administrativo pretende tirar a habilitação e comprar um veículo adaptado. Carlos Cavenaghi, proprietário de uma empresa especializada em adaptação veicular para pessoas com mobilidade reduzida, conta que hoje já existem equipamentos que proporcionam total autonomia para os usuários cadeirantes na hora de dirigir e que também facilitam a vida de familiares que precisam transportar alguém com mobilidade reduzida no banco do passageiro. "Para fazer essa adaptação (direção para cadeirantes), que é uma coisa fabricada no Brasil, hoje um paraplégico pode gastar pouco mais de R$ 1 mil, ou até R$ 4 mil se ele escolher equipamentos mais caros". A cadeirante Maria José de Lima Menezes, dona de casa, aprovou as novidades da feira. "A cada dia que passa, as coisas ficam mais avançadas para a pessoa com deficiência. Tem muita coisa que melhora a vida do deficiente, como para ajudar a andar nessas nossas ruas esburacadas", disse. Na feira, a Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho também ofereceu 600 vagas exclusivas para pessoas com deficiência. De acordo com Marinalva Cruz, coordenadora do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência, que atende todo o estado, nos quatro dias de feira, foram recebidos mais de 300 currículos. "Amanhã, vamos entrar em contato com essas pessoas e orientar sobre o processo seletivo", disse ela.

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  A maior parte dos candidatos, relata Marinalva, eram pessoas com deficiência auditiva. Já entre as vagas oferecidas, a maior parte era voltada para as áreas de produção e de administração. "Tem muita vaga de auxiliar administrativo e auxiliar de escritório. Já em supermercados de todo o estado, há um número muito expressivo de vagas para repositores, operador de loja, operador de caixa e fiscais de loja", disse.

 Fonte: Veja aqui

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Doentes paralisados recuperam mobilidade após implante medular

O resultado, embora obtido num pequeno número de pessoas, abre o caminho a um novo tipo de tratamento contra as lesões da espinal medula.



Quatro homens que estavam paralisados do torso para baixo há mais de dois anos – e cuja situação era considerada irreversível – recuperaram a capacidade de mexer voluntariamente as pernas e os pés (mas não de andar) depois de um dispositivo eléctrico ter sido implantado na sua espinal medula, revelaram terça-feira cientistas nos EUA. Os autores acreditam que um tratamento deste tipo poderá ajudar milhões de pessoas paralisadas na sequência de um traumatismo, incluindo aqueles a quem nem sequer é actualmente proposto um protocolo de reabilitação por o seu caso ser considerado irremediável. Os resultados também põem em causa uma ideia-chave acerca das lesões da espinal medula: o facto de o seu tratamento exigir a regeneração dos neurónios danificados ou a sua substituição, por exemplo, por células estaminais. Ambas abordagens têm-se revelado extremamente difíceis – e, no caso das células estaminais, controversas. “A principal mensagem aqui é que as pessoas com lesões da espinal medula do tipo das destes homens já não precisam de pensar que a sua paralisia é uma sentença para toda a vida”, disse em entrevista Roderic Pettigrew, que não participou no estudo. Pettigrew é director do Instituto Nacional de Imagiologia Biomédica e de Bioengenharia, que faz parte dos Institutos Nacionais de Saúde norte-americanos (NIH, a instância federal que financia a investigação pública nos EUA). “Podem conseguir um certo nível de função voluntária”, algo que o cientista considera ser um “marco” nas pesquisas sobre lesões espinais. O seu instituto financiou em parte o estudo, que foi publicado terça-feira na revistaBrain. A fundação criada pelo actor Christopher Reeve, paralisado na sequência de um acidente de cavalo, também co-financiou estas pesquisas. A recuperação parcial conseguida por doentes “irrecuperáveis” sugere que os médicos e os terapeutas da reabilitação poderão estar a desistir de ajudar milhões de pessoas paralisadas. É que a terapia física pode simular alguns dos aspectos da estimulação eléctrica fornecida pelo dispositivo agora testado, diz Susan Harkema, especialista de reabilitação neurológica da Universidade de Louisville, que liderou o novo estudo. “Umas das coisas que estes resultados mostram é que o potencial de recuperação dos doentes com lesões espinais é maior do que se pensava, mesmo sem estimulação eléctrica”, explicou numa entrevista. “Hoje em dia, os doentes não beneficiam de reabilitação porque não são considerados um 'bom investimento'. Devemos repensar o que lhes oferecemos, porque a reabilitação pode promover a recuperação de um número muito maior." Estrela de basebol O estudo destes cientistas começou com o caso de um único doente paralisado, cujos resultados a equipa de Harkema publicou em 2011. Rob Summers, estrela de basebol universitário, fora atropelado em 2006, ficando paralisado do pescoço para baixo. Em finais de 2009, foi-lhe colocado um implante epidural imediatamente abaixo da zona lesionada. O dispositivo de 72 gramas começou a emitir correntes eléctricas de diversas frequências e intensidades, estimulando os densos fascículos de neurónios da espinal medula. Três dias mais tarde, Summers pôs-se de pé sem ajuda. Em 2010, deu uns primeiros passos hesitantes. A sua recuperação parcial tornou-se um fenómeno mediático, mas mesmo os autores do tratamento acharam que a estimulação epidural apenas poderia beneficiar os doentes paralisados que, como Summers, ainda tinham alguma sensibilidade nas extremidades paralisadas. “Partimos do princípio de que os circuitos sensoriais ainda presentes eram cruciais para esta recuperação”, diz Harkema. Daí que os cientistas tivessem poucas esperanças para dois dos seus três doentes seguintes. É que nem Kent Stephenson nem Andrew Meas tinham qualquer sensibilidade nas pernas. Stephenson estava paralisado desde 2009, na sequência de um acidente de motocross quando tinha 21 anos. Após meses a fazer reabilitação no Colorado, relembra, “disseram-me que nunca tornaria a mexer as pernas, que não havia qualquer esperança”. Mas 11 dias depois de ter começado a receber os estímulos eléctricos produzidos por um dispositivo do tamanho de um baralho cartas – o estimulador RestoreAdvanced, fabricado pela empresa Medtronic e utilizado no controlo da dor –, Stephenson mexeu a sua perna esquerda “paralisada” enquanto estava deitado de costas. “A minha mãe, que estava presente quando ligaram o estimulador e me disseram ‘levanta a perna esquerda’, desatou a chorar quando consegui”, conta Stephenson. Também eu fiquei com lágrimas nos olhos. Tinham-me dito que nunca tornaria a mexer-me voluntariamente. Os cientistas também não estavam à espera do que aconteceu”, diz Claudia Angeli, do Instituto de Reabilitação Frazer e da Universidade de Louisville, que co-liderou o estudo. “Mas quando Kent se mexeu, pensámos que afinal aquilo talvez estivesse a funcionar.

Fonte. Veja Aqui

Dia Nacional do Sistema Braille é lembrado por entidade que atende deficientes visuais


Para dar visibilidade à didática de ensino e ao projeto desenvolvido pelo Centro de Atendimento ao Deficiente Visual (CAP), no “Dia Nacional do Braille”, professores e alunos realizaram uma programação na manhã desta terça-feira (8), na Praça da Bandeira. A população pode acompanhar como é realizado o trabalho do CAP junto aos deficientes visuais, e que envolve atividades teóricas e práticas de maneira lúdica e dinâmica. “Tudo para passar da melhor forma os ensinamentos aos alunos”, segundo a diretora do CAP, Zenaide Picanço. “O centro possui uma função primordial de orientação para alunos com deficiência visual e também professores”, explica.


