quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Portugal - Bloco de Esquerda cria “Grupo de Trabalho para a deficiência no Distrito de Leiria”

Em comemoração do “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, o Bloco de Esquerda promoveu uma sessão pública, no passado sábado à tarde, no Centro da Juventude das Caldas da Rainha, contando com a presença de Eduardo Jorge, autor da página “Nós Tetraplégicos”, que percorreu 180 km de cadeira de rodas para protestar contra a falta de legislação em torno dos direitos dos cidadãos com deficiência. 

 

 Entre os assuntos debatidos pelo deputado do BE, Moisés Ferreira, também o Bloco anunciou a criação do “Grupo de Trabalho para a deficiência no Distrito de Leiria”.


 

Anualmente no dia 3 de dezembro, celebra-se o “Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”, data em que a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência. 

 

 Como tal, o BE de Caldas da Rainha, convidou o tetraplégico português Eduardo Jorge para falar sobre a sua experiência e do documentário realizado pela jornalista Vera Moutinho, sobre “O que é isso de vida independente?”.

 

 O ativista sofreu um acidente de carro a 20 de fevereiro de 1991, em que uma lesão medular deixou-o tetraplégico. 

 

 Após dez anos numa cama, conseguiu recuperar parte do movimento e começou a informar-se sobre os direitos que tinha, tornando-se um ativista por uma lei independente em Portugal.

 

 Com a saúde fragilizada e sem respostas por parte do Estado, decidiu que não podia continuar a viver sozinho, indo viver para uma instituição.


  Segundo Eduardo Jorge, “durante muitos anos estive a ser manipulado e a pensar que não tinha direito a nada”, como se a “minha deficiência fosse a minha sentença. Isso fez de mim um ativista”.

Além disso, explicou que “não foi fácil expor-me desta maneira na reportagem, mas já tinha feito de tudo como as greves de fome e as viagens de cadeiras de rodas”.

O ativista aconselhou que antes de qualquer ato todos devem de ir pelos “canais normais”. Apesar de sentir-se respeitado na instituição, Eduardo Jorge sublinhou que “não deixo de estar num lar”.

“Tenho fé que a vida independente inserida no orçamento de Estado avance com os projetos pilotos”, concluiu. Nelson Arraiolos, ativista do Bloco de Esquerda, começou por anunciar a criação do “Grupo de Trabalho para a deficiência no Distrito de Leiria”, tendo como lema “Nada Sobre Nós Sem Nós!”, de forma a descobrir juntos os temas e as formas de ação para “mudar a realidade local e nacional”.

O objetivo é “pressionar o poder local, para o cumprimento das metas de inclusão”, tais como as crianças com necessidades educativas especiais no meio escolar, a inclusão das pessoas com deficiência no mercado de emprego, bem como, eliminar as barreiras arquitetónicas existentes em todo o distrito.

Também referiu que o grupo vai procurar, junto das câmaras e outras entidades de todo o distrito, “lutar e exigir que olhem para nós como cidadãos e não como números, para que vejamos respeitados os nossos direitos”, visto que “caberia ao poder local começar o seu trabalho de proximidade”, sabendo “ao certo quantas pessoas com deficiência ou incapacidade existem no espaço físico dos seus concelhos”. Moisés Ferreira frisou que “o BE aprovou um projeto que tem a ver com o estatuto cuidador informal”, abrangendo diversas tipologias.

Este estatuto, segundo o deputado do BE, deve reconhecer um princípio básico, “em que ao Estado compete prestar todos os cuidados de saúde e outros, para as pessoas que estão em situação de fragilidade”.

Assim quando o Estado não consegue dar resposta, “não deve penalizar as pessoas que estão a substituir esta prestação de cuidados e a cumprir os princípios constitucionais”, através de várias vertentes para garantir o apoio ao cuidador/ cuidado.

O deputado também destacou que o “Bloco de Esquerda vai chatear até exaustão para que os projetos pilotos e o estatuto cuidador informal arranquem o mais rápido possível”.

 Para encerrar, Heitor de Sousa referiu que “vivemos num período em que é possível romper com a ideia de que não há alternativa a uma determinada politica”, de modo a criar uma via para a vida independente.

“Quando cada uma das pessoas com deficiência tiver a possibilidade de escolher, poderemos viver numa sociedade bem melhor”, salientou Heitor de Sousa, dando como exemplo o orçamento participativo, como meio para melhorar a circulação das pessoas com mobilidade reduzida. 

 Fonte da Noticia – Veja Aqui - Mariana Martinho

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Em Portugal, a pessoa com deficiência ainda não é livre de escolher onde e como quer viver

As opções de vida da maioria das pessoas com deficiência resumem-se à dependência da família ou a viver numa instituição, muitas vezes um lar de idosos, algo que associações e ativistas criticam, defendendo liberdade de escolha.

 

 Em vésperas do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a realidade destas pessoas em Portugal está ainda longe do ratificado na Convenção Internacional, que determina que os países devem assegurar que as pessoas com deficiência escolhem como, onde e com quem vivem, bem como os serviços e os apoios de que precisam. 

 

 Da conversa com vários interessados no tema, a conclusão é a de que as pessoas com deficiência em Portugal não têm como ser autónomas e estão obrigadas ou a viver no seio da família, caso esta tenha as condições económicas necessárias, ou a recorrer à institucionalização, muitas vezes em lares de idosos.

 

 Em declarações à agência Lusa, o professor e investigador Fernando Fontes, autor do ensaio "Pessoas com Deficiência em Portugal", explicou que estas são atualmente as únicas duas opções, já que a "grande aposta em Portugal, e sobretudo desde 2010, tem sido os lares residenciais e não as residências autónomas".

 

 "Entendemos que estas pessoas não devem ser obrigadas a esta situação só porque é a única solução que existe", defende, por seu lado, a Associação Portuguesa de Deficientes, segundo a qual "ainda não se criaram as condições para que as pessoas com grandes incapacidades possam ter uma vida autónoma". 

 

 Situação pela qual passou e está a passar Eduardo Jorge, ativista por uma Vida Independente, mas sobretudo pela liberdade de escolha e por poder decidir como quer viver, sem estar limitado às decisões que os outros tomam por si. 


Tal como explicou à Lusa, é tetraplégico desde os 28 anos, devido a uma lesão na medula, tendo 90% de incapacidade, o que faz com que precise de "apoio para quase tudo", como seja vestir-se e despir-se, posicionar-se na cama, fazer a higiene diária ou transferir-se da cama para a cadeira de rodas.

Sendo um dos rostos mais visíveis da luta por uma filosofia de Vida Independente, e "contra a institucionalização compulsiva levada a cabo" em Portugal, viu-se obrigado a ir viver num lar de idosos por não ter condições financeiras para pagar a cuidadores.

 Admite que teve a sorte de ser colocado num "lar exemplar", onde inclusivamente lhe arranjaram trabalho como assistente social, mas não consegue esconder que tem sido uma adaptação muito difícil, num local criado "para ser a última morada de quem o procura", obrigado a conviver com "demências graves e a deterioração humana".

"No lugar de continuar a institucionalizar-nos compulsivamente e pagar valores altos por isso às instituições, o Estado atribuía-nos esse valor permitindo-nos contratar assistentes pessoais ou o serviço de apoio domiciliário que vá ao encontro das nossas necessidades", reclama.

Na opinião do investigador Fernando Fontes, os valores dos apoios sociais pagos pelo Estado às pessoas com deficiência "são ridículos" quando comparados com as comparticipações pagas às instituições sociais.

 Segundo fonte oficial da Segurança Social, o Estado paga 984,25 euros por cada pessoa com deficiência que está num lar residencial ou 499,03 euros por cada utente que frequenta um Centro de Atividades Ocupacionais. 


Já os valores médios mensais em 2015 dos apoios sociais variam entre 131,11 euros do complemento de dependência ou 189 euros do subsídio mensal vitalício, ao qual acresce o complemento extraordinário de solidariedade cujo valor médio mensal foi de 84 euros. Valores que, embora baixos, Eduardo Jorge não recebe porque tem um ordenado superior a 600 euros mensais, apesar de 75% desse ordenado ser para pagar o lar de idosos onde vive.

Para Fernando Fontes, há uma explicação para que os valores das comparticipações pagos às instituições sejam muito superiores aos valores dos apoios sociais pagos às pessoas com deficiência ou às suas famílias: "Creio que o lobby das instituições em Portugal é muito grande".

"O Estado sempre delegou muito na sociedade civil e prefere pagar às instituições os serviços e não os pagar diretamente. Isso fez com que o número de instituições tenha crescido imenso e logo o lobby é muito grande", defendeu o investigador.

Para a presidente da Associação Portuguesa de Deficientes, Ana Sesudo, é necessário que as pessoas com deficiência possam "ter acesso [à educação] em igualdade com outros cidadãos, ter acesso a informação e a integrar o mercado de trabalho de forma a ter acesso a um ordenado que pudesse possibilitar uma independência económica e fazer face às despesas da sua vida".

Para dar a tão pedida independência, surgiu em Lisboa um projeto-piloto de Vida Independente, a funcionar desde março de 2015, com cinco participantes com deficiência e quatro assistentes pessoais.

Entretanto, esperam pela conclusão das obras das casas municipais que estão a ser adaptadas para pessoas com deficiência.

Para Diogo Martins, presidente da associação que gere o projeto-piloto, a filosofia da Vida Independente traz liberdade em relação à família, mas também a conquista do poder de decisão, conseguindo autonomia na gestão do dia-a-dia.

Eduardo Jorge não têm dúvidas em afirmar que este é o melhor modelo, apontando que "é a diferença entre o decidir onde, como, e com quem viver, ou continuar a ser enclausurado".

"É o poder decidir algo tão básico, como por exemplo a que horas quero levantar, deitar, tomar banho? e para isso basta ter alguém que seja os meus braços e as minhas pernas", apontou.
 

