domingo, 21 de maio de 2017

Portugal - Governo cede e dá mais horas de apoio a pessoas com deficiência

Limite de 40 horas semanais para assistência pessoal foi dos pontos mais contestados no Modelo de Apoio à Vida Independente inicialmente proposto pelo Governo.

 Até 30% dos futuros beneficiários do Modelo de Apoio à Vida Independente terão apoio pessoal garantido sem qualquer limite de tempo, revela a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, num artigo publicado na edição deste sábado do PÚBLICO. 

O projecto inicial do Governo estabelecia um limite máximo de 40 horas por semana para todos os beneficiários.



Este limite foi muito contestado na consulta pública do projecto, que decorreu entre Fevereiro e Março, por pessoas com deficiência e associações do sector, por não responder às necessidades de quem precisa de apoio permanente, como é o caso dos tetraplégicos. 

 Na sequência destes protestos, o Governo começou por decidir isentar 10% dos beneficiários daquele limite máximo de horas, tal como foi tornado público esta semana.

 Mas esta decisão foi também contestada publicamente pelo Bloco de Esquerda (BE), que a considerou insuficiente.

 Em respostas ao PÚBLICO, o ministério do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social explica que tem mantido um “diálogo constante” sobre este projecto com o BE. 

E os contactos prolongaram-se até esta sexta-feira, data em que se chegou a acordo sobre o alargamento das horas de apoio para até 30% dos beneficiários do Modelo de Apoio à Vida Independente. 

Para estes, não estão previstos limites de horas na ajuda que lhes será prestada através de assistentes pessoais. 

As horas de apoio “serão avaliadas, caso a caso, consoante as necessidades de cada pessoa”, especifica o ministério.


A definição de um limite máximo de 40 horas semanais para apoio foi dos pontos que mais suscitou críticas ao modelo inicialmente proposto pelo Governo e que levou o tetraplégico Eduardo Jorge a anunciar um protesto para este fim-de-semana, frente ao Parlamento.

Eduardo Jorge, que actualmente está a viver num lar, tem sido uma das caras da promoção da vida independente para pessoas com deficiência. “Como é possível limitarem a nossa liberdade ao máximo de oito horas diárias?

Nas restantes 16 ficamos na cama?”, questionou ele quando foi conhecida a proposta inicial do Governo.

 O Modelo de Apoio à Vida Independente visa promover a autonomia das pessoas com deficiência através da disponibilização de assistentes pessoais com formação que garantam apoio ao nível da higiene, alimentação, deslocações, participação em actividades de lazer, entre outros.

Objectivo: permitir que as pessoas com deficiência possam viver nas suas casas e não em instituições de acolhimento.

Actualmente, esta é, muitas vezes, a única alternativa para quem tem limitações mais graves. Os cuidados serão prestados por assistentes pessoais que serão contratados pelos futuros Centros de Apoio à Vida Independente, com base nas preferência e necessidades de cada beneficiário.

 Os beneficiários não terão de pagar por este apoio, que até 2020 vai ser desenvolvido sobre a forma de projectos-piloto que não abrangerão mais de 300 pessoas. A iniciativa será financiada por fundos comunitários.

 Questionado pelo PÚBLICO sobre quantas pessoas necessitariam destes apoios, o ministério indicou que não existe esta informação.

"Os dados mais actuais que existem relativamente a pessoas com deficiência são os dos Censos 2011", explicou. E mesmo esses não permitem quantificar o universo total de pessoas com deficiência.


  O que muda? Incapacidade 


 Os beneficiários do Modelo de Vida Independente terão de ter um grau de incapacidade igual ou superior a 60%, certificado por Atestado de Incapacidade Multiusos.

Na sequência dos contributos recebidos no âmbito da consulta pública da proposta governamental ficou decidido que este limiar poderá ser inferior em casos de deficiência intelectual, de desenvolvimento (Perturbação do Espectro do Autismo) e de doença mental.

Esta excepção deve-se ao facto de o grau de incapacidade deste tipo de deficiências ficar por vezes, em sede de junta médica, abaixo dos 60%.


  Idade 


 A idade mínima para o acesso aos serviços de assistência pessoal é de 16 anos. Inicialmente o Governo tinha proposto os 18 anos de idade, mas baixou este limite depois da consulta pública.

  Assistência 


 Será elaborado um Plano Individual de Assistência Pessoal para cada beneficiário, onde se expressa o tipo de assistência requerido por aquele.

Este plano será elaborado em conjunto com cada pessoa apoiada. Será esta a base para a contratação de assistentes pessoais, cuja gestão será feita pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI).



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Portugal - Eduardo Jorge já não vai ficar deitado quatro dias junto ao Parlamento

Activista tetraplégico não está totalmente satisfeito com as mudanças anunciadas pela secretária de Estado da Inclusão, num artigo de opinião do PÚBLICO.

 Mas decidiu desconvocar o protesto que tinha previsto iniciar neste domingo. Eduardo Jorge, 54 anos, tetraplégico desde os 28, anunciou há dias que a partir deste domingo, e durante quatro dias, permaneceria deitado em frente ao Parlamento, entregando-se aos cuidados do Presidente da República, do primeiro-ministro e do ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.



Objectivo: mostrar a sua insatisfação face ao Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI) proposto pelo Governo. 

Contudo, neste sábado, depois de ter visto noticiado que, afinal, até 30% dos beneficiários dos projectos-piloto que vão ser postos em prática poderão ter o apoio de assistentes pessoais sem qualquer limite de horas — tudo dependerá de uma avaliação caso a caso —, decidiu suspender o protesto. 

 Foi na edição deste sábado do PÚBLICO que a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, fez saber, num artigo de opinião, que até 30% dos beneficiários do MAVI terão apoio pessoal garantido sem qualquer limite de tempo.


O MAVI prevê que pessoas com mais limitações possam ter assistentes pessoais com formação que garantam apoio ao nível da higiene, alimentação, deslocações, participação em actividades de lazer, entre outros.

Nos próximos três anos, os projectos-piloto chegarão a 300 pessoas com deficiência, no máximo. Inicialmente, o Governo estabelecia um limite de 40 horas por semana de apoio para todos os beneficiários.

Um limite que foi muito contestado durante a consulta pública das propostas do executivo, que decorreu entre Fevereiro e Março. Muitas pessoas com deficiência e associações do sector alegaram que 40 horas não respondem às necessidades de quem precisa de apoio permanente, como é o caso dos tetraplégicos. Eduardo Jorge, que se tem destacado nos últimos anos por acções de protesto pela “vida independente”, foi uma das vozes críticas.

E mesmo depois das palavras da secretária de Estado deste sábado, garantindo apoios mais alargados, mostra-se insatisfeito.

Diz que alargar a mais alguns um apoio sem limites “é de louvar”, mas não chega.

  Quem fica de fora?


“Não devia haver limite de horas para ninguém. Devia depender sempre da avaliação das necessidades das pessoas.

 Se num Centro de Apoio à Vida Independente [são estes centros que vão gerir a contratação dos assistentes pessoais] houver 20 beneficiários, significa que 30%, seis pessoas, podem ter apoio sem limites.

Mas e se forem oito as pessoas que precisam de apoio sem limites? Ficam de fora?”, questiona em declarações ao PÚBLICO.

 Ainda assim, e depois de nas últimas horas ter “posto à consideração” dos que o seguem no seu blogue Nós Tetraplégicos se deveria manter o protesto junto à Assembleia, decidiu desconvocá-lo. “Os meus seguidores acham que não vamos conseguir mais do que isto, do que os 30%, e como ia ser muito complicado para a minha saúde, para mais com este calor, não vou avançar”, disse ao PÚBLICO.

“Mas espero que o Governo se comprometa com isto: quando o MAVI se tornar lei, depois dos projectos-piloto, o apoio deverá ser sem limites. Tem de se assumir esse compromisso.”


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quinta-feira, 18 de maio de 2017

Portugal - Pessoas com deficiência podem ter mais horas de apoio pessoal

A idade mínima de acesso para pessoas com deficiência aos serviços de assistência pessoal passará a ser de 16 anos, em vez dos 18. 

 Algumas pessoas com incapacidade elevada podem ter o apoio de assistentes pessoais mais do que 40 horas por semana, anunciou o Governo.



Era o que estava inicialmente previsto no documento sobre o Modelo de Apoio à Vida Independente (MAVI), mas depois da consulta pública que decorreu até ao fim de Março, o universo foi alargado.

 Até 10% das pessoas apoiadas pelos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI) podem ter um assistente pessoal “no limite, 24 horas por dia, sete dias por semana”, disse aos jornalistas a secretária de Estado para a Inclusão, Ana Sofia Antunes.

 São os centros que decidem quem deve beneficiar desse apoio, mas Ana Sofia Antunes também alertou que é preciso ter alguma contenção porque o “orçamento deste programa piloto é limitado: cerca de 15 milhões de euros para três anos. 

 Esta foi uma das questões que maior polémica gerou na discussão do documento, com muita gente a considerar que há deficientes que precisam de apoio alargado.