Cerca de 15 alunos são atendidos pelo centro, que atende crianças e adultos. “Nós trabalhamos com cerca de 15 alunos. Desses, sete são crianças de 0 a 3 anos. Mas a maioria é maior de idade. Adultos que perderam a visão depois de grande. Com eles, o processo de ensino é de reaprendizado. Eles vão reaprender com orientações de mobilidade, aprendendo o Braille, sempre para dar suporte”, como Zenaide. Muitos alunos, após conhecerem o Centro, passam a ter melhor qualidade de vida e até voltam a frequentar a escola e desenvolver suas atividades normalmente, como o aluno e atleta Alessandro Brito. Atendido pelo CAP desde setembro de 2013, Alessandro passava por momentos de depressão devido à sua recente condição. Com o atendimento do centro, o jovem saiu do estado de depressão e passou a participar de competições esportivas e ter uma vida normal. “Desde quando entrei no CAP aprendi muita coisa e aprendo cada vez mais. Já voltei para a escola e essa foi a maior ajuda que recebi deles. Há sete anos adquiri essa deficiência. No começo era ruim, eu não aceitava, passei por depressão. Depois passei a frequentar o centro e tudo melhorou”, relata. O CAP também capacitar professores da rede pública de ensino. “Nós também damos apoio a professores e alunos das escolas públicas sempre que há necessidade de acompanhamento a algum aluno deficiente visual. Realizamos cursos na área para que esses professores possam ensinar melhor seus alunos”, ressalta Zenaide. CARESTIA A falta de estímulos fiscais e tributários sobre os equipamentos de tecnologia assistiva está entre as principais reclamações da pessoa com deficiência. Segundo Alberto Pereira, consultor técnico da Laramara – Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, “São muitos os impostos que encarecem o valor de produtos para reabilitação, inclusão e acessibilidade. Por exemplo, um leitor de livros digitais é taxado em 99%, o que compromete o direito à educação e à informação”. Os tributos elevam os preços de vários equipamentos, como os relógios Braille e falantes (57%), videoampliadores (46%), os softwares com recursos de voz (38%), as sengalas (33%) e a máquina Braille (22%). Mesmo com leis de redução do IPI e das alíquotas às pessoas com deficiência, o Brasil carece de decretos que estimulem a diminuição de tributos, como o ICMS e os impostos de importação, responsáveis pelo alto custo das tecnologias assistivas. “A maior parte dos produtos é importada de países da Europa e de América do Norte. Além disso, a pessoa com deficiência também paga mais caro devido ao monopólio de comercialização entre as empresas”, completa Pereira. Outra dificuldade está no acesso à informação sobre onde encontrar esses aparelhos tecnológicos. Muitas pessoas com deficiência visual, por exemplo, não conhecem recursos simples para facilitar seu dia a dia, entre eles o software de voz, que decodifica o texto escrito em áudio.

  Fonte: Veja Aqui

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Medicamento português pela primeira vez nos EUA


O antiepilético da Bial começou a ser comercializado nos Estados Unidos, sendo o primeiro medicamento de patente e investigação portuguesa a entrar naquele país, que vale cerca de metade do mercado mundial da epilepsia. Em declarações à Lusa, o presidente executivo da Bial, António Portela, escusou-se a antecipar números relativos ao mercado norte-americano, mas destacou que é "um dos mais exigentes e competitivos do mundo", representando "mais de 50% das vendas globais de medicamentos para a epilepsia, no valor de 2.000 milhões de dólares".


"Não temos experiência no mercado e este é muito grande. Por isso, é muito difícil de antecipar valores e expectativas", explicou, adiantando que neste momento a empresa da Trofa está a tratar do licenciamento para outros mercados da Ásia e da América Latina. A entrada nos Estados Unidos (EUA) acontece quase cinco anos depois da Europa - onde o fármaco é comercializado desde 2009 e registou vendas de 30 milhões de euros, numa faturação de 203 milhões de euros em 2013 -, o que resulta do processo de autorização pelo regulador norte-americano Food and Drug Administration (FDA), que apenas chegou em novembro de 2013. O antiepilético, comercializado com a marca APTIOM( R ) nos EUA e ZEBINIX( R ) na Europa, envolveu 15 anos de investigação e um investimento superior a 300 milhões de euros. Para António Portela levar o primeiro medicamento português para os EUA é "testemunho claro de que a aposta em investigação constitui uma condição importante para a sustentabilidade e para o futuro das empresas portuguesas".

  Fonte: DN Ciência

terça-feira, 25 de março de 2014

Autoridades de Bissau estão atentas ao surto de ébola na vizinha Guiné-Conacri

O ministro da Saúde do Governo de transição da Guiné-Bissau, Agostinho Cá, referiu hoje que o surto de ébola registado na vizinha Guiné-Conacri não chegou ao país e garantiu que as autoridades estão atentas.

  Agostinho Cá sublinhou que os serviços de prevenção e promoção da Saúde Publica já tomaram conhecimento da situação e acionaram os mecanismos de alerta precoce nas regiões que fazem fronteira com a Guiné-Conacri. "Recebemos telefonemas de cidadãos preocupados. Quero tranquilizar toda a gente. Até agora não temos conhecimento de nenhuma situação" de doença, afirmou Agostinho Cá. As regiões de Tombali e Quinará, no sul, e Gabú, no leste, fazem fronteira com a Guiné-Conacri e normalmente há um fluxo considerável de pessoas entre os dois países. Para tomar medidas de prevenção, o ministro da Saúde Pública vai convocar uma reunião de emergência com a Organização Mundial de Saúde (OMS) e com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) ainda no decorrer desta semana. "Vamos criar uma comissão que vai trabalhar com as autoridades a nível central e regional" para monitorizar a situação, observou Agostinho Cá, sublinhando que aquelas duas agências das Nações Unidas são as principais parceiras da Guiné-Bissau em situações de surtos de doenças. A Guiné-Bissau sozinha não tem capacidade para responder aos surtos epidémicos de doenças como cólera, paludismo, diarreias ou outras, lembrou Agostinho Cá. As autoridades da Guiné-Conacri anunciaram que o vírus ébola foi identificado como a fonte de um surto de febre hemorrágica que matou 34 pessoas no país nas últimas semanas. O ébola não tem tratamento nem pode ser prevenido por vacina. O vírus é fatal para 25% a 90% dos que o contraem, dependendo da estirpe, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). O vírus é transmitido por contacto direto com sangue, fezes ou suor, por via sexual ou por contacto não protegido com cadáveres. Agostinho Cá falava hoje à Lusa e RDP-África à margem de uma audiência com um grupo alemão, BW Energy, que quer ajudar as autoridades sanitárias na resolução do problema da energia nos hospitais. O grupo quer montar centrais fotovoltaicas nos principais hospitais guineenses, a começar no Simão Mendes (hospital de referência nacional), que terá energia dentro de 90 dias, assinalou Agostinho Cá. O hospital Simão Mendes recebe energia elétrica da rede pública, mas quase sempre há falhas no fornecimento, o que, disse o ministro, cria situações "muito complicadas" no atendimento dos pacientes. "Às vezes, em plena cirurgia, ficamos sem energia", frisou Agostinho Cá.

 Fonte: Veja Aqui

Campinas elabora banco de emprego inédito para pessoas com deficiência

Ministro autorizou uso de dados federais para criar a plataforma regional. Intenção é setorizar currículos pela RMC e informar tipo de deficiência. A Prefeitura de Campinas (SP) trabalha na criação de um banco regional de empregos direcionado a pessoas com deficiência. A iniciativa prevê a utilização da base de dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que segundo o prefeito Jonas Donizette (PSB), autorizou no fim do mês passado o compartilhamento das informações para o projeto que é considerado pioneiro no Brasil. 


 A secretária municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Emannuelle Alkimin, explica que o banco virtual será completamente acessível e com os dados do MTE regionalizados, com profissionais e empresas da Região Metropolitana de Campinas. A Informática de Municípios Associados (IMA), empresa municipal de tecnologia, está responsável por avaliar as características técnicas do banco de dados do governo federal e as possibilidades para utilizá-lo dentro das ferramentas disponíveis para o município.

  Tipo de deficiência 


 Segundo a secretária, além das informações básicas de currículo, o banco fornecerá às empresas o tipo de deficiência que o candidato à vaga tem. Segundo Emannuelle, a medida é uma atitude afirmativa diante da necessidade das empresas. “As empresas têm necessidade de ter lucro e nós temos a necessidade que elas tenham lucro, inclusive, para poder ter um desenvolvimento econômico. Se eu tenho a necessidade de ter lucro, eu tenho um RH pressionado pela gestão para pegar deficiência leve, que dá menos trabalho. Isso é natural porque gestores estão preocupados com a entrega”, afirmou. Emannuelle garantiu, no entanto, que as informações sobre os tipos de deficiência não serão priorizadas e tampouco abertas para acesso irrestrito. “Nós vamos ter filtros. Não vai ser disponível isso de forma pública e nem para todas as empresas. Porque nós vamos priorizar a demonstração do currículo. Senão, empresa escolhe só pela deficiência leve”, disse.