 Fonte da Noticia – Veja Aqui

Cabo Verde - Presidente reconhece trabalho das organizações que trabalham em prol das pessoas com deficiência

O Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, reconhece o trabalho “árduo e indispensável” das organizações da sociedade civil (OSC) cabo-verdianas para a inclusão social das pessoas com deficiência, mesmo perante muitas dificuldades e escassos recursos.

 

Jorge Carlos Fonseca, que se expressa numa mensagem a propósito do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, que se assinalou sábado, realça que perante essas dificuldades, as organizações continuam a apoiar as pessoas e a contribuir para a realização dos seus direitos.

 
“Como é o caso do nobre Daniel Gomes, recentemente falecido, que fundou e presidiu a ADEF (Associação de Desenvolvimento e Formação de Pessoas de Condições Especiais de Cabo Verde) durante 15 anos, ao qual rendo uma devida homenagem. Também, a valorosos cidadãos, como Márcio Fernandes e Gracelino Barbosa que nos têm honrado com distinções no desporto paralímpico internacional, ou os bailarinos de “Mon na Roda” que venceram recentemente uma medalha de bronze em competição internacional, os quais comprovam o valor e a capacidade das pessoas com deficiência”, exemplifica o Chefe de Estado. Merecem igualmente destaque do Presidente da República iniciativas como o Projecto Compartiarte, desenvolvido por Teresa Mascarenhas, que permitiu a produção, no decurso este ano, de versões da Constituição da República em áudio e braille.

“Mas, igualmente a centenas de guerreiros com deficiências ou que convivem e apoiam pessoas com deficiências, os quais diariamente enfrentam dificuldades e barreiras para sobreviver e realizar os seus sonhos”, acrescenta.


 Fonte da Noticia – Veja Aqui

Portugal - Quotas para deficientes aplaudidas, mas patrões querem negociar

Governo quer alargar quotas ao setor privado. Acesso ao emprego é uma das principais dificuldades desta população.

 

A secretária de Estado da Inclusão anunciou a intenção do governo de criar quotas de emprego no setor privado para as pessoas com deficiência.

 

Uma medida que é vista com bons olhos pela Associação Portuguesa de Deficientes (APD) e pelos patrões. 

 

Embora estes últimos sublinhem que é preciso primeiro negociar as condições em sede de concertação social.

 

"Reconhecendo a bondade da medida é necessário alguns ajustes, com razoabilidade para que não sejam apenas satisfeitos este ou aquele aspeto social.

 

É uma questão de discussão em sede de concertação social", respondeu ao DN António Saraiva, presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP).

 

O empresário reconheceu, no entanto, que "há uma série de empresas que já o fazem, no âmbito da sua responsabilidade social".

 

António Saraiva sublinha que "a imposição no setor privado desta ou daquela matéria não pode resultar de pressas", daí que defenda "alguma negociação".

 

Em alternativa usar incentivos à contratação, em vez das quotas, também tem de ser visto com cautela, antecipa o presidente da CIP: "Se as empresas para contratar este ou aquele nível etário ou de deficiência só o fazem por ter este ou aquele benefício, não pode ser.

 

Deve haver uma responsabilidade social, programas específicos em que todos se possam candidatar.

 

"Já a APD lembra que "quando foram estipuladas as quotas para o setor público, ficou logo a promessa de alargar esta medida ao privado".

 

Ana Luísa Sesudo lembra que "o acesso ao emprego é fundamental para conseguir as garantias quer do direito ao trabalho e da independência, como também em termos de autoestima e de provar que são pessoas capazes e iguais a qualquer cidadão".


 A presidente da APD acrescenta também que "muitos sócios procuram a associação desesperados a pedir emprego, porque acham que somos entidade empregadora e não somos".

Entre os pedidos de ajuda, chegam "muitas pessoas que nunca acederam ao mercado de trabalho e outras que estão desempregadas há cinco, seis anos".

 E se há uns anos, a principal queixa das pessoas com deficiência era não terem tido acesso à educação, hoje muitos dos desempregados têm já licenciatura e mestrado. Ana Luísa Sesudo elogia a medida anunciada pela secretária de Estado, mas aproveita para recordar que a quota do setor público "está desajustada".

 "O número de vagas foi cortado, por causa dos cortes nas contratações do Estado e depois já não chega a haver vagas para pessoas com deficiência."

 A representante da APD aponta ainda a necessidade de se criarem, além das quotas no privado, "campanhas de sensibilização junto do tecido empresarial para que conheçam o trabalho das pessoas com deficiência, que por quererem provar o seu valor muitas vezes acabam por demonstrar uma dedicação acima da média".

A secretária de Estado da Inclusão de Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, apontou, em entrevista à Lusa, como prioridade "focarmo-nos na temática da empregabilidade".

Considerando este, "o problema mais acentuado que temos". A área do emprego vai contar assim com regulamentação do código de trabalho na área da deficiência, a criação de quotas no setor privado e a exigência do seu cumprimento pelo setor público, e um programa alargado de empregabilidade para pessoas com deficiência. Ana Sofia Antunes considerou ainda "bastante preocupantes" as últimas estimativas do Eurostat, segundo as quais, a taxa de desemprego estava nos 16% e apenas 44% da população com deficiência está a trabalhar.

De fora destas estatísticas ficam as pessoas com dificuldades severas, o que ajuda a melhorar os números, alertou a governante .

 Fonte da Noticia – Veja Aqui

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Pessoas com deficiência vão poder praticar desportos de neve em Portugal

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) vai apostar no desporto adaptado, depois de ter recebido a garantia do financiamento para o primeiro equipamento.

 Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) vai apostar no desporto adaptado, depois de ter recebido a garantia do financiamento para o primeiro equipamento, do Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ).



A resposta ao apelo dos responsáveis pelos desportos de inverno foi dada na noite de sábado, durante a gala da FDIP, quando o presidente do IPDJ, Augusto Baganha, prometeu “num futuro breve” proporcionar a aquisição de uma cadeira de esqui para pessoas com mobilidade reduzida. 

“É a primeira vez que em Portugal vai haver uma cadeira deste género.

 Vamos permitir que o esqui seja um desporto inclusivo e não exclusivo”, sublinhou Pedro Farromba, presidente da FDIP.

 Além da compra da cadeira, no valor de cerca de cinco mil euros, é também necessário dar formação para a sua utilização. 

Para já são conhecidos quatro atletas com necessidade deste tipo de equipamento. 

A sua utilização vai depender do modelo da cadeira e do grau de mobilidade das pessoas. 

Pedro Farromba não quis, para já, assumir um projeto para os Jogos Paralímpicos de Inverno, admitindo que a longo prazo esse objetivo possa vir a estar no horizonte.

 “Só dou passos pequenos, mas assertivos”, acentuou o dirigente. Presente na cerimónia, o presidente do Comité Paralímpico de Portugal, Humberto Santos, mostrou-se satisfeito com a disponibilidade manifestada pelo IPDJ “para ajudar na aquisição do que pode ser um instrumento importante” para tornar os desportos de inverno mais inclusivos.

 “Estão lançadas sementes para que os desportos de inverno para pessoas com deficiência venham a ser uma realidade”, congratulou-se Humberto Santos.

 A FDIP já tinha tornado pública, em 2013, a vontade de implementar este projeto, mas a ausência de financiamento adiou essa intenção.


Fonte da Notícia – Veja Aqui

sábado, 26 de novembro de 2016

Guiné-Bissau - Maternidade do Hospital Simão Mendes passa a ter bloco para cesarianas

O governo da Guiné-Bissau e parceiros internacionais inauguraram hoje no Hospital Simão Mendes, em Bissau, principal unidade de saúde do país, um bloco operatório moderno para cesarianas que esperou dois anos para funcionar.

 

 «Técnicos do Hospital Simão Mendes, por favor valorizem este equipamento», pediu o secretário-geral do governo, Olívio Pereira, que representou o primeiro-ministro Umaro Sissoco na cerimónia. 


«O objetivo é diminuir a mortalidade materno-infantil na Guiné-Bissau», destacou Kourtoum Nacro, representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), um dos doadores das duas salas de operações.

Partos que requerem cesariana e com hemorragias associadas são a principal urgência que o Hospital Simão Mendes recebe todos os dias, segundo dados da unidade.

O bloco da maternidade estava pronto a funcionar há dois anos, mas a abertura foi sendo adiada pela direção do hospital por alegada falta de técnicos, obrigando as grávidas a depender do bloco geral de cirurgias, mais antigo, com menos equipamento e mais pacientes.

A primeira cesariana deverá acontecer na próxima semana, depois de uma desinfeção profunda do bloco. Na Guiné-Bissau, 549 mulheres morrem por cada 100 mil partos (a pior taxa do mundo lusófono, segundo dados da Organização Mundial de Saúde de 2015), e 55 crianças em cada 1000 morrem antes do primeiro aniversário, de acordo com dados do Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, relativos a 2014.
 

Fonte da Notícia – Veja Aqui

Portugal - Seleção em campanha de combate à violência contra as mulheres

A Federação Portuguesa de Futebol aceitou um desafio da Embaixada dos Estados Unidos em Portugal, incentivando a participação de quatro campeões europeus num vídeo da APAV para assinalar o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contras as Mulheres (25 de novembro).

 
A Seleção Nacional associou-se a esta iniciativa através da participação de José Fonte, Nani, Rui Patrício e Pepe.

  Fonte da Notícia – Veja Aqui

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Portugal - Governo aceita baixar IVA dos produtos de apoio para pessoas com deficiência

O PAN anunciou, esta quarta-feira, que o Governo aceitou a proposta de alteração ao Orçamento do Estado 2017 para reduzir a taxa de IVA de 23 para 6 por cento dos produtos de apoio a pessoas com deficiência.

 

O partido Pessoas-Animais-Natureza explicou, através de comunicado, que a medida pretende contribuir para «uma maior inclusão social e para a diminuição das desigualdades existentes», com a aplicação de uma taxa de IVA reduzida a todos os produtos que constam da lista homologada pelo Instituto Nacional para a Reabilitação.

