quarta-feira, 22 de julho de 2015

Tetraplégico de Abrantes confessa-se vencido pelo sistema

Eduardo Jorge, o tetraplégico de Abrantes que se tem destacado na luta pela implementação do processo legislativo da Vida Independente, vai ser institucionalizado no Centro de Apoio Social da Carregueira (CASC), concelho da Chamusca, no próximo dia 21 de julho.



Num longo texto publicado no seu blog pessoal, o próprio explica que se viu praticamente obrigado a tomar esta decisão contra a sua vontade, depois de vários anos a lutar pelo direito dos cidadãos portadores de deficiência permanecerem nas suas casas e ambientes familiares.


"Sinto-me como se estivesse a fazer algo muito errado, a desiludir alguém, a entregar os pontos e a dar-me como vencido", desabafa Eduardo Jorge, que explica que não pode continuar a viver sozinho 16 horas por dia, num estado de saúde frágil que necessita de acompanhamento permanente.

 Além da dependência, o CASC ofereceu emprego a Eduardo Jorge, que inicia funções no próximo dia 1 de agosto, deixando assim de prestar serviço na União das Freguesias de Alvega e Concavada, concelho de Abrantes, onde terminou um estágio de inserção profissional.

 No texto, Eduardo Jorge agradece a "humanidade" e a forma como tem sido tratado e acompanhado pelos responsáveis do CASC, que conheceu aquando da sua viagem de protesto a Lisboa. Recorde-se que, em setembro de 2014, este tetraplégico de 52 anos cumpriu uma viagem de 180 quilómetros por estradas nacionais em cadeira de rodas entre a aldeia onde reside, Ribeira do Fernando, Concavada, concelho de Abrantes, e o Ministério da Solidariedade Social, em Lisboa.

 Na capital, e acompanhado por outros cidadãos ligados ao movimento (d)Eficientes Indignados, Eduardo Jorge entregou um manifesto onde são reivindicadas alterações legislativas que permitam às pessoas com deficiência e necessidade de assistência permanecer em casa, contratar o seu próprio assistente e escapar ao internamento em lares de idosos.

 "Estou a viver um turbilhão de sentimentos e sensações, pior de tudo é esta sensação de não estar a fazer o certo", escreve ainda o autor, para quem "é difícil não sentir uma sensação de derrota" e de ter sido vencido pelo sistema, uma vez que "é impossível continuar a viver nestas circunstâncias".

 "Vou tentar resolver os problemas de saúde que me têm surgido, e criar condições para poder continuar ainda mais forte e convicto", acrescenta ainda Eduardo Jorge, garantindo que não vai desistir de lutar

 "Minha grande angústia reside no facto de ainda não ter conseguido, através das ações de luta que me propus, alterar esta politica da institucionalização compulsiva levada a cabo pelo governo.

 Meu grande dilema não é institucionalização em si, mas o facto de ser obrigado a isso, de não existirem outras alternativas para quem depende do apoio de terceiros", conclui Eduardo Jorge.

  Notícia do Blogue Tetraplégicos «Eduado Jorge»
Fonte: Rede regional

UE cofinancia projeto para incluir crianças com deficiência na educação

A União Europeia (UE) vai atribuir cerca de 700 mil euros a um projeto que visa incluir as crianças com deficiência no sistema educativo da Guiné-Bissau, anunciou hoje a delegação da UE na capital guineense.



O projeto consiste na sensibilização de pais e professores, no "seguimento da participação escolar e extraescolar das crianças com deficiência" e numa "colaboração com os centros de saúde", refere a UE em comunicado. 


 Haverá ainda medidas de apoios às crianças deficientes "mais pobres", de forma a "facilitar a sua escolarização". Um total de 14 estabelecimentos vão servir como escolas piloto para aplicação das ações, durante três anos.

A iniciativa vai ser oficialmente lançada hoje numa cerimónia pública a realizar num dos hotéis de Bissau que vai reunir os diferentes parceiros.

O projeto "Promoção da Educação Inclusiva na Guiné-Bissau" é uma iniciativa conjunta com o Ministério da Educação e cuja execução estará a cargo da organização não-governamental (ONG) Handicap International e da Federação das Associações de Defesa e da Promoção das Pessoas com Deficiência da Guiné-Bissau (FADPD-GB).

A UE cofinancia as atividades a 75%, cabendo o restante à Agência Francesa de Desenvolvimento. Parte das verbas vão servir ainda para formação de formadores e equipas pedagógicas sobre a Educação Inclusiva, a nível nacional, e reforço das competências das associações das pessoas com deficiência.

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segunda-feira, 20 de julho de 2015

Cabo Verde apoia Guiné-Bissau a produzir medicamentos

Cabo Verde vai prestar apoio técnico à Guiné-Bissau para a construção de uma fábrica de produtos farmacêuticos, anunciou terça-feira na Praia o presidente da estatal cabo-verdiana Inpharma. 


O processo de negociação foi finalizado durante uma reunião entre a administração da empresa farmacêutica cabo-verdiana e a ministra da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Valentina Mendes, que efectuou uma visita de trabalho de três dias a Cabo Verde.

O presidente da Inpharma, Luís Vasconcelos Lopes, disse à agência noticiosa Inforpress que a futura empresa guineense, cuja fábrica deverá iniciar a laboração dentro de 18 meses, irá procurar copiar na Guiné-Bissau a experiência da Inpharma em Cabo Verde.

 Dentro de dois meses, a Inpharma vai começar a produzir medicamentos com a marca Guipharma que serão exportados para a Guiné-Bissau. Além da visita à Inpharma, a ministra da Guiné-Bissau, que chegou ao arquipélago segunda-feira, estabeleceu contactos a nível empresarial e visitou o Hospital Regional de Santiago

Norte, no concelho de Santa Catarina, o Hospital Agostinho Neto, na Praia e alguns centros de saúde. Este projecto havia sido anunciado em meados de Maio passado, como sendo uma das novidades da visita do primeiro-ministro José Maria

Neves à Guiné-Bissau, que se deveria ter iniciado a 2 de Junho e que foi entretanto adiada para data a anunciar. (Macauhub/CV/GW)

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Guiné-Bissau - Moto-ambulâncias apoiam urgências obstetrícias

Nações Unidas ofereceram moto-ambulâncias à Guiné-Bissau. Os novos transportes vão permitir ajudar as mulheres grávidas





Vinte moto-ambulâncias foram entregues pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ao Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau. 
Os novos veículos vão servir para ajudar nas urgências obstetrícias. A oferta enquadra-se na iniciativa H4+, que tem como propósito reduzir a mortalidade materna naquele país africano.



A entrega das moto-ambulâncias aconteceu na última terça-feira, 14 de julho, em duas localidades no leste da Guiné-Bissau, Bafatá e Gabu, duas regiões com os maiores índices de Sida e de mortalidade materna, neonatal e infantil, de acordo com Valentina Mendes, ministra da Saúde Pública. Segundo a responsável, as motos vão colmatar dificuldades, uma vez que em algumas vias de acesso não é permitido a circulação de viaturas. Por sua vez, o governador de Bafatá, Abdu Sambú, prometeu fazer bom uso do donativo. «Vamos gerir bem estes materiais disponibilizados de forma a podermos de facto diminuir a mortalidade das nossas mulheres», disse, citado pela Rádio ONU.

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Farmacêutica da Guiné-Bissau começa a existir em nome em Outubro de 2016

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos Inpharma vai começar a fabricar medicamentos com a marca Guipharma, congénere da Guiné-Bissau, a partir de Outubro de 2016, informou segunda-feira o director comercial da empresa.


Gil Évora disse ainda à agência noticiosa Inforpress que a exportação dos medicamentos ocorrerá ao abrigo de uma parceria firmada entre a Inpharma e o governo da Guiné-Bissau, que visa também a criação da farmacêutica Guipharma, projecto parado após o golpe de Estado de Abril de 2012.

O processo de negociação para a construção da farmacêutica guineense, a ser realizado com o apoio técnico da congénere cabo-verdiana, foi concluído em Junho passado, durante uma reunião entre a administração da empresa cabo-verdiana e a ministra da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Valentina Mendes, que se encontrava numa visita de trabalho a Cabo Verde.

A Inpharma, que exporta para Angola, São Tomé e Príncipe e Moçambique, produz medicamentos, entre pomadas, cremes, xaropes, comprimidos e cápsulas.

A empresa cabo-verdiana de produtos farmacêuticos, cuja produção começou em 1993, nasceu em 1990 fruto de uma parceria entre a empresa cabo-verdiana Emprofac e a portuguesa Labesfal, a que se juntaram privados cabo-verdianos. (Macauhub/CV/GW/PT)

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terça-feira, 14 de julho de 2015

Brasil - Apartamento é adaptado para pessoas com deficiência no interior de SP

Apartamento do Minha Casa Minha Vida no município de Salto (SP) tem 160 unidades e é destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil.



A vida de José Ivan de Souza, de 49 anos, começou a mudar na tarde deste domingo (12). Ele recebeu seu apartamento adaptado para pessoas com deficiência pelo Programa Minha Casa Minha Vida, em Salto (SP). O apartamento de José Ivan faz parte do Residencial Rio Branco II, entregue pela presidenta da Caixa, Miriam Belchior, na cidade de Salto (SP), localizada a cerca de 100 km da capital paulista. Com 160 unidades, o empreendimento é destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil (Faixa I) e recebeu investimento de R$ 11,2 milhões.


Cadeirante, após ter sido atingido por uma bala perdida, José Ivan não conteve o sorriso no rosto ao entrar com facilidade em sua residência: “É bem melhor do que a gente esperava”, disse.

O apartamento fica localizado no térreo e tem rampa de acesso para a cadeira de rodas. 