Parceria MTE


  Para o acordo com o MTE foi firmado durante reunião do prefeito e da secretária direto com o ministro, Manoel Dias, e foi formalizado por meio de um ofício em que a Prefeitura se compromete a utilizar este banco de dados apenas como medida de curto prazo, com um trabalho focado em estabelecer políticas que viabilizem a unificação dos bancos de dados, sem distinção entre pessoas com ou sem deficiência. “O Ministério Público do Trabalho se preocupa que a gente setorize e crie um espécie de gueto de pessoas com deficiência, o que não é interesse. O ministro só liberou [a utilização de dados para a criação do banco] porque nós só nos comprometemos que vamos começar assim, mas o nosso objetivo é que em dois ou três anos a gente consiga voltar para o banco geral, já de forma acessível”, contou a secretária, que é deficiente visual.

 Banco 


 O presidente da IMA, Fábio Pagani, explicou que a empresa pretende elaborar um portal completamente acessível, para trabalhadores com todos os tipos de deficiência. A empresa aguarda informações do Ministério do Trabalho para iniciar a criação da plataforma de forma compatível com o banco federal. A Prefeitura evitou mencionar prazos. O G1 entrou em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego, mas a assessoria informou que não tinha informações sobre o acordo e não retornou até esta publicação.

  Fonte: Veja Aqui

quarta-feira, 19 de março de 2014

Investigação pioneira desenvolvida em Coimbra


Investigadores da Universidade de Coimbra (UC) estão a desenvolver um estudo pioneiro sobre os mecanismos da demência frontotemporal -- "a segunda mais comum das demências" --, anunciou hoje aquela instituição.



"Pela primeira vez, em Portugal", uma equipa de 14 investigadores da UC, através do Centro de Neurociências e Biologia Celular e da Faculdade de Medicina, está a "estudar os mecanismos envolvidos" na demência frontotemporal, afirma a universidade, numa nota hoje distribuída. A degenerescência lobar frontotemporal, também conhecida por demência frontotemporal, é uma "patologia com grandes implicações no comportamento" -- que "afeta sobretudo o 'centro de decisão' do cérebro (os lobos frontotemporal)" -- e, apesar de ser a segunda demência mais comum, a seguir à doença de Alzheimer, "é ainda praticamente desconhecida". Os primeiros resultados do estudo, que envolve 70 doentes seguidos na consulta de demências, coordenada pela neurologista Isabel Santana, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, revelaram "profundas alterações ao nível do complexo 1 da cadeia respiratória mitocondrial", em comparação com "um grupo controlo constituído por voluntários saudáveis". Em 69 dos 70 doentes acompanhados foram verificadas "deficiências genéticas e bioenergéticas", enquanto em 40 doentes foi observada uma "diminuição nos níveis de ATP circulantes", que se "correlaciona com o decréscimo da atividade do complexo 1" da cadeia respiratória, refere Manuela Grazina, coordenadora do estudo e responsável pelo Laboratório de Bioquímica Genética da UC. De forma simples, pode dizer-se que os investigadores "identificaram a 'falha de energia' que pode ajudar a esclarecer os mecanismos envolvidos na doença, ou seja, permite perceber onde é que o código está errado para, a partir daí, desenvolver formas de compensar ou reparar esse erro".

Fonte: DN «Diário de Notícia»

quarta-feira, 5 de março de 2014

OMS Ter saúde na Guiné-Bissau é quase um luxo

A esperança média de vida à nascença na Guiné-Bissau é de 47 anos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cujos indicadores mostram que ter saúde na Guiné-Bissau é quase um luxo

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O relatório estratégico 2009-2013 da OMS regista o que se constata no terreno: os hospitais e centros de saúde são precários e mal governados, como é o caso do Hospital Simão Mendes, em Bissau, a principal unidade pública do país que a partir de março pode ficar ainda pior.

 Pode estar para terminar o apoio da organização não-governamental espanhola AIDA (www.ong-aida.org) que vigia os casos de maior pobreza que ali caem nas urgências e internamento e lhes fornece curativos e medicamentos que o hospital não tem.

 A crise financeira ditou que o financiamento da cooperação espanhola para a Guiné-Bissau terminasse, pelo que, se até final de março não conseguir outros doadores, a AIDA deixa o hospital e a mortalidade pode aumentar, alertam os profissionais de saúde da unidade. Mais de dois terços da população da Guiné-Bissau vive com menos de um dólar por dia e 65 por cento dos 1,7 milhões de habitantes não sabe ler, nem escrever, de acordo com os dados da OMS e de outras agências internacionais.

 Abundam os casos de paludismo, doenças diarreicas, SIDA e há um ciclo quase estabelecido de epidemias de cólera, "o que constitui uma situação de emergência no país", continua a organização. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), em cada mil crianças 63 morrem com menos de um ano - uma taxa de mortalidade infantil quase 20 vezes superior à que se regista em Portugal, por exemplo.

 Não espanta por isso que a Pediatria seja uma das especialidades em que há maior receio com a saída da AIDA do Hospital Simão Mendes. Augusto Bidonga, diretor do serviço no Hospital Simão Mendes, teme assistir à "morte de mais crianças". "Mais de metade das que entram no serviço de pediatria solicitam subvenção para medicamentos.

 Até as consultas às vezes são pagas pela AIDA", refere. Isto para além da assistência social para alimentação e nutrição - 32% das crianças guineenses sofre atrasos de crescimento moderados ou severos devido à falta de uma alimentação equilibrada, segundo dados do UNICEF. De acordo com a estratégia de cooperação 2009-2013 traçada pela OMS, os grandes desafios para a saúde pública na Guiné-Bissau passam por "melhorar a governação do sistema, formar e recrutar recursos humanos qualificados, equipar e manter as infraestruturas de saúde e garantir o abastecimento e o acesso aos produtos farmacêuticos".

 O país tem em funções um governo e um presidente de transição, nomeados depois do golpe de Estado de 12 abril de 2012, mas que não são reconhecidos pela generalidade da comunidade internacional. Eleições gerais estão marcadas para 16 de março, mas o prolongamento do recenseamento eleitoral deve obrigar o presidente de transição a adiar a data da votação para abril ou maio.

  Fonte: Veja Aqui

segunda-feira, 3 de março de 2014

As minhas obras de artes. Pinturas plásticas – Nelson Almeida Mendes

As minhas pinturas plásticas em diversos formatos, pinturas feitas com muitas dificuldades e de coração aberto. São pinturas lindas, coloridas, utilizando muitas cores vivas e os castanhos, simbolizando a terra. São pinturas de um amador, que não é profissional em artes plásticas. Se alguém estiver interessado em adquirir, contactar o número: 967770634 ou pelo correio eletrónico: firminoamendes@gmail.com Blogue: http://nelsonfalmeidamendes.blogspot.pt/
Os preços dos quadros variam consoante o tamanho:

                                                     
                                                            Titulo: Crucifixão 
                                                             Pintado com Acrílico de Água
                                                           Medida: 25x30
                                                            Preço: 15 Euros


                                                          Titulo: Casa com jardim
                                                          Pintado com Acrílico de Água 
                                                          Medida: 25x30
                                                           Preço: 15 Euros

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Governo obriga bancos a darem taxa especial no crédito para deficientes

Instituições financeiras utilizam as bonificações dadas aos seus colaboradores para definirem o juro oferecido a pessoas portadoras de deficiência. Mas não são obrigadas a tal. O novo regime força à existência de regras iguais para todos os bancos.

O Governo vai avançar com a criação de um regime de crédito à habitação específico para deficientes, algo que não existia até agora. Com este projecto de lei, que vem preencher um vazio legal, os bancos vão passar a ser obrigados a conceder financiamento a pessoas com grau incapacidade igual ou superior a 60% com um juro indexado à taxa de referência do Banco Central Europeu. É uma taxa bonificada, ou seja, em que o remanescente é suportado pelo Estado. Até agora o regime bonificado concedido a portadores de deficiência resultava de uma "adaptação" do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário, que permite aos funcionários da banca condições de financiamento mais vantajosas. Mas "hoje em dia, os instrumentos de contratação colectiva não se aplicam a todas as instituições de crédito", salientou José Brito Antunes, director-adjunto do departamento jurídico do Banco de Portugal. Deste modo, as regras no "crédito para deficientes estão generalizadas, mas não há qualquer obrigatoriedade de disponibilização deste crédito", acrescentou. É neste contexto que surge a proposta do Governo que, diz Ana Tapadinhas, jurista da Deco, vem "estabelecer um regime específico que regula o acesso ao crédito à habitação para deficientes, mediante um conjunto de requisitos". "O projecto de lei do Governo visa responder a um vazio legal, de modo a que as instituições mesmo que não apliquem o regime aos seus trabalhadores o apliquem aos cidadãos com deficiência", disse Carlos Silva, deputado do PSD, no Parlamento. Assim, vai passar a estar na lei que os portadores de deficiência têm acesso a esta taxa especial que é, nalguns casos, dada aos colaboradores dos bancos. No regime de financiamento aplicado aos trabalhadores da banca é definida a aplicação de uma taxa de juro igual a 65% da taxa de referência do BCE. Ou seja, actualmente, este juro é de 0,1625% (65% de 0,25%, ou seja, 0,1625%). O diferencial face à taxa que normalmente seria aplicada (resultante do "spread" mais o indexante do crédito, normalmente a Euribor) é suportado pelo Estado. Um estudo publicado pela Deco revelou que, dos 12 bancos consultados, nove confirmaram a concessão de crédito à habitação para deficientes (BCP, ActivoBank, Montepio, Banif, Santander Totta, Crédito Agrícola, BES, BPI e CGD) com recurso às condições atribuídas aos seus colaboradores. Algo que leva a Associação Portuguesa de Bancos (APB) a defender que apesar do "vazio legal", a banca tem cumprido com a sua parte no que respeita a estes financiamentos

