segunda-feira, 2 de março de 2015

Entrevista ao Eduardo Jorge "Agora Nós" da RTP no dia 26 – Fevereiro – 2015


Veja o Vídeo Aqui



 Não sei o que dizer desse homem que eu admiro tanto e admiro a força e coragem de todas as lutas. Eu sou tetraplégico, mas não tenho a força que Eduardo Jorge tem.

  Nelson F. Almeida Mendes

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Ébola: laboratório móvel vai ser enviado para a Guiné-Bissau

O laboratório móvel que ajudará a despistar eventuais casos suspeitos de ébola na Guiné-Bissau já está pronto e metido em contentores do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Portugal tinha prometido montar um laboratório deste tipo naquele país, para o ajudar contra uma eventual epidemia de ébola, e ainda colaborar na formação de profissionais de saúde daquele país.



O Governo português tem vindo a colaborar com o da Guiné-Bissau, “no âmbito da prevenção e resposta para uma situação de catástrofe natural ou de emergência de saúde pública, nomeadamente para a doença por vírus ébola”, explica a Direcção-Geral da Saúde (DGS), em comunicado. Promovida pelo Instituto Camões e conduzida em parceria com a Organização Mundial de Saúde, a DGS, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), a iniciativa pretende concretizar no terreno “uma resposta coordenada e integrada em estreita colaboração com as autoridades de saúde da Guiné-Bissau, no âmbito da prevenção e controlo do surto da doença por vírus ébola”, explica a DGS.

O apoio implica ainda "a mobilização de recursos humanos e materiais, tendo como principais objectivos promover formação local aos profissionais sobre a doença", acrescenta.

O apoio português tinha sido anunciado no final de 2014 pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, que adiantou então que a contribuição portuguesa para o laboratório móvel de análises e despistagem (com uma equipa de treino) ascendia a 550 mil euros.

“O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) irá contribuir com uma ajuda de 550.000 euros destinada a financiar a instalação de um laboratório móvel para o diagnóstico de infecções”, especificou então o ministro numa conferência de imprensa.

Um novo surto vírus do ébola surgiu no sul da Guiné-Conacri há cerca de um ano e, em poucos meses, alastrou-se para a Libéria e a Serra Leoa provocando uma epidemia sem precedentes.

A doença causa uma febre hemorrágica e mata uma percentagem elevada dos doentes. 


Na Guiné-Bissau não houve casos de ébola, mas todo o leste e sul deste país lusófono faz fronteira com a Guiné-Conacri, pelo que está assim particularmente exposto. Bissau chegou mesmo a enviar um pedido oficial de ajuda ao Governo português para ajudar a combater uma possível infecção.

“O apoio solicitado compreendia várias possibilidades: a instalação de uma unidade ambulatória ou o laboratório móvel”, explicou na altura o ministro da Saúde Paulo Macedo.

“A nossa opção concreta foi disponibilizar um laboratório e uma equipa para fazer formação”, disse, notando que este equipamento diminui a possibilidade de uma má despistagem de casos de ébola e, ao mesmo tempo, permite uma resposta coordenada e adequada se surgir um caso positivo.

  Fone: Veja Aqui

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Europa Aid UE atribui sete milhões a 16 projetos na Guiné-Bissau

A União Europeia (UE) atribuiu sete milhões de euros a 16 projetos na Guiné-Bissau no âmbito da iniciativa Europa Aid de apoio à cooperação e desenvolvimento, anunciou a delegação da UE no país. Os contratos de subvenção foram assinados durante o mês de dezembro e a listagem completa de projetos apoiados foi publicada na sexta-feira na Internet.



De acordo com o documento, as ações financiadas abrangem áreas como a saúde, infraestruturas, educação, emprego, igualdade de género e gestão de recursos, entre outras, em diferentes regiões.

 A média de duração de cada projeto é de 34 meses cabendo à UE um cofinanciamento médio dos custos elegíveis na ordem dos 80%. O contrato mais avultado foi subscrito com a AIDA, organização não-governamental (ONG) espanhola (www.ong-aida.org) que vai receber 700 mil euros para o projeto de "melhoria de acesso aos serviços de saúde dos grupos mais vulneráveis no Sector Autónomo de Bissau".