 Outra foi a da escolha dos assistentes pessoais para as pessoas com incapacidade. 


 Ana Sofia Antunes sublinhou que as pessoas não são obrigadas a escolher alguém da bolsa de assistentes pessoais do CAVI.

 “Podem ter alguém conhecido, com quem já tenham confiança e propor aos centros a sua contratação”, referiu a secretária de Estado.

 A idade de acesso a este programa também baixou de 18 para 16 anos. O objectivo é facilitar a integração das pessoas com incapacidade na vida activa.

 Por outro lado, há pessoas com incapacidade inferior a 60% que vão ter acesso ao Modelo de Apoio à Vida Independente.

É o caso de pessoas com deficiência intelectual ou da área do desenvolvimento (perturbações do espectro do autismo) ou doença mental.

Nessas situações, há direito ao apoio, seja qual for o grau de incapacidade.

 O relatório está pronto e as candidaturas começam em Junho mas, por enquanto, é apenas um projecto-piloto para pôr no terreno nos próximos três anos.

 Para já, são 200 a 300 pessoas com incapacidade poderão beneficiar deste programa e ter uma vida mais independente.

Um princípio, tendo em conta que não havia nada mas ainda pouco face às necessidades.

Para estes três anos o programa tem 15 milhões de euros.


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Brasil - Empresa investe no talento de pessoas com deficiência e na educação inclusiva

A falta de capacitação cria diversos obstáculos à inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. 

Para mudar essa realidade, muitas corporações estão formando seus empregados. 

O #blogVencerLimites conversou com funcionários da TIM Brasil que, apoiados, evoluíram junto com a companhia. 

É a aposta na inclusão para fortalecer a equipe e aumentar as vendas.



Gabriela Paiva, Fernando Sartori e Régia Barbosa trabalham na TIM Brasil. Imagem: Divulgação Fernando Sartori é formado em engenharia elétrica com ênfase em eletrônica e trabalha na TIM Brasil desde 2002. 

Começou como terceirizado e atualmente ocupa o cargo de gerente sênior da área de redes. Seis anos atrás foi diagnosticado com otosclerose, condição genética que provoca perda gradual da audição. Hoje tem capacidade auditiva somente no ouvido direito e usa um aparelho, comprado com ajuda da empresa. 

 “A deficiência auditiva traz pequenas dificuldades, principalmente em reuniões. Por isso, fico em posições que me ajudem”, diz Sartori. 


A deficiência auditiva também não impediu a evolução de Gabriela Paiva, gerente executiva da área comercial da TIM. Ela perdeu 100% da audição de um dos ouvidos aos seis anos, após uma caxumba. Sua primeira função foi de vendedora em uma loja no interior de Minas Gerais, 17 anos atrás.

O estabelecimento fechou um ano depois e ela foi indicada para participar de um processo interno na área de atendimento ao cliente. Gabriela não conseguiu a vaga por causa a restrição auditiva, mas recebeu oferta para trabalhar em outra cidade, também em uma loja.

 “Essa mudança foi decisiva para que eu conseguisse seguir na área comercial”, diz Gabriela. Ela se formou em Direito e comanda, a partir da sede da empresa no Rio de Janeiro, as vendas em 154 lojas da operadora no País.

“Essa limitação exige mais atenção da minha parte, principalmente em reuniões, mas não atrapalha em nada o meu trabalho”, diz. Fernando Sartori é gerente sênior da área de redes da TIM Brasil. Imagem: Divulgação

 É fato que a falta de acesso à educação por questões financeiras e pela ausência de recursos de acessibilidade em escolas e universidades limita as possibilidades de evolução profissional para pessoas com deficiência, mas apostar na inclusão para fortalecer a equipe e ampliar as vendas mostra resultados, estratégia que tem sido colocada em prática no mercado corporativo para captar talentos que poderiam ficar no anonimato.

E uma prática fundamental nas companhias genuinamente inclusivas é o investimento da formação dos empregados.


  Fernando Sartori é gerente sênior da área de redes da TIM Brasil. Imagem: Divulgação 
 É fato que a falta de acesso à educação por questões financeiras e pela ausência de recursos de acessibilidade em escolas e universidades limita as possibilidades de evolução profissional para pessoas com deficiência, mas apostar na inclusão para fortalecer a equipe e ampliar as vendas mostra resultados, estratégia que tem sido colocada em prática no mercado corporativo para captar talentos que poderiam ficar no anonimato. 

E uma prática fundamental nas companhias genuinamente inclusivas é o investimento da formação dos empregados.



“Não temos vagas específicas para pessoas com deficiência. Esses candidatos podem concorrer a todas as oportunidades, em qualquer área ou cargo.

 O funcionário é parte do negócio, está na companhia para ser integrado, respeitado e cobrado como todos os colaboradores”, diz Régia Barbosa, diretora de gestão de RH da TIM Brasil.

 Régia explica que a companhia tem políticas internas para promover inclusão, acessibilidade e diversidade, a partir da comunicação com os colaboradores, recebendo críticas e sugestões.


“Esse canal já trouxe importantes retornos que resultaram em alterações estruturais na empresa.

No processo seletivo, perguntamos ao candidato como melhorar sua adaptação ao ambiente de trabalho. Estamos finalizando uma nova campanha interna que reforça a diversidade na companhia e a integração.

Um ambiente acessível também passa pelas relações humanas e a empresa tem responsabilidade nisso”, comenta a diretora.

 “A comunicação para trazer esse profissional tem de ser direta, sem melindres e sem medo de ofender.

As associações que atendem pessoas com deficiência precisam incentivar e procurar as empresas para estabelecer parcerias. Características como dedicação, proatividade, criatividade, inovação e liderança não são limitadas pela deficiência”, defende Gabriela Paiva.

  Gabriela Paiva é gerente executiva da área comercial da TIM Brasil. Imagem: Divulgação “A deficiência deve ter o menor impacto possível na atividade. 

Na área de redes, onde eu atuo, funções de manutenção em campo não podem, pode exemplo, ser executadas por um cadeirante. 

Se existir essa preocupação na hora do processo seletivo, a avaliação será a mesma de um colaborador sem deficiência”, afirma Fernando Sartori. 

 A diretora de RH da TIM ressalta que existem dificuldades para contratar pessoas com deficiência em determinadas funções porque não aparecem candidatos com a capacitação necessária. 

“Por isso desenvolvemos esses profissionais dentro da companhia e incentivamos a inscrição de jovens aprendizes com deficiência em nosso programa de estágio”, comenta Régia Barbosa.



Flexibilidade – Desde o ano passado, a TIM adotou em sua sede um programa de ‘Flex Office’, para pessoas com deficiência ou não trabalharem a partir de qualquer local, inclusive de casa, até dois dias por semana. 

E também o ‘Flex Time’, no qual o funcionário cumpre oito horas por dia, mas pode adaptar seu horário de chegada ou saída.


“Esse tipo de programa auxilia bastante na rotina de trabalho. Mantemos contato com os gestores para eles compreenderem que seus colaboradores, em algumas ocasiões, vão precisar se ausentar ou trabalhar em horário diferenciado, mas isso não é um problema na companhia.

Temos muito apoio dos funcionários, inclusive dos líderes”, destaca a diretora.

  Régia Barbosa é diretora de gestão de RH da TIM Brasil. Imagem: Divulgação Instituto TIM – A empresa promove o desenvolvimento humano e o direito à educação inclusiva, especialmente em ciências e matemática, criando recursos e estratégias de ensino. 

Um exemplo é a Bateria do Instituto TIM, que reúne crianças e jovens com deficiência.



“Ela não se restringe a esse público, já que a proposta é justamente promover a integração e fazer com que todos possam conviver e aprender juntos.

 O mesmo acontece quando um funcionário com deficiência integra o quadro de funcionários, uma vez que as vagas não são exclusivas. 

Todos interagem e recebem oportunidades iguais de crescimento na empresa”, explica Régia Barbosa. 


Mercado de trabalho – “É pouco divulgado pelas empresas, mas também pouco procurado pelas pessoas com deficiência.

 Muitas vezes a pessoa, de forma equivocada, já se coloca em posição inferior”, lembra Gabriela Paiva.

 “Existem mais oportunidades porque agora temos políticas públicas de incentivo à inclusão de pessoas com deficiência.

O acesso está mais fácil”, conclui Fernando Sartori.


Bateria do Instituto TIM reúne crianças e jovens com deficiência. Imagem: Divulgação 



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quinta-feira, 11 de maio de 2017

Portugal - "As necessidades não cessam em oito horas"

Fernando Fontes, investigador do Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, critica a obrigatoriedade dos centros de apoio serem IPSS



O investigador Fernando Fontes coordena o projeto "Decide - Deficiência e autodeterminação: o desafio da "vida independente" em Portugal". 



  Esta lei, proposta pelo governo, vai ajudar à vida independente?

Creio que é um avanço nas políticas de deficiência em Portugal.

 Marca uma passagem para o reconhecimento dos direitos das pessoas com deficiência no nosso país. Agora, ainda peca por alguns aspetos, tem sido identificados.