. "Vazio legal não é impedimento"


  "É verdade que existe um vazio legal, mas a prática bancária vai no sentido de que este vazio legal não seja um impedimento" na concessão de crédito à habitação a pessoas com grau incapacidade igual ou superior a 60%, afirmou Fernando Faria de Oliveira no Parlamento, quando confrontado com a não obrigatoriedade de aplicação deste regime para todas as instituições financeiras. O presidente da APB sublinhou que este "regime [que não existe como tal] está praticamente a ser utilizado", dada a adesão registada. Mas, "não vemos nenhum inconveniente que este vazio legal seja suprido", realçou Faria de Oliveira na audição parlamentar realizada na semana passada no âmbito do projecto de lei do Bloco de Esquerda que pretende tornar automática a migração para este regime bonificado no caso de pessoas que venham a sofrer o grau de incapacidade definido na lei.

  Quem pode aceder ao regime para deficientes?


  Condições aplicadas aos portadores de deficiência resultam de uma "adaptação" do Acordo Colectivo de Trabalho do Sector Bancário que não é aplicado por todos os bancos.

 Quem pode beneficiar do crédito bonificado específico para deficientes?


  Nem todas as pessoas portadoras de deficiência podem aceder a este regime de crédito. Na legislação está definido que, para beneficiar de uma taxa de juro bonificada no crédito à habitação, os cidadãos devem apresentar um grau de incapacidade igual ou superior a 60% atestado por junta médica. Esta incapacidade pode ser de nascença ou resultar de um evento futuro, na sequência de um acidente ou problema de saúde.

 Qual o valor da taxa de juro bonificada aplicada nestes créditos? 


 A taxa de juro aplicada neste financiamento corresponde a 65% da taxa de referência do Banco Central Europeu. Ou seja, neste momento, a taxa em vigor é de 0,1625%, calculada a partir da taxa directora que está nos 0,25%.

  Quem fica responsável pelo pagamento da diferença face à taxa que é normalmente aplicada?


  O diferencial face à taxa que seria aplicada normalmente (que resulta do "spread" e do indexante do crédito, habitualmente a Euribor) é suportado pelo Estado. É aos bancos que compete, antes de aprovar o empréstimo, verificar se estão reunidas todas as condições para a concessão do empréstimo e da respectiva bonificação. O Estado apenas paga a bonificação quando essas condições estejam preenchidas.

  Qual é o montante máximo do financiamento?


  Existe um valor máximo para os empréstimos concedidos a pessoas portadoras de deficiência. Este montante máximo ascende a 180.426,40 euros, sendo que o crédito concedido pelo banco não pode ultrapassar 90% do valor da avaliação da habitação.

 Qual é o prazo máximo do empréstimo? 


Quanto ao prazo do contrato de crédito, este pode estender-se por um período máximo 35 anos. Contudo, deve estar liquidado até ao cliente completar 65 anos de idade ou 70 anos no caso de reforma por invalidez.

 Quais são as outras características destes créditos? 


 Estes financiamentos, que são os mesmos aplicados aos empregados bancários e que estão "convencionados" para os particulares portadores de deficiência, definem que a taxa máxima de esforço mensal deve representar 1/24 dos rendimentos anuais brutos do agregado familiar. É considerado agregado o cônjuge ou unido de facto há mais de dois anos, e ascendentes, descendentes e filhos adoptivos que vivam no domicílio permanentemente ou com periodicidade regular.

  O cliente é obrigado a ter seguros? 


 Sim. Tal como num financiamento tradicional para a compra de habitação, o cliente é obrigado a subscrever seguros de vida (com coberturas de morte e invalidez permanente) e de incêndio.
 

Fonte: Veja Aqui

Relatora da ONU sobre pobreza extrema inicia visita à Guiné-Bissau

Relatora da ONU sobre pobreza extrema inicia visita à Guiné-Bissau, Magdalena Sepúlveda, chegou hoje ao país, onde fica até 1 de março para avaliar as condições de vida da população guineense. A especialista em direitos humanos, que realiza a primeira visita ao país, vai também tentar saber o que as autoridades guineenses estão a fazer para melhorar a situação dos que vivem em extrema pobreza.

Sepúlveda insiste em que é preciso chamar a atenção do governo e da comunidade internacional para as pessoas que vivem nestas condições, segundo a Rádio ONU. Segundo a relatora, a Guiné-Bissau precisa de esforços concretos que alcancem as parcelas mais pobres da sociedade, além do aumento da assistência e da cooperação internacional. Aqueles pontos são cruciais para enfrentar a pobreza enraizada, a desigualdade e o subdesenvolvimento, afirma Sepúlveda. Mulheres, crianças e pessoas com deficiência devem receber atenção especial da relatora durante a visita. A especialista nota que a Guiné-Bissau ocupa a 176° posição no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano e que 45% da população vive em situação de extrema pobreza. A missão de seis dias deve ajudar a avaliar as necessidades da população e a importância crítica da cooperação para melhorar as estruturas de governo e da distribuição dos recursos internacionais. Na Guiné-Bissau, Sepúlveda vai encontrar-se com representantes do governo, de ONG, funcionários da ONU na região e visitar comunidades de Bissau e áreas rurais. Na sexta-feira, a relatora fará um balanço da visita, e um relatório final será apresentado ao Conselho de Direitos Humanos em Junho

. Fonte: Veja Aqui

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Tratamento para otite reduz cirurgias


Um tratamento não invasivo para a otite serosa com recurso a um dispositivo acoplado a um boneco de peluche está a permitir que dezenas de crianças, no Algarve, sejam retiradas das listas de espera para cirurgia.


Em declarações à agência Lusa, o médico Armin Bidarian Moniri, que criou o dispositivo, disse que desde que começaram os primeiros estudos, no serviço de Otorrinolaringologia do hospital de Portimão, entre 2010 e 2011, já houve cerca de uma centena de crianças que evitaram a cirurgia. "A maior parte destas crianças ficam a ouvir melhor apenas passadas duas a quatro semanas de tratamento", afirmou, explicando que o tratamento é baseado em manobras também usadas por pilotos e mergulhadores, como exalar forçadamente com a boca fechada e o nariz tapado. O dispositivo consiste numa máscara com um tubo acoplados a um boneco de peluche, que tem um balão que se enche de ar quando se tenta expirar e ainda uma bomba, que pode ser acionada por um adulto se a criança ainda for demasiado pequena para conseguir soprar. Segundo Armin Moniri, a diferença entre a otite aguda e a otite serosa é que esta é assintomática, habitualmente não causa febre e caracteriza-se pela presença de líquido no ouvido, o que pode causar dificuldades de audição, muitas vezes difíceis de detetar pelos pais. "A membrana timpânica tem que ter mobilidade normal para termos audição normal e o líquido lá dentro impede este movimento normal e a criança fica com falta de audição", observou.

  Fonte: DN Ciência

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Cientistas mais perto da cura para a diabetes

Cientistas norte-americanos conseguiram transformar células de pele normais em células pancreáticas produtoras de insulina, o que potencialmente abre a porta a uma cura para a diabetes.