A organização tem prestado apoio a doentes carenciados no Hospital Simão Mendes, a principal unidade pública de saúde do país, onde cada paciente tem que comprar os seus próprios curativos e medicamentos e pagar também os meios de diagnóstico, água e comida.

A AIDA entrega medicamentos e presta outras ajudas naquele hospital, assim como noutros locais, para evitar que casos extremos fiquem sem tratamento.

A maioria das subvenções foi concedida no âmbito de um convite à apresentação de propostas publicado em maio do último ano.

Uma parcela de 1,5 milhões de euros diz respeito a apoios concedidos a três projetos sem aquele requisito

Os projetos beneficiados são a gestão dos resíduos sólidos urbanos de Bissau, a cargo da Câmara Municipal, um programa de abastecimento de água nas cidades de Bafatá, Bambadinca e Mansoa gerido pela AGGEOPPE - Agência Guineense de Execução de Obras Públicas e ainda uma iniciativa de descentralização da gestão de dados de educação na Região de Gabú (Leste).

A iniciativa Europe Aid funciona no âmbito das relações externas da Comissão Europeia e respetivas políticas de desenvolvimento.

O principal objetivo é implementar a maioria dos instrumentos de ajuda externa da Comissão.

  Fonte: Veja Aqui

Associação Salvador - Ação Qualidade de Vida 2015 Candidaturas Abertas

O período de candidaturas para a Ação Qualidade de Vida 2015 decorre até dia 31 de março, através de formulário online.


A Ação Qualidade de Vida é um processo de candidatura anual, criado pela Associação Salvador, em 2008, para atribuir apoios diretos e pontuais a pessoas com deficiência motora e comprovada falta de recursos financeiros. Este ano, há 4 categorias de apoios:

-  Desporto - incentivar a prática desportiva para uma vida mais ativa Formação - aumentar competências e conhecimento para uma melhor integração Criação do próprio negócio - estimular o empreendedorismo para uma maior autonomia Obras em casa - eliminar barreiras para uma vida com dignidade Alcance os seus projetos de vida, objetivos e ambições.

ESTE PODE SER O SEU ANO!


  Consultas doe Reguçamentos:


Formulário de Candidatura Desporto
 Formulário de Candidatura Formação

Formulário de Candidatura Criação do Próprio Negócio 
 Formulário de Candidatura Obras em Casa 



  Fonte: Veja Aqui

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ébola: Ministra da Saúde da Guiné-Bissau pede prevenção durante o Carnaval


O Ministério da Saúde da Guiné-Bissau lançou hoje um apelo para que a população respeite as medidas de prevenção do Ébola durante a época de Carnaval, propícia a festejos com maior aglomeração de pessoas.


"Mantenham os esforços nas ações de prevenção que consistem na adoção de boas práticas de higiene individuais e coletivas", recomendou a ministra da Saúde, Valentina Mendes, numa mensagem lida hoje para a comunicação social.

 Apesar de a Guiné-Bissau "permanecer livre" do vírus Ébola, "não deixa de ser considerado um país de alto risco", referiu. Lavagem das mãos, utilização efetiva das latrinas, proibição de consumo de carnes de caça e usar utensílios descartáveis foram algumas das recomendações da governante para prevenir o Ébola, assim como outras doenças, durante as festas de Carnaval.

A mensagem a transmitir nas rádios e televisão guineenses inclui um pedido aos jovens, para que "façam o uso correto dos meios de proteção" face a doenças "sexualmente transmissíveis". Durante os dias de festa, Valentina Mendes anunciou que haverá equipas de prevenção nas ruas e no Hospital Simão Mendes, principal unidade de saúde do país, para acudir a qualquer emergência.

O desfile de Carnaval de Bissau está marcado para domingo à tarde, num percurso de cerca de quilómetro e meio entre o Libya Hotel e o Bairro da Ajuda - zona onde estão montadas barraquinhas de comida e bebida.

  Fonte: Veja Aqui

Festival Bissau 2015 antecede Carnaval com 13 artistas a tocar no Estádio Nacional

Os bilhetes para o Festival Bissau 2015, a realizar no fim-de-semana que antecede o Carnaval (13 e 14 de fevereiro) na capital guineense e com 13 artistas em cartaz, já estão à venda, anunciou a organização.