  Por exemplo a necessidade de contratar através de centros ligados a IPSS?

 Creio que isso vai criar em Portugal vícios que são difíceis de alterar porque efetivamente o pagamento deve ser feito diretamente às pessoas com deficiência.

Ao criar IPSS que servem de intermediárias na relação entre a pessoa com deficiência e o assistente, não se cria a relação de empregador entre a pessoa com incapacidade e o cuidador e assim ela não vai ter poder para despedir quando não está satisfeita.

A obrigatoriedade dos centros de apoio à vida independente terem estatuto de IPSS devia ser claramente alterado.

Deviam ser apenas organizações não governamentais da área da deficiência que são estruturas novas que resultam da organização de pessoas com deficiência.

 Obrigá-las a ser IPSS desvirtua os princípios porque qualquer IPSS pode criar um centro e estas têm tradicionalmente outra visão, mais assistencialista.

Continuam a faltar medidas para que as pessoas com deficiência sejam vistas como válidas socialmente?

A própria forma como está definido, isto é, apenas para pessoas com mais de 60% de incapacidade no Certificado Multiúsos, não tem em conta todas as questões de incapacidade sociais. Essa ideia está subjacente a todo o documento.

Até a limitação do número de horas a oito diárias. Se vão ser projetos-piloto a nível nacional, para testar qual o tipo de serviço de vida independente que mais se adequa, devíamos abrir ao máximo e não limitar.

O máximo são oito horas e as necessidades não cessam nas restantes horas, nem ao fim de semana.

O documento mantém a ideia da dependência das pessoas face às instituições tradicionais.

  As famílias não são muitas vezes também um entrave à independência?

Concordo inteiramente que não estejam na lista de assistentes.

Percebemos as famílias que se sentem revoltadas porque a grande responsabilidade do apoio tem estado a seu cargo, sobretudo as mães, que abandonam muitas vezes o trabalho para se dedicar aos seus filhos.

E agora ficam revoltadas. Mas creio que até para haver uma autodeterminação das pessoas em relação às famílias e não desvirtuar as relações familiares, é benéfica essa decisão.

A lei vai, pelo menos, permitir às pessoas com deficiência chegar ao mercado de trabalho?

 Sim. Mas vai ser necessário que sejam feitas outras alterações, além das barreiras sociais, também nas arquitetónicas.

O assistente pessoal vai ser uma mais-valia para permitir um acesso mais fácil no mercado de trabalho, no ensino superior, para a autodeterminação, para poderem escolher, por exemplo, onde viver.


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Portugal - Familiares não vão poder ser cuidadores de pessoas com deficiência

As pessoas com deficiência não vão poder escolher diretamente os seus cuidadores, atribuídos através de uma bolsa de inscritos do Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI). 

De fora ficam também os seus familiares.



Segundo o Diário de Notícias, que falou com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, estas são algumas das condições presentes na versão inicial do modelo de apoio à vida independente que está a ser finalizado para ser discutido, no início de junho, em Conselho de Ministros. 


 A contratação destes assistentes está limitada a uma bolsa de inscritos nos Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), ou seja, a pessoa com deficiência não pode escolher diretamente com quem gostava de ficar.

Além disso, o cuidador escolhido também não pode ser um familiar. Esta primeira medida é algo que todos os partidos da oposição criticam mas o Governo contrapõe que, como este modelo vai ser aplicado com fundos comunitários, cerca de 15 milhões de euros, não pode ser dado diretamente aos beneficiários, escreve o DN.

 O Bloco de Esquerda é um dos principais opositores a este modelo, tendo entregue um conjunto de 17 propostas de alteração ao MTSSS.

Os bloquistas consideram que “a escolha do assistente pessoal é livre e da exclusiva responsabilidade da pessoa com deficiência”.

 O PCP, que foi o primeiro partido a defender o apoio à vida independente no Parlamento, também critica o modelo do Governo, considerando que assim “não há o contacto direto da pessoa na contratação do assistente”, algo que deve ser objeto de “reflexão”.

 Por seu lado, os partidos da direita também vão ao encontro deste desagrado.

Em declarações ao jornal, a deputada social-democrata Sandra Pereira defende que “o modelo de apoio é nessa matéria ainda bastante assistencialista” e, através do CAVI, este programa fica “muito burocrático” e “parte da desconfiança quando impede os elementos da família de serem assistentes”, diz ainda Filipe Anacoreta Correia, do CDS-PP.

 Porém, escreve o DN, no facto de as pessoas com deficiência não poderem escolher familiares para serem seus cuidadores, apenas o CDS discorda. Deve ser uma relação profissional sem esquemas de dominação de nenhuma parte.

Percebemos que as famílias estejam muito zangadas porque, no fundo, passaram 10, 15 anos em que desistiram de tudo para tratar do familiar e agora veem uma pessoa ganhar para tratar dele.

Mas temos de separar claramente a independência das pessoas das relações familiares”, afirma o deputado bloquista Jorge Falcato.

 Estes cuidadores vão desempenhar tarefas desde a higiene, transporte ou mediação na comunicação por um período de 40 horas semanais, algo que as pessoas com deficiência ainda consideram “insuficiente”.


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Suíça - Estudo feito em cobaias mostra que o fígado muda de tamanho

De acordo com um novo estudo feito em cobaias, cientistas descobriram que o fígado cresce quase 50% quando estes animais estão acordados.

 Quando voltam a adormecer, o órgão volta ao seu tamanho original.



O fígado é um órgão muito complexo que desempenha várias funções, incluindo a desintoxicação do sangue, a regulação do metabolismo e consegue até regenerar-se se dois terços da sua composição forem removidos. 


 Agora, um novo estudo da Universidade de Genebra, na Suíça, mostra que este órgão pode ser ainda mais versátil do que pensávamos: altera o seu tamanho todos os dias. 

Estudos anteriores com ultrassom sugeriram que esta variação também ocorre em seres humanos, mas esta foi a primeira vez que os cientistas conseguiram identificar o mecanismo celular que impulsiona este processo e ligá-lo aos ritmos circadianos.

  A investigação foi conduzida em cobaias, que têm um ritmo diário muito semelhante ao nosso, com a exceção de que são noturnos, ou seja, têm algum tipo de atividade quando está escuro e dormem durante as horas de sol.

 A equipa mostrou que, durante a noite, enquanto os ratos estão ativos e alimentados, o fígado atingiu a sua máxima eficiência e aumentou quase 50% de tamanho.

Depois, quando os animais voltavam a dormir, encolheu para as suas dimensões iniciais.

 “Nos roedores que têm um ritmo circadiano comum, observamos que o fígado aumenta gradualmente durante a fase ativa para atingir um pico de mais de 40% no fim da noite, e que volta ao seu tamanho inicial durante o dia”, disse o investigador Flore Sinturel.

 De acordo com o estudo, publicado na revista científica Cell, isto acontece não só por causa da expansão das células do fígado mas também devido ao aumento do teor de proteína nessas mesmas células.


  Fígado e sono



O número de ribossomos em cada célula – as estruturas nas quais são produzidas as proteínas das células – também variou de acordo com o ritmo circadiano das cobaias. 

Os investigadores detetaram que quando os animais estavam expostos a um ritmo biológico inverso, isto é, forçados a ficar acordados durante o dia, este padrão não aconteceu, mesmo se estivessem a comer a mesma quantidade de alimento.

 Considerando que muitas pessoas se desleixam relativamente à alimentação e às horas de sono, o estudo sugere que esse estilo de vida pode ter impacto no desempenho do fígado.

 De acordo com os cientistas, o fígado será o único órgão que oscila desta maneira. 


Agora, só falta perceber se o mesmo que acontece com os cobaias também se verifica em seres humanos e se é controlado pelo mesmo mecanismo biológico.



Fonte da Noticia – Veja Aqui - ZAP // HypeScience

Angolanos em Portugal defendem a reabilitação

A problemática da pessoa com deficiência continua a ser uma preocupação do Estado angolano, dada a sua situação de vulnerabilidade e o risco de marginalização, defendeu na segunda-feira, em Lisboa, a presidente da Associação dos Estudantes Angolanos em Portugal.



Tatiana Furtado, que falava à Angop à margem de uma palestra sobre “A importância da reabilitação para os deficientes visuais”, salientou que a Lei 21/12, de 30 de Julho, Lei da Pessoa com Deficiência, estabelece uma política global, integrada e transversal de prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência, através da promoção da igualdade de oportunidades, acesso a serviços de apoio, oportunidades de educação, formação e trabalho. 

 Tatiana Furtado destacou a criação em Angola do Conselho Nacional de Acção Social mas reconheceu a insuficiência, ainda, da fiscalização, além da necessidade de mais responsabilização e empenho por parte das instituições responsáveis por fazer cumprir o que está na lei. 


A líder dos estudantes angolanos em Portugal apelou ao Governo angolano a apostar mais na formação dos técnicos, bem como das pessoas com deficiência e seus familiares.

 Considerou importante que se fale mais sobre a reabilitação das pessoas com deficiência visual, de maneira a sensibilizar mais a sociedade para um problema a que todos estão sujeitos.