 
Investigadores da Universidade da Califórnia reprogamaram células de pele, denominadas fibroblastos, retiradas de ratos e fizeram com que estas produzissem insulina, tal como as células do pâncreas, noticia a Press Association (PA). Depois, as células foram injetadas em ratos cuja genética foi alterada para que imitassem os sintomas da diabetes. O resultado não poderia ser melhor. Uma semana depois, os níveis de açúcar no sangue dos animais voltaram ao normal. E dois meses depois de as células serem introduzidas nos ratos, estes conseguiram fabricar novas células produtoras de insulina.
 Assim que as células lhes foram retiradas, um pico de açúcar no sangue comprovou a relação direta.
 A investigação pode revolucionar o tratamento da diabetes de Tipo 1, onde o sistema imunológico do doente destrói as células produtoras de insulina, o que obrigada a injeções administradas diariamente. Sheng Ding, professor do Instituto Gladstone e da Universidade da Califórnia, disse à PA que "o poder da medicina regenerativa é que pode potencialmente fornecer uma fonte ilimitada de células produtoras de insulina funcionais que podem então ser transplantadas para o paciente".

 Fonte: Diário de Notícia – Ciência

Homem sem mão recupera tato com prótese biónica

Um dinamarquês sem a mão esquerda recuperou o tacto graças a uma prótese ligada aos nervos do braço, numa estreia que abre caminho, nos próximos anos, a próteses capazes de restituir funções e sensações, foi hoje noticiado.


Investigadores suíços, alemães e italianos testaram esta mão biónica no hospital Gemelli de Roma (Itália), num dinamarquês de 36 anos, cuja mão e antebraço foram amputados há nove anos, na sequência de um acidente quando manuseava com fogo-de-artifício em sua casa. Os resultados da experiência clínica foram publicados hoje na revista científica norte-americana Science Translational Medicine. Pude sentir sensações que já não sentia há nove anos", explicou o doente Dennis Aabo Sorensen, que considerou a resposta sensorial da prótese como "verdadeiramente incrível".

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Para os testes, o doente tinha os olhos vendados e tampões nos ouvidos, dependendo apenas do sentido do tacto, explicaram os investigadores.
 

Fonte: Diário de Notícia – Ciência

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma cadeira de rodas made in Portugal que se move com um piscar de olhos

O Inesc-Tec desenvolveu um protótipo que está pronto para ser lançado no mercado, mas ainda procura parceiros para a sua produção. Sector da saúde é a mais recente aposta do laboratório com sede no Porto.

Basta um piscar de olhos para fazer movimentar esta cadeira de rodas. Ou inclinar a cabeça. O dispositivo é inovador e adapta-se à capacidade de comunicação de cada utilizador. O projecto é português, fruto de uma parceria que envolve várias instituições científicas e de ensino superior, coordenada pelo Inesc-Tec (Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores). O protótipo foi apresentado durante o primeiro dia aberto dedicado à saúde no laboratório do Porto, esperando assim cativar empresas interessadas em fazê-lo chegar ao mercado. Esta cadeira de rodas destina-se a pessoas com paralisia cerebral, ou que tenham sofrido as consequências de um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo. Na prática, adapta-se a utilizadores com diferentes tipos de problemas de saúde. “Cada pessoa poderá ter a sua forma de comunicar com a cadeira”, explica o investigador do Inesc Luís Paulo Reis, que coordenou a investigação que esteve na base deste protótipo. Os movimentos do dispositivo podem ser regulados por um joystick, como nas cada vez mais comuns cadeiras de rodas elétricas, mas também através de um interface multimodal, que se adapta a cada um. É por isso que o sistema é capaz de responder a comandos de voz, movimentos de cabeça ou expressões faciais simples, como um piscar de olhos, que depois se combinam numa linguagem adequada ao seu utilizador. O dispositivo está pronto e foi apresentado no final de Janeiro, fruto de seis anos de trabalho no Inesc e de uma parceria alargada, que envolveu também as universidades do Porto, de Aveiro e do Minho e a Escola Superior de Tecnologia de Saúde do Instituto Politécnico do Porto, bem como a Associação do Porto de Paralisia Cerebral, que foi o parceiro de testes da cadeira de rodas. Para trás, tinham ficado os primeiros trabalhos de vários destes investigadores numa área aparentemente recreativa: alguns dos investigadores do Inesc que estão na base desta inovação foram responsáveis por uma equipa de futebol robótico, que durante vários anos conquistou várias competições a nível internacional. “Ganhámos quatro campeonatos do mundo e dez da europa”, diz sorridente Luís Paulo Reis, acrescentando de seguida: “Depois, pudemos colocar este tipo de experiência ao serviço dos cidadãos num projecto socialmente mais útil.” A cadeira de rodas inteligente, como é apresentada, é já um protótipo final, completamente testado, que permite construir o dispositivo à escala industrial. O que falta agora são os investidores. “Não existe mercado em Portugal”, avalia Luís Paulo Reis, pelo que não tem havido empresas interessadas em produzir esta inovação. A solução da equipa do Inesc passa por apontar para fora do país, criando um projecto europeu ou luso-brasileiro que permita fazer chegar o produto ao mercado. Este é um problema comum aos vários protótipos e tecnologias divulgados no primeiro dia aberto dedicado à saúde no Inesc. O instituto, que faz parte da rede de laboratórios associados desde 2002, mostrou publicamente 34 projectos, fruto de investigações feitas nos últimos cinco a seis anos, de modo a “sinalizar” a sua “disponibilidade para mais colaborações”, quer com outros parceiros do mundo científico quer com a sociedade civil e as empresas, afirma o director Vladimiro Miranda. “Esta é uma feira para comprar parcerias”, sintetiza o mesmo responsável. A dificuldade é o facto de Portugal ter “um mercado exíguo” que não tem dimensão suficiente para viabilizar muitos destes projectos e a ausência de parceiros industriais “com o músculo adequado” para poder produzir alguns destes dispositivos. A solução encontrada é procurar empresas fora do país, até porque muitas vezes é a entrada em mercados internacionais que viabiliza o sucesso posterior no mercado português, conta Vladimiro Miranda. Estas dificuldades não alteram a estratégia do Inesc, que quer fazer da área da saúde a sua nova aposta, depois da energia ou das ciências da computação. Para isso, o laboratório criou nos últimos meses uma nova unidade de investigação para preparar o seu “ataque” a este mercado. O Ciber – Center for Biomedical Engineering Research (Centro para a Investigação em Engenharia Biomédica) foi criado com o objectivo de concentrar o esforço do laboratório do Porto neste sector. O Ciber acolheu também um grupo de investigadores que até agora trabalhou noutro laboratório ligado à Universidade do Porto, no Instituto de Engenharia Biomédica (Ineb), que vieram acrescentar “conhecimento de mercado” por via do seu trabalho anterior nesta área, acredita Vladimiro Miranda.


Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Campus Party tem eletrônicos controlados com ‘poder da mente’

Pesquisador exibiu tiara que transmite ondas cerebrais em palestra.

Além de comandar TVs e carros, equipamento pode ajudar investigações. Esqueça controlos, botões e teclados. Já é possível ligar e desligar televisores, controlar cadeiras de rodas elétricas e até dirigir carros com o “poder da mente”


. Durante uma palestra realizada nesta terça-feira (28) na Campus Party 2014, em São Paulo, o pesquisador Alessandro Faria apresentou aparelhos que transformam a atividade cerebral em comandos de eletroeletrônicos. “Quando eu abro e fecho minha mão, meus nervos são estimulados por impulsos nervosos, ou seja, eletricidade gerada pelo cérebro. Uma vez que eu tenha um equipamento que consegue medir essa atividade cerebral, fica fácil transformar isso em ação”, explicou. Faria subiu ao palco da Campus usando uma tiara capaz de medir esse tipo de atividade cerebral. Chamado Emotiv Epoc, o dispositivo possui 14 sensores em forma de eletrodos, como os usados em encefalogramas, que captam os impulsos nervosos. Depois, a tiara transmite ondas cerebrais produzidas a partir de um pensamento abstrato (como direita, esquerda, cima, baixo) para o computador, encarregado de “traduzir” essa informação em ações que o eletrônico conectado deverá executar. O trabalho de “tradução” é feito por um algoritmo instalado no PC. Durante a apresentação, Faria exibiu vídeos de como a tiara conectada pode “traduzir” sua atividade cerebral em ações cotidianas. É possível ligar e desligar TVs, bem como mudar de um canal para outro. Em um segundo vídeo, um jovem dirige um carro sem tocar o viola Antes de começar a controlar eletrônicos, porém, os usuários têm de fazer um teste, em que relacionam certos tipos de pensamentos a determinadas ações. Por exemplo, ao pensar para a direita, o sensor entenderá que o volante do carro deverá ser virado para a direita. Esse campo de estudo é chamado de interaçã homem-máquina. “Pela primeira vez conseguir gerar ‘log’ dos nossos cérebros”, descreveu. “Log” é a forma como são chamados o registro dos acessos à internet e podem conter informações adicionais como o tipo de dispositivo que se conecta à rede. A tiara Emotiv Epoc usada por Faria custa US$ 300. Para fazer as configurações, no entanto, é preciso ainda dispor de um kit para desenvolvedores. O preço de um SDK flutua entre US$ 500 e US$ 7,5 mil. A variação ocorre conforme o uso que será feito do sistema: se será usado por mais de um desenvolvedor, se será usado somente para pesquisa e para fins acadêmicos ou com motivação comercial. Além dele, existem outros softwares que podem ser utilizados para fazer a conversão da atividade cerebral em ação, como NeuroSky, PLXWave e OpenBCI. Faria contou que há alguns dos incômodos. “Não é comum sair com um capacete desses na rua e a quantidade capilar não pode ser desprezada”. Isso porque, para que os sensores funcionem, é necessário usar uma solução de gel condutor ou salina para facilitar a condução de sinais nos pontos de contato do aparelho com o corpo humano. No caso da tiara, a cabeça. Careca, Faria disse que esse detalhe não chega a incomodar tanto. Segundo ele, uma atualização do Emotiv excluirá essa exigência, pois terá um biosensor “seco”. Além de manipular eletrônicos à distância, Faria afirma que esse tipo de interação homem-máquina poderia ser utilizada para outros propósitos, como, por exemplo, para investigações criminais, pois o cérebro emite um determinado tipo de onda quando é exposto a informações verdadeiras que tenta omitir. Além disso, caminhoneiros sonolentos que estivessem quase dormindo poderiam ter os caminhões colocados em um piloto automático, pois o sistema captaria ondas de relaxamento emitidas pelos cérebros deles.