A realização de festivais musicais é uma raridade no país, sobretudo com a dimensão anunciada, ainda mais depois do golpe de estado de abril de 2012, só ultrapassado com as eleições do último ano.

O palco será o Estádio Nacional 24 de setembro e para a primeira noite estão agendados os espetáculos de Nelson Freitas, Binham, Zé Manel, Atanásio Atchuén, Rui Sangará, Iva & Ichi e Dj Sexation.

A segunda noite conta com Tabanka Djaz, Justino Delgado, Manecas Costa, Dulce Neves, Masta Tito e Sambalá Kanuté.

O bilhete para cada noite custa 2 milfrancos CFA (cerca de cinco dólares) e pode ser adquirido nas estações de serviço de Bissau, bem como na sede da empresa distribuidora das marcas portuguesas que patrocinam o evento (cerveja Sagres e vinho Cavalo Branco).

«Espero que este festival seja um marco. Um arranque pela positiva», referiu hoje Manecas Costa, um dos artistas no cartaz, na conferência de imprensa de apresentação do festival.

«Espero que a população adira. Acho que vai ser um sucesso», concluiu.

  Fonte: Veja Aqui

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Hospital Santa Marcelina doa cadeiras de Rodas a SESAU/RO


Iniciando as comemorações de 40 anos das Irmãs Marcelina em Rondônia, Irmã Lina Maria Ambiel, diretora geral do Hospital Santa Marcelina realizou na manhã de hoje, 09/02/2015, doação de cadeiras de rodas a Secretaria de Estado da Saúde – SESAU. Na ocasião foram doadas 08 cadeiras de rodas, sendo 05 cadeiras higiênicas, mais conhecidas como “de banho” e 03 cadeiras de alta qualidade, importadas da Alemanha.



As cadeiras serão utilizadas por pacientes internados nos setor de ortopedia do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro.

O Sistema Único de Saúde - SUS disponibiliza meios auxiliares de locomoção apenas para uso individual do próprio paciente, por isso, o doente internado em hospital enfrenta sérias dificuldades de locomoção, pois apenas no momento da alta hospitalar receberá a indicação para uso ou não de cadeiras de rodas ou outros meios auxiliares de locomoção.

“Lutamos pelos direitos das pessoas com deficiência que precisam ser conhecidos e respeitados e exatamente por isso estamos fazendo essa doação de cadeiras ao HB, apesar do nosso hospital enfrentar tantas dificuldades para sobreviver , precisamos ter compaixão e solidariedade com o pacientes que sofrem com dificuldades de locomoção e estão internados nos hospitais ” completa Imã Lina Ambiel, diretora geral do Santa Marcelina.

Além das cadeiras de rodas simples para adultos e crianças, a unidade fornece ainda cadeiras especiais para obeso e tetraplégico, disponibiliza também cadeiras de rodas motorizadas para pacientes que se enquadram nos pré-requisitos do Ministério da Saúde.

Em 2014 somente a Oficina Ortopédica realizou mais de 7 mil atendimentos aos usuários do SUS. Segundo Roze Postigo, representante da SESAU as cadeiras estarão ainda hoje a disposição dos pacientes internados na ala de ortopedia do Hospital de Base Dr. Ary Pinheiro. Presenciaram a doação das cadeiras o senhor Márcio dos Santos de Souza, Servidor da SESAU, Rosinete Neves, professora e parte do corpo técnico e administrativo do Santa Marcelina, Sheila Scrheibert, gerente administrativa, Carla Ferreira Gomes, gerente técnica, Jean Douglas, assistente administrativo. Irmã Lina lembra também que a unidade disponibiliza para toda a população um serviço especializado na área de reabilitação física " muitas pessoas não sabem que temos aqui no hospital, tanto pelo sus quanto particular, diversos produtos como órteses, muletas, bengalas, andadores, coletes, calçados ortopédicos, palmilhas e muitos outras órteses fabricados aqui mesmo em nosso hospital" .

  Fonte: Veja Aqui

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Expoente máximo da literatura da Guiné-Bissau, Félix Sigá, em Lisboa para tratamento médico

Félix Sigá, expoente máximo da literatura da Guiné-Bissau, internado há vários dias no Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, chega esta sexta-feira à noite a Lisboa para receber tratamento médico, segundo uma nota enviada à redacção.