Na solenidade de entrega, Míriam Belchior ressaltou a prioridade do governo com o Programa, lembrando que a fase 3, prevista para ser lançada neste segundo semestre, pretende fazer mais 3 milhões de moradias até 2018.

Para isso, é importante manter a parceria com as prefeituras”.


 Assim como vocês estão felizes hoje, mais 9 milhões de brasileiros também ficaram felizes”, disse à plateia, referindo-se ao número de beneficiários do Programa em todo o Brasil.

“Estar aqui vendo essa realidade é muito importante


A presidenta Dilma sempre diz que o Minha Casa Minha Vida não constrói só casas, ele constrói também novas vidas.

A Caixa tem muito orgulho de fazer parte da nova vida dessas 160 famílias”, concluiu Miriam.

  Empreendimento 


 Localizado no Jardim Cidade IV, o empreendimento é composto por oito blocos com 160 apartamentos, com área privativa de 45,66m², divididos em dois quartos, circulação, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, com piso cerâmico em todos os ambientes.

 As unidades estão avaliadas em R$ 70 mil, sendo que cinco delas foram adaptadas para pessoas com deficiência, com área privativa maior, de 46,49m².

 O condomínio dispõe de estacionamento descoberto e centro comunitário. Além disso, atendendo às exigências de qualidade do PMCMV, o residencial é equipado com infraestrutura completa, pavimentação, redes de água, esgotamento sanitário, drenagem, energia elétrica e disponibilidade de acesso ao transporte público.

  Números 


 Em Salto, o Minha Casa Minha Vida já beneficiou mais de 4.668 pessoas com a entrega de 1.167 unidades habitacionais. No estado de São Paulo, foram entregues 407,6 mil unidades, beneficiando 1,6 milhão de pessoas. No Brasil, o Programa já beneficiou mais de 9,2 milhões de pessoas, com a entrega de 2,3 milhões de moradias.

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sábado, 11 de julho de 2015

Brasil - BB já financiou R$ 200 milhões em equipamentos para pessoas com deficiência


O Banco do Brasil (BB) já desembolsou R$ 200 milhões para financiar itens de tecnologia assistiva, que são recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência. Os valores contratados cresceram 20%, no primeiro semestre de 2015, ante o mesmo período do ano anterior. Desde o lançamento da linha de financiamento, em 2012, foram contratadas mais de 33 mil operações.



A lista de itens financiáveis inclui bens como cadeira de rodas, elevador para domicílios, aparelhos auditivos, serviços de adaptação de veículos, órteses e próteses, por exemplo.

 Também é possível financiar projetos arquitetônicos, reforma e material de construção, para adequação de acessibilidade em imóveis residenciais.

O financiamento tem isenção de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e taxa de juros de 0,41% ao mês para quem recebe até cinco salários mínimos e de 0,45% mensais para quem recebe mais de cinco e até dez salários mínimos.

O empréstimo pode ser de até 100% do valor do bem ou serviço, com limite máximo de R$ 30 mil e prestações debitadas diretamente na conta corrente.

O prazo de pagamento é de até 60 meses. A primeira prestação pode ser paga em até 59 dias. A linha de financiamento de itens de tecnologia assistiva integra Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência - Viver sem Limite, do governo federal. 


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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Portugal assina Programa Estratégico de Cooperação com a Guiné-Bissau

Bissau – Portugal e a Guiné-Bissau assinaram esta segunda-feira, 6 de Julho, em Bissau, um Programa Estratégico de Cooperação entre os dois países, no âmbito de uma visita de dois dias que o Primeiro-ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, realiza a Bissau, entre 5 e 6 de Julho.

 

De acordo com o programa desta visita, que a PNN consultou, pela parte guineense o documento vai ser rubricado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades, Mário Lopes da Rosa, e pela parte portuguesa assinará o respectivo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros. 


Sobre a visita do Chefe do Governo português a Bissau, Passos Coelho e a sua delegação têm encontros de trabalho com o Primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, com o Presidente da República, José Mário Vaz, e com o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama. O programa da visita do Chefe do Governo de Portugal termina com a deslocação ao Laboratório do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) instalado junto ao Hospital Nacional Simão Mendes, e o encontro com o Embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, António Leão Rocha.

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Dilma sanciona Estatuto da Pessoa com Deficiência

A presidenta Dilma Rousseff sancionou hoje (6) a Lei Brasileira de Inclusão – Estatuto da Pessoa com Deficiência, espécie de marco legal para pessoas com algum tipo de limitação intelectual ou física. O texto, aprovado em junho pelo Congresso Nacional, classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e dá ênfase às políticas públicas em áreas como educação, saúde, trabalho, infraestrutura urbana, cultura e esporte para as pessoas com deficiência.

 

O ministro de Direitos Humanos, Pepe Vargas, disse que o estatuto vai consolidar e fortalecer o conjunto de medidas do governo direcionadas às pessoas com deficiência, mas disse que o cumprimento da lei também será responsabilidade de estados e municípios. 


Agora, com o estatuto, temos uma legislação que precisa ser implementada na sua integralidade. Não é só uma responsabilidade da União, é também [responsabilidade] dos estados, municípios e da sociedade zelar pelo cumprimento do estatuto”, avaliou.

 “O Brasil se insere entre os países que têm legislação avançada e importante na afirmação dos direitos da pessoa com deficiência”, acrescentou. O presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), Flávio Henrique de Souza, lembrou que o Brasil tem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência e disse que a entidade vai cobrar e fiscalizar o cumprimento do estatuto.

“O Conade estará atento a todas as questões, porque essa é uma etapa que conquistamos junto com o governo. Essa conquista não é boa somente para as pessoas, para o Brasil, porque o Brasil mostra que tem discussão, tem acesso, tem parceria e que essa pauta coloca as pessoas com deficiência, de uma vez por todas, dentro do tema dos direitos humanos.”

 Entre as inovações da lei, está o auxílio-inclusão, que será pago às pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho, e a definição de pena de reclusão de um a três anos para quem discriminar pessoas com deficiência.

Para garantir a acessibilidade, a lei também prevê mudanças no Estatuto da Cidade para que a União seja corresponsável, junto aos estados e municípios, pela melhoria de condições de calçadas, passeios e locais públicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência.

* Matéria alterada às 12h02 do dia 7 de julho. Ao sancionar a lei, a presidenta vetou o trecho que previa a reserva de 10% de vagas nos processos seletivos de curso de ensino superior, técnico e tecnológico para pessoas com deficiência, conforme informado e publicado hoje (7) no Diário Oficial da União.

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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Portugal - Futebol em cadeira de rodas elétrica

Única equipa portuguesa de futebol em cadeira de rodas elétrica promove modalidade. Oito jogadores da Associação Paralisia Cerebral de Coimbra (APCC) constituem a única equipa portuguesa de futebol em cadeira de rodas elétrica, que já representou o país em dois campeonatos do mundo, mas que lamenta estar sozinha em Portugal

 

"Já tivemos mais, mas devido à situação do país - e como tem de ser jogado com cadeiras de rodas elétricas, que é material caro - as outras equipas acabaram por desistir", disse à agência Lusa o treinador Luís Almeida. Uma cadeira de rodas adaptada à prática do futebol custa seis mil euros, mas uma específica atinge os 11 mil euros, salienta o técnico da instituição, que garante a continuidade da equipa e a sua "evolução".


 A equipa da APCC efetuou este sábado, ao início da tarde, uma demonstração no Pavilhão Multidesportos Mário Mexia, em Coimbra, durante a etapa final do Campeonato Nacional de Boccia. "Nós não desistimos, continuamos com o projeto e estamos aqui para tentar divulgar a modalidade junto de potenciais jogadores e ver se ganhamos mais gente para jogar connosco", sublinhou Luís Almeida.

A formação nasceu em 2003 e já disputou dois campeonatos do mundo: em 2007, em Tóquio (Japão), e em 2011, em Paris (França). "Sempre que falamos com eles sentimos que estão motivados e gostam.

É um jogo com muita velocidade, muito movimento, com golos, adrenalina, em que depois acabam também por desenvolver a capacidade de condução das cadeiras, dá-lhes mais destreza a orientação espacial", destaca o treinador.

 O capitão da equipa, Diogo Reis, de 25 contra outros atletas". "Espero depois, no futuro, que venhamos a ter uma competição ou uma liga para disputarmos todos os anos entre nós.

As associações têm um peso enorme para o aparecimento de novas equipas e acho que a Federação Portuguesa de Desporto Adaptado também", frisou o jovem jogador, que se iniciou na modalidade há seis anos. Sportinguista de coração, Diogo Reis assume-se fã de Luís Figo e Cristiano Ronaldo, mas em campo gosta de imitar William Carvalho, "que joga no meio" como gosta, "anos, lamenta que sejam a única equipa em Portugal, mas mostrou-se esperançado que ainda este ano possam surgir "uma ou duas" novas formações, "que dê para jogar a organizar jogo".

Cada equipa de futebol em cadeira de rodas elétrica é constituídas por quatro jogadores, que podem ser mistos, e os jogos disputam-se num espaço com as dimensões de um campo de basquetebol, tendo a duração de 30 minutos, dividido em duas partes, com regras muito semelhantes às do futebol e futsal.

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Não sou doente para ser obrigado a viajar de ambulância

É isso mesmo, porque razão me obrigam a usar a ambulância como único meio de transporte se não sou doente? Resposta é óbvia. Sou obrigado a fazê-lo porque não existem outras alternativas. Moro numa aldeia (Concavada) a aproximadamente 20 km de Abrantes, nosso Concelho e cidade mais próxima. Escusado será dizer que assim como os demais, também tenho necessidade de me deslocar até lá, visto a maioria dos serviços de saúde, educação, lazer, institucionais e comércio se encontrar por lá.