 Fonte: Veja Aqui

sábado, 18 de janeiro de 2014

Lente de contacto "inteligente" para diabéticos

A Google está a testar protótipos de uma lente de contacto inteligente que ajudará os pacientes com diabetes a monitorizar mais facilmente os seus níveis de açúcar no sangue.


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No blogue oficial da Google, Brian Otis e Babak Parviz, líderes do projeto, afirmaram ontem, quinta-feira, que a nova lente de contacto mede os níveis de glicose no sangue de quem as utiliza. Esta contém um sensor de glicose e um transmissor sem fios que pode absorver e transmitir informações numa base contínua, sem ser necessário recorrer à habitual picada no dedo para recolher o sangue.
"As pessoas com diabetes ainda têm de picar o dedo e testar as gotas de sangue durante o dia todo. É perturbador e é doloroso. E, como resultado, muitas pessoas com diabetes verificam a sua glicose no sangue com menos frequência do que deviam" , relatam os autores que se inspiraram nesta "falha" para avançar com o seu projeto. Segundo a revista Time, os protótipos destas lentes estão a ser testadas no Google [x], um laboratório da marca dedicado ao desenvolvimento de produtos inovadores.
Ainda não se sabe quando o produto estará disponível, mas acordo com a Time, a Google estará em negociações com a FDA e demais parceiros para avançar com a comercialização do produto.
Apesar do projeto parecer atual, um vídeo promocional dos investigadores da Universidade de Washington em colaboração com a Microsoft Research Connections, de 2011, relata a concepção de um produto em tudo semelhante.

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Na descrição do vídeo pode ler-se, inclusivamente, que o grupo estava a "trabalhar para desenvolver uma solução tecnológica não invasiva, que promete melhorar tanto a saúde como a qualidade de vida dos diabéticos: uma lente de contacto que monitoriza os níveis de glicose".



Fonte: DN Ciência

O tabaco ainda é mais prejudicial do que se pensava


Os cigarros podem provocar mais problemas de saúde do que os previamente detetados, incluindo cancro no cólon e fígado, cegueira, diabetes e disfunção erétil, refere um relatório do governo dos Estados Unidos hoje divulgado.



Responsáveis pelos serviços de saúde dos EUA reuniram-se na Casa Branca para divulgar o último estudo do Surgeon General sobre as consequências do consumo de tabaco, cinco décadas após o primeiro relatório onde se alertava que fumar provocava cancro do pulmão. Nos Estados Unidos, o consumo voluntário de tabaco permanece a primeira causa de morte prematura, com cerca de 500.000 óbitos por ano. "Surpreendentemente, 50 anos depois ainda estamos a detetar novas formas de como o tabaco prejudica e mata as pessoas", disse o diretor do Centro de controlo e prevenção de doenças, Thomas Frieden. "O tabaco ainda é mais prejudicial do que pensávamos". Quanto aos fumadores passivos, expostos ao fumo do tabaco, o documento refere que enfrentam riscos crescentes de ataque cardíaco.

  Fonte: DN Ciência

Terapia genética restaura visão em seis doentes

Uma equipa de cirurgiões da Universidade de Oxford usou uma técnica de terapia genética para melhorar a visão de seis pacientes que, de outra maneira, teriam permanecido cegos, de acordo com um estudo divulgado hoje pela revista 'The Lancet'.


Segundo o estudo, citado pela agência de notícias espanhola Efe, os doentes foram submetidos a uma cirurgia para pacientes que sofrem de uma doença hereditária rara, que causa a morte das células que detetam a luz, chamada coroideremia. À BBC, o professor de oftalmologia da universidade de Oxford e responsável pela investigação, Robert McLaren, afirmou estar "absolutamente encantado" com o resultado do procedimento, salientando: "Realmente, não podíamos ter tido um melhor resultado". Os exames médicos começaram há dois anos e o primeiro paciente foi Jonatham Wyatt, que tinha então 63 anos e estava progressivamente a perder a visão, mas depois de submetido à cirurgia, a sua visão melhorou, ao passo que outro doente disse que o tratamento tinha tido um "efeito imediato". Se os pacientes continuarem a melhorar, os médicos pretendem alargar o procedimentos cirúrgico a outros doentes afetados por coroideremia, uma doença rara que afeta cerca de mil pessoas no Reino Unido, mas também poderá ser alargada a outras formas genéticas de cegueira, de acordo com o responsável médico pela investigação. A coroideremia caracteriza-se pela perda progressiva da visão, é mais comum nos homens e resulta, na maior parte dos casos, de uma transmissão genética.

  Fonte: DN Ciência

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Deficiência: Principais alterações a considerar na nova versão do Código da Estrada

Principais alterações a considerar na nova versão do Código da Estrada:

  - São considerados ‘utilizadores vulneráveis’ os peões e velocípedes, em particular, crianças, idosos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida ou pessoas com deficiência; - É considerada "zona de coexistência’ — zona da via pública especialmente concebida para utilização partilhada por peões e veículos, onde vigoram regras especiais de trânsito e sinalizada como tal. Numa zona de coexistência devem ser observadas as seguintes regras:

 a) Os utilizadores vulneráveis podem utilizar toda a largura da via pública; 

b) É permitida a realização de jogos na via pública;

 c) Os condutores não devem comprometer a segurança ou a comodidade dos demais utentes da via pública, devendo parar se necessário;

 d) Os utilizadores vulneráveis devem abster -se de atos que impeçam ou embaracem desnecessariamente o trânsito de veículos;

 e) É proibido o estacionamento, salvo nos locais onde tal for autorizado por sinalização;

 f) O condutor que saia de uma zona residencial ou de coexistência deve ceder passagem aos restantes veículos;

  - As pessoas devem abster-se de atos que impeçam ou embaracem o trânsito ou comprometam a segurança, a visibilidade ou a comodidade dos utilizadores das vias, tendo em especial atenção os utilizadores vulneráveis; - Não podem ser colocados nas vias públicas ou nas suas proximidades quadros, painéis, anúncios, cartazes, focos luminosos, inscrições ou outros meios de publicidade que possam

: a) Confundir -se com os sinais de trânsito ou prejudicar a sua visibilidade ou reconhecimento;

 b) Prejudicar a visibilidade nas curvas, cruzamentos ou entroncamentos;

 c) Perturbar a atenção do condutor, prejudicando a segurança da condução;

 d) Dificultar, restringir ou comprometer a comodidade e segurança da circulação de peões nos passeios.

  Fonte: Francisco Vaz Antunes

 Notícia do Blogue «Tetraplégicos» Eduardo Jorg

EQUAL: Veiculo adaptado para pessoas com Deficiência


 


 

 


 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Má alimentação provoca perda de memória

Um grupo de cientistas australianos associou a perda de memória a uma má alimentação, depois de realizar uma experiência com ratos que foram submetidos a uma dieta de açúcar e gorduras, informou hoje a imprensa local.