Sigá, autor de «Arqueólogo da Calçada», foi evacuado ao abrigo de um acordo entre a Guiné-Bissau e Portugal, no âmbito de concessão de Junta Médica, mas ficará sob a responsabilidade daFundação Ricardo Sanhá.

O escritor será internado no Hospital Santa Maria, em Lisboa. 


A Fundação Ricardo Sanhá garante, em comunicado, que acompanhará permanentemente o escritor, que sofre de diabetes e outras patologias. Sigá foi internado em Bissau na sequência de uma queda, da qual resultou uma fractura da bacia, conforme informou a AEGUI, a Associação de Escritores Guineense, de que Sigá é sócio fundador. Para Lisboa, Félix Sigá viaja na companhia do médico Vladimir António Blata, do Hospital Principal de Bissau.

  Fonte: Veja Aqui

Atletas carentes com deficiência intelectual fazem exames gratuitos no Rio

Cerca de 100 atletas com algum tipo de deficiência intelectual foram atendidos hoje (7) por médicos e fisioterapeutas voluntários na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Ilha do Fundão. Eles passaram por exames gratuitos oftalmológicos, auditivos, odontológicos, ortopédicos, entre outros. A iniciativa é do movimento global sem fins lucrativos Special Olympics Brasil, que promove o esporte e a promoção da saúde e inclusão social de pessoas com deficiência intelectual. 


Os atletas convidados vieram de áreas carentes de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, e são participantes de projetos da prefeitura da cidade. Diagnosticada com hipermetropia e astigmatismo, a atleta de ginástica Daniele Gomes Ribeiro, 28 anos, ganhou óculos para corrigir o problema.

“Está melhor”, disse Daniele com as novas lentes doadas pela fabricante Essilor. Acompanhada da avó e responsável, Teresa Gomes Ribeiro, 82 anos, ela já havia feito exame de avaliação física. “Está tudo bem, tudo tranquilo”, completou.

Já Lucas, 8 anos, passou por todos os exames e descobriu que tem um pequeno problema no pé que precisa ser corrigido.
A mãe, Nadja Cristiane Lúcio, contou que o menino, que tem síndrome de Asperger, faz natação e esportes de quadra.

“Ele está com uma distorção muscular e terá que ser encaminhado para um ortopedista. Se precisar de cirurgia, será um detalhe mínimo, segundo [o médico]”, contou.

“Mas fiquei feliz, pois vi que ele está bem da vista, ouvido ótimo, do resto ele está bem.” Os atendimentos foram feitos paralelamente aos jogos promovidos no Centro de Ciências da Saúde (CCS) da UFRJ.

 A iniciativa integra o programa Abrindo Teus Olhos, apoiado pelas empresas Essilor e Safilo e pela Associação Lions Club International, esta última voltada para trabalhos humanitários. Chefe de grupo de medicina do esporte do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, o ortopedista André Pedrinelli é voluntário do projeto há cerca de cinco anos e se disse gratificado em poder aplicar seu conhecimento para os que mais precisam.

“Para muitas pessoas [esta é a primeira vez que recebem uma oportunidade de fazer] um exame clínico nas várias atividades que a gente faz”, comentou. “Muitas vezes são pequenas orientações, como o calçado mais adequado, como cortar a unha, tratar o calo, detalhes que podem se transformar em um fator de qualidade de vida muito importante para eles”, explicou.

O advogado Pedro Aurélio Gonçalvez, da associação Lions, é voluntário há 43 anos. “Este é meu quarto evento com a Special Olympics.
Vemos pessoas que necessitam do serviço saindo com um sorriso de alegria por terem sido atendidas. São pessoas que não têm plano de saúde, ficam meses em fila de espera nos hospitais públicos.

” O gerente de Projetos Especiais do Special Olympics, Vinícius Savioli, explicou que o movimento foi criado nos Estados Unidos em 1967 e está presente em 240 países.

No Brasil, a fundação existe desde 1990 e atua em sete estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco.

  Fonte: Veja Aqui

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Guiné-Bissau recebe Prémio Excelência 2015 Aliança dos Líderes Africanos

A Guiné-Bissau foi galardoada com o Prémio de Excelência referente ao ano de 2015, pela Aliança dos Líderes Africanos contra a Malária (ALMA). A notícia consta de um comunicado resultante da última reunião do Conselho de Ministros, datado de 4 de Fevereiro, mas que só agora foi revelado.