 

 

Mas como viajar sem ser de ambulância, se não existem transportes públicos ou táxis adaptados? Adquirir um veículo adaptado às minhas necessidades está fora de questão por questões financeiras, pois não fica por menos de €65.000 Já se imaginaram nos tempos de hoje sem um transporte próprio? É difícil só de imaginar, mas com a maioria dos tetraplégicos isso ainda acontece. Connosco acontece isso e muito mais. A sociedade está repleta de barreiras para as pessoas com deficiência, a falta de transportes adaptados é mais uma delas, para nós, o simples sair de casa torna-se um desafio 


 Mas por aqui até as ambulâncias adaptadas são escassas. Só existe um veículo adaptado na delegação da Cruz Vermelha de Abrantes (20 km minha residência) e mais algumas ambulâncias pertencentes aos Bombeiros Voluntários de Constância (a 30 km de onde vivo). Táxi adaptado mais próximo, fica em Torres Novas, a aproximadamente 60 km da minha residência.

É caso para dizer que são poucos e caros os veículos adaptados. Os preços nas ambulâncias rondam os 0,75 cêntimos por quilómetro e €20 por cada hora de espera, o que faz com que uma simples viagem a Abrantes, cidade mais próxima, custe no mínimo €95, isto sem incluir valor da(s) hora(s) de espera, e preço para não sócios, pois os sócios beneficiam de um desconto de 20%.

Já a viagem em táxi adaptado sem incluir valor horas de espera, ronda os €80. Á dificuldade do preço, junta-se a proibição de viajarmos mais de duas pessoas em simultâneo nas ambulâncias, só permitem que viaje com um acompanhante, e tenho essa “regalia” porque sou dependente.

Dividir as despesas por vários ocupantes seria uma maneira de tornar as viagens mais acessíveis financeiramente, mas está fora de questão, não é permitido nas ambulâncias, já o taxista permite-o. Nas ambulâncias, para além do motorista também sou obrigado a ser acompanhado por um socorrista, assim impõe a lei, isto porque supostamente este tipo de veículos só tem como funções o transporte de doentes.

Aí, está, utilizo o transporte, sou um doente susceptível de necessitar de cuidados médicos e ponto final.

Mas não posso viajar sem ser num veículo adaptado? Sim, mas é muito mais complicado. Implica ter apoio de alguém que me consiga transferir para um veículo normal, geralmente é necessário mais do que uma pessoa, assim como possuir uma cadeira de rodas elétrica desmontável e de fácil manuseamento, e o veículo possuir um porta bagagens amplo que permita transporte da cadeira.

Em cadeira de rodas manual simples, que seria mais fácil manusear e transportar, não consigo sentar-me e conduzi-la.

A juntar a tantos outros, a falta de transporte é mais um dos inúmeros fatores de exclusão das pessoas com deficiência no nosso país, e não se pense que esse fator só existe no interior do país, acontece também na maioria das nossas cidades.

Como ter acesso ao emprego, educação etc, se nem de casa podemos sair?

 

 Publicada por Eduardo Jorge Tetraplégicos à(s) segunda-feira, junho 29, 2015 Etiquetas: Deficiência, Jornal Abarca, Meus artigos

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Brasil - Aplicativo facilita serviço de táxi para pessoas com deficiência

Um novo aplicativo foi lançado na manhã desta quarta-feira (01), na Prefeitura de Curitiba, para facilitar o pedido de táxi por pessoas com deficiência. Desenvolvido pela Associação das Centrais de Rádios Táxis (Acert) de Curitiba, em parceria com a Prefeitura, o aplicativo Central Táxi Curitiba irá agilizar a localização de um dos 20 táxis adaptados que fazem parte da nova frota de Curitiba. O aplicativo poderá ser baixado gratuitamente pelas plataformas Android e Apple (IOS).


 

Além de facilitar o chamamento específico do táxi adaptado, a ferramenta permite que taxistas e usuários se comuniquem para indicar onde estão e em quanto tempo se encontram. Ainda tem uma calculadora que permite verificar quanto irá custar a viagem. Esta é mais uma medida para melhorar o atendimento do serviço de táxi da cidade. Desde o início da atual gestão, a melhoria do atendimento foi garantida com a abertura de licitação para novos veículos, a inclusão de carros adaptados, que também podem ser utilizados por outros passageiros.


  O prefeito Gustavo Fruet participou do lançamento do aplicativo e falou da importância dos diversos programas geridos pela Secretaria da Pessoa com Deficiência, como o Acesso – um ônibus que pega e leva pessoas para consultas médicas e fisioterapêuticas – e as medidas tomadas por diversas secretarias para garantir a inclusão de todos os cidadãos ao serviços.

Também falou sobre a importância dos taxistas para a cidade. “Estamos gradativamente resolvendo os problemas do serviço de táxi e hoje temos seguramente um dos melhores serviços entre todas as capitais brasileiras.

 E só temos a agradecer aos taxistas: vocês estão na linha de frente da cidade, atendendo aos nossos moradores e também levando a boa imagem da cidade para turistas do Brasil e do mundo”, disse. Fruet ainda lembrou que a Urbs vem abrindo seus dados, garantindo o desenvolvimento de tecnologia por parte de estudantes e empresas.

"Curitiba é a primeira capital a abrir todos os dados do serviço de transporte e isso é importante para que o cidadão acesse aplicativos chancelados pela Prefeitura, o que dá mais segurança para a população e também garante que não haja abuso na cobrança de tarifas", disse  

Diálogo


  A proposta do aplicativo é resultado de um diálogo entre a Urbs e Secretaria da Pessoa com Deficiência com a Acert. 

 

"Esse aplicativo é uma conquista para facilitar o atendimento, principalmente à pessoa com deficiência.

 

 A gestão do prefeito Gustavo Fruet aproxima cada vez mais a Prefeitura dos serviços e atendimentos que atuam na política de inclusão da pessoa com deficiência", disse a secretária da Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdócimo. 


  De acordo com o presidente da Urbs, Roberto Gregório da Silva Júnior, desde o início do processo de licitação, a Secretaria da Pessoa com Deficiência se envolveu para garantir facilidades no atendimento.

“Temos que ressaltar o empenho desta parceria e relembrar que a licitação para os táxis compartilhados foi um passo significativo para o taxista, que faz um atendimento importante e é peça fundamental na transformação do sistema de táxi”, disse Silva Junior.

De acordo com o presidente da Acert, o momento é de divulgar para a população de Curitiba este novo canal que possibilita, por meio do smartphone, localizar no app o ícone para usuário de cadeira de rodas e, após o pedido, acompanhar de maneira online com o taxista irá atendê-lo.

“Vale destacar o mérito da Prefeitura para que fosse desenvolvido junto ao App da Central Táxi esse ícone para o cadeirante.

Todas as centrais estarão aptas a receber chamadas, realizar a pesquisa de busca e em pouco tempo o usuário já saberá qual táxi irá atendê-lo”, disse o presidente da Associação, Julcimar F. Zambon.

Os desenvolvedores e a Central Táxi dizem que o aplicativo com essa ferramenta para pessoas com deficiência é inédito no Brasil.

“Criamos uma ferramenta que permite o taxista estar logado em estado de livre, ocupado e ainda aceitar chamadas pendentes. Taxista e usuário terão contato direto e online, assim que a Central localizar o veículo mais próximo e acionar o táxi", destaca Amauri Luis Mocki Junior, diretor da empresa Lithus Sistemas Eletrônicos. Antonio Zanette Lopes, um dos motoristas que atua com o táxi compartilhado, disse que a ferramenta vai facilitar o trabalho dele também.

“A grande diferença é que antes o cliente não sabia onde encontrar os táxis compartilhados e tinha dificuldade de nos chamar. Agora, com o aplicativo, mantemos um contato online com o cliente assim que recebemos a chamada”, disse Lopes. Participaram do evento os vereadores Jairo Marcelino e Felipe Braga Cortes; o diretor da Associação Comercial do Paraná (ACP), Camilo Turmina, secretários e administradores regionais.

Como funciona 


Qualquer pessoa poderá fazer o chamado do seu smartphone ou no site da Central Táxi – www.appcentral.taxi.br. Basta fazer um cadastro simples e navegar. Sempre que pedir um táxi, o usuário poderá entrar em contato com o taxista por chat ou por telefone; 


O Aplicativo Central Táxi oferece uma calculadora de tarifa. Basta informar a origem e o destino;

 • O aplicativo oferece as opções de solicitar táxis que aceitam pagamentos em dinheiro, voucher, cartão de crédito ou débito, e também o sistema e-Voucher;

• É possível ainda adicionar endereços aos favoritos. O usuário pode salvar nos favoritos o endereço de casa e do trabalho, da casa dos amigos e familiares, facilitando na hora de pedir o táxi para visitá-los; • Para facilitar o atendimento para pessoas de idade ou que não possuem smartphones e acesso à internet, a população poderá contar com a central telefônica da Central Táxi, tanto para chamadas, quanto para queixas e reclamações, contando com o pronto atendimento da equipe, 24 horas por dia;

• Na região central a busca pelo táxi mais próximo inicia com 300 metros e vai ampliando para 500 e 1000 metros. Nos bairros, a busca inicia com 500 metros e ampliando para 1.000 metros até localizar.  

Fonte da Notícia: Veja Aqui

Angola: Ministra quer apoio social para idosos cabo-verdianos

 Luanda- A ministra das comunidade de Cabo Verde, Fernanda Fernandes, disse hoje, em Luanda, esperar que as autoridades angolanas apoiem os idosos cabo-verdianos que a décadas escolheram viver em Angola, integrando-os nos seus programas de assistência, quer a nível de protecção social, de pensões e de programas que beneficiam esta franja. 

 

Fernanda Fernandes falava no final de um encontro com o ministro angolano da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, a quem felicitou pelo trabalho desempenhado em prol dos mais vulneráveis (crianças, idosos e pessoas com deficiência). 