 Segundo disse, é fundamental o apoio e a união das famílias para que haja uma melhor aceitação e adaptação nas situações de cegueira adquirida e para uma melhor integração nos casos de nascença.

 Garantiu que os estudantes angolanos em Portugal, com deficiência visual ou outra, podem contar com o apoio da Associação de Estudantes.

A presidente da Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana, Luzia Moniz, enfatizou que a palestra foi uma verdadeira aula de humildade.

“Às vezes, esquecemo-nos que, por uma adversidade qualquer da vida, podemos ficar incapacitados por uma patologia, conforme muitos testemunhos dados aqui pelos convidados”, referiu.

A palestra teve como objectivo sensibilizar a comunidade angolana e a africana sobre os problemas que as pessoas com deficiência visual enfrentam, nomeadamente a discriminação social e pelos próprios familiares.


Fonte da Noticia – Veja Aqui

sábado, 6 de maio de 2017

Portugal - Acessibilidades no Palácio Nacional de Cintra

No âmbito do conjunto de intervenções que a Parques de Sintra tem realizado no Palácio Nacional de Sintra para melhoria das condições de acolhimento ao visitante, nomeadamente a alteração do circuito de visita (*), o restauro dos Pátios do Leão e de Diana e a implementação de uma nova loja no final do novo circuito, procedeu-se igualmente à revisão do plano de acessibilidades para visitantes com mobilidade condicionada. 

A Parques de Sintra considerou sua responsabilidade, enquanto entidade gestora de Património da Humanidade, melhorar as condições de visita através de um estudo cuidado e da avaliação dos espaços caso a caso, adaptando as soluções às características específicas do monumento.



Enquadradas no projeto “Parques de Sintra Acolhem Melhor” (PSAM), as intervenções no campo das acessibilidades permitiram um aumento de circuito museológico acessível de 13% para quase 40% do circuito visitável total, prosseguindo a Parques de Sintra a missão de tornar o património cultural e natural que gere mais inclusivo. 

O número de espaços museológicos passou de quatro (Cozinha Real, Sala Manuelina, Sala dos Archeiros e Sala dos Cisnes) para sete (Cozinha Real, Sala Manuelina, Sala dos Archeiros, Sala dos Cisnes, Pátio Central, Pátio do Leão e Jardim da Preta). 

Também o facto de o circuito de saída, pelo Pátio Central, coincidir atualmente com o dos restantes visitantes evita a segregação, permitindo que grupos ou famílias com pessoas com deficiência façam o percurso em conjunto a partir do Pátio Central. 

 No âmbito do projeto PSAM, a Parques de Sintra definiu uma estratégia para melhorar as condições de acessibilidade neste edifício com elevado valor patrimonial.

 Este processo teve uma complexidade acrescida pela impossibilidade de realizar profundas alterações físicas e pela busca do equilíbrio entre a conservação das características e autenticidade do monumento e a responsabilidade de acolher uma maior diversidade de público, muito debatida com entidades externas responsáveis pela salvaguarda do Património. 

A estratégia contou com a análise de três níveis de soluções, desde equipamentos que garantem autonomia e servem todos os públicos (preferencialmente) até à utilização pontual de soluções em que os visitantes dependem de terceiros (apenas quando nenhum outro ultrapassa a barreira). 


Foram, assim, instaladas novas soluções no Palácio Nacional de Sintra que passam por equipamentos amovíveis, como rampas, e equipamentos fixos e reversíveis, como plataformas elevatórias, de modo a garantir que os espaços mantêm as suas características, as quais espelham os valores culturais e patrimoniais que lhes são associados, assumindo-se, ao mesmo tempo, o compromisso na igualdade de oportunidade no acesso ao turismo e à cultura. (*)

Novo percurso de visita proposto para os visitantes com mobilidade condicionada depois da conclusão da segunda fase da campanha de intervenções:

O início do percurso faz-se no exterior, circundando o Palácio com o auxílio do veículo de tração até chegar à Cozinha, primeiro espaço museológico acessível.

O visitante poderá percorrer a Cozinha Real e alcançar a Sala Manuelina, vencendo um lanço de escadas através de uma rampa amovível.

 De seguida, e transpondo também uma rampa amovível, será possível visitar a Sala dos Archeiros e, posteriormente, a Sala dos Cisnes.

O visitante retrocederá até à Sala dos Archeiros e dirigir-se-á ao Pátio Central.

A partir do Pátio Central, todos os visitantes realizarão o mesmo circuito de saída. Para vencer o lanço de escadas e alcançar o Pátio Central foram analisadas várias opções, de acordo com os três níveis mencionados anteriormente, e a única solução adequada é a utilização do trepador de escadas.


  Do Pátio Central é possível aceder até à nova loja e ao Pátio do Leão através de um conjunto de rampas fixas em aço inoxidável, úteis para a segurança de todos os visitantes aquando da passagem pelos diversos pequenos desníveis. 


 A ligação entre o Pátio do Leão e o Jardim da Preta é feita através de dois lanços de escadas, que poderão ser vencidos utilizando duas plataformas elevatórias fixas à parede. Finalmente, poderão aceder ao Jardim da Preta por uma rampa fixa composta pelo mesmos materiais que as anteriores, e deslocar-se novamente no trepador de escadas até ao terreiro do Palácio.


  Fonte: Parques de Sintra - Sugerido por Carlos Nogueira

  Noticia de NÓS Tetraplégicos

Angola - Mais pessoas com deficiência receberam apoio da LARDEF

Um grupo de moradores do bairro Sapu, em Luanda, portadores de deficiência, recebeu na quarta-feira kits para actividades geradoras de rendimentos oferecidos pela Liga de Apoio à Integração dos Deficientes (LARDEF). 

 A Acção de solidariedade social vai beneficiar mais de 14 famílias e está enquadrada num programa de integração económica, desenvolvido pela LARDEF em parceria com o Ministério da Assistência e Reinserção Social.



A coordenadora nacional de programas da LARDEF, Idalina Bota, referiu ao Jornal de Angola que um dos objectivos do programa é melhorar as condições de vida dos assistidos e das suas famílias. 

Alguns dos beneficiários, entre homens e mulheres, foram retirados das ruas da cidade de Luanda, onde passavam o dia a pedir esmola para sobreviver, disse Idalina Bota. 

A responsável afirmou que os beneficiários estão agora em condições de sustentar as suas famílias com os pequenos negócios que vão desenvolver. 

Antes da atribuição de kits, os beneficiários são devidamente seleccionados nas comunidades e frequentam depois um curso básico de gestão de pequenos negócios, com a duração de cinco dias e ministrado por técnicos do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP). 


Os critérios de avaliação e selecção dos beneficiários recaem a favor das pessoas com deficiência visual e motora, explicou Idalina Bota.

Cada kit distribuído está avaliado em 85 mil kwanzas. Mimosa Miguel, uma beneficiária, disse ao Jornal de Angola que o gesto da LARDEF é benéfico e encorajador, porque “a partir de agora vou iniciar uma nova fase na minha vida”.

 A beneficiária lembrou que, antes de ser apoiada pela LARDEF, percorria cerca de dez quilómetros a pé, em direcção ao Largo da Independência, onde mendigava. Mimosa Miguel espera que os beneficiários não decepcionem a LARDEF e façam uma boa gestão do pequeno negócio que os kits oferecidos vão proporcionar, para que cada um tenha uma condição financeira estável.

Emília Cassoma, outra beneficiária, declarou que, a partir de agora, o sofrimento faz parte do passado e defendeu o envolvimento de mais associações no apoio às pessoas carenciadas a nível nacional.

 O chefe do Departamento de Integração Social do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Cardoso Augusto, presenciou a entrega de kits, tendo aconselhado os beneficiários a gerirem bem o negócio para que não voltem à mendicidade.


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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Taiwan - A organização que ajuda pessoas com deficiência a ter vida sexual

Uma organização realiza um trabalho pouco comum entre instituições de caridade em Taiwan – oferece serviços sexuais a pessoas com deficiência.

“Eu tive uma vida muito difícil. É por isso que, sempre que eu vejo pessoas com deficiência como eu, me solidarizo.

Eu me vejo neles”, afirma Vincent, criador da organização ‘Hand Angels’ (‘Anjos da Mão’, em tradução livre).



“Nosso serviço mais básico é ajudar o cliente, seja homem ou mulher, a se masturbar”, diz. 

“É um processo completo, desde tocar a pessoa até ajudá-la a atingir o orgasmo”. Até agora, a organização diz ter ajudado seis pessoas. 

O serviço é oferecido através de voluntários, que estudam os perfis dos solicitantes durante meses. 


 “O meu desejo sexual é exatamente o mesmo que o de pessoas sem deficiência, mas eu tenho minhas mãos. (...)

Há pessoas que não conseguem mover suas mãos, ou, mesmo que consigam mexer, talvez não consigam ter atos sexuais satisfatórios.

Quem pode ajudar essas pessoas?”, disse Vincent à BBC.

Uma desses ajudantes é Daan, um voluntário da organização.