 «Existem equipamentos, utensílios e objetos cuja utilização por parte das pessoas com deficiência é indispensável e que ainda têm uma taxa de IVA de 23 por cento», o que dificulta a sua aquisição, sublinha o PAN.
 

 Fonte da Notícia – Veja Aqui

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Portugal - Campanha “Dê Uma Tampa à Indiferença” continua a ajudar

A Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação da Região Autónoma da Madeira em parceria com a Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – Associação Sem Limites promovem a Campanha “Dê Uma Tampa à Indiferença” que consiste na recolha de tampas de plástico para posterior envio para Portugal Continental para uma recicladora.

 

 Com os valores angariados compramos ajudas técnicas e material ortopédico para doar a pessoas socialmente carenciadas.

 

Desde o início do presente ano foram enviados dois contentores de tampas, um em Fevereiro e outro no passado dia 20 de Maio, com cerca de 16.890kg na totalidade.

 

 “Através do montante angariado com o primeiro contentor, nomeadamente 2012.50 euros foi possível apoiar 11 pessoas com equipamentos novos, designadamente, 2 cadeiras de rodas manuais, comparticipação 1 cadeira de posicionamento pediátrica, em comparticipação em 3 cadeiras de rodas elétricas, compra de umas baterias, compra de 1 colete Jewett, Comparticipação de medicação e de uma junta médica e ainda a comparticipação de reparação de uma cadeira de rodas elétrica. Para além destas pessoas, foram apoiadas mais 4 pessoas através do empréstimo de 4 cadeiras de rodas.

 

 Totalizando 15 pessoas apoiadas desde até à presente data com os valores angariados através da Campanha “Dê uma tampa à Indiferença”, lê-se numa nota de imprensa.


  “Para além da vertente solidária, e através das sensibilizações realizadas nas Escolas e outras Instituições, realizadas este ano um total de 7 sensibilizações, promovemos a Campanha junto dos alunos, adultos e idosos, passando a mensagem de Educação Ambiental, Reciclagem e Solidariedade.

 Estas sensibilizações têm sido muito importantes para promover a Campanha e garantir uma recolha de tampas contínua, bem como para identificar casos de apoio, permitindo que o nosso apoio possa chegar a mais pessoas e de diversos concelhos da região”, acrescenta a mesma nota.


  Fonte da Notícia – Veja Aqui

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Portugal - Número de emergência 112 acessível às pessoas surdas até ao final do ano

José António Vieira da Silva explicou que as pessoas surdas serão atendidas através de um meio com capacidade visual.

 

 O ministro da Segurança Social, José António Vieira da Silva, afirmou esta terça-feira ter como compromisso tornar o número de emergência, 112, acessível às pessoas surdas até ao final do ano.

 

 Vieira da Silva falava à margem de uma cerimónia no Palácio de Belém em que se assinalou o dia nacional da língua gestual portuguesa, tendo ao seu lado a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes.

 

 "Neste caso concreto das pessoas com deficiência auditiva, a nossa grande batalha e o compromisso que temos até ao final do ano é tornar acessível o 112, que é um número que é útil para todos os portugueses", afirmou. 


O ministro adiantou que as pessoas surdas serão atendidas "através de um meio com capacidade visual" e terão "do outro lado alguém que possa encaminhar o seu problema, encaminhar a sua situação crítica".

Esta acessibilidade deverá estar disponível até ao final do ano, reiterou. O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social referiu que o Governo tem "um programa de trabalhos muito intenso no que toca à inclusão das pessoas com deficiência, nomeadamente através da criação em todo o país de balcões dedicados às pessoas com deficiência".

A acessibilidade do 112 às pessoas surdas será "mais um passo relevante do ponto de vista da inclusão das pessoas com deficiência", disse. Antes, Vieira da Silva saudou a iniciativa do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, de assinalar o dia nacional da língua gestual portuguesa com uma cerimónia em que recebeu a Federação Portuguesa das Associações.

 Nesta cerimónia na Sala das Bicas do Palácio de Belém, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a disponibilização de vídeos dos seus discursos com tradução para língua gestual portuguesa e legendagem no portal da Presidência da República.

"Eu gostaria de saudar esta iniciativa que, vinda do senhor Presidente da República, tem um valor simbólico", afirmou o ministro, acrescentando: "Hoje é o dia da língua gestual portuguesa e é muito importante que isso seja relembrado, mas principalmente relembrado com ações práticas".
 

Fonte da Noticia – Veja Aqui

domingo, 13 de novembro de 2016

Portugal – Orçamento de Estado 2017: Até final do ano avançam apoios para Vida Independente

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência garantiu hoje que, até ao final deste ano, será levado a consulta pública e aprovado em Conselho de Ministros o concurso para os apoios aos Movimentos de Vida Independente. 

 

De acordo com secretária de Estado Ana Sofia Antunes, até ao final do ano, a medida estará aprovada em Conselho de Ministros, "depois da natural e imprescindível consulta pública", para saber se o projeto vai ao encontro das necessidades das pessoas com deficiência.

 

 "No que respeita ao apoio à vida independente, estamos a trabalhar no sentido de ter cá fora, ainda neste ano, a resolução de conselho ministros e a portaria que definem esta medida de apoio às pessoas com deficiência, que é fundamental para a sua autonomização e a sua permanência em contexto de residência, da sua própria habitação", adiantou a secretária de Estado. Ana Sofia Antunes falava aos deputados, no âmbito de uma audição conjunta das comissões de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa e do Trabalho e Segurança Social, para a discussão na especialidade do Orçamento do Estado para 2017.


  Segundo a secretária de Estado, está em causa uma medida que irá servir para a constituição de centros de apoio à vida independente, que terão como função criar uma bolsa de assistentes pessoais, bem como selecionar as pessoas com deficiência que precisem deste apoio.

Estes centros farão depois a "correspondência entre aquilo que são as necessidades das pessoas e o perfil adequado de assistente pessoal", explicou.

Adiantou também que se trata de uma medida que não foi fácil criar, já que foi "preciso redesenhar as candidaturas", criticando que "quem as desenhou não sabia de todo do que estava a falar e não sabe o que é a vida independente".

 No que diz respeito à prestação única para as pessoas com deficiência, Ana Sofia Antunes salientou que é uma medida que tem dois objetivos: combate à pobreza e exclusão social, mas que funcione em conjunto com os rendimentos do trabalho.

 Ana Sofia Antunes apontou que estão orçamentados 60 milhões de euros para esta prestação social, e explicou que a demora na entrada em vigor teve a ver com questões administrativas, nomeadamente a saída de técnicos informáticos tanto do Instituto de Segurança Social como do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

 Ainda assim, deixou a garantia de que o Governo continua a trabalhar para que a prestação comece a ser paga ainda no decorrer do terceiro trimestre de 2017.
 

 Fonte da Notícia – Veja Aqui

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Portugal - Profissionais de saúde da Guiné-Bissau estagiam no Hospital Senhora da Oliveira em Guimarães

Dois médicos e uma enfermeira estão a realizar estágio no Hospital de Guimarães para adquirir mais competências no tratamento de doentes, ao abrigo de um programa de estágios apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

 

 Ao abrigo do programa «Estágios de curta duração destinados a profissionais de saúde dos PALOP e Timor Leste», da Fundação Calouste Gulbenkian, estes profissionais de saúde vieram para Portugal adquirir conhecimentos, durante três meses, sobre cuidados de saúde que ainda não são prestados no seu país de origem.

 

 Um dos médicos, Quintino Badam, está no processo de assimilação de conhecimentos no Serviço de Anestesiologia e o outro, Vasco Na Dum, conjuntamente com a enfermeira Alexandrina Moura, está a estagiar no Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital.

 

 O Hospital de Guimarães tem já um histórico de colaboração, em termos de saúde, com a República da Guiné Bissau. 

 

Tendo as autoridades deste país realizado já uma cerimónia de reconhecimento a alguns profissionais envolvidos nas missões de cooperação e solidariedade, bem como ao próprio Hospital, em Dezembro passado. 

 

Ainda que, desde 2014, existe um protocolo entre o Hospital e o Instituto Marquês de Valle Flôr que aborda a partilha de princípios e que prevê, concretamente "a colaboração entre as duas entidades para a realização de sessões de formação de recursos humanos guineenses e de campanhas de informação e educação para a saúde, assim como a doação de equipamentos fora de uso no Hospital e de consumíveis médico-cirúrgicos, sempre que possível e de acordo com as necessidades do projeto, de forma a potenciar a eficácia das missões e a superar algumas das faltas e necessidades em equipamentos e materiais na respetiva área de intervenção".


  Para o Director de Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital, José Manuel Furtado, que é também orientador, "estes profissionais da Guiné vêm realizar um estágio com uma componente mais observacional, estando limitados à realização de alguns actos.

De acordo com os seus planos de estágio, vão adquirir conhecimentos de técnicas que ainda têm um desenvolvimento preliminar no seu país ou ainda não se realizam.

Fomos contactados por estes profissionais porque também já temos alguma experiência de missões humanitárias realizadas na República da Guiné-Bissau, até mesmo pelo protocolo que temos com o Instituto Marquês de Valle Flôr".

Para os guineenses, a experiência tem sido muito positiva ao nível da aprendizagem e da troca de conhecimentos. "Decidi vir para Portugal ter esta experiência porque, em primeiro lugar, Portugal é um país com a mesma língua, o que facilita na aprendizagem.

Depois porque a forma de trabalhar na Guiné é totalmente diferente, assim como os protocolos de tratamento. Estamos carenciados na área da saúde, por isso esta experiência tem sido muito boa, pois tenho aprendido novas técnicas no bloco operatório", refere Quintino Badam.

Já a enfermeira especialista Alexandrina Moura menciona a importância da aquisição de experiência para quando voltar poder ajudar o seu Hospital, mas salienta também a cidade que a acolhe.

 "Por exemplo, lá temos o aparelho de CTG (cardiotocografia), mas está parado porque não sabemos utilizá-lo; agora já aprendi um pouco a realizar estes exames que dará para começarmos a fazer.