  Segundo a governante, o encontro serviu para apresentar as preocupações em relação aos cabo verdianos que vivem em Angola sobretudo os idosos, porque há gente que está em Angola há décadas e que passa por situação de vulnerabilidade.

 “Encontramos bom acolhimento por parte do senhor ministro e sua equipa e ficou o entendimento que juntamente com a nossa Embaixada haver continuidade dos trabalhos para se identificar constrangimentos e as soluções para resolver esta questão”, referiu.

A ministra cabo-verdiana ficou impressionada com as informações do ministro Kussumua no domínio das acções sociais, augurando a continuação do "magnifico trabalho".

 Aproveitou para augurar felicidades e prosperidade ao povo angolano pelos 40 anos da independência nacional tal como Cabo Verde e continuar a ser países amigos e trabalhar juntos para bem dos povos. Indagada sobre como encontrou a sua comunidade em Angola, disse que encontrou comunidades amantes das duas pátrias e penso que devem ser tratados como cidadãos dos dois lados.

Por seu turno, o ministro João Baptista Kussumua disse que ouviu as preocupações apresentadas e que junto com o embaixador de Cabo Vede no país vão dar continuidade o trabalho para a questão apresentada.

 “Penso ser um trabalho de cooperação e amizade com Cabo Verde, pois são assuntos tratáveis e que os instrumentos jurídicos entre os dois países podem aconselhar melhor forma de olhar para este assunto”, disse.

Acrescentou que mostrou a ministra cabo-verdiana as acções levadas a cabo pela sua instituição a favor dos mais vulneráveis e de como o país saiu do conflito resolvendo várias questões, com destaque para a desminagem que facilitou a livre circulação e a assistência aos ex-militares e reintegração dos ex-refugiados.

A comunidade cabo-verdiana em Angola é "grande" espalhada por várias províncias, com destaque para Luanda, Benguela, Malanje e Cabinda.

 Fonte da Notícia: Veja Aqui

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Portugal - Pelo menos 447 pessoas com deficiência estão em situação vulnerável

GNR lançou no final do ano passado programa especial para detectar pessoas em maior risco de roubo ou fraude.

 

Não lançou uma operação especial para identificar deficientes em risco de roubo ou fraude, como fez com os idosos que vivem sozinhos ou isolados, mas criou um programa especial. Desde o início de Janeiro ao fim de Abril, a GNR identificou 447 deficientes em situação de vulnerabilidade. 


Ninguém sabe ao certo quantos cidadãos com deficiência moram em Portugal – o Instituto Nacional de Estatística (INE) deixou de trabalhar os dados dessa forma.

Tão-pouco quantos passam o dia sozinhos. Nem esse é o objectivo do Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência, lançado em Dezembro último.

O major Paulo Poiares, chefe da repartição de programas especiais da GNR, aponta o carácter “evolutivo”. O número de pessoas sinalizadas sobe pouco a pouco, através do trabalho que vai sendo feito pelas equipas da GNR ou por indicação de instituições com quem trabalha em rede.

De acordo com os censos de 2011, à volta de 16% das pessoas entre os 15 e os 65 anos têm dificuldade em realizar alguma actividade básica – andar, subir degraus; levantar e transportar qualquer coisa; ver, mesmo usando óculos; concentrar-se; dobrar-se; ouvir, mesmo usando prótese auditiva; agarrar, segurar ou rodar algo; sentar-se ou levantar-se; compreender ou fazer-se compreender.

E tudo piora com a idade. Metade dos maiores de 65 anos tem muita dificuldade ou não consegue realizar uma dessas actividades.

A partir dos 75, a percentagem é ainda superior. Segundo explicou ao PÚBLICO o major Paulo Poiares, o trabalho começa com acções de sensibilização que vão sendo feitas, sobretudo, nas escolas. Só este ano, 3569 pessoas participaram em acções sobre cidadania e discriminação.

“Dizemos que não é por uma pessoa ser diferente que deve ser tratada de forma menos respeitável”, diz. “Explicamos que todos nós vamos ganhando deficiências com a idade.

” Focam aspectos concretos da vida em comunidade. Chamam a atenção, por exemplo, para a importância das caixas de atendimento prioritárias e dos estacionamentos reservados.

 O alerta, feito em jeito de realidade que a todos diz respeito, assume particular importância num país com um perfil demográfico como o de Portugal, onde um quinto de população já ultrapassou a barreira dos 65 anos. Este ano, a GNR detectou 23.996 idosos a viver sozinhos; 5205 isolados; 3288 sozinhos e isolados; 6727 acompanhados, mas com fortes limitações físicas e/ou psicológicas.

 O objectivo agora é detectar os deficientes mais vulneráveis, isto é, que moram sozinhos ou que passam grande parte do dia sozinhos e que, por isso, correm maior risco de burla ou roubo.

E aconselhá-los, sensibilizá-los para a importância de tomarem algumas medidas de segurança, facilitar o seu contacto com um guarda, entregar-lhes um número de telefone para o qual possam ligar em caso de dúvida ou aflição.

Num email enviado ao PÚBLICO, o major António Ferreira da Cruz, chefe de divisão de comunicação e relações públicas, explicou que o Programa de Apoio a Pessoas com Deficiência passa também por “melhorar o atendimento, o acolhimento e o encaminhamento”, o que inclui preparar os militares para “uma actuação enquadrada, qualificada, próxima, humana e inclusiva”.

Tal como faz com os idosos que detecta através da “Operação Sénior”, a GNR convida os deficientes em situação de vulnerabilidade a aderirem ao programa "Residência Segura".

Até agora, aderiram 91. Os militares recolheram os seus dados e inseriram-nos em mapas por região, nos quais "estão georreferenciadas todas as residências, o que permite direccionar de forma mais eficaz os meios humanos e materiais da GNR e aumentar o sentimento de segurança” de idosos e deficientes. Em declarações à TSF, Ana Sesudo, presidente da Associação Portuguesa de Deficientes (APD), disse não ficar surpreendida com o número de casos assinalados nos primeiros quatro meses.

E manifestou a sua preocupação com o encerramento de serviços no interior do país. 


"Os encerramentos de centros de saúde, encerramentos de juntas de freguesias e transportes públicos muito escassos são situações que nos preocupam muito", comentou esta dirigente associativa.

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Guiné-Bissau: Quase metade da população ainda utiliza fontes não melhoradas de abastecimento de água

Bissau – Os técnicos sanitários revelaram que, na Guiné-Bissau, 44 % da população ainda utiliza fontes não melhoradas de abastecimento de água, que muitas vezes contêm altos níveis de contaminação.

 

Os dados foram avançados esta terça-feira, 30 de Junho, à PNN, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INASA), durante a cerimónia de apresentação de um seminário intitulado «Prevenir doenças humanas através de uma saúde animal e ambiental». 


Trata-se de uma iniciativa conjunta do Instituto Nacional de Saúde Publica, da Direcção-geral da Pecuária, do Instituto de Biodiversidade e das Áreas Protegidas, da ONG Acção para o Desenvolvimento, da União Internacional para Conservação da Natureza e do SWISSAID. Esta apresentação refere que a biodiversidade vegetal tem benefícios tanto para a saúde como para a economia, porque tem sido a maior fonte de medicamentos naturais até à data.

«As alterações no ambiente também ameaçam o nosso abastecimento natural de água doce, os ecossistemas ajudam a regular o fluxo de água e a quantidade de sedimentos e contaminantes nos nossos recursos hídricos», destaca documento do INASA.

Noutro capítulo, a apresentação do INASA revela o aumento do contacto entre a população e a fauna selvagem, dando como exemplo a infecção por vírus Nipah (Malásia, 1998) originada pela migração de morcegos da Indonésia para a vizinha Malásia, infectando espécies de suínos e depois humanos, e o Hantavirose (zoonoses virais agudas transmitidas por roedores), que se verifica quando, na procura de alimentos, os roedores silvestres entram nas povoações.

«A desflorestação destrói a diversidade de mosquitos e apenas as espécies mais fortes sobrevivem à paisagem desmatada, que apresenta clareiras e reservatórios de água expostos à luz, que constituem um ambiente perfeito para a reprodução do vector transmissor do paludismo», sublinha o documento.

No capítulo de introdução o documento informa que, actualmente, muitos dos desafios globais da saúde estão ligados ao declínio da biodiversidade e dos ecossistemas, onde se precisa da variedade da vida animal e vegetal para uma adequada alimentação humana, a desflorestação e a queima.

«As dioxinas (poluentes orgânicos persistentes), são libertadas e causam danos no sistema reprodutivo, imunitário, interferem com as hormonas e ainda estão associadas aos muitos cancros», refere o INASA com base nos dados da OMS de 2014, com um tempo duração que varia entre os sete e os 11 anos. Uma das preocupações levantadas por esta instituição durante a presentação prende-se problemas dos gases estufa, que causam problemas respiratórios, alergias, dores peitorais e irritação na garganta.

No capítulo de desflorestação e seca, o texto descreve que a seca pode propiciar o aparecimento de vectores e de animais reservatórios, devido à procura de água junto das habitações, doenças respiratórias, redução da qualidade do ar, mãos infectadas, sendo muito frequente a diminuição da higiene devido à escassez de água.

A qualidade do ar é o principal risco ambiental para a saúde. «A desflorestação influencia a qualidade do ar, que por consequência tem o seu efeito negativo na saúde humana, nomeadamente doenças respiratórias (agudas e crónicas), cancro dos pulmões, doenças cardíacas», sublinha o documento.

No que concerne às chuvas ácidas, o documento informa que estudos epidemiológicos sugerem uma ligação directa entre a acidez atmosférica e a saúde das populações, descervendo que o cobre libertado foi implicado em algumas epidemias de diarreia em crianças e o aumento da ocorrência de casos da doença deAlzheimer por contaminação da água com alumínio.