Margaret Morris, líder desta investigação realizada pela Universidade de Nova Gales do Sul, indicou que os ratos revelaram seis dias depois do início da experiência sintomas de perda de memória ao serem submetidos a testes relacionados com a memória espacial. "Os animais não estavam obesos ao fim de seis dias, mas as mudanças no conhecimento, a perda de memória ocorreu antes de qualquer variação do peso", declarou Morris à ABC, manifestando-se surpreendida com a rapidez com que os ratos registaram uma perda dessas faculdades. Os cientistas observaram que os animais que tinham uma dieta forte em açúcares e gorduras tinham uma inflamação na região do hipocampo, a parte do cérebro relacionada com a formação e armazenamento da memória e uma das primeiras regiões afetadas pela doença de Alzheimer. "No entanto, é ainda muito cedo para afirmar que existe uma relação causal entre os dois, mas acreditamos que provavelmente a inflamação é altamente relevante para o declive cognitivo", comentou a cientista. Margaret Morris disse ainda ser "difícil extrapolar esta situação para os humanos", embora tenha realçado a existência de "dados sobre humanos que se submeteram voluntariamente a testes, nos quais tinham uma má alimentação durante cinco dias, e que registaram a perda de funções executivas", demorando, por exemplo, mais tempo a reagir.

  Fonte: Diário Notícia

Estudo descobre que é possível reverter o envelhecimento

Um estudo internacional, em que participam investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, concluiu que há "processos envolvidos no envelhecimento" que "são reversíveis".

Desenvolvida com "ratos sujeitos a processo de envelhecimento até 30 meses", a investigação incidiu nas mitocôndrias - "organelos que vivem dentro das nossas células fabricando energia no organismo essencial para a realização de funções vitais" -, que "têm sido identificadas como atores principais no envelhecimento", refere a Universidade de Coimbra (UC). A investigação, liderada pelo biólogo David Sinclair, da Harvard Medical School, de Boston (EUA), foi publicada na Cell, "uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo". Os cientistas verificaram que "o que acelera o envelhecimento é a diminuição dos níveis de NAD+ [nicotinamida adenina], a qual acaba por resultar na quebra de comunicação entre o núcleo e a mitocôndria da célula, por um processo que envolve as sirtuínas (proteínas)". E que estas "têm um papel importante na regulação do agente responsável por recuperar a comunicação intracelular". As experiências realizadas revelaram ainda que "administrando um composto endógeno, que permite que as células reponham os níveis de NAD+, é reparada a comunicação núcleo-mitocôndria e, consequentemente, toda a função mitocondrial", sustentam os investigadores. "Trata-se de reunir novamente todas as peças para o puzzle ficar completo", sintetizam os investigadores Anabela Rolo e Carlos Palmeira, do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC.

  Fonte: Jornal de Noticia

Desejo de um Santo Natal Nelson F. Almeida Mendes


Venho por este meio, desejar a todos os meus Amigos – Amigas, Familiares, todas as Associações de pessoas com deficiências, todos os Enfermeiros – Enfermeiras – Auxiliares de todos os Hospitais da Comunidade da CPOLP e todas as Auxiliares de Apoio de Cuidados aos Domicílios para os Idosos e pessoas com Deficiências,


 um Santo Natal, e na medida do possível, ao lado de todos de que gostem.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dieta mediterrânica pode evitar úlceras

Um estudo internacional, liderado por investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, revelou que as reações químicas no estômago geradas pela dieta mediterrânica podem evitar úlceras pépticas.

"Até agora, o nitrito era sinónimo de molécula altamente tóxica associada ao cancro do estômago e os polifenóis símbolo de antioxidantes", mas a investigação desenvolvida por aqueles especialistas demonstrou que a reação destes compostos no estômago "pode evitar o desenvolvimento de úlceras pépticas", anunciou a Universidade de Coimbra (UC), esta segunda-feira. A pesquisa revelou que "a dieta mediterrânica contém nitritos em quantidades elevadíssimas" (existentes nos vegetais verdes), assim como os polifenóis (presentes nos vegetais, na cebola, no vinho e na maçã, entre outros produtos), que, "em conjunto, produzem óxido nítrico (NO), molécula essencial para proteger o estômago de algumas patologias, através da regulação celular". O estômago funciona como "um biorreator que promove as condições adequadas para a produção de óxido nítrico em quantidade suficiente, podendo regular processos gástricos e outros mais globais e, em caso de inflamação, impedir, por exemplo, o surgimento de úlcera péptica", explicam João Laranjinha e Bárbara Rocha, cientistas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), envolvidos no estudo. A possibilidade de impedimento da formação de úlcera péptica deve-se ao facto de aqueles processos modificarem "a estrutura química de proteínas endógenas que, desta forma, adquirem uma atividade antiulcerogénica previamente inexistente", adiantam os investigadores. As experiências realizadas em "modelos animais (ratos) e em humanos" permitem concluir que "através da dieta alimentar é possível controlar algumas doenças do estômago, produzindo um regulador celular (NO) por processos puramente químicos", salientam.

  Fonte: Jornal de Notícias

sábado, 14 de dezembro de 2013

Malária: Investigadores portugueses fazem descoberta importante na luta contra a doença

Porto, 14 Nov (Lusa) - Os investigadores portugueses do Instituto de Medicina Molecular da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa que descobriram uma forma de impedir a propagação da malária no organismo, podendo abrir caminho à cura da doença, recebem quinta-feira o Prémio CESPU 2007.


A investigação conduziu a uma nova abordagem sobre a forma como o parasita da malária se desenvolve na fase em que está alojado no fígado dos seres humanos, evitando a propagação da doença no organismo. Esta descoberta, inédita a nível mundial, assume uma especial importância, atendendo a que a malária é uma doença que provoca anualmente cerca de dois milhões de mortes em todo o mundo. O trabalho, intitulado 'SR-BI plays a dual role in the establishment of malaria liver infection', foi desenvolvido por Maria Manuel Mota, Cristina Dias Rodrigues e Miguel Prudêncio, tendo sido distinguido com o Prémio CESPU (Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário) deste ano. Em causa está a descoberta de um marcador molecular que permite que o parasita infecte as células, tendo este trabalho de investigação desenvolvido uma abordagem que permite interromper o ciclo de vida do parasita quando ainda se encontra no fígado, impedindo a sua propagação ao resto do organismo. "Se esta descoberta puder vir a ser colocada em termos de terapia ou de prevenção permitirá que dois milhões de pessoas deixem de morrer todos os anos devido à malária", salientou Vítor Seabra, membro do júri do prémio e coordenador do Gabinete de Investigação e Desenvolvimento da CESPU. Em declarações à Lusa, Vítor Seabra frisou que os investigadores portugueses "descobriram a influência de uma proteína que bloqueia o processo (de propagação da doença)". "Quando um ser humano é infectado, o parasita começa por se instalar no fígado e, só depois, invade outros tecidos. A importância desta descoberta é que permite interromper a propagação ainda na fase em que está no fígado", salientou. Nesta fase, frisou Vítor Seabra, a descoberta dos investigadores portugueses "ainda não tem aplicabilidade clínica, mas pode abrir caminho". "Se o parasita não conseguir infectar as células hospedeiras hepáticas, consegue-se interromper o processo de infecção na fase inicial, impedindo o alastramento", reafirmou. O Prémio CESPU 2007, no valor de 30 mil euros, vai ainda distinguir com uma menção honrosa o investigador Mário de Sousa, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, da Universidade do Porto, pelo trabalho desenvolvido na área da microinjecção intracitoplasmática de espermatozóides. Elsa Logarinho e Hassan Bousbaa, da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho, foram também distinguidos com uma menção honrosa pela investigação sobre o papel da proteína Bub3 no controlo da transferência de material genético durante a replicação celular. Todas as investigações distinguidas com este prémio vão ser publicadas em revistas científicas

. Fonte: JN

Prémio Pessoa distingue investigadora na área da malária

Maria Manuel Mota, 42 anos, diz à Renascença que se sente "muito honrada" e que "nunca lhe tinha passado pela cabeça" ser distinguida com este galardão. A investigadora Maria Manuel Mota foi distinguida com o Prémio Pessoa 2013, anunciou esta sexta-feira o júri, em Sintra. Maria 


Manuel Mota, 42 anos, licenciou-se na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, desenvolveu estudos sobre a malária e trabalha atualmente no Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa. É considerada uma das principais especialistas a nível mundial no estudo da malária. Em declarações à Renascença, a investigadora diz sentir-se "muito honrada" com a distinção. "Já temos recebido outros prémios, mas têm sido dos nossos pares. Este é um prémio muito transversal à sociedade portuguesa", explica. Na primeira reacção à decisão do júri, Maria Manuel Mota garante ter sido apanhada de surpresa. "Nunca me tinha passado pela cabeça" receber esta distinção, afirma. Na acta do júri que reuniu hoje em Setais, em Sintra, é destacado "o seu empenho entusiástico no que se pode chamar de cidadania da ciência", sendo fundadora e presidente da Associação Viver a Ciência, que "tem como objectivo encorajar a filantropia em Portugal".