A cidade de Guimarães é muito linda e tranquila, estamos a gostar muito de aqui estar", frisa. Já o médico Vasco Na Dum afirma que "ter o diploma superior não basta, precisamos de evoluir a cada dia que passa, sobretudo na área da medicina.

O nosso país tem ainda uma distância grande para a Europa, por isso decidi candidatar-me ao estágio para aprender algo novo e desta forma, quando voltar, poder dar a minha contribuição no sentido de poder melhorar a saúde materna na Guiné.

Como sabemos, a mortalidade materna é um dos problemas de saúde pública no meu país, só aprendendo técnicas de tratamento novas podemos melhorar esta realidade.

Já tinha ouvido falar em alguns tratamento e exames, mas que nunca tinha visto, como por exemplo o rastreio de cromossomopatias durante a gravidez ou o seguimento das grávidas diabéticas que aqui em Guimarães se faz; estou ainda a tentar aprender a realizar ecografias o que seria muito bom para mim".


 Fonte da Notícia – Veja Aqui

Angola - Lei das Acessibilidades garante dignidade

A secretária de Estado do Ministério da Assistência e Reinserção Social realçou ontem a importância da Lei das acessibilidades para as pessoas portadoras de deficiência, grávidas, obesos e idosos. 

 

 Maria da Luz, que falava durante a primeira sessão plenária extraordinária de divulgação da lei, afirmou que as pessoas com deficiências físicas vão beneficiar de melhores condições de locomoção e acomodação nas estradas, residências, transportes públicos e outras infra-estruturas arquitectónicas do país.

 

 A Lei, publicada em Diário da República no dia 27 de Julho deste ano e que entrou em vigor a 27 de Outubro, assenta em alguns princípios como o respeito pela dignidade humana, não discriminação e o exercício dos direitos e liberdades fundamentais.

 

 “O princípio da inclusão pressupõe mudança de mentalidades, de atitudes e de comportamentos”, referiu Maria da Luz, para quem a Lei das Acessibilidades pode ser considerada como uma das mais abrangentes entre os países que assinaram a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

 

 Um dos benefícios da Lei das Acessibilidades é assegurar os direitos, liberdades e garantias de toda a população, combatendo os estigmas, os estereótipos e os preconceitos, rumo a uma sociedade mais sã, mais coesa e feliz.

 

  “Com a Lei das Acessibilidades, promove-se a igualdade, a participação, as oportunidades de emprego, educação, protecção social e a saúde, tarefa esta dos decisores políticos, organismos públicos, Executivo, igrejas e sociedade civil, e, por conseguinte, transversal, por associar-se a áreas como a saúde, formação, emprego, acesso à informação, transportes, habitação, desporto e lazer.” 


Cerca de 180 mil pessoas vivem com deficiência física em Angola, segundo dados da Federação das Pessoas com Deficiência (FAPED). Valeriano David, secretário para a Administração e Finanças da FAPED, informou que a instituição continua a trabalhar no cadastramento de pessoas com deficiência, para que no segundo semestre do próximo ano haja um número definitivo.

 Até ao momento, as principais dificuldades existentes em pessoas portadoras de deficiência física são as barreiras arquitectónicas e a atitude negativa de alguns cidadãos na via pública.

Ao elogiar a Lei das Acessibilidades, Valeriano David aproveitou a ocasião para pedir que se tenha mais atenção em relação às pessoas portadoras de deficiência.

 “Esperamos que, futuramente, as pessoas com deficiência física congénita também possam beneficiar de subsídios do Estado, porque muitos deles dependem de familiares e outros continuam a mendigar pelas ruas dos país.

Estamos a lutar para que a lei por nós proposta (para pessoas com deficiências físicas congénitas) também seja aprovada, para poderem também ser beneficiários de subsídio do Estado”, disse. Valeriano David apelou à população para que tenha mais paciência e amor para com as pessoas portadoras de deficiências físicas, que segundo ele têm sofrido muitas injustiças.

 “Muitas vezes somos maltratados e rejeitados”, lamentou.
 

 Fonte da Notícia – Veja Aqui

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Google Brasil lança segundo programa de recrutamento para pessoas com deficiência

O Google Brasil lançou hoje seu segundo Programa de Recrutamento de Pessoas com Deficiência, criando espaço para que esse público possa se candidatar à uma oportunidade de carreira nos escritórios da empresa em São Paulo e Belo Horizonte. 

 

O primeiro programa da companhia foi realizado em setembro de 2015.

  

 Com o objetivo de estimular e facilitar a candidatura de pessoas com deficiência, a iniciativa cria uma via de comunicação expressa para conectar candidato às vagas disponíveis, além de representar esforços da empresa em fomentar a diversidade em seus escritórios.


  Quer trabalhar no Google? Escritório da empresa no Brasil abre inscrições para Android?

 

Google apresenta ao público seu novo Campus em São Paulo e oferece espaço gratuito a startups Google.


Daniel Borges, gerente de atração de talentos do Google, isso está alinhado outros trabalhos internos do Google em prol da diversidade.

 "Esse esforço para diversificar o perfil dos candidatos que participam dos nossos processos de seleção está perfeitamente alinhado com o trabalho que realizamos internamente para que diferentes pessoas possam se sentir confortáveis e produtivas em seu ambiente de trabalho", disse na ocasião do primeiro programa, no ano passado.

No blog oficial da companhia, Borges publicou um post sobre o segundo programa, reafirmando o compromisso da empresa com a diversidade.

Aumentar a diversidade da força de trabalho é um grande compromisso do Google e nosso canal dedicado de inscrições expande nossa capacidade de busca e auxilia na seleção dos futuros Googlers (apelido pela qual os funcionários da empresa são conhecidos).

Para se candidatar, o interessado deverá preencher os pré-requisitos para as vagas, que são ensino superior completo (ou com conclusão prevista até 2017) e domínio do inglês. As principais áreas de atuação são vendas, atendimento, marketing, planejamento, engenharia, finanças e recursos humanos. As inscrições do Programa de Recrutamento de Pessoas com Deficiência podem ser feitas neste link até 15 de dezembro de 2016.

 Fonte da Notícia – Veja Aqui

domingo, 30 de outubro de 2016

Governo da Guiné-Bissau e Nações Unidas entregam cabazes para reinserção de mulheres

O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau e o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) entregaram hoje cabazes a 26 mulheres tratadas a fístula obstétrica para promover a sua reinserção social. Os cabazes incluem sacos de 50 quilos de açúcar, arroz e outros produtos domésticos.



“Pretende-se dar a estas mulheres a oportunidade de desenvolverem pequenos negócios e gerarem rendimentos para que possam contribuir para a economia familiar, permitindo-lhes retomar as suas vidas”, referiu Kourtoum Nacro, representante do UNFPA na Guiné-Bissau, durante a cerimónia de distribuição. 


 A fístula obstétrica é uma perfuração causada em partos sem os cuidados necessários que provoca perdas de urina e fezes e afeta a vida reprodutiva das mulheres, levando por vezes à sua exclusão familiar e social.

 As 26 mulheres que hoje receberam os cabazes sofriam do problema e foram operadas durante uma campanha realizada em abril no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau.

 Os cabazes visam o passo seguinte: “contribuir para a sua participação [na sociedade] e melhorar a qualidade de vida com dignidade”, concluem o Ministério da Saúde da Guiné-Bissau e o UNFPA.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui

sábado, 29 de outubro de 2016

Como é difícil a vida de uma pessoa com deficiência na África Ocidental - COMO TRANSFORMAR UMA BIKE VELHA EM CADEIRA DE RODAS PARA OS MAIS POBRES

Pelo menos 1 em cada 200 pessoas na África Oriental precisa de uma cadeira de rodas, mas não tem meios para comprá-la. 

Foi aí que, SafariSeat decidiu propor uma cadeira de rodas open-source que seja robusta e adequada para qualquer tipo de terreno.



SafariSeat lançou uma campanha de crowdfunding no Kickstarter para expandir seu projeto.


 A esperança é que com o dinheiro arrecadado se consiga criar novas cadeiras de rodas especiais, além de um manual com todas as instruções para que o projeto se torne open-source e, portanto, acessível a todos. 


 As cadeiras de rodas da SafariSeat nasceram da recuperação e reutilização das rodas, e de outras peças, de bicicletas velhas. 


Portanto, podem ser construídas a baixo custo e projetadas para os países em desenvolvimento que têm poucos meios econômicos e práticos à disposição.


Um sistema que imita as suspensões dos automóveis, mantém todas as quatro rodas no solo, de modo a permitir o movimento mesmo em locais de difícil acesso.


O designer deste projeto lindo é Janna Deeble que nasceu e foi criado no Quênia, onde quando criança conheceu Letu, um homem obrigado a depender de outras pessoas por causa da poliomielite. As condições de vida de Letu impressionaram ainda mais o designer quando, devido a um acidente, o senhor precisou usar uma cadeira de rodas.


Ao voltar para o Quênia, Deeble começou a trabalhar no projeto SafariSeat em colaboração com artesãos locais. Graças ao projeto SafariSeat, Letu ganhou independência nos seus movimentos. 


O próximo passo será a criação de um manual ilustrado através do qual qualquer pessoa possa construir uma cadeira de rodas em caso de necessidade. 


 Não é demais? E tanta gente reclama da vida!


Essa campanha incrível está tendo um grande sucesso no Kickstarter e há poucos dias depois do seu lançamento, já está muito perto de alcançar o objetivo desejado.


 Estas cadeiras de rodas, fáceis de construir, poderiam mudar a vida de muitas pessoas . 


Fonte da Noticia – Veja Aqui

Brasil - MP vai mapear as entidades de apoio às pessoas com deficiência

O Ministério Público da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça (Caop) da Cidadania e dos Direitos Fundamentais, pretende fazer um mapeamento de todas as entidades de apoio às pessoas com deficiência instaladas no estado da Paraíba, com o objetivo de conhecer cada uma dessas instituições para divulgá-las à sociedade e fazer o acompanhamento de suas atividades.