Quanto a perspectiva de controlo sanitário na Guiné-Bissau, o INASA defende que a manutenção dos ecossistemas é absolutamente vital para a prevenção de doenças e promoção de uma boa saúde, informando que muitas doenças humanas importantes tiveram origem em animais, e assim, as mudanças nos habitats de populações animais podem afectar a saúde humana, positiva ou negativamente.

A prática diária de cuidados básicos de higiene, a observação das medidas de biossegurança por parte do pessoal de saúde, a criação/reforço do sistema de vigilância e notificação comunitária, constam ainda entre as perspectivas de controlo sanitário defendidas pelo Governo, através do INASA.

 O documento termina com recomendações sobre implementação do Regulamento Sanitário Internacional, sobretudo nos pontos de entrada (aeroportos, portos, fronteiras terrestres), sensibilização comunitária com implicação das rádios comunitárias, líderes comunitários, promover a criação de um observatório para o seguimento da interacção saúde Vs. biodiversidade e mudanças climáticas, a criação de estruturação das redes de laboratórios para a vigilância, investigação e resposta, assim como o reforço das capacidades institucionais para a operacionalização das acções entre os sectores concernentes.

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Angola - Projecto vai combater deficiência nutricional no sul de Angola

Os beneficários serão crianças e idosos em Cunene, Namibe, Cuando-Cubango e Huíla.

 

A situação da monitoria da segurança alimentar e nutricional das quatro províncias da região sul, nomeadamente Cunene, Namibe, Cuando-Cubango e Huíla vai ser avaliada durante oito meses. A avaliação será feita pelo projecto Pamsamsa financiado pelo Governo angolano e pela União Europeia através do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura(FAO).


  Projecto vai combater deficiência nutricional no sul de Angola 


Os períodos de estiagem recorrentes na região estão na base da escolha das quatro províncias para a implementação do projecto, segundo o coordenador do Pamsama António dos Santos.

“Essas quatro províncias foram seleccionadas devido a questões das secas recorrentes ou estiagem cíclicas nestas províncias, por isso, o Governo de Angola solicitou um apoio de avaliação de implementação e capacitação de instituições que têm a ver com a segurança alimentar e nutricional nesta área do sul de Angola”, explicou.

O grupo alvo do projecto está identificado: as famílias vulneráveis na obtenção de alimentos e os idosos..

O projecto de oito meses pode ser alargado para cinco anos, caso o mesmo seja validado ao fim deste período de tempo pelo Executivo e pela União Europeia.

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Brasil - Conferência da Pessoa com Deficiência define diretrizes e ações

Sorocaba realizou na última sexta-feira (26) a 4ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência, ocasião em que três grupos de trabalho elegeram 15 diretrizes e 72 ações estratégicas para serem levadas à conferência regional, em data ainda a ser marcada. O evento foi organizado pela Prefeitura de Sorocaba, por meio da Coordenadoria da Pessoa com Deficiência da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), e pelo Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPCD) e aconteceu das 8h30 às 19h30.

 

A iniciativa contou com a presença de 170 representantes inscritos do Poder Público, universidades, organizações sociais, entidades e associações da sociedade civil, que debateram ações e projetos na área e lotaram o auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba. Inicialmente foram 220 os inscritos, entre os dias 1º e 15 de junho.


  As diretrizes e ações englobaram diferentes direitos da pessoa com deficiência, como acesso ao mercado de trabalho; fortalecimento e enfrentamento de violências, considerando a questão de gênero; acesso das crianças com deficiência à educação, tecnologia assistiva e serviços como o de estimulação precoce; priorização, por parte do poder público, de ações e serviços voltados para pessoas com deficiência em políticas como educação, saúde, assistência social e outras.

A vice-prefeita Edith Di Giorgi, secretária de Desenvolvimento Social, participou da abertura do evento e alertou que é preciso avançar na garantia dos direitos das pessoas com deficiência em todos os setores da sociedade, isso em Sorocaba, como também em qualquer parte do Brasil. “Sorocaba está correndo atrás para garantir a acessibilidade em todos os prédios públicos.

Não conseguimos mudar de uma hora para outra, pois no passado não houve uma preocupação mais forte quanto à acessibilidade e hoje é uma demanda importante para todas cidades.

Estamos nos organizando nesse sentido.” Segundo a vice-prefeita, o principal desafio é a garantia da acessibilidade: “É o início da possibilidade de inclusão. Depois trabalhar mais a questão produtiva, o cumprimento da cota da empregabilidade pelas empresas, além da educação e formação profissional. E tem toda a participação real dentro da sociedade, acesso ao lazer, à saúde e demais direitos.” O tema que norteou os trabalhos na conferência municipal foi

“Os desafios na implementação da política da pessoa com deficiência: a transversalidade como radicalidade dos direitos humanos”, estipulado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Os debates seguiram ainda as diretrizes do Governo Federal e tiveram como base três eixos de trabalho: “Identidades de gênero e raça, diversidades sexual e geracional”;

“Órgãos gestores e instâncias de participação social”; e “A interação entre os poderes e os entes federados”. “Hoje em dia, não é mais suficiente pensar de forma fragmentada, mas sim num contexto geral, transversal.

As políticas de inclusão precisam levar em consideração todos os setores e áreas da sociedade, da educação à saúde, da acessibilidade ao lazer, assim como legislação e assistência social, e não só casos pontuais”, explica a vice-presidente do CMPCD, a psicóloga Fernanda Abrami. Fernanda comemorou a participação da sociedade na conferência, sobretudo por meio da maciça atuação de representantes de entidades.

“O Brasil está se preparando e não é só Sorocaba. É importante essa efetivação da participação da população na discussão de políticas públicas em favor da pessoa deficiente”, frisa.

Durante a conferência foram eleitos seis delegados titulares – sendo cinco representantes da sociedade civil, um deles com deficiência, e um representante do poder público – e cinco delegados suplentes para representar Sorocaba na Conferência Regional.

A edição anterior do evento aconteceu em 2012, sendo que outras duas foram realizadas, respectivamente, nos anos de 2006 e 2008.

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sábado, 20 de junho de 2015

Portugal - Elétricos em Lisboa não são acessíveis

Alerta é de autarca alemã, presente na capital para um encontro da rede Eurocidades sobre acessibilidades e mercado de trabalho. Pavimento de alguns locais da cidade é elogiado.



Há alguns dias em Lisboa, Barbara Berninger, chefe da divisão para União Europeia e Relações Internacionais do departamento de Desenvolvimento Urbano e Ambiente do órgão executivo de Berlim, identifica a dificuldade de pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas em subir para os elétricos como um dos pontos negativos da cidade em matéria de acessibilidades. O problema, acrescenta ao DN, verifica-se mesmo no caso dos veículos mais modernos, que, garante, não estão preparados para cadeiras-de-rodas elétricas. 


 A também líder do grupo de trabalho da Eurocidades sobre Cidades Livres de Barreiras para Todos reconhece, porém, que é uma área que necessita de um grande investimento.

A sugestão da sua equipa é, assim, que se implemente uma metodologia semelhante à que foi adotada em Berlim na área dos transportes públicos, quando foi utilizado um veículo com soluções piloto que foram alargadas aos restantes só depois de serem melhoradas com o contributo de todos, particularmente de pessoas com mobilidade reduzida. Barbara Berninger elogia, em contrapartida, o pavimento escolhido para o Terreiro do Paço, onde a calçada coexiste com outro tipo de pavimento.

A autarca alemã mostra, de resto, que está a par do debate que tem ocorrido em torno da manutenção ou retirada da calçada portuguesa.

 "Adoro-a", assegura, ressalvando que há soluções para tornar as ruas acessíveis para todos. Até porque, sublinha, se cerca de 10% das pessoas que vivem numa cidade necessitam de condições particulares para se deslocar, 100% beneficiam da concretização dessas medidas.

A responsável sustenta, por isso, que a aposta deve passar também pela sensibilização para o problema.

E exemplifica com a existência na via pública de obstáculos como cadeiras e mesas, que afetam quer as pessoas que se deslocam em cadeira-de-rodas quer os invisuais.

"Às vezes, basta falar com as pessoas. Ninguém quer parecer estúpido", afirma, frisando que os "portugueses são pessoas bastante amáveis".

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Cabo – Verde - Artistas cabo-verdianos em concerto para ajudar crianças deficientes

A noite de gala organizada pela Federação das Associações Cabo-verdianas no Luxemburgo (FACVL) juntou no sábado várias artistas cabo-verdianos por uma causa solidária. Mirri Lobo foi o cabeça de cartaz do evento, que teve lugar em Roodt-sur-Syre, uma pequena localidade do oeste do país, e contou com mais de 200 pessoas.



Ao palco subiram artistas como Toy Vieira (vindo da Holanda), Carla Correia, Rita Barros, Tutin D'Giraldo (vindos de Portugal), Djá, Djoy D'Ninha, Erineu, Djon Mota, Anderson, Casimiro, DJ Mendyss e o cabeça de cartaz Mirri Lobo, que veio de Cabo verde.



A gala realizou-se no âmbito da programação anual dos 40 anos de independência de Cabo Verde. O presidente da FACVL, João da Luz, explicou ao CONTACTO que cem por cento do lucro angariado nessa noite seria canalizado para o apoio à Associação de Crianças Deficientes de São Vicente e para a construção de um lar para pessoas portadoras de deficiências e de mobilidade reduzida da região de Paul, na ilha de Santo Antão.

 “O apelo foi lançado pelo presidente da associação em Cabo verde a toda a diáspora e nós decidimos dar o nosso contributo com a realização desta noite de morna”, disse João da Luz, explicando que o presidente da associação, Daniel Gomes, é também ele portador de deficiência física.

 A gala incluiu jantar e concertos de morna, e a organização não poderia estar mais satisfeita. “Ainda não sabemos o resultado concreto mas as pessoas que aqui estão têm dado um feedback muito positivo”, acrescentou.