Segundo a agência de notícias PNN, a decisão dos líderes africanos foi tomada devido às medidas implementadas pela Guiné-Bissau no controlo dos vectores, em média de 95 por cento de cobertura de controlo de redes mosquiteiras tratadas com insecticidas de longa duração, em todos os trimestres do ano passado..

 O Governo guineense felicitou a ministra da Saúde, o pessoal técnico desta instituição e o Secretariado Nacional de Luta Contra Sida, anunciando que, em data a marcar, vai ser realizada uma cerimónia para entrega deste prémio às estruturas da saúde pública guineense.

Fonte: Veja Aqui

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Guiné-Bissau: Governo denuncia falsificação de diplomas pelos professores nas escolas públicas


Bissau – A ministra da Educação Nacional da Guiné-Bissau denunciou esta segunda-feira, 2 de Fevereiro, que alguns professores guineenses se encontram envolvidos na prática de falsificação de diplomas, com a finalidade de criar alterações no vencimento. Falando à PNN durante a cerimónia de abertura de semana académica subordinada ao tema: «Ensino Superior e Desenvolvimento», Maria Odete Costa Semedo afirmou ainda que se encontram hoje, no sistema de ensino guineense, alunos a fazerem uso de certificados falsos, professores a falsificarem diplomas para subirem de letras de vencimento, e questionou: «Que classe é esta que estamos a construir. Isto não orgulha nenhum professor», referiu, dizendo ainda que o Ministério tem na posse diplomas falsos que estiveram com professores do sistema guineense.



A titular da pasta da Educação convidou ainda os estudantes guineenses a denunciarem o que classificou como «cabalindadi», ou seja, a prática do mal pela classe, que está a ser praticada pelas instituições privadas do país que dão certificados falsos, acusando de terem alunos ou estudantes que já estão no 2.º e 3.º anos de curso sem que tenham ainda depositado os seus certificados do 12.º ano. «Será que o fizeram? Demora assim tanto levantar o nosso certificado do 12.º ano? Então, sejam vocês a denunciarem este tipo de ´cabalindadi´.

 Denunciem porque não podem estar a usufruir dos mesmos direitos e regalias de quem não se esforçou, de quem não estudou para merecer formar-se numa universidade» desafiou Odete Costa Semedo, dizendo que formar o homem hoje é construir uma nação amanhã. «Estamos hoje numa comunidade académica com países da UEMOA, onde essas pessoas vão.


Vão falar de que ciências senão a dominam. Vão falar de que academias? Porque no fundo, estas pessoas sabem que não pertencem a essa classe. Estão a mentir para vocês mesmos. Estou a dirigir estas palavras àqueles que praticam estes actos e peço desculpa aos sinceros, aos que lutam, aos que batalham para serem homens de amanhã» disse. Odete Semedo desafiou ainda os responsáveis das instituições universitárias a redimensionar as instituições de formação do país, tendo em conta os novos desafios mundiais. Redimensionar o intercâmbio entre as universidades e o tipo de parceria até aqui desenvolvida, de modo a facilitar a circulação de resultados parciais de pesquisas, produções científicas. Referindo-se à organização das escolas públicas, a ministra não poupou as críticas:


«Não são palavras aplaudidas porque doem. Porque cada um de nós sabe exactamente o que faz. Muitos aqui, já tiraram carteiras das escolas públicas e levaram para escolas privadas, que criaram ou em que participaram na criação. Tomemos o exemplo do nosso patrono, Francisco Mendes, pelo que diz respeito à integridade, ao empenho, ao profissionalismo e amor a pátria. É fácil criticar.


É fácil apontar dedo e pedir. O difícil é nós perguntarmos a nós mesmos qual é a nossa responsabilidade, qual é o nosso limite. É difícil. É difícil confessar o próprio pecado. O director da Escola Normal Superior Tchico Té, Fernando Baial Sambú, apelou à ministra da Educação a encetar contactos para a retoma da cooperação com a Escola Superior de Educação de Viana de Castelo, como forma de elevar o nível dos professores, o que irá contribuir para a concretização das aspirações do país em aderir ao sistema LMD (Licenciatura, Mestrado e Doutoramento) à semelhança de outros países da sub-região.