Na manhã desta terça-feira (25), na Coordenadoria do Caop da Cidadania e dos Direitos Fundamentais, em João Pessoa, foi realizada, a primeira reunião para tratar da iniciativa, denominada ‘Acompanhamento de Entidades de Apoio às Pessoas com Deficiência na Paraíba’.


 A reunião contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (SEDH), do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Paraíba (Crea-PB), do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 1ª Região (Crefito-1) e do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência (CEDPD-PB). 


 O objetivo da nossa iniciativa é, essencialmente, conhecer e divulgar as entidades de apoio às pessoas com deficiência na Paraíba, visando, futuramente, fornecer condições para a elaboração de iniciativas complementares”, explica a promotora de Justiça Adriana de França Campos, coordenadora do Caop da Cidadania, informando que já foram remetidos questionários detalhados a dezenas de entidades do estado.

 “Posteriormente, esses questionários servirão de base para um estudo e a elaboração de relatórios”, completa a promotora de Justiça, adiantando que, entre fevereiro e agosto de 2017, deverão ser realizadas visitas de acompanhamento a algumas dessas entidades destinadas a cuidar das pessoas com deficiência.

 A reunião dessa terça-feira também teve por finalidade apresentar a iniciativa do MPPB aos órgãos presentes e formalizar convite para que participem dela, acompanhando os representantes do Ministério Público da Paraíba nas visitas in loco e elaborando relatórios pertinentes às suas áreas de atuação.

Ficou decidido que o Caop remeteria aos presentes à reunião, via e-mail, uma relação de entidades para que sejam definidas, através de votação, quais delas deverão ser visitadas no ano que vem.


Fonte da Noticia – Veja Aqui - MPPB

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Portugal - Nova prestação para 120 mil pessoas com deficiência em idade ativa

Pagamento da primeira fase da prestação decorrerá apenas no quarto trimestre de 2017.

 Objetivo é apoiar pessoas com deficiência ou incapacidade, incluindo aquelas que podem ter acesso ao mercado de trabalho.

  Há uma nova prestação social para pessoas com deficiência, que entrará em vigor em 2017, e que irá beneficiar, pelas contas do Governo, cerca de 120 mil pessoas em idade ativa, incluindo quem já está no mercado de trabalho.


 Uma medida que custa aos cofres do Estado cerca de 60 milhões de euros, sendo que o pagamento da primeira fase da prestação decorrerá apenas no quarto trimestre.



“O novo modelo de prestação para as pessoas com deficiência tem como filosofia a consideração de um valor de cidadania para as pessoas com deficiência”, justificou o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social durante a apresentação do orçamento da Segurança Social para 2017. 

 O ministro explicou que uma das prioridades da nova prestação é apoiar pessoas com deficiência ou incapacidade em idade ativa, incluindo as que podem ter acesso ao mercado de trabalho, “contrariando o risco que existia até agora de os sistemas de proteção social obrigarem a optar entre a prestação social ou um trabalho quando tinham acesso a ele”. 

 Vieira da Silva defende que o novo apoio rompe com o “paradigma de décadas de proteção” centrada na “incapacidade de gerar ganhos de trabalho”.


Outro objetivo é promover o combate à pobreza das pessoas com deficiência ou incapacidade, com um enfoque nos rendimentos da própria pessoa, abrangendo cerca de 80 mil pessoas.

 O novo sistema incorporará, um pouco à semelhança do Complemento Solidário para Idosos, um complemento de combate à pobreza que garantirá que as pessoas em idade ativa tenham acesso a uma prestação social diferencial que lhe garante um rendimento igual ao limiar da pobreza”, explicou ainda o ministro, citado pela Lusa.

  Alívio no IRS 


 Em termos de impostos, vai haver também um aumento da bonificação fiscal para esta população.

“Haverá uma melhoria da situação fiscal das pessoas com deficiência, porque os rendimentos de trabalho que eram considerados em 90% para efeitos fiscais passarão agora a ser considerados em 85%”. As pessoas portadoras de deficiência passarão, assim, a ter uma parcela de 15% de rendimentos isenta do imposto.


Fonte da Notícia – Veja Aqui

Brasil - Brasileiros que transformam cadeira de rodas em triciclo planejam agora veículo urbano

SÃO PAULO - Depois de desenvolver um mecanismo para fazer da cadeira de rodas um triciclo com motor elétrico, os fundadores da Startup Livre, de São Paulo, querem vender seus produtos em outros países.


 Além disso, os irmãos Oliveto planejam criar a partir do próximo ano um veículo para uso urbano com velocidade de até 70km/h.



As cadeiras de rodas motorizadas, que permitem ao usuário descer escadas e subir pequenos obstáculos, como guias de calçada, já são comercializadas em todo o Brasil.

 A proposta agora é começar a vender também nos Estados Unidos.

  O produto vai se chamar Radical Freedom Machine", diz Júlio Oliveto, um dos fundadores. Apesar de já vender peças eventualmente para outros países, o planejamento é ter uma empresa norte-americana e já começar as vendas em 2017. 
Nos Estados Unidos, o público-alvo seria o de veteranos de guerra. A Startup Livre está passando pelo programa de aceleração de negócios ICV Global - Inovação e Sustentabilidade nas Cadeias Globais de Valor, iniciativa que tem participação da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).


Em atuação desde 2014, a empresa vende entre 20 e 25 cadeiras de rodas mensalmente.

Todas são motorizadas e têm um preço médio de R$ 7 mil. Agora, os sócios estão perto de lançar também um modelo manual.  "Terá um preço mais acessível", assegura Oliveto.

  Expansão


Atualmente a maior parte das vendas é realizada sob demanda, mas a Startup Livre vai passar a ter uma loja física para mudar essa lógica.

 "Às vezes perdemos vendas por não ter pronta entrega", admite Oliveto. Em caso de sucesso nessa experiência, também prevista para o próximo ano, os fundadores vão expandir a loja para outras capitais.

 Outro reposicionamento tem relação com o público. Hoje o foco é o consumidor final, que é pessoa física. A ideia agora é direcionar as vendas para grupos de apoio, como o Rotary.

"Ou empresas, de uma forma geral, para atender a cota de pessoas com deficiência", explica Oliveto. Com isso, a meta da empresa seria fabricar e vender cerca de 100 cadeiras por mês.

Atualmente, o Kit Livre tem sete modelos, desde a versão para uso diário até a destinada à prátrica de esportes, dotada de outra aerodinâmica.

 Quem está ajudando a Startup Livre a rever processos é a petroquímica Braskem. Os irmãos Oliveto estão passando por diversas mentorias no Braskem Labs, programa de aceleração em parceria com a Endeavor com duração de quatro meses, até novembro, e que ajuda empreendedores a adaptar suas soluções para a demanda do mercado.

 Novo produto O novo veículo para uso urbano "seria tipo uma motocicleta de baixa cilindrada", resume Oliveto.

Embora ainda não tenham iniciado o desenvolvimento do protótipo, os donos da Startup Livre têm ciência do tamanho do desafio. Além da dificuldade no desenvolvimento da tecnologia para esse veículo, que seria algo bastante inovador, há complicações regulatórias.

 "Vamos verificar as questões de regulamentação para chegar num formato utilizado para qualquer local, pensando em uso urbano", diz.

 A ideia é criar um veículo com autonomia média de 100 km a 150 km, que consiga trafegar a uma velocidade de até 70 km/h.

O planejamento ainda é incipiente, mas os empreendedores querem iniciar o processo de desenvolvimento até o final de 2017.


  Fonte da Notícia – Veja Aqui

O que é tecnologia assistiva?

Saiba mais sobre esta área que visa proporcionar uma melhor qualidade de vida para pessoas com deficiência.

 Termo ainda recente e desconhecido pela maioria das pessoas, a tecnologia assistiva é tida como todo e qualquer recurso ou serviço que visa dar assistência, promover a reabilitação e melhorar a qualidade de vida de pessoas com deficiência. 

Para isso, utiliza-se um conjunto de dispositivos, técnicas e processos. A tecnologia assistiva vem ajudando pessoas com deficiência ao redor do mundo a ganhar mais autonomia e independência, visto que os recursos e serviços envolvidos nesta ideia visam facilitar o desenvolvimento de tarefas diárias por pessoas que possuem deficiência. 

Além disso, ela é uma importante ferramenta para a chamada inclusão social. 

Em um primeiro momento, quando se fala em tecnologia assistiva, é comum associar o termo a dispositivos eletrônicos, como computadores, tablets, smartphones, softwares e aplicativos.




Mas ou sistema fabricado em série ou sob-medida utilizado para aumentar, manter ou melhorar as capacidades funcionais das pessoas com deficiência. 

Já os serviços são aqueles que:


A tecnologia assistiva está presente desde um instrumento adaptado, como um lápis com um cabo curvado mais grosso, um teclado adaptado ou leitores de tela, até programas especiais de computador e dispositivos móveis que miram a acessibilidade., os recursos desta área são todo e qualquer item, equipamento ou parte dele, produto.e auxiliam diretamente uma pessoa com deficiência a selecionar, comprar ou usar os recursos acima definidos. 



Mara Lúcia Sartoretto e Rita Bersch (2014) para o site Assistiva Tecnologia e Educação, listam as diferentes categorias da tecnologia assistiva. São elas:


  1 – Auxílios para a vida diária:


 : Materiais e produtos para auxílio em tarefas rotineiras tais como comer, cozinhar, vestir-se, tomar banho e executar necessidades pessoais, manutenção da casa etc.


  2 – CAA (CSA): Comunicação aumentativa (suplementar) e alternativa:


Recursos, eletrônicos ou não, que permitem a comunicação expressiva e receptiva das pessoas sem a fala ou com limitações da mesma.

São muito utilizadas as pranchas de comunicação com os símbolos PCS ou Bliss, além de vocalizadores e softwares dedicados para este fim.


3 - Recursos de acessibilidade ao computador:


 Equipamentos de entrada e saída (síntese de voz, Braille), auxílios alternativos de acesso (ponteiras de cabeça, de luz), teclados modificados ou alternativos, acionadores, softwares especiais (de reconhecimento de voz, etc.), que permitem as pessoas com deficiência a usarem o computador.