 O jantar, confeccionado pelo chefe cabo-verdiano Luís Carvalho, do restaurante Metissage, fez as delícias dos presentes, que gabaram a qualidade das iguarias. A FACVL agradeceu o apoio da autarquia de Betzdorf, que cedeu o espaço e o material necessário para a realização da noite de gala e todas as pessoas que quiseram juntar as forças para a preparação do evento.

 “Devo agradecer ao Mirri Lobo que aceitou desde o primeiro contacto, e sem pedir cachet, em participar nesta boa causa”, concluiu o presidente da FACVL. Mirri Lobo, primo do antigo líder do grupo Tubarões Ildo Lobo, venceu em 2012 quatro categorias do prémio Cabo Verde Music Awords, graças ao seu álbum “Caldera Preta”:

 Melhor Voz Masculina, Melhor Álbum Acústico, Melhor Coladeira, e Melhor Musica do Ano. 


 O evento terminou perto das 2h de madrugada com todos os presentes a deixarem o local com sorriso no rosto e alegria no corpo, depois de uma noite bem passada e acompanhada pelas vozes dos artistas das ilhas da morabeza.

  Fonte da Noticia: Veja Aqui - Aleida Vieira

sábado, 13 de junho de 2015

Beijing oferece assistência de reparo para cadeiras de rodas motorizadas

 A capital chinesa lançou um serviço de assistência para usuários de cadeiras de rodas motorizadas, informaram nesta sexta-feira as autoridades locais. 


    De acordo com a Federação de Portadores de Deficiências de Beijing, o órgão dará assistência rodoviária de graça para no máximo três ocasiões por ano.

Uma vez que a cota for usada, os participantes do projeto devem pagar. Para qualificar as solicitações do serviço, os solicitantes devem ter um "hukou" de Beijing, ou permissão de residente permanente, o certificado de deficiência e uma cadeira de rodas motorizada registrada, de acordo com a federação.   Há 30 centros de manutenção e reparo em Beijing que apoiarão o programa. 

Mesmo que Beijing tenha cerca de 23,6 mil cadeiras de rodas motorizadas, há poucas lojas de reparo, disse Zhao Yunsheng, diretor do centro de proteção dos direitos dos portadores de deficiência da cidade.  

 "É difícil buscar um mecânico quando minha cadeira de rodas quebra na rua, por isso, tenho sempre de ligar aos meus parentes ou amigos para me ajudar", disse Song Zongmin, residente do distrito de Xicheng, acrescentando que o programa o ajudará bastante.

Fonte da Notícia: Veja Aqui

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Cabo Verde - Comissões vão discutir tratado sobre acesso de pessoas com deficiência visual a livros

As comissões de Cultura e de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência promovem audiência pública nesta tarde para avaliar o Tratado de Marraqueche, objeto do encontro dos países de língua portuguesa que acontecerá em Cabo Verde, de 15 a 19 de junho de 2015. 

 

O tratado visa facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas cegas, com deficiência visual ou com outras dificuldades para ter acesso ao texto impresso, concluído no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

 Encontro em Cabo Verde

 

O encontro tem como principal objetivo discutir a proposta do tratado de forma a identificar os desafios e estratégias para sua implementação.

O evento em Cabo Verde contará com palestras, debates e oficinas em que os integrante da Comunidade de Países de Língua Portuguesa terão oportunidade de compartilhar suas experiências nas áreas de produção e distribuição de formatos acessíveis e desenvolver planos para a efetiva implementação do Tratado de Marraqueche em suas respectivas regiões.

Os temas que serão discutidos incluem o trânsito transfronteiriço de obras em formato acessível, o papel das entidades autorizadas e a incorporação do tratado nas legislações nacionais, entre outras temáticas de igual importância.

Organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) em parceria com a Organização Mundial dos Cegos (WBU) e os governos do Brasil e de Cabo Verde, o evento contará ainda com a presença de diversas autoridades e organizações que atuam em áreas relacionadas à produção, distribuição e disponibilização de formatos acessíveis.

A deputada Geovânia de Sá (PSDB-SC), uma das que solicitou o debate, ressalta que embora direcionado aos países de língua portuguesa, o encontro é relevante para a comunidade internacional como um todo, uma vez que contribuirá para esclarecer a proposta do tratado e incentivar novas ratificações.

 A reunião está marcada para as 15 horas, no plenário 10. 

 


Fonte da Noticia: Veja Aqui

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Guiné-Bissau lança projeto para transporte público adaptado para deficientes

Secretaria de Estado guineense dos Transportes e Comunicações lançou hoje um projeto para que os transportes públicos coletivos passem a adaptar os veículos para transportar pessoas portadoras de deficiências motoras.

 

Cesário Ferreira, diretor do gabinete do secretário de Estado dos Transportes e Comunicações, disse à Lusa que o país "deve adequar-se às exigências internacionais" na matéria de proteção e defesa de pessoas com deficiências. 


À partir de hoje e num prazo de seis meses, o Governo deu outros seis meses às transportadoras terrestres do serviço público, para que adaptem os veículos com bancos e rampas de acesso para facilitar a vida às pessoas portadoras de deficiências.

Com o financiamento da Secretaria de Estado dos Transportes e Comunicações, cinco "toca-tocas" (como são popularmente designados os transportes interurbanos) foram adaptados e hoje apresentados numa cerimónia pública que marca a campanha de sensibilização aos donos dos transportes coletivos em Bissau.

O Governo também exorta aos condutores e ajudantes que passem a prestar auxílio aos deficientes que passarão a pagar a metade do preço das viagens. Aidler Gomes, secretário executivo da Federação de Pessoas Portadoras de Deficiências afirmou que "a Guiné-Bissau, finalmente começa a olhar para os seus deficientes" com políticas de inclusão.

Os deficientes guineenses queixam-se de falta de atenção sobretudo dos condutores que acusam de relutância em os transportar.
 

Fonte: Veja Aqui

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Cabo Verde - Comissão facilita acesso de pessoas com deficiência visual a livros

A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou, na quarta-feira (27), o Projeto de Decreto Legislativo 57/15, de autoria da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que aprova o texto do Tratado de Marraqueche, o qual foi celebrado com o objetivo de facilitar o acesso a obras publicadas às pessoas com deficiência visual. Foi a primeira proposta aprovada pela comissão, criada em fevereiro deste ano.


O Tratado de Marraqueche foi elaborado no âmbito da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), em junho de 2013, com o objetivo de compensar a escassez de publicações em formato acessível.

O texto estabelece exceções aos direitos autorais para permitir a livre produção e distribuição de obras nos países signatários.

 No entanto, os livros acessíveis destinam-se somente às pessoas beneficiárias das ações do tratado, em que se enquadram as pessoas cegas, com deficiência visual, com deficiência de percepção ou de leitura, como dislexia, ou que tenham uma deficiência física que de alguma forma as impeça de sustentar ou manipular um livro, ou focar em uma página. O parecer do relator, deputado Aelton Freitas (PR-MG), foi favorável à proposta.

Ele destacou que o Tratado de Marraqueche permitirá eliminar a discriminação histórica e perversa contra pessoas cegas, com deficiência visual e com deficiências que interfiram na leitura de material impresso.

"Há imensas dificuldades de acesso a obras literárias e artísticas, em virtude da escassez na produção e distribuição de materiais em formato acessível", disse o deputado, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

 Por iniciativa do deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), também foi aprovado requerimento para realizar audiência pública em conjunto com a Comissão de Cultura para discutir o Tratado de Marraqueche.

Segundo o deputado, o tratado será debatido no Encontro dos Países de Língua Portuguesa que acontecerá em Cabo Verde de 15 a 19 de junho.

"Esse encontro irá discutir maneiras para que traduções específicas de obras em português possam ser utilizadas por todos os países, então é importante que os deputados conheçam melhor o tratado", disse Eduardo Barbosa. A audiência conjunta irá acontecer no dia 10 de junho.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia

Fundação Mohamed VI oferece lotes de medicamentos ao Governo da Guiné-Bissau


Bissau – A Fundação Mohamed VI entregou esta sexta-feira, 29 de Maio, ao Governo guineense, vários lotes de diversos tipos de medicamentos, uma oferta que surge no âmbito da visita de trabalho de três dias que o rei de Marrocos efectua ao país desde 28 de Maio.



A cerimónia de entrega dos medicamentos foi feita no Hospital Nacional Simão Mendes pelo patrono da fundação, o rei Mohamed VI, na presença do Presidente da República José Mário Vaz, assim como chefe do Governo, Domingos Simões, do Presidente da Assembleia Nacional Popular, Cipriano Cassama, e da Ministra da Saúde, Valentina Mendes e o Secretario de Estado de Gestão Hospitalar Domingos Malú, assim como alguns membros do Governo.

 Em declarações a PNN, a ministra da Saúde Publica guineense destacou a importância desta ajuda para país em particular na sua área de jurisdição, e que em muito vai ajudar a colmatar dificuldades em termos materiais que a sua instituição enfrenta.

“Neste momento temos uma equipa médica marroquina que está a trabalhar com a equipa nacional no trabalho de consultas e operações de casos de oftalmologia, bem como outra equipa que efectua consultas nas tendas instalados para este feito no Bairro de Ajuda, o que para nós é muito bom”, disse a ministra.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia (c) PNN Portuguese News Network

Angola - Cunene: Antigos combatentes deficientes recebem viaturas adaptadas


Ondjiva - Nove viaturas adaptadas para pessoas com deficiência física foram na sexta-feira, em Ondjiva, província do Cunene, entregues a igual número de antigos combatentes nessa condição, em acto orientado pelo governador provincial em exercício, José do Nascimento
 Na ocasião, José Veyelenge, pediu aos beneficiários no sentido de cuidar os meios ora recebidos e a terem bastante prudência nas estradas.