“Para nós, voluntários sexuais, antes de começar qualquer serviço, passamos por um longo período discutindo o status de um cliente”, disse à BBC.

“Apesar de o ato durar apenas cerca de 90 minutos, passamos seis meses nos preparando”.

  Uma das clientes da ONG, Mei Nu, relatou sua experiência à BBC. 

“Para os meus pais, eu sou sempre uma criança. Uma criança não precisa de sexo”, diz. 

“O processo me trouxe grande satisfação.Tive algo que não imaginava poder ter, fiquei muito feliz”. 

Críticos comparam o trabalho da Hand Angels a prostituição, que é ilegal na ilha. 

Para a organização, o serviço que oferece é legal. 


Anan, uma voluntária, não se importa com essa discussão.

“Se eles acharem que eu sou uma prostituta, por mim tudo bem”, diz.

 “Há outras organizações, a maioria fundada por grupos religiosos ou de pais, e eles pensam em como ajudá-los a conseguir um emprego ou viver sozinhos, mas eles não pensam no seu direito ao sexo. É isso o que fazemos”.


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domingo, 30 de abril de 2017

GUINÉ-BISSAU - Equipa portuguesa de médicos voluntários presta assistência no Hospital de Cumura

A Fundação portuguesa Ricardo Sanhá enviou em missão para a Guiné-Bissau uma equipa de médicos e enfermeiros voluntários de vários hospitais da cidade do Porto.



A equipa médica chegou esta quarta-feira a Bissau para prestar assistência médica à população até 5 de maio. 


 Os médicos e enfermeiros vão prestar assistência no Hospital de Cumura, através de consultas de medicina interna até às cirurgias, contando com as equipas médicas locais.

 O objetivo é chegar ao maior número de pessoas nas áreas da pediatria, cirurgia e medicina interna. Sendo que o tempo é limitado, os voluntários estão disponíveis para prestar auxílio apenas a casos pontuais.

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sábado, 29 de abril de 2017

Portugal - Projecto Brendait: Centro de Portugal quer ser região acessível para todos

O Projecto Brendait (Building a Regional Network for the Developement of Accessible and Inclusive Tourism) visa a construção de uma rede de turismo acessível e inclusivo. 

O território teste localizou-se em oito municípios do Litoral Oeste (Alcobaça, Batalha, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche e Torres Vedras). 

O consórcio junta Turismo Centro de Portugal, Associação de Hotelaria de Portugal, Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril, European Network for Accessible Tourism e Perfil, Psicologia e Trabalho.



Na apresentação, que teve lugar na Comissão de Coordenação da Região Centro (CCDRC), em Coimbra, Pedro Machado, presidente do Turismo Centro Portugal, destacou a importância do Projeto Brendait para o estabelecimento da região e do país, enquanto destino turístico para todos, realçando que “no Turismo Centro Portugal acreditamos que só quando estiverem cumpridas estas duas premissas – acessibilidade e inclusão – é que teremos um destino turístico”. 

 Na opinião de Pedro Machado, falar num destino turístico inclusivo “é prepararmos melhor os agentes económicos do sector, qualificarmos melhor os seus serviços, para assim valorizarmos a própria actividade”. 


 O presidente do Turismo Centro Portugal viu ainda com satisfação a “ambição de que este projecto possa ser replicado para outras regiões”, até porque iniciativas como estas “podem obter resultados cada vez mais expressivos a médio/longo prazo, uma vez que há milhões de potenciais clientes”. 

Também presente na apresentação, Teresa Ferreira, directora do Turismo de Portugal, destacou o trabalho feito na qualificação da oferta turística.

“O Projeto Brendait possibilita que se desenvolvam produtos para serem vendidos a mercados diversificados”, frisou, referindo que o programa “All for All”, do Turismo de Portugal, segue o mesmo caminho, “promovendo Portugal como destino acessível”.

 Duas grandes vantagens em desenvolver o turismo acessível é o facto de poder combater a sazonalidade e de aumentar a taxa de ocupação, como destacou Maria João Martins, da Associação de Hotelaria de Portugal.

“Os turistas deste segmento viajam muito fora das épocas tradicionais, viajam normalmente em grupo ou em família e ficam mais tempo”, recordou.

 Quanto à oportunidade, de acordo com Ivor Ambrose, managing director da European Network for Accessible Tourism (ENAT), “há 3 milhões de operações turísticas na Europa e só 300 mil dizem ser acessíveis para todos – apenas 10 por cento.

E a procura é grande: há 140 milhões de pessoas na Europa com necessidades especiais quando viajam.


  Fonte: Turismo Adaptado 



Noticia de NOS TETRAPLEGICO

Brasil - Seped realiza o monitoramento de Instituições que trabalham na promoção e defesa dos Direitos de Pessoas com Deficiência

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped), vem realizando o Apoio Técnico e Visitas de Monitoramento Avaliação às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que celebraram Termo de Fomento com a Secretaria na capital e nos municípios do Estado. 

 Em 2016, o Governo do Amazonas disponibilizou 5 milhões para OSCs que trabalham nas ações de execução da Política Estadual de Atenção a Pessoa com Deficiência de acordo com a finalidade da Seped, por meio de Projetos para oferta de serviços que atendam os seguintes eixos: 1) Serviço Integral de Acolhimento Institucional; 2) Serviço de Atendimento Institucional;

 3) Ações de Incentivo ao Protagonismo Social, visando garantir atendimentos especializados, cidadania, qualidade de vida, acessibilidade e inclusão social das pessoas com deficiência e de suas famílias.



O serviço de monitoramento, avaliação e assessor amento prestou apoio técnico em 16 municípios: Manaus, Itacoatiara, Iranduba, Humaitá, Rio Preto da Eva, Tefé, Parintins, Autazes, Tonantins, Nova Olinda do Norte, Coari, Boa Vista do Ramos, Manicoré, Manaquiri, Itapiranga e Manacapuru. 

 Encontros e reuniões – Foram realizados encontros e reuniões com as OSCs para o fortalecimento de parcerias, sobretudo na orientação para aplicação de recursos destinados à defesa e promoção da cidadania, objetivando a interiorização e o acompanhamento das políticas setoriais no Estado. 


 Foram celebrados 25 Termos de Fomento com as OSC, conforme requisitos do Edital nº 001/SEPED, para oferta de serviços socioassistenciais em prol das pessoas com deficiência, tendo por objetivo fortalecer e ampliar os serviços e ampliar o número de pessoas atendidas, garantindo o custeio dos serviços socioassistenciais e socioeducativos, serviços de habitabilidade, apoio para alimentação suplementar,

 higiene, salubridade, segurança, acessibilidade e privacidade dos acolhidos, assim como o pagamento dos recursos humanos.

 “As ações de descentralização dos serviços socioassistenciais têm grande impacto no atendimento das pessoas com deficiência que necessitam de uma atenção especifica e imediata que lhe proporcione a melhoria da qualidade de vida.

Atualmente, estamos executando serviços em 15 municípios, incluindo a capital, com investimentos de 4.888.677,33, beneficiando 5.475 mil pessoas com deficiência e suas famílias”, comentou a titular da Seped, Vânia Suely.

 O Trabalho tem como base legal o marco regulatório lei 13.019/2014, que visa aperfeiçoar o ambiente jurídico e institucional relacionado às organizações da sociedade civil e suas relações de parceria com o Estado.

O processo de acompanhamento vai desde do lançamento do Edital de Chamamento Público, a celebração do convênio, execução dos projetos até a prestação de contas.

 Neste ano, o Governo do Estado está disponibilizando R$ 3 milhões para as OSCs, e, no mês de maio, será divulgada as OSCs selecionadas para receber os repasses.

 O processo encontra-se na fase de seleção dos projetos. No dia 31 de maio, o órgão divulgará as OSCs que irão realizar termo de fomento com a Seped.



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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Guiné-Bissau - Inaugurado em Bissau hospital de dia apoiado pela cooperação portuguesa

O Hospital Nacional Simão Mendes em Bissau, Guiné-Bissau, passou a ter a partir de hoje uma unidade de dia para atender os casos menos urgentes que chegam àquele estabelecimento hospitalar com o apoio da cooperação portuguesa. 

 Inaugurado pela secretária de Estado da Administração Hospitalar, Maria Inácia Có Mendes, e pelo embaixador de Portugal em Bissau, António Leão Rocha, o Hospital de Dia foi recuperado pela cooperação portuguesa num apoio que totalizou cerca de seis mil euros, mais a mão-de-obra.



"Aqui vai funcionar o Hospital de Dia que engloba o atendimento de casos que não precisam de hospitalização e vai descongestionar o serviço de urgência", afirmou o diretor clínico do Hospital Simão Mendes, Kumba Ialá, aos jornalistas, que agradeceu à cooperação portuguesa.


Segundo o embaixador de Portugal, o Hospital de Dia era uma "necessidade real e prioritária" e a cooperação portuguesa empenhou-se para "conseguir que se tornasse uma realidade aquela obra de recuperação".