  4 - Sistemas de controle de ambiente:


 Sistemas eletrônicos que permitem as pessoas com limitações moto-locomotoras, controlar remotamente aparelhos eletro-eletrônicos, sistemas de segurança, entre outros, localizados em seu quarto, sala, escritório, casa e arredores.


5 - Projetos arquitetônicos para acessibilidade:


Adaptações estruturais e reformas na casa e/ou ambiente de trabalho, através de rampas, elevadores, adaptações em banheiros entre outras, que retiram ou reduzem as barreiras físicas, facilitando a locomoção da pessoa com deficiência.


  6 - Órteses e próteses:


 Troca ou ajuste de partes do corpo, faltantes ou de funcionamento comprometido, por membros artificiais ou outros recursos ortopédicos (talas, apoios etc.).

Inclui-se os protéticos para auxiliar nos déficits ou limitações cognitivas, como os gravadores de fita magnética ou digital que funcionam como lembretes instantâneos.

  7 - Adequação Postural:


Adaptações para cadeira de rodas ou outro sistema de sentar visando o conforto e distribuição adequada da pressão na superfície da pele (almofadas especiais, assentos e encostos anatômicos), bem como posicionadores e contentores que propiciam maior estabilidade e postura adequada do corpo através do suporte e posicionamento de tronco/cabeça/membros.


8 – Auxílios de mobilidade:


Cadeiras de rodas manuais e motorizadas, bases móveis, andadores, scooters de 3 rodas e qualquer outro veículo utilizado na melhoria da mobilidade pessoal.


9 - Auxílios para cegos ou com visão subnormal:


Auxílios para grupos específicos que inclui lupas e lentes, Braille para equipamentos com síntese de voz, grandes telas de impressão, sistema de TV com aumento para leitura de documentos, publicações, etc.


10 - Auxílios para surdos ou com déficit auditivo:


Auxílio que inclui vários equipamentos (infravermelho, FM), aparelhos para surdez, telefones com teclado — teletipo (TTY), sistemas com alerta táctil-visual, entre outros.

  11 - Adaptações em veículos:

Acessórios e adaptações que possibilitam a condução do veículo, elevadores para cadeiras de rodas, camionetas modificadas e outros veículos automotores usados no transporte pessoal.


Veja também: The Dot: o relógio inteligente ideal para deficientes.


De uma forma mais resumida, podemos dizer que a tecnologia assistiva é aquela destinada a dar suporte, seja ele mecânico, eletrônico, elétrico ou computadorizado, a pessoas com deficiência física, auditiva, visual, intelectual ou múltipla.

Este suporte pode ser uma prótese, adaptações em objetos comuns do dia a dia, aparelhos e equipamentos nas mais diversas áreas de necessidade pessoal (comunicação, alimentação, mobilidade, transporte, educação, lazer, esporte, trabalho e outras).


  Neste artigo sobre como a tecnologia tem auxiliado pessoas com deficiência física a melhorarem a qualidade de vida, há alguns exemplos de aplicativos neste ramo. Recomendo a leitura. 


Conforme o site EBC, o IBGE revelou em 2015 que 6,2% da população brasileira possui algum tipo de deficiência.

É através de iniciativas como a tecnologia assistiva que estas pessoas conseguem sua independência e passam a se sentir mais felizes.


  Fonte da Notícia – Veja Aqui

Brasil - Alunos desenvolvem projetos inovadores para auxiliar pessoas com deficiência


Um robô acionado por um aplicativo para smartphone e que funciona como guia na locomoção de deficientes visuais, conduzindo o usuário de maneira segura, é um dos projetos apresentados na 10ª Feira Tecnológica do Centro Paula Souza (Feteps), que começou hoje (19) e termina no dia 21.


 Os 210 projetos são baseados em conhecimentos adquiridos na sala de aula e têm como objetivo atender as necessidades de pessoas com deficiência e equacionar problemas ambientais, além de mostrar soluções criativas para o cotidiano.

 
De acordo com o professor-orientador da equipe criadora do robô, Dalton Bochelli, a ideia é vender a prestação do serviço e não o robô.


 “Eles podem prestar o serviço para empresas como Metro, casa de espetáculo, shopping center, aeroporto, para fornecer acessibilidade aos usuários”, explicou. 

O projeto consiste em uma bengala com rodinhas e sensores que indicam os obstáculos no caminho. 


“O portador de deficiência baixaria o aplicativo para o seu celular e assim que ele entra no local o celular vibra avisando que há aquele serviço no local”.



Um dos idealizadores da bengala robô, Otávio Pelegrini Buscarato, aluno de Automação Industrial na Escola Técnica Estadual (Etec) de Itaquera, explica que a bengala inteligente começa a funcionar quando a pessoa coloca o indicador em um sensor em sua ponta superior.

“No caso do Metrô ele consegue seguir as linhas táteis, consegue identificar os locais por meio de um GPS do próprio metrô e por meio da vibração do celular ele identifica onde ele chegou”. Meio ambiente Voltado para a economia de água, o vaso sanitário inteligente reduz a água da descarga para 1,5 litro, utilizando pressurização com um jato de ar dentro do vaso sanitário.

Segundo o orientador, Raphael Garcia Moreira, a equipe do curso de manutenção industrial da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Osasco, já está com a invenção patenteada e há duas empresas de grande porte interessadas em comercializar o produto, que tem um custo muito baixo para instalação. 

“É preciso só trocar a tampa do vaso sanitário. Hoje se a pessoa for usar descarga com vácuo vai ter que trocar tubulação, vaso, fazer uma adaptação trabalhosa e cara na casa.

Lembrando que cada pessoa em média dá cinco descargas por dia e em uma residência média de São Paulo há quatro pessoas.

As caixas acopladas convencionais mais eficientes usam seis litros de água e com a nossa podemos economizar muito”, defendeu.

 Para esta edição da Feteps foram inscritos 1.047 projetos de estudantes, dos quais foram selecionados 156 das Etecs e 39 de Fatecs, além de projetos de estudantes do Amazonas, Chile, Colômbia, México e Peru.

No último dia da feira serão premiados os melhores trabalhos em cada categoria, seguindo critérios de inovação, criatividade e apresentação.


Fonte da Notícia – Veja Aqui

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Guiné-Bissau - Ministério de Saúde entregou diplomas a anestesistas e parteiras

O Ministério da Saúde Pública (MINSAP), a Delegação da União Europeia na Guiné-Bissau e o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) entregaram diplomas a 11 anestesistas e nove parteiras, que serão, a breve prazo, colocadas em unidades de saúde das regiões de Oio, Cacheu, Gabú e Biombo.

 
Segundo a agência de notícias guineense ANG, o objetivo do Ministério da Saúde Pública é diminuir a mortalidade infantil, em particular em crianças com menos de cinco anos, e de grávidas nas regiões de Biombo, Cacheu, Oio e Gabú, estando, por isso, a promover consultas e tratamentos médicos gratuitos nas referidas quatro regiões.

 Fonte da Noticia – Veja Aqui

Angola - Maior inclusão na sociedade

Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA) integrou desde 2003, no processo produtivo, 10.572 membros, através de cooperativas e de outros serviços ligados ao projecto “Vem Comigo”.

 
O presidente da ANDA, Silva Lopes Etiambulo, que avançou a informação no sábado à Angop, no final de uma visita de trabalho ao Uíge, disse que mais 1.752 pessoas com deficiência vão ser abrangidas brevemente.

 O activista social confirmou que, em Agosto, o Governo disponibilizou uma verba, cujo montante não foi revelada, para a ANDA incrementar as actividades que se encontravam paralisadas.

 “É com este fundo que vamos incentivar a agricultura e também áreas de prestação de serviço, como alfaiataria, sapataria, recauchutagem, serralharia”, salientou Silva Lopes Etiambulo.

O projecto “Vem Comigo” já está na quinta fase, mas mesmo assim ainda não foram atendidas muitas pessoas com deficiência, lamentou Silva Lopes Etiambulo.

A ANDA pretende chegar a todos municípios, sendo “o desafio máximo da associação”, e enquadrar os antigos combatentes, incluindo os não deficientes.

A associação é favorável à criação da Fundação dos Antigos Combatentes. A visita de Silva Etiambulo serviu para constatar o grau de execução dos projectos que beneficiam pessoas com deficiência.
 

 Fonte da Noticia – Veja Aqui

sábado, 8 de outubro de 2016

Portugal - Deficientes em idade ativa são os primeiros a receber a prestação social única

Secretária de Estado recusou avançar uma data a partir da qual esta prestação vai começar a ser paga. 

 

A prestação social única para pessoas com deficiência vai começar a ser paga, numa primeira fase, às pessoas em idade ativa, tendo por base os rendimentos existentes e garantindo que ninguém viva abaixo do limiar da pobreza. 

 

Em declarações à agência Lusa, no final da reunião plenária em que o Bloco de Esquerda fez uma interpelação ao Governo sobre "Políticas para a Deficiência", a secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência explicou que a prestação única será para todos, mas entrará em vigor de forma faseada.

 

 "Numa primeira fase são as pessoas em idade ativa, a partir dos 18 anos e até à idade da reforma porque a reforma tem uma resposta própria em sede de pensão social de velhice", adiantou Ana Sofia Antunes.

 

 Acrescentou que no arranque do pagamento desta prestação serão abrangidos os beneficiários do subsídio mensal vitalício de pensão social de invalidez e da pensão de invalidez.

 

 De acordo com a secretária de Estado, a lógica é que as pessoas que não têm quaisquer rendimentos passem a auferir uma prestação que lhes proporcione um rendimento acima do limiar da pobreza, que ronda atualmente os 421 euros. 


Em relação às pessoas que tenham rendimentos de trabalho ou outros, esse rendimento será tido em conta e será feita "uma modelação", de modo a que prestação complemente o rendimento existente. Serão abrangidas as pessoas cujo rendimento de trabalho não obrigue à apresentação da declaração de IRS, ou seja, que auferem até 7.420 euros anuais.