Para Pangeniko Likula, um dos beneficiários, que ingressou na vida militar em 1968, mostrou-se satisfeito pela viatura, pois vai ajudá-lo na sua locomoção.

 Assistiram a entrega dos veículos, membros do governo, autoridades tradicionais e religiosas, antigos combatentes e população em geral.

  Fonte: Veja Aqui

Guiné-Bissau Governo considera de "histórica" a visita de três dias do Rei do Marrocos

O ministro dos Negócios Estrangeiros guineense, Mário Lopes da Rosa, considerou de "histórica" a visita de três dias que o Rei do Marrocos concluiu no sábado ao país com assinatura de acordos e apoios às diversas instituições do Estado.



Mohamed VI visitou Bissau entre quinta-feira e sábado, tendo assinado com o Governo guineense 16 acordos e convenções, ofereceu mais de quatro milhões de doses de vacinas para animais e mais de 12 toneladas de medicamentos para o principal hospital do país. 


A ministra da Saúde Publica, Valentina Mendes agradeceu a ajuda do rei marroquino, salientando que o Hospital Simão Mendes "tem medicamentos para muitas doenças" e para um "longo período". Mohamed VI também ofereceu equipamentos hospitalares ao Simão Mendes, médicos marroquinos fizeram operações cirúrgicas gratuitas em doentes guineenses e o monarca disponibilizou-se ainda para que o seu país passe a receber pacientes oriundos da Guiné-Bissau nos hospitais do seu reino.

 Técnicos marroquinos repararam o bloco operatório do Simão Mendes, instituição, alias, visitada por Mohamed VI que também ofereceu oito grupos eletrogéneos para a central elétrica de Bissau.

Para a ministra guineense da Saúde, a abertura de Marrocos para receção aos "doentes vindos de Bissau é dos principais ganhos" da visita de Mohamed VI à Guiné-Bissau.

Atualmente os doentes guineenses que necessitarem de tratamentos especializados são enviados para Portugal com qual Bissau tem um acordo nesse domínio. Para o chefe da diplomacia guineense, a visita do monarca marroquino a Bissau "além de histórica vai permitir relançar a cooperação" entre os dois países em todos os domínios. Mário Lopes da Rosa lembrou que Guiné-Bissau e Marrocos "sempre estiveram lado a lado" desde os anos 60 quando o país lusófono iniciou o processo pela sua autodeterminação através de uma luta armada.

  Fonte: Veja Aqui a Notícia

sábado, 30 de maio de 2015

Cuanza Norte: Projecto "Geração de renda" beneficia 90 deficientes

Ndalatando - Noventa pessoas portadoras de deficiência física dos municípios de Cazengo, Ambaca, Cambambe e Lucala no Cuanza Norte beneficiaram de moto-táxis, no âmbito do projecto "Trabalho para geração de renda", implementado pela direcção provincial da Assistência e Reinserção Social. A informação foi avançada quinta-feira, à Angop, em Ndalatando (capital do Cuanza Norte), pelo responsável da Secção de Atendimento às pessoas com deficiência da Direcção Provincial da Assistência e Reinserção Social, Eduardo Sumbo, à margem da primeira conferencia municipal de Cazengo, sobre “qualidade dos serviços prestados às pessoas com deficiência”, promovida pelas associações de mutilados de guerra de Angola (AMMIGA) e de apoio aos deficientes (ANDA).



Eduardo Sumbo esclareceu além que destes, 2.178 deficientes controlados pela instituição nos 10 municípios da província beneficiaram igualmente, no âmbito do mesmo projecto lançado em 2004, de kits profissionais de diversas especialidades para o fomento do autoemprego e sua inserção social.

 Dos meios beneficiados, realçou, constam geleiras, arcas, caixas térmicas para comercialização de refrigerantes, chapas de zinco para construção de barracas para venda, kits de corte e costura, de engraxador, serralharia, artesanato, entre outros.

O gesto, segundo Eduardo Sumbo, enquadra-se no plano de desenvolvimento da província, que visa a inclusão social desta franja e melhoria das condições sociais das pessoas vivendo com necessidades especiais e da população em geral.

Explicou que o total de deficientes é composto por portadores de deficiência congénita e adquirida, dos quais 66 por cento são deficientes motores (paralíticos, amputados, rastejantes e outros), 25 por cento com deficiências sensoriais (cegos e ambíopes) e dois por cento deficientes mentais.

Garantiu que as acções de assistência abrangem ainda outras pessoas vulneráveis, incluindo idosos, que são assistindos com bens de primeira necessidade, através da distribuição regular de cestas básicas compostas por diversos bens alimentares, cobertores e roupa usada, para além de meios de locomoção para os deficientes, chapas de zinco, assim como têm apoiado a realização de funerais de pessoas da terceira idade falecidas sem amparo familiar.

 A primeira conferência municipal de Cazengo sobre “qualidade dos serviços prestados à pessoas com deficiência” contou com a presença de cerca de 150 portadores de deficiência e com mobilidade reduzida filiados na AMMIGA, ANDA e assistidos do MINARS.

 Durante os participantes abordaram temos como “Acesso e acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência dos serviços”, “a qualidade dos serviços de saúde prestados à pessoas com deficiência nas unidades sanitárias da província” e “Angola 40 anos de independência, ganhos e conquistas dos deficientes”.

  Fonte da Notícia: Veja Aqui

quarta-feira, 27 de maio de 2015

GUINÉ-BISSAU - Testes e tratamentos contra a malária serão gratuitos

De acordo com um comunicado do Governo, a partir desta segunda-feira, os testes e tratamento contra o paludismo (malária) vão passar a ser disponibilizados gratuitamente pelos serviços de saúde pública da Guiné-Bissau.



«A gratuitidade é extensível ao tratamento do paludismo simples e abrange todos os utentes dos serviços públicos de saúde, independentemente da idade», refere a nota do Ministério da Saúde. 

Segundo o comunicado, passa também a ser gratuito o «diagnóstico precoce do paludismo, através do teste de gota espessa e do teste rápido, em todas as estruturas sanitárias do país a partir do dia 25 de maio.»

 A decisão visa a que a Guiné-Bissau cumpra com os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, no âmbito dos quais está prevista a redução dos casos da doença. 

Em fevereiro, recorde-se, a Guiné-Bissau foi um dos oito países africanos a receber o Prémio de Excelência 2015 da Aliança de Líderes Africanos contra a Malária, pela aplicação do controlo de vetores (no caso, o mosquito que transmite a doença), através de redes mosquiteiras com inseticidas de longa duração.

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França debate o acompanhamento sexual a pessoas com deficiência


Com o recente lançamento do livro "En Dépit du Bon Sens" (em português, "Apesar do Bom Senso"), autobiografia de Marcel Nuss, célebre militante pelos direitos das pessoas com deficiência, a França voltou a falar sobre a assistência sexual a pessoas com necessidades especiais. A atividade, que já foi adotada em alguns países europeus, é proibida na França porque é considerada uma forma de prostituição.


Marcel Nuss sofre de amiotrofia espinhal, uma doença degenerativa, que compromete gravemente o sistema respiratório e atrofia os músculos.

Em seu novo livro, o militante descreve seus sessenta anos de luta, de maus tratos médicos e administrativos. Também denuncia a incompetência de políticos no tratamento de questões relacionadas aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência física na França.

 Na obra, Nuss também fala da criação da Associação Para a Promoção do Acompanhamento Sexual (Appas), na cidade de Erstein, no nordeste da França.

"A assistência que propomos tem o objetivo de ajudar as pessoas com deficiência a desenvolver sua autoestima e sua confiança. Isso permite que elas descubram seus próprios corpos", disse, em entrevista à RFI.

 A ideia divide os franceses, encontra resistência de muitas organizações e fica estagnada no âmbito político. Entrevistada pelo jornal Libération, a presidente da associação Femmes pour le Dire, Maudy Piot, que milita pelos direitos das mulheres, classifica o trabalho dos acompanhantes sexuais de pessoas com deficiência física como um "comércio do corpo".

"Uma prestação sexual com hora e dias marcados! Onde está o desejo? Onde está o amor?", questiona. O governo francês lava as mãos quando a questão vem à tona.

 Em 2011, o deputado do partido UMP Jean-François Chossy apresentou na Assembleia francesa um relatório onde ressalta a necessidade "de todas as pessoas receberem a assistência humana necessária para a expressão de sua sexualidade" e onde faz um apelo por um debate ético e jurídico sobre a questão.

Em 2012, o presidente François Hollande prometeu promover um debate sobre o acompanhamento sexual a pessoas com necessidades especiais na sociedade francesa. Em 2013, o Comitê Consultativo de Ética francês se pronunciou sobre a questão se manifestando sobre o "princípio da não utilização comercial do corpo humano". disseesde então, a discussão está estagnada.

  Atividade é reconhecida em sete países europeus, EUA e Israel 


 A assistência sexual já é uma realidade em Israel e nos Estados Unidos, onde o debate sobre a atividade também é intenso. Em 2012, o longa The Sessions  (As Sessões), do diretor Ben Lewin, contribuiu para popularizar a prática no país.

Na Europa, a atividade é reconhecida na Alemanha, Holanda, Dinamarca, Suíça, Áustria, Itália e Espanha. Embora ilegal, o acompanhamento sexual não deixa de acontecer na França.

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Várias associações francesas relatam receber pedidos frequentes de pessoas com deficiência física que procuram acompanhantes sexuais. Em muitas organizações, os contatos dos acompanhantes são colocados à disposição dos interessados.

O trabalho e a militância dos assistentes ajudam a desmistificar a atividade. Em vídeos publicados na internet, Jill Prêvôt-Nuss, assistente sexual da Appas e esposa de Marcel Nuss, define o acompanhamento sexual como uma forma de terapia corporal e psicológica que não pode ser banalizada.