  O Prémio Pessoa tem um valor pecuniário de 60.000 euros.  Os passos de Maria Manuel Mota


Natural da freguesia da Madalena, no concelho de Vila Nova de Gaia, fez o mestrado em imunologia e concluiu a sua tese de doutoramento na University College de Londres, em 1998, tendo feito o pós-doutoramento na New York University Medical Center, em 2001. Regressou a Portugal em 2002, onde já foi investigadora principal no Instituto Gulbenkian de Ciência e é, desde 2005, investigadora principal do IMM e professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. "A sua área científica é a malária, uma das causas principais de mortalidade a nível mundial. O grupo que constituiu tem desenvolvido investigação fundamental com vista a esclarecer os mecanismos pelos quais o parasita se desenvolve no hospedeiro humano", lê-se no comunicado do júri. O júri salienta ainda que "a compreensão destes processos é indispensável para o desenvolvimento de estratégias de tratamento e prevenção, nomeadamente através da vacinação". Este trabalho valeu ao grupo que lidera "um financiamento significativo da Fundação Bill & Melinda Gates". O júri realça a sua "produtividade científica de excecional qualidade", da qual sobressaem dez artigos publicados este ano "em prestigiadas revistas da especialidade e outras, como nos Proceedings of the National Academy of Sciences, dos Estados Unidos, e Nature Medicie". Em 2004, Maria Manuel Mota foi uma dos 25 jovens cientistas galardoados com European Young Investigator Award, de mais de um milhão de euros, que lhe permitiu continuar a sua investigação sobre o parasita da malária, durante cinco anos, no IMM. Na edição de 2010, o Prémio Pessoa já tinha distinguido outra cientista também do Instituto de Medicina Molecular, neste caso a directora executiva, Maria do Carmo Fonseca. Prémio Pessoa nos anos anteriores Esta é a 27ª edição do Prémio Pessoa, atribuído anualmente a uma personalidade que "tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país". Em 2012, foi atribuído ao investigador norte-americano Richard Zenith, um dos maiores especialistas na obra de Fernando Pessoa, e que está radicado em Portugal desde os anos 1980. Em anos anteriores foram distinguidos, entre outros, o actual Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, o historiador José Matoso, os poetas António Ramos Rosa e Herberto Helder (que recusou o galardão), a pianista Maria João Pires, o arquiteto Eduardo Souto de Moura, o compositor Emmanuel Nunes, o constitucionalista José Joaquim Gomes Canotilho, a historiadora Irene Flunser Pimentel e o ensaista Eduardo Lourenço. O júri, presidido por Francisco Pinto Balsemão, integra Fernando Faria de Oliveira, António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, Eduardo Souto de Moura, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga, Rui Magalhães Baião, Rui Vieira Nery e Viriato Soromenho-Marques. O Prémio Pessoa é uma iniciativa do semanário Expresso, com o patrocínio da Caixa Geral de Depósitos

. Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Montras de Zurique exibem manequins de pessoas deficientes

Campanha na exclusiva e famosa Bahnhofstrasse

A organização suíça de caridade Pro Infirmis realizou um vídeo onde substituiu os habituais manequins das lojas por outros que retratam pessoas com deficiência. Esta campanha foi realizada para assinalar o Dia Internacional das Pessoas com deficiência, no passado dia 3 de dezembro. Com a colaboração das cinco maiores lojas da famosa e exclusiva rua Bahnhofstrasse, em Zurique, as montras exibiram manequins feitos à imagem de pessoas com deficiência. O objetivo é sensibilizar as pessoas para a causa, numa altura do ano em que as ruas de Zurique se enchem para as habituais compras de Natal. Uma das modelos, uma jovem com malformação na coluna, confessou que «é especial» ver-se numa montra, «quando habitualmente os manequins são sempre perfeitos».

  Veja o Vídeo Aqui Abaixo

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Fonte: Veja Aqui

domingo, 8 de dezembro de 2013

O Dia Internacional das pessoas com deficiência 2013 – Bragança Paulista não tem muito o quê comemorar no Dia Internacional das pessoas com deficiência.

O Dia Internacional das pessoas com deficiência, lembrado neste 03 de dezembro, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de chamar a atenção e promover uma maior compreensão dos assuntos concernentes à deficiência e para mobilizar a defesa da dignidade, dos direitos e o bem-estar das pessoas. Por todo o mundo, pessoas com deficiência enfrentam barreiras físicas, sociais, econômicas e latitudinais que as excluem da participação plena e efetiva como membros iguais da sociedade.

 
Elas estão representadas desproporcionalmente entre as mais pobres do mundo e carecem de acesso igual aos recursos básicos, tais como educação, emprego, cuidados de saúde e sistemas de proteção social e legal, assim como apresentam o índice mais alto de mortalidade. A despeito desta situação, a deficiência permaneceu bastante invisível na agenda de desenvolvimento geral e em seus processos. O movimento internacional de pessoas com deficiência realizou um avanço extraordinário em 2006 com a adoção da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD). A CDPD se seguiu a décadas de trabalho da Organização das Nações Unidas (ONU) para mudar atitudes e abordagens à deficiência, trabalho esse que asseguraria a participação plena e equiparada de pessoas com deficiência na sociedade. A CDPD foi concebida como um instrumento de direitos humanos com uma dimensão explícita de desenvolvimento. Contudo, para efetivar a equiparação e a participação para pessoas com deficiência, elas precisam ser incluídas em todos os processos de desenvolvimento e, agora com maior importância, na nova e emergente estrutura de desenvolvimento pós-2015. A Assembleia Geral da ONU ressalta que a verdadeira realização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e de outros objetivos de desenvolvimento internacionalmente acordados, requer a inclusão e a integração dos direitos, do bem-estar e da perspetiva de pessoas com deficiência nos esforços de desenvolvimento nos níveis nacionais, regionais e internacional. Voltada a tais objetivos, a Assembleia decidiu, em 2011, convocar a Reunião de Alto Nível sobre Deficiência e Desenvolvimento (Randd) para Chefes de Estado e Governos sob o tema “Caminho para a Frente: Uma Agenda de Desenvolvimento Incluindo a Deficiência Rumo a 2015 e Além”. A Randd propiciará uma oportunidade histórica para incluir a deficiência na agenda mundial rumo à estrutura de desenvolvimento pós-2015, que traduza o compromisso internacional por uma sociedade que inclua a deficiência em ações concretas e mudanças reais básicas na vida de pessoas com deficiência.

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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

As minhas obras de artes. Pinturas plásticas – Nelson Almeida Mendes

As minhas pinturas plásticas em diversos formatos, pinturas feitas com muitas dificuldades e de coração aberto.


  São pinturas lindas, coloridas, utilizando muitas cores vivas e os castanhos, simbolizando a terra. São pinturas de um amador, que não é profissional em artes plásticas. Se alguém estiver interessado em adquirir, contactar o número: 967770634 ou pelo correio eletrónico: firminoamendes@gmail.com Blogue: http://nelsonfalmeidamendes.blogspot.pt/ Os preços dos quadros variam consoante o tamanho:

                                           
                                               Titulo: Vaso com Flores
                                        Pintado com Acrílico de Água
                                             Medida: 16X16 cm
                                                  Preço: 5 Euros

                                             
                                                 Titulo: Quinta com Casa
                                          Pintado com Acrílico de Água
                                                     Medida: 25X20 cm
                                                         Preço: 15 Euros

                                                   
                                                     Titulo: Leiteiro
                                        Pintado com Acrílico de Água
                                                   Medida: 25X2o cm
                                                        Preço: 15 Euros

                                       
                                        Titulo: Titulo: Vaso com Flores
                                          Pintado com Acrílico de Água
                                                   Medida: 16X16 cm
                                                      Preço: 5  Euros

                                                         
                                                       Titulo: Tabanca
                                          Pintado com Acrílico de Água
                                                      Medida: 25X20 cm
                                                       Preço: 15 Euros

 Nelson F. Almeida Mendes