"A ideia é que as três funcionem em conjunto e as pessoas tenham só uma prestação e acabemos com as atuais 12 a que a pessoa com deficiência pode recorrer", explicou a governante. Ana Sofia Antunes adiantou que "o desenho" da nova prestação está feito e irá avançar para consulta pública, mas recusou avançar uma data a partir da qual esta prestação vai começar a ser paga.

Adiantou ainda que a prestação para as crianças e jovens avançará numa segunda fase.

 No debate no plenário do parlamento um dos temas que marcou a discussão foi a questão da educação de alunos com necessidades educativas especiais.

 A deputada do PSD Manuela Tender alertou para a "falta de recursos no apoio aos alunos com necessidades educativas especiais", com a escassez de professoras e de assistentes operacionais, sobrelotação das turmas, atrasos nos pagamentos a entidades que prestam apoios, falta de equipas multidisciplinares, entre outros aspetos. Isilda Araújo Novo, do CDS-PP, afirmou que "estão em falta em número muito significativo assistentes operacionais", uma situação que disse ter sido agravada pela redução das 40 para as 35 horas de horário na administração pública.

O tema também tinha sido abordado pela deputada Joana Mortágua, do BE, partido que, pela voz do deputado José Soeiro também questionou a inserção no mercado de trabalho das pessoas com deficiência cujas quotas não são cumpridas pelas empresas privadas e pela administração pública.

A deputada do PCP Diana Ferreira sublinhou a necessidade de ser cumprida a "adaptabilidade do posto de trabalho" e questionou a forma como os programas piloto de vida independente serão aplicados, exigindo esclarecimentos sobre as verbas envolvidas e a continuidade futura.

A deputada do PS Maria da Luz Rosinha fez uma intervenção em que defendeu a medida do "apoio social unificado", como já foi anunciado pelo Governo, considerando que será "uma alavanca contra a inatividade, promovendo a participação plena".

A deputada do PEV Heloísa Apolónia anunciou que apresentará um pacote legislativo multidisciplinar sobre deficiência e prometeu estar particularmente atenta à discussão do tema no âmbito do Orçamento do Estado para 2017. Pelo PAN (Pessoas-Animais-Natureza), o deputado André Silva ilustrou as "falhas e omissões do Estado" com o dia-a-dia de um pai e uma filha com paralisia cerebral, que ingressou na Faculdade de Letras, que não lhe pode disponibilizar um assistente, relatando o trajeto tornado impossível pelas barreiras existentes em transportes públicos e estações.
 

 Fonte da Noticia – Veja Aqui

Portugal - Deputado cai ao estrear plataforma para deficientes no acesso ao púlpito

Jorge Falcato considerara o facto de poder subir ao púlpito uma vitória com 19 anos de atraso.

 

 O deputado do BE Jorge Falcato discursou hoje a partir do púlpito da Assembleia da República, usado pela primeira vez por uma pessoa com deficiência em cadeira de rodas, mas a plataforma não funcionou e o parlamentar caiu.

 

 Jorge Falcato teve de ser assistido por funcionários e pelo líder parlamentar do BE, Pedro Filipe Soares, que o ergueram e voltaram a colocar na cadeira de rodas, tendo também coordenadora do partido, Catarina Martins, saído da bancada para junto do púlpito.

 

 A deslocação de Jorge Falcato da bancada para o púlpito processou-se através de duas plataformas colocadas no plenário da Assembleia da República para o efeito e estava a ser acompanhada com expectativa por parlamentares, funcionários e jornalistas.


  Jorge Falcato preparava-se para abrir um debate de interpelação ao Governo convocado pelo Bloco de Esquerda sobre "políticas para a deficiência".

Apesar da queda, o presidente da Assembleia da República em exercício no momento, Jorge Lacão, assinalou aquele momento como "do maior relevo para o parlamento".

"Com o exemplo da superação da barreira arquitetónica agora acabou de ter lugar possa servir de exemplo para as demais entidades públicas do nosso país e no domínio das entidades privadas, que todos possamos concorrer para o pleno exercício de direitos", afirmou.

"Bem haja senhor deputado Jorge Falcato, o seu exemplo, a sua determinação e obstinação são um exemplo para todos os deputados desta casa", declarou Jorge Lacão, sendo interrompido por aplausos da câmara.

O deputado do Bloco de Esquerda havia considerado ontem uma vitória "com mais de 19 anos" de atraso o facto de poder discursar no hemiciclo da Assembleia da República (AR), graças à rampa de acesso instalada.  

Para saber mais sobre esta Notícia – Fonte – Veja Aqui 


 Nelson F, Almeida Mendes 

 

No meu humilde opinião, se a própria Assembleia da Republica Portuguesa não esta preparada para receber pessoas com deficiências, o que podemos dizer as outras repartições públicas.


  A Assembleia da Republica é um órgão que representa o povo de um pais, mas acho que não é para todo o povo, porque nós os deficientes físicos não constamos como povo.

Portugal - Governo prepara "vasto pacote" de medidas para pessoas com deficiência

Ministro garante que até ao final do ano serão apresentadas as propostas e as reformas legislativas necessárias para a renovação da proteção social.

 

 O ministro do Trabalho anunciou hoje que o Governo está a trabalhar num "vasto pacote" de medidas para as pessoas com deficiência, desde medidas já anunciadas, como os projetos de vida independente, a alterações ao Código Civil ou o estacionamento na via pública.

 

 Na sequência da interpelação feita pelo Bloco de Esquerda sobre "Políticas para a Deficiência", na reunião plenária, o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social aproveitou para lembrar as medidas que tem vindo a por em prática nesta matéria.

 

 Por outro lado, Vieira da Silva adiantou que o Governo está a trabalhar "num vasto pacote integrado de novas iniciativas" para as pessoas com deficiência, com vista, entre outros, a melhorar a proteção social, as condições de vida e a participação ativa destas pessoas.

 

 Nessa matéria, o ministro relembrou a intenção do Governo em avançar com a criação de uma prestação única para as pessoas com deficiência, assumindo que até ao final do ano serão apresentadas as propostas e as reformas legislativas necessárias para a renovação da proteção social. 

 

Segundo Vieira da Silva, esta prestação tem como objetivo "agregar as principais prestações pecuniárias" e terá uma componente de base, componentes de compensação de encargos específicos e uma componente de combate à pobreza.


  "Visando a erradicação da pobreza nas pessoas com deficiência, mas também a valorização da sua inserção no mercado de trabalho", explicou Vieira da Silva.

 No que diz respeito aos Modelos de Apoio à Vida Independente, Vieira da Silva disse que o Governo vai "criar e regulamentar um modelo inovador e abrangente", de base comunitária, com recurso à figura da assistência pessoal e que permita que as pessoas com deficiência possam sair das instituições e possam viver em família.

"Ainda no que respeita à proteção social e aumento de rendimentos, estamos a trabalhar para que as pessoas com deficiência com rendimentos de trabalho tenham direito a um maior abatimento fiscal, como forma de incentivar a sua participação laboral", anunciou.

Por outro lado, adiantou que foi criado um grupo de trabalho para a definição do estatuto do cuidador informal que incluirá também a figura do cuidador de pessoas com deficiência ou incapacidade.

Ao nível do plano da promoção de cidadania, Vieira da Silva adiantou que vai ser feita uma revisão ao Código Civil com vista à capacitação legal das pessoas com deficiência, bem como a revisão da legislação em matéria de estacionamento na via pública.

O Governo está também a preparar o acesso das pessoas surdas ao número de emergência 112, tendo o ministro revelado igualmente que está a ultimar a criação de um conselho consultivo para a deficiência que potencie a participação da sociedade civil na conceção e avaliação das políticas públicas.

No global, estas medidas fazem parte da Agenda para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, que irá substituir a Estratégia Nacional para a Deficiência, que terminou em 2013.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Portugal - Apresentação de livro «Deficiência e emancipação social – Para uma crise da normalidade»

11 de outubro de 2016, 18h30, Livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra 


Apresentação a cargo de Jorge Falcato Simões (Deputado na Assembleia da República pelo Bloco de Esquerda), Paula Campos Pinto (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa) e dos organizadores do livro.

Sinopse:


  Neste livro articulam-se as discussões contemporâneas sobre a relação entre os estudos e as políticas da deficiência, o momento de crise do Estado Social na Europa e uma análise crítica da realidade das pessoas com deficiência em Portugal.

Assim, convocamos para o presente volume, por um lado, as contribuições internacionais de Alison Sheldon (Reino Unido), Colin Barnes (Reino Unido), Lennard Davis (Estados Unidos da América) e de Luiza Teles Mascarenhas e Marcia Moraes (Brasil).

 Por outro lado, concitamos as reflexões desenvolvidas no contexto da academia portuguesa por Aleksandra Berg, Bruno Sena Martins, Fernando Fontes, Pedro Hespanha e Sílvia Portugal.

Esta obra procura contribuir para a resposta a algumas das questões que enformam atualmente o campo dos “Estudos da Deficiência”.

Trata-se, pois, de articular conhecimentos e experiências que assumam o compromisso político de recusa da injustiça social.

A subjugação produzida em nome da deficiência cria sujeitos e vozes que, ora chamando a si a luta contra os edifícios epistemológicos da modernidade, ora constituindo a insurgência face aos fracassos da sociedade inclusiva, podem fomentar o desenvolvimento de uma imaginação crítica sobre o fim da normalidade.
 

 Fonte da Notícia – Veja Aqui – Eduardo Jorge

China - Política de precisão na erradicação da pobreza ajuda pessoas com deficiência da China a saírem da pobreza

Foi realizada recentemente uma reunião sobre a erradicação da pobreza entre as pessoas com deficiência, na qual o presidente da Associação de Pessoas com Deficiência da China, Lu Yong, apresentou o papel da Associação na redução da pobreza e as metas detalhadas para os próximos anos. 