 "O Hospital de Dia para apoio ao serviço de urgência já não correspondia às necessidades em termos da população de Bissau e por isso, com muita satisfação, foi-nos possível corresponder ao pedido das autoridades guineenses no setor da saúde para fazer esta intervenção", acrescentou o diplomata.

 A secretária de Estado da Administração Hospitalar, Maria Inácia Có Mendes, agradeceu o apoio de Portugal por "gesto de apoio à reabilitação da infraestrutura e que vai permitir o descongestionamento das urgências".


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Brasil - Decreto inclui pessoas com deficiência em cotas de universidades federais

As universidades federais e os institutos federais de ensino técnico de nível médio deverão reservar parte das vagas destinadas às cotas de escolas públicas a estudantes com deficiência.

 A reserva deverá ser na mesma proporção da presença total de pessoas com deficiência na unidade federativa na qual está a instituição de ensino, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

 A nova regra, publicada hoje (24) no Diário Oficial da União, altera o Decreto 7.824/2012, que regulamenta o ingresso por cotas nas instituições federais. 


Atualmente, as instituições federais já devem reservar pelo menos 50% das vagas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

 Dentro dessa reserva, pelo menos metade deve ser preenchida por estudantes com renda familiar bruta igual ou inferior a um salário mínimo e meio por pessoa, o equivalente a R$ 1.405,50.

Essas regras estão mantidas. O decreto de 2012 já estabelecia também a reserva de vagas a estudantes pretos, pardos e indígenas, na mesma proporção da presença na unidade federativa.

Agora, foi incluída também a reserva para estudantes com deficiência.

 As instituições de ensino terão 90 dias para se adaptar. Nesse prazo, o Ministério da Educação deverá editar os atos complementares necessários para a aplicação dos novos critérios.


Edição: Lílian Beraldo 



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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Moçambicano cria equipa de futsal para invisuais

Um empresário moçambicano sonha levar a equipa a campeonatos internacionais. Além disso, emprega ainda pessoas com deficiência no seu bar, no Aeroporto Internacional de Maputo.

 Para superar preconceitos, portadores de deficiência visual decidiram integrar uma equipa de futsal criada pelo empresário moçambicano Vaz de Sousa, em Maputo.



"A sociedade ainda não encara isto como uma coisa positiva", diz uma das jogadoras, a jovem Maria Muchafo. 

Todos os domingos de manhã, no centro da capital moçambicana, pouco mais de uma dezena de portadores de deficiência visual correm atrás de uma bola com um guizo. 

"Seguimos o som da bola. Quem vem com a bola tem de dizer a palavra 'estou' que é para a pessoa à frente não bater", explica o jovem Gildo, considerado o melhor marcador da equipa.


Antero Cambaco, um treinador muito experiente, que esteve à frente do Desportivo de Maputo, desdobra-se em esforços para lidar com esta equipa de pessoas com deficiência visual:

"Na verdade, é difícil. Precisamos de nos ambientar, não há dúvida. Mas sinto-me honrado de poder dar este contributo dentro desse grupo que se sente um pouco abandonado na sociedade." E não é só isso.


  O empresário Vaz de Sousa também tem um bar no Aeroporto Internacional de Maputo, onde trabalham pessoas com deficiência.



Numa cadeira de rodas, a jovem Ana Paulo apressa-se a servir o pequeno-almoço aos clientes. "Tenho de atender todos sem me exaltar ou ficar chateada. 

Os clientes têm de receber o seu pedido com todo o amor e carinho. Não posso mostrar cara feia", afirma. "Há sempre limites. 


O que uma pessoa sem deficiência faz em um minuto, eu talvez faça em dois, mas o trabalho está a andar." Ana também tem colegas mudos e surdos.

Uamusse é o que tem a tarefa mais árdua porque é gerente e trabalha só com um braço.

 "Isto é mais uma prova de que somos capazes. Se a pessoa tem um bom coração, vai voltar sempre. Nem todos regressam ao bar, cada um tem a sua maneira de lidar com deficientes", comenta ele.


  A jovem Ana apela aos empresários para que não tenham receio de empregar pessoas com deficiência, até porque eles já mostraram que são capazes.



"Há muitas pessoas limitadas lá fora e que estão à espera de uma oportunidade, mas que infelizmente até agora não a tiveram", alerta. 

 Um homem com perspetivas Vaz de Sousa diz que, desde criança, sempre gostou de ajudar o próximo. 

Daí que tenha pensado em dar emprego a pessoas com deficiência. 


 O empresário moçambicano refere que tenta dar resposta às inúmeras queixas de pessoas com deficiência - uma delas, a exclusão da sociedade:

"Através do que eu faço, as minhas portas estão sempre abertas para que, juntos, possamos criar condições.

" E essas parecem estar a surgir, porque o empresário já sonha em levar a equipa de futsal às competições internacionais, apesar de este ser terreno novo em Moçambique.

"Temos um patrocinador que nos tem dado apoio e há algumas outras almas caridosas que já disseram que também nos vão nos apoiar."


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Cegos em Angola exigem voto sem entraves

O voto é um direito de todos? Talvez. Em Angola, a associação dos cegos e amblíopes queixa-se da falta de condições para o exercício do direito de voto dos seus associados. 

 A pouco menos de sete meses para a realização das eleições gerais em Angola, a Associação Nacional dos Cegos e Amblíopes (ANCA) está preocupada. 

Alegadamente não há condições que assegurem que os seus associados possam exercer o direito fundamental ao voto.



Em entrevista à DW África, os representantes da associação dizem que apesar das promessas feitas pelas autoridades de que seriam criadas as condições necessárias para que os invisuais possam ir sem transtorno às urnas, até agora não foi tomada qualquer medida concreta. 


A associação defende, nomeadamente, a necessidade de instalar tecnologia própria para que os cegos possam votar sem restrições.


  Voto só com ajuda de terceiros 


 Os problemas datam de 1992, altura em que Angola realizou as suas primeiras eleições multipartidárias.

Nesse ano, os cegos e amblíopes - pessoas com faculdades visuais reduzidas - dirigiram-se à Comissão Nacional Eleitoral (CNE) para obter garantias concretas de autonomia para esta franja da sociedade, de modo a que pudessem participar nos pleitos eleitorais.

Nas duas eleições que se seguiram, em 2008 e 2012, o assunto voltou à ribalta. As autoridades admitiram então que só em 2017 seria possível criar as condições exigidas pela ANCA.

Mas neste ano o assunto não consta das reuniões da CNE, pelo que Ribeiro Manuel, vice-presidente da ANCA, acredita que há pouco interesse por parte das autoridades para que, este ano, as coisas aconteçam de outra forma. Manuel explica que nos pleitos anteriores, os invisuais tiveram de recorrer a terceiros para os ajudar a votar.


  Tecnologia necessária já existe 


 "Nos outros anos votámos com auxílio de alguém. Este ano gostaríamos que o Governo criasse todas as condições, ou por meio de boletins a Braille, ou por meio de sistema de som, que permitam que a pessoa com deficiência visual vote sem interferência de terceiros,” disse Ribeiro Manuel à DW África. A ANCA tem cerca de 3.000 membros em nove das 18 províncias do país.

A associação exige das autoridades abertura e sensibilidade para a necessidade de criar as condições necessárias, de resto enumeradas num encontro, no ano passado, entre a ANCA e o Ministério da Administração do Território (MAT). Ribeiro Manuel adianta que urge acelerar os contactos, e pretende "…que o Governo procure conversar mais connosco, que somos as pessoas que lidam com as pessoas com deficiência no seu dia-a-dia.”

  CNE ainda não "deliberou” a questão 


 Claudeth Da Silva Capapelo representante da ANCA, na cidade do Huambo, exige das autoridades o cumprimento das promessas feitas em 2012 nos encontros em que a associação de cegos e amblíopes de Angola manteve com o MAT.

Deste encontro resultou a garantia de que, em 2017, estariam criadas as condições exigidas pela ANCA. "Nós somos angolanos, somos membros da sociedade e precisamos votar, mas como votar?” pergunta Capapelo e acrescenta:

"É preciso que o Governo crie condições para podermos votar com segurança e livremente.”

 A DW África, apurou de uma fonte da CNE, que a necessidade da utilização de urnas especiais para os invisuais ainda não foi abordada pela plenária daquele organismo.


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Moçambique - Cegos e amblíopes queixam-se de exclusão no centro de Moçambique

Denunciam dificuldades no acesso ao mercado de trabalho e dizem-se discriminados pelo Governo nos concursos públicos. 

 Os cegos e amblíopes estão abandonados à sua própria sorte. A denúncia é de Zacarias Quembo. 

O moçambicano com deficiência visual acusa o Executivo de discriminação nos concursos de trabalho.



"O Governo diz sempre que há inclusão, mas a inclusão só se fala no papel, na realidade nada se faz”, afirma Yacarias Quembo. 


E acrescenta: "Nós, deficientes, temos também a capacidade de fazer o trabalho que uma pessoa normal faz. Temos em manga um encontro com o governador para percebermos de perto o porquê da exclusão em vários setores."