"As pessoas com deficiência são geralmente tocadas todos os dias por dezenas de mãos para serem vestidas, lavadas, carregadas, alimentadas, mas nunca acariciadas sexualmente.

A sexualidade é um direito fundamental que diz respeito à saúde e a liberdade de cada um", defende. Com base no interesse crescente e desafiando a justiça francesa, a Appas promoveu, em março, a primeira formação de assistentes sexuais no país em Erstein, perto de Estrasburgo, no nordeste da França.

O evento quase foi cancelado de última hora, depois que a direção do hotel onde seria realizado alegou temer ser processada por proxenetismo. Mas uma decisão do tribunal de Estrasburgo obrigou o estabelecimento a acolher o evento por considerá-lo como uma "formação pela educação sexual geral".

"O que defendemos é um direito fundamental à vida afetiva e sexual para as pessoas com deficiência. E sobretudo feito por pessoas e para pessoas que fazem essa escolha livremente. É preciso que todos entendam bem isso", explica Jérémy Kolbecher, um dos administradores da Appas.

  No Brasil, ainda é tabu 


 Mas, em muitos países, como o Brasil, a assistência sexual não é nem mesmo conhecida. A sexualidade das pessoas com deficiência física, para os brasileiros, ainda é tabu, explica a jornalista e consultora em inclusão e diversidade, Leandra Migotto Certeza.

"Há essa ideia de que as pessoas com deficiência são assexuadas. A questão é pouco discutida mesmo no meio acadêmico e entre os militantes", observa. Leandra ressalta que o pior preconceito é o que acontece dentro das famílias das pessoas com deficiência.

"É preciso que todos estejam cientes que a sexualidade não deixa de existir porque você a pessoa tem uma deficiência. Mesmo estando em uma cadeira de rodas ou com tetraplegia, as pessoas têm desejo sexual", ressalta.

 O psicólogo, fundador do blog Inclusão Diferente e autor do livro Sexualidade e Deficiência, Damião Marcos, conta que muitas famílias resolvem a questão da experiência sexual de parentes com deficiência de forma inapropriada.

"Alguns familiares levam seus filhos ou filhas para prostíbulos. Como no Brasil não existe esse acompanhamento sexual para as pessoas com deficiência, as famílias que entendem essa necessidade não têm outra saída", conta. Fantasias Caleidoscópicas Pensando nesse vácuo sobre a sexualidade das pessoas com deficiência no Brasil, Leandra criou, em parceria com a fotógrafa Vera Albuquerque, o projeto Fantasias Caleidoscópicas, um ensaio fotográfico sensual de pessoas com deficiência física.

"O objetivo é desmistificar o tabu da sexualidade da pessoa com deficiência e também de mostrar a realidade dessa beleza e dessa estética."


As fotos são expostas com os relatos dos modelos: homens, mulheres e casais hétero e homossexuais. Além disso, o projeto também conta com um documentário e oficinas educativas interativas sobre saúde sexual. Fantasias Caleidoscópicas foi premiado no 6º Congresso Internacional "Prazeres Dês-Organizados – Corpos, Direitos e Culturas em Transformação”, em Lima, no Peru, em junho de 2007. Leandra e Vera trabalham agora na sequência do projeto e buscam patrocínio para a realização dele.

  TAGS : FRANÇA - DEFICIENTES - SEXO - POLÊMICA 


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segunda-feira, 25 de maio de 2015

OPINIÃO: Direitos dos deficientes

Vivemos neste triste país, onde o Estado paga as empresas para que os deficientes trabalhem, e nem assim são aceites. Se isto não é discriminação, então deve ser amnésia coletiva por parte dos empresários.



Portugal é um paraíso para uns e um inferno para tantos outros. 

 Quando falamos em deficiência, verificamos que, em Portugal, o deficiente só serve para que se criem leis e incentivos, e se promovam e fomentem plataformas de ajuda que pouco ajudam o próprio deficiente. 

 Temos, no nosso país, uma das maiores taxas de inatividade da União Europeia no que toca aos cidadãos com alguma incapacidade física. 

Na sua maioria, esses cidadãos inativos estão aptos para um mercado de trabalho adaptado às suas necessidades físicas. São as leis que anteriormente referi que deviam obrigar as entidades trabalhadoras a ter uma quota mínima de pessoas, com um maior ou menor grau de incapacidade, a trabalhar nas suas empresas. 

 Neste momento, está estipulada uma quota de 5% para a administração pública e local (Decreto-Lei nº 29/2001, de 3 de fevereiro), no entanto, não existe informação disponível sobre o cumprimento desta medida por parte do Estado (já diz o ditado: em casa de ferreiro, espeto de pau.)

 Paralelamente, nas empresas privadas está prevista uma quota até 2% dos trabalhadores, dependendo da dimensão da empresa, segundo o Artigo 28º da Lei 38/2004, de 18 de Agosto. 

No entanto, esta lei está por regulamentar, logo, ainda não se encontra em vigor. Criaram uma lei para estar estagnada no tempo, enquanto gastam milhões em criar novas plataformas de ajuda ao deficiente. Sempre se ouviu dizer que uma casa não se constrói pelo telhado, mas como a problemática da deficiência não atinge os nossos governantes, esta é uma dor que eles não sentem. Simultaneamente, a taxa de desemprego nas pessoas com deficiência aumenta, em média, mais de 70% de ano para ano. 

  O salvador das pessoas com deficiência devia ser o Estímulo 2012! 


 Essa medida consiste em atribuir um apoio financeiro às entidades empregadoras que celebrem contratos a tempo inteiro com pessoas que estejam desempregadas e inscritas no centro de emprego há, pelo menos, seis meses consecutivos. 

Caso a empresa contrate pessoas com deficiência ou incapacidade, terá direito a uma comparticipação de 60% da retribuição mensal paga ao trabalhador. 

Adicionalmente, os jovens com deficiência podem realizar os estágios Passaporte Emprego com duração de seis meses, não prorrogáveis. 

 A bolsa poderá ser comparticipada entre 70% e 100% – variando conforme características da empresa – e, no caso de os estagiários terem deficiência, acresce ainda a comparticipação das despesas com alimentação, transporte e seguro, pelo período de seis meses. 

 Se a empresa, no final do estágio, contratar o estagiário mediante a celebração de contrato de trabalho sem termo, recebe ainda um prémio de integração no valor da bolsa do estagiário multiplicado por seis. Apesar das óbvias vantagens, as entidades empregadoras não se deixam convencer. Não basta ter um empregado a metade do custo ou mesmo a custo zero. 

Vivemos neste triste país, onde o Estado paga as empresas para que os deficientes trabalhem, e nem assim são aceites. Se isto não é discriminação, então deve ser amnésia coletiva por parte dos empresários, pois esquecem-se tão rápido que todas estas leis e incentivos existem. 

 Depois da criação de todas estas leis, de milhares de euros gastos em estruturas, planos de reabilitação, apoios e incentivos, os portadores de deficiência perguntam-se "Para quê? 

E porque é que só se lembram de nós no dia 3 de dezembro (Dia Internacional das Pessoas com Deficiência), quando há mais 364 dias durante o ano?".

 É triste a discriminação, o abandono, a falta de sensibilidade e cidadania, por parte deste e dos demais governantes. Permitem que, ano após ano, não se fiscalizem nem façam cumprir as metas impostas para que esta problemática deixe de atingir cerca de 10% da população portuguesa, de uma vez por todas. 

 A Constituição da República Portuguesa concedeu-lhes direitos para que eles tivessem direito a eles.

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Uruguai sediará primeira Libertadores de futebol em cadeira de rodas

Nos próximos dias 6 e 7 de junho Montevidéu receberá a primeira edição da Copa Powerchair Libertadores de futebol, uma versão adaptada para pessoas incapacitadas que se pratica sobre cadeiras de rodas motorizadas, e na qual participarão equipes de Brasil, Argentina e Uruguai. Esta versão do futebol é praticada em uma quadra de basquete e os jogadores usam cadeiras de rodas motorizadas para funcionar a uma velocidade máxima de 10 km/h durante as partidas.


Os desportistas batem uma bola de tamanho 10 (a usada no futebol profissional é tamanho 5) e as regras do jogo são fundamentalmente iguais às do futebol internacional.

 As cadeiras de rodas dos jogadores são equipadas com proteções metálicas para atacar, defender ou golpear a bola e cada equipe é composta por quatro jogadores de campo e um goleiro.

Nesta primeira edição jogarão um total de seis equipes: Rio de Janeiro e Novo Ser pelo Brasil, Tigres e Pacheco representando a Argentina, e os uruguaios Deportivo Montevideo e Huracán de Carrasco.

Nesta modalidade esportiva podem jogar homens e mulheres a partir dos seis anos que utilizem cadeiras de rodas motorizadas em seu dia a dia para se deslocar devido a alguma incapacidade.

A Copa Powerchair Libertadores 2015 é o primeiro torneio deste tipo a ser realizado na América Latina.

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sábado, 23 de maio de 2015

Guiné-Bissau: INASA assina convénio de cooperação com Fiocruz do Brasil

Bissau - O Instituto Nacional da Saúde Pública (INASA) assinou esta quinta-feira, 21 de Maio, um convénio com Fiocruz do Brasil, cuja delegação se encontra no país no âmbito de trabalhos de elaboração do II plano estratégico do INASA para o período 2015-2020.


  De acordo com agenda de trabalho que teve início a 18 de Maio em Bissau, com o término previsto para dia 22, os participantes discutiram sobre estabelecimento das prioridades da instituição em termos de trabalho, definição de pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças assim como do plano de implementação durante o primeiro ano da sua entrada em função. Apresentação do resumo do segundo Plano Estratégico do INASA para o período de 5 anos à alta autoridade do Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau e parceiros, constam entre outros aspectos que finalizam os trabalhos de encontro de Bissau.  

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