 

Segundo as estatísticas, o número de pessoas com deficiência na China atinge 85 milhões de pessoas, 70% das quais vivem nas zonas rurais.

 

 Nos últimos cinco anos, os incentivos do país para desenvolver a produção e aumentar o emprego beneficiaram 11,4 milhões de pessoas com deficiência, e mais de cinco milhões delas saíram da pobreza. Lan Hongmei e seu marido, Ding Wenguang, são pessoas com deficiência e vivem na vila Damiaoqiao, província de Ningxia. 

 

Dois anos atrás, eles foram definidos como alvos de assistência. O governo local deu ao casal o subsídio de 10mil yuans na construção de uma estufa hortícola.


  "No passado, a minha família era muito pobre, quase não tínhamos garantia da próxima refeição.

No ano novo, o nosso maior desejo era comprar novas roupas e comidas deliciosas para as crianças, como qualquer outra família. Mas não tínhamos dinheiro para realizar o sonho."

 Atualmente, a família de Lan Hongmei consegue viver uma vida decente e já construiu quatro estufas hortícolas. A receita anual da família atinge 70 mil yuans.

"Agora tenho quatro estufas hortícolas. Eu vejo os vegetais, cuidando deles todos os dias, e assim fico muito feliz, como se eu estivesse cultivando dinheiro."

Existem em Ningxia mais de 70 bases de redução da pobreza como a do casal de Lan Hongmei. Cerca de 1.500 pessoas com deficiência conseguiram emprego na base. Segundo o diretor do gabinete de redução da pobreza da Associação, Wang Jianjun, a meta é ajudar 7.500 famílias do gênero em Ningxia a saírem da pobreza nos próximos cinco anos.

"A primeira tarefa é construir a base, e depois, encorajar as pessoas com deficiência a participarem da produção. Através disso, eles podem se sentir bem e se beneficiar.

Por outro lado, vamos recrutar todas as forças possíveis para concentrar mais recursos na erradicação da pobreza entre as pessoas com deficiência nas zonas rurais."

O presidente da Associação, Lu Yong, disse que uma assistência cega sem flexibilidade não pode ajudar aqueles que necessitam de auxílio, apenas a política de precisão na erradicação da pobreza poderá aumentar a eficácia e trazer benefícios reais às pessoas com deficiência.

Atualmente, já foi estabelecido um banco de mega-data para elevar o nível de precisão do trabalho, acrescentou Lu Yong.

 Fonte da Notícua – Veja Aqui - Tradução: Li Jinchuan

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Nelson F. Almeida Mendes – Autor de Conto Ilustrado. Titulo – A Dança Forçada

                                          A dança forçada

 
                             Era uma vez dois amigos que se chamavam António e Nhanga.
                             Eles viviam no mesmo bairro e também estudavam na mesma escola.

                                                                                           1
O                        António ao fim de algum tempo decidiu emigrar para Portugal para continuar a estudar.

                                                                                       2
                               Alguns anos mais tarde o Nhanga também emigrou para Portugal à procura de emprego.
                             Um dia, Nhanga, saiu de casa e foi procurar trabalho.

                                                                                        3
                           Pelo caminho, Nhanga encontrou o António, seu amigo de infância, que estava de volta para a sua casa. 
                         António ficou tão contente de ver o seu melhor amigo, que já não tinha notícias dele há vários anos. 
                         E convidou-o de imediato a ir conhecer a sua casa, o qual aceitou logo, dizendo que apareceria lá no dia seguinte.

                                                                                 4
                           No dia seguinte, por volta das dez horas, o Nhanga bateu à porta da casa do amigo, este não tardou a abrir a porta, dando de caras com o Nhanga, convidando-o entrar.
                           O Nhanga entrou e admirou a magnífica casa do amigo. Ficaram longo tempo a conversar até que decidiu ir embora e virando-se para o amigo disse:

                                                                                       5
                          - António, eu tenho muita pena de não te fazer qualquer convite, porque não tenho trabalho, não tenho dinheiro e não conheço ninguém na cidade.
                            E o António respondeu-lhe: 
                         - Está bem amigo. Convido-te eu para este fim de semana irmos a uma festa popular e relembrar os velhos tempos. 
                           O Nhanga aceitou de imediato dizendo que podia contar com ele.

                                                                                   6
                         Nhanga decidiu ir para casa mas pelo caminho pôs-se a pensar na festa que não lhe saía da cabeça.

                                                                                          7
                           Por fim o dia da festa chegou. Nhanga vestiu a melhor roupa que tinha e foi ter com António a sua casa.
                         Quando lá chegou, António já estava à porta à sua espera e os dois puseram-se a caminho. 

                                                                               8
                          Quando chegaram à tão famosa festa, os dois amigos puseram-se logo a dançar e a divertir-se.
                         Depois chegou um senhor careca com uma amiga muito bonita e ambos puseram-se de imediato a dançar. António muito entusiasmado chamou o Nhanga e disse-lhe:

                                                                                            9
                        - Nhanga, indicando, estás a ver aquela miúda vestida de vermelho? 
                           Eu queria dançar com ela! E o amigo respondeu-lhe:
                        - O que é que estás a pensar fazer para afastar o senhor que está a dançar com ela?

                                                                                   10
                          António respondeu-lhe:
                       - Eu ainda não sei, mas tenho a certeza que hei-de ter alguma ideia e tu vais ajudar-me! -Ajudar-te?! 
                   - Eu não! - disse Nhanga.

                                                                                    11
                          O António pôs-se a pensar… Passados alguns minutos, disse para o amigo:
                        -Nhanga, tenho uma proposta para te fazer. Nhanga, virou-se e perguntou-lhe:
                         -Que proposta?
                          O António respondeu-lhe:
                       - Estás a ver aquele careca? Vais lá e bates-lhe na careca e se tudo der certo, ofereço-te 20 euros. 

                                                                                          12
                         Nhanga disse:
                        -Eu não acredito em ti, e também não sei se devo fazer o que me estás a pedir, além disso não tenho nenhuma garantia de que me vais dar o dinheiro. António respondeu-lhe indignado: 
                       - Então, toma já o dinheiro, uma vez que não acreditas em mim. 

                                                                                     13
                        O Nhanga aceitou o dinheiro muito contente e foi ter com o careca.
                        Quando chegou perto dele, levantou a mão o mais que podia e acertou em cheio na careca do homem, dizendo: 

                                                                                 14
                        -Então, Dembo, há muito tempo que não te via!
                         E o senhor careca, muito irritado, virou-se para o Nhanga e disse-lhe:
                     - Tenha mais cuidado, pois eu não sou o Dembo e esse golpe doeu-me muito.
                      Nhanga fingindo estar muito envergonhado pediu desculpa e afastou-se do senhor.

                                                                                                 15
                         Nhanga voltou para o pé do António e disse-lhe:
                       -Já está, e agora o que é que eu faço? 
                         E o amigo respondeu-lhe: 
                      - Se voltares lá e lhe deres outra pancada na cabeça, dou-te 30 euros!
                       Nhanga respondeu-lhe: 
                     - Está bem dá-me o dinheiro que eu vou lá e dou-lhe outra pancada. 

                                                                                       16
                        O amigo tirou o dinheiro do bolso e deu ao Nhanga, que foi de novo ao encontro do careca. 

                                                                                          17
                      Quando chegou suficientemente perto do senhor careca, Nhanga bateu-lhe com tanta força que este descaiu para frente, e disse-lhe:
                  - Dembo, eu sei que és tu, porque é que estás a mentir? 

                                                                                      18
                          O senhor careca virou-se de novo para o Nhanga com um ar de poucos amigos e disse-lhe: 
                        - Já lhe disse que eu não sou o Dembo, mas se o senhor persistir em me bater eu não respondo por mim.

                                                                                          19
                           Após este curto discurso com o Nhanga, o senhor careca foi sentar-se com a sua amiga, onde estava a ver as outras pessoas a dançar.
                         O Nhanga foi para perto do António, que lhe fez uma terceira proposta: 

                                                                                         20
                         - Se lhe fores bater de novo, eu dou-te 50 euros.
                          O Nhanga ficou de boca aberta, Passados uns instante ele decidiu-se. 
                          Aceitou o dinheiro dizendo para o amigo:
                        - O homem está muito nervoso, mas eu vou lá na mesma.

                                                                                              21
                           Nisto, dirigiu-se novamente em direção ao homem, e quando chegou, levantou a mão o mais que podia e acertou-lhe em cheio no centro da cabeça, dizendo-lhe:
                            - Então Dembo, afinal estás aqui sentado a apanhar fresco e eu a bater no outro senhor que estava no outro lado a dançar?

                                                                                              22
                       O senhor careca levantou-se, meteu a mão no bolso e tirou uma faca, dizendo para o Nhanga:
                   - Este foi o ponto final, agora não respondo por mim. 

                                                                                23
                        Nhanga ficou muito assustado e começou a fugir.
                       O senhor careca correu atrás dele, deixando a amiga sozinha.
                       E então o António foi ter com a rapariga e convidou-a para dançar.

                                                                                   24
                  A rapariga que estava muito zangada porque o amigo a tinha deixado sozinha para ir atrás do Nhanga, aceitou o convite do António e os dois dançaram juntos até ao fim da festa.

                                                                                  25
                            No dia seguinte de manhã bem cedo, Nhanga pôs-se a caminho da casa do António, e quando chegou, o António estava de saída para ir comprar pão. 
                           Quando se aproximou mais perto, Lhanga perguntou-lhe:

                                                                                             26
                         - Então conseguiste dançar com a rapariga? 
                           E o António respondeu-lhe:
                         -Claro que consegui. Perguntando-lhe de seguida?
                         - E tu como é que te safas-te do senhor careca? 
                            Nhanga respondeu-lhe: 
                          - O senhor careca vinha com tanta força para me apanhar, que não reparou num buraco, que estava na rua, e caiu lá dentro.

                                                                                   27
                      Os dois amigos, muito alegres e divertidos, riam-se de tudo o que tinham passado naquela noite.

                                                                                            28

                                                                                            FIM