  Zacarias Quembo acusa ainda o Governo moçambicano de não respeitar os direitos das pessoas com deficiência visual:



"Queríamos que o país criasse um Ministério da Pessoa com Deficiência, porque só assim podemos ser considerados como os outros.

 As escolas não possuem rampas, instituições não possuem elevadores, isto mostra que o Governo não está a dar-nos atenção".

  Sem emprego 


 Domingos Neves, delegado da Associação de Cegos e Amblíopes de Moçambique em Manica, diz que a inclusão ainda é um grande problema.


  A maior parte das pessoas com deficiência visual não tem emprego e, "na realidade, faz-se pouco” pelos invisuais, afirma.



"Queremos que se faça sentir essa inclusão. 

Temos alguns colegas com deficiência visual inseridos em setores, principalmente no Ministério da Educação, mas ainda é uma gota no oceano. 


Há muitas pessoas com deficiência visual formadas, mas não têm emprego”.

Por isso, Domingos Neves pede que o Governo "dê mais atenção a essas pessoas”. Eugénio Tomás, chefe do departamento de Acção Social na direcção provincial de Género, Criança e Acção Social em Manica, confirma as reclamações das pessoas com deficiência visual, sublinhando que "é natural que haja reclamações das pessoas que pedem benefícios, porque ainda não se pode dizer que tudo aquilo que está planeado está a correr às mil maravilhas”.

Ainda assim, Eugénio Tomás ressalva: "há muita coisa a ser feita pelo Governo”.


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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Portugal - Nova associação Inovar Autismo quer ajudar à inclusão de pessoas com deficiência

A inclusão das crianças, jovens e adultos com autismo na comunidade é o principal objetivo da Inovar Autismo - Associação de Cidadania e Inclusão, que será oficialmente apresentada sábado, na Quinta de Alcube, em Setúbal.

 Formalmente constituída a 27 de dezembro do ano passado, a nova associação pretende afirmar-se como um apoio de excelência no âmbito da habilitação e capacitação das pessoas com deficiência, ao longo do seu ciclo vida, de acordo com as suas necessidades e com as necessidades das famílias.



Segundo Ana Nogueira, presidente da Inovar Autismo, "a associação surgiu da iniciativa de um conjunto de pais que tinham como principal objectivo a inclusão dos filhos e que as associações no âmbito da deficiência não criassem respostas exclusivas para os seus filhos, mas que se preocupassem com a sua inclusão na comunidade".

 "Ao contrário de outras instituições que dão respostas sociais típicas para pessoas com deficiência, a nova associação, que abrange, desde já, os distritos de Setúbal, Évora, Beja e Portalegre, propõe-se encontrar respostas na comunidade onde as pessoas com autismo se inserem", disse à agência Lusa Ana Nogueira. 


 "Vamos falar com coletividades, grupos desportivos e outras entidades que possam ajudar neste processo de inclusão.

Claro que será necessário um apoio técnico para essas crianças, jovens e adultos, bem como para as pessoas que os vão acompanhar nesse processo, que será assegurado por técnicos-mediadores, disponibilizados pela Inovar Autismo", acrescentou. Ana Nogueira referiu ainda que a nova associação, com o lema `Sociedade para Todos’, de acordo com os princípios da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, da ONU, já apresentou uma candidatura para beneficiar de alguns apoios do Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e que vai estar atenta a outras entidades, públicas e privadas, com programas de apoio para jovens com deficiência.

Como refere uma nota de imprensa da Inovar Autismo, o objetivo da associação "não passa por institucionalizar", mas pela inclusão, "com o devido apoio e em parceria com os demais agentes públicos e privados da comunidade". 


 "Esta visão implica também `abrir as portas à sociedade´, apostar em respostas arrojadas e inovadoras, em atividades e eventos para pessoas com e sem deficiência, evitando assim a segregação e promovendo a inclusão", acrescenta o documento.

A apresentação oficial da Inovar Autismo, que deverá contar com a presença da Secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, terá lugar pelas 18:30 do próximo sábado, na Quinta de Alcube, junto à Estrada do Alto nas Necessidades, em Azeitão, no concelho de Setúbal.


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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Guiné-Bissau - Atraso nos pagamentos provocou corte no fornecimento de oxigénio no Hospital Simão Mendes

A falta de oxigénio no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) em Bissau foi devida ao atraso no pagamento por parte do Governo da Guiné-Bissau à empresa fabricante, a portuguesa KAESER, através do seu intermediário MRV, explicara esta sexta-feira o diretor-geral da unidade hospitalar, Orlando Lopes. 

 Em declarações a e-Global, Orlando Lopes disse acreditar que a situação seria ultrapassada com pagamento já feito pelo Governo à empresa fornecedora.

”Como se verifica sucessivas mudanças de membros do Governo, quem entra dispõe de pouco tempo para se familiarizar com dossiers, isto levou a este atraso, o que já foi feito há dois dias num valor de 35 milhões de Francos CFA”, disse Lopes.



Segundo, Orlando Lopes a empresa KAESER desligara os materiais de fornecimento da empresa a partir de Portugal de forma remota. 

A situação foi ultrapassada depois de um funcionário da empresa se deslocar a Bissau, que reparou também algumas peças do sistema. Segundo Orlando Lopes o hospital Simão Mendes regressa “à situação anterior, de fazer requisição para poder atender às procuras (…), o HNSM tem muitas solicitações relativamente a oxigénio medicinal”, explicou o mesmo responsável. 


 Na segunda-feira, 10 de abril, o fornecimento de oxigénio do Hospital Simão Mendes normalizou.

 A falta de oxigénio no Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM) em Bissau foi devida ao atraso no pagamento por parte do Governo da Guiné-Bissau à empresa fabricante, a portuguesa KAESER, através do seu intermediário MRV, explicara esta sexta-feira o diretor-geral da unidade hospitalar, Orlando Lopes.

 Em declarações a e-Global, Orlando Lopes disse acreditar que a situação seria ultrapassada com pagamento já feito pelo Governo à empresa fornecedora.

”Como se verifica sucessivas mudanças de membros do Governo, quem entra dispõe de pouco tempo para se familiarizar com dossiers, isto levou a este atraso, o que já foi feito há dois dias num valor de 35 milhões de Francos CFA”, disse Lopes.

  Segundo, Orlando Lopes a empresa KAESER desligara os materiais de fornecimento da empresa a partir de Portugal de forma remota. 



A situação foi ultrapassada depois de um funcionário da empresa se deslocar a Bissau, que reparou também algumas peças do sistema.

 Segundo Orlando Lopes o hospital Simão Mendes regressa “à situação anterior, de fazer requisição para poder atender às procuras (…), o HNSM tem muitas solicitações relativamente a oxigénio medicinal”, explicou o mesmo responsável.

 Na segunda-feira, 10 de abril, o fornecimento de oxigénio do Hospital Simão Mendes normalizou.


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Qualquer criança pode aproveitar um dia num parque aquático com esta cadeira de rodas movida a ar

A maioria das cadeiras de roda elétricas e dispositivos de mobilidade conseguem aguentar um pouco de chuva, mas em geral não lidam bem com água. Engenheiros da Universidade de Pittsburgh desenvolveram uma cadeira de rodas motorizada que anda com ar comprimido, permitindo que pessoas com limitação de mobilidade aproveitar um dia no parque aquático.



Os engenheiros da Universidade de Pittsburgh dos Human Engineering Research Laboratories já estavam trabalhando com o U.S. Department of Veterans Affairs, e o Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, em protótipos de cadeiras, mas eles foram contatados por representantes do parque Morgan’s Wonderland em San Antonio, que atende pessoas com deficiência. 


 O Morgan’s Wonderland estava abrindo um parque novo, o Morgan’s Inspiration Island, onde a maioria das cadeiras de roda elétricas não poderiam ser usadas seguramente.

Para garantir que os visitantes não tivessem que andar por aí com uma cadeira de rodas manual, o Human Engineering Research Laboratories vai entregar dez de suas cadeiras quando o parque for inaugurado esse ano.

 Construída com componentes que praticamente podem ser encontrados em lojas de material de construção, a PneuChair é movida por um par de tanques de ar comprimido.

Sua autonomia é limitada a cerca de cinco quilômetros, ou cerca de um terço da distância de uma cadeira de rodas elétrica.

Mas recarregar os tanques leva cerca de dez minutos, comparado à carga de oito horas da bateria em um dispositivo elétrico de mobilidade.

  Sem peças eletrônicas, a PneuChair também é barata, e mais fácil de manter e consertar do que uma cadeira de rodas elétrica


 Mas a maior vantagem é que ela pode ser molhada, encharcada, ou até mesmo passar por baixo de uma cachoeira, sem quebrar, ou eletrocutar o motorista.

Além de parques de diversão, o design também pode ser útil em hospitais e casas de repouso, permitindo aos pacientes ter acesso aos chuveiros de maneira independente.


                              Veja o Vídeo Aqui 


video



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domingo, 9 de abril de 2017

Guiné-Bissau - Falta oxigénio no hospital de Bissau

A falta de reservas de oxigénio no hospital Simão Mendes em Bissau está a colocar em questão a sobrevivência dos pacientes que dele necessitam, havendo já relatos de óbitos devido a esta situação. 

Os medicamentos e a alimentação ainda podem ser adquiridos pelos familiares dos pacientes, o mesmo não sucedendo com o oxigénio medicinal que é produzido pelo hospital em parceria com uma empresa portuguesa que entretanto, na ausência de pagamento pelos seus serviços, interrompeu a produção.



Esta situação está a provocar uma rotura do stock do oxigénio medicinal no hospital Simão Mendes, o director desta unidade de saúde, Orlando Lopes, admitindo que há efectivamente problemas embora, na sua óptica, não existam há motivos para pânico.

 Contudo, a RFI apurou por outras fontes designadamente através de familiares de doentes internados que já houve mortes por falta de oxigénio e que também alguns pacientes estão a sair do hospital à procura de alternativas noutras unidades clínicas. 


 A falta de oxigénio medicinal tem sido um problema recorrente nos hospitais guineenses, pelo que a inauguração em Outubro do ano passado de uma pequena unidade de produção de oxigénio ligada ao hospital Simão Mendes tinha suscitado muitas expectativas.

Isto era todavia sem contar com a instabilidade política que, do ponto de vista do director do hospital Simão Mendes, tem tido por consequência de deixar pouco tempo aos sucessivos responsáveis que são nomeados para a Saúde Pública de se inteirarem da problemática do fornecimento do oxigénio ao hospital, um produto vital para a assistência medica. Mais pormenores com Mussa Baldé.


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sábado, 8 de abril de 2017

Brasil - Nosso desafio é fazer a pessoa com deficiência conhecer seus direitos e obrigações”

Em entrevista ao #blogVencerLimites, o presidente da OAB SP, Marcos da Costa, fala sobre o trabalho que será feito para difundir a Lei Brasileira de Inclusão, a partir do convênio com a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência. 

Discussões, debates, seminários temáticos, comissões, divulgação de trabalhos, eventos e workshops sobre a LBI e suas aplicações práticas serão promovidos em mais de 230 cidades paulistas.



Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, e a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, assinaram convênio que alinha os trabalhos para difundir a Lei Brasileira de Inclusão. 

Foto: José Luis da Conceição/OABSP A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015) ainda é desconhecida para uma boa parte da população, inclusive por quem está protegido por essa legislação e também por aqueles que devem defender os direitos do cidadão com deficiência.



Uma campanha promovida pela secional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil e a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência de SP pretende mudar essa realidade e difundir os conceitos da LBI.

 “Nosso desafio é fazer com que as pessoas, inclusive aquelas com deficiência, saibam quais são seus direitos, desafios e obrigações”, afirma Marcos da Costa, presidente da OAB SP.

“A LBI propõe uma mudança de cultura. Não se trata apenas de estabelecer os direitos do cidadão. Ela traz princípios comportamentais que precisam ser incluídos”, diz.

O trabalho prevê encontros com juristas, advogados, promotores, representantes das polícias Civil e Militar, estudantes de direito e a população em geral, além de palestras em escolas de todas subseções da OAB SP, presente em mais de 230 cidades paulistas.

 “Vamos propor também à faculdades de Direito que incluam a LBI em seus currículos”, destaca Marcos da Costa. Ofensa – Um caso recente de ofensa contra a pessoa com deficiência ganhou repercussão em todo o País e ratificou a importância da Lei Brasileira de Inclusão.

Em comentários no Facebook, a blogueira de moda Julia Salgueiro compara uma criança com Síndrome de Down a um filhote de cachorro.

Blogueira ofende criança com Síndrome de Down. Imagem: Reprodução Blogueira ofende criança com Síndrome de Down. Imagem:

Reprodução Para Marcos da Costa, casos como esse devem mostrar que a LBI é uma forma de combater o preconceito, mas não apenas por meio da punição.

“A lei deve inibir esse comportamento e levar também a uma reflexão para que a atitude de discriminação não exista”, ressalta o presidente da OAB SP. Convênio – O presidente da OAB SP e a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, assinaram no último dia 28 de março o convênio que alinha os trabalhos para difundir a Lei Brasileira de Inclusão, acompanhados por Mizael Conrado de Oliveira, presidente da Comissão de Direitos das Pessoas com Deficiência; Marcelo de Almeida Villaça Azevedo, presidente da Comissão de Direito Civil, e o conselheiro secional Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho. Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, e a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella, assinaram convênio que alinha os trabalhos para difundir a Lei Brasileira de Inclusão. Foto: José Luis da Conceição/OABSP Presidente da OAB SP, Marcos da Costa, e a secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência,

 Linamara Battistella, assinaram convênio que alinha os trabalhos para difundir a Lei Brasileira de Inclusão. Foto: José Luis da Conceição.


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sexta-feira, 31 de março de 2017

Portugal - Associação Salvador lança manual para melhorar dia-a-dia das pessoas com deficiência motora

Associação Salvador vai lançar esta quinta-feira um manual para facilitar o dia-a-dia das pessoas com deficiência motora, um projeto pioneiro em Portugal.

 A Associação Salvador vai lançar esta quinta-feira um manual para facilitar o dia-a-dia das pessoas com deficiência motora, um projeto pioneiro em Portugal, que agrega todas as informações úteis em áreas como “acessibilidades”, “transportes”, “emprego” e “saúde”.



Tetraplégico desde os 16 anos, o presidente da associação, Salvador Mendes de Almeida, sentiu muitas vezes dificuldades em encontrar repostas no meio de tanta informação distinta. 


Em declarações à agência Lusa, Salvador Mendes de Almeida contou que esta dificuldade também é sentida na associação, onde todos os dias chegam pedidos de informação como: “quais são os meus benefícios fiscais”, onde existe desporto adaptado, “que produtos de apoio existem” ou “quais os melhores centros para fazer reabilitação”. 

Foi neste contexto que surgiu o Manual para Pessoas com Deficiência, realizado em parceria com o Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), que visa facilitar a vida dessas pessoas, dos seus familiares e cuidadores, mas também dos profissionais ligados a esta área. 


 Salvador Mendes de Almeida salientou a importância da “área do conhecimento” num país onde existem cerca de um milhão de pessoas com deficiência e em que seus os agregados familiares “vivem com baixos recursos e têm uma grande dificuldade de locomoção”, o que lhes dificulta a recolha de informação.

“Quando uma pessoa tem uma deficiência motora ou um filho ou um familiar que sofre uma deficiência, além do desgaste emocional”, a pessoa depara-se com “um mar de informações ao qual não sabe onde se dirigir”.

 Esta situação deve-se “muitas vezes à dificuldade de acesso à informação”, disse Salvador Mendes de Almeida, convicto de que a informação disponibilizada no manual de “forma clara e detalhada” irá contribuir para “uma melhor qualidade de vida” destas pessoas e das suas famílias.

 Ao longo dos 14 capítulos, as pessoas podem encontrar informação sobre produtos de apoio, acesso a cuidados de saúde, incentivos na área do emprego, desporto adaptado, lazer, entre outros.

O manual vai estar disponível no site da associação e nos principais centros de reabilitação e instituições de norte a sul do país.

 No ano em que a associação assinala 15 anos, Salvador Mendes de Almeida apelou aos portugueses para que atribuam 0,5% do seu IRS à instituição, que tem como missão promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e melhorar a sua qualidade de vida.


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Brasil - Pessoas com deficiência são beneficiadas com cadeiras motorizadas

O equipamento é uma concessão da Oficina Ortopédica do centro, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Francinaldo Oliveira é o primeiro piauiense diagnosticado com uma doença rara, conhecida popularmente como “ossos de vidro”, que provoca o encurvamento e quebra dos ossos. 
Devido à doença, Francinaldo já sofreu 25 fraturas somente no braço direito e possui má formação nas pernas.



Para sua locomoção, utiliza cadeira de rodas desde os dois anos de idade. Agora, aos 36, comemora o que, para ele, é uma grande conquista: uma cadeira motorizada.

 Para Francinaldo, o equipamento é sinônimo de autonomia e liberdade.

 “Eu sinto muitas dores usando cadeira de rodas manual e não tenho condições de empurrá-la por conta do meu tamanho e do peso dela. 


 Mas agora vou poder sair de casa e fazer coisas que gosto muito, como ir à missa e à praia”, conta Oliveira, não escondendo a felicidade e o sorriso no rosto.

Francinaldo é natural de Parnaíba e uma das pessoas com deficiência beneficiadas com a entrega de cadeiras de rodas motorizadas, realizada nessa segunda-feira (27), no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir).



O equipamento é uma concessão da Oficina Ortopédica do centro, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).


Para solicitá-lo, basta que a pessoa procure a unidade de saúde mais próxima da residência e faça uma consulta com um médico do Programa de Saúde da Família (PSF) ou que seja credenciado pelo SUS.

 Durante a entrega, os usuários recebem um treinamento juntamente com a família para o manuseio correto e a manutenção da cadeira motorizada, um momento para tirarem dúvidas e compartilharem experiências.


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