 A Educação e o desenvolvimento, o problema de acesso e financiamento do Ensino Superior e a pesquisa são, entre outros, temas da semana académica que hoje se inicia e termina a 7 de Fevereiro, dia do patrono da Escola Normal Superior Tchico Té. Estiveram presentes no acto a ministra da Saúde Pública, Valentina Mendes, e Maria Augusta Mendes também conhecida por Tchutcha Mendes, viúva de Tchico Té. A Escola Normal Superior Tchico Té foi baptizada com o nome de Tchico Té em 1979, um ano depois de Francisco Mendes vulgo Tchico Té, Abdu Djiop Abdurame, nome que adquiriu durante a guerra colonial, primeiro Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, depois da independência da Guiné-Bissau, morrer num acidente de viação.

  Fonte: Veja Aqui

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Angola: Projeto "Vem Comigo" beneficia mais de dez mil pessoas

Luanda - Dez mil e 372 pessoas com deficiência foram inseridas no mercado de trabalho, entre 2006 e 2014, no âmbito do projecto "Vem Comigo", do Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (Maptss) e da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (Anda), informou neste sábado, em Luanda, o presidente da associação, Silva Lopes Etiambulo.


De acordo com o dirigente, que falava na cerimónia alusiva ao 23º aniversário da associação, a assinalar-se a 1 de Fevereiro, o projecto conseguiu criar postos de trabalho mediante entrega de kits para criação de pequenas empresas.

“Ao longo dos 23 anos da sua existência, a Anda tem realizado vários projectos visando a inserção no mercado do trabalho de portadores de deficiência, com destaque para o Projecto Vem Comigo, apoiado pelo Executivo angolano, o qual já vai na sua quinta fase”, referiu.

De igual modo, Silva Lopes Etiambulo disse que desde 2012 a Associação tem trabalhado com o Ministério da Assistência e Reinserção Social retirou das ruas do município de Cacuaco 67 famílias com deficiência, realojadas na província do Huambo.

Durante a actividade, o director nacional de integração social da pessoa com deficiência do Ministério da Assistência e Reinserção Social, Humberto Costa, disse que o país tem registado um elevado número de pessoas com deficiência, a serem integrados na sociedade.

Para si, é necessário que os deficientes invistam na formação profissional e académica para serem cada vez mais inseridos na sociedade.

A Anda foi fundada a 1 de Fevereiro de 1992, em Luanda, tendo adquirido o estatuto de Utilidade Pública em 2014, facto que tem facilitado a execução de projectos sociais.

  Fonte: Veja Aqui

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

No Brasil - Prefeitura de Corrente entrega cadeira de rodas motorizadas

Foi realizada na manhã desta segunda-feira (19), na sede da prefeitura de Corrente, uma solenidade para entrega de cadeiras de rodas motorizadas, cadeiras de rodas para banho e dispositivos auxiliares de locomoção às pessoas com deficiência. A entrega dos equipamentos foi viabilizada através de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Saúde e Saneamento, a Secretaria Municipal de Trabalho e Cidadania e o Centro Integrado de Reabilitação (CEIR).



O prefeito Jesualdo Cavalcanti destacou a importância da luta pela inclusão das pessoas com deficiência. 


“Hoje Corrente está asfaltada, mas ainda há um grande obstáculo que é as calçadas irregulares, que inviabilizam a circulação de pessoas com deficiência. Regularizar essa situação será uma da prefeitura, do Conselho, das Associações, da Secretaria de Urbanismo, da Secretaria de Saúde e da própria comunidade. Nossa solicitação já foi levada ao governador, ainda enquanto senador, e estou certo de que seremos atendidos em nossas solicitações”.

 Sobre um Centro de Reabilitação para a região, o prefeito enfatizou:

 “A quantidade de pessoas com deficiência que temos no município de Corrente é de 3 mil, para um total de 25 mil habitantes! Considerando esta proporção, levamos até o governo estadual a necessidade de implantação de um Centro de Reabilitação, que poderá atender Corrente e todos os municípios da região, indistintamente”.

 Ao todo oito pessoas foram contempladas com os equipamentos. Estiveram presentes na solenidade para receber as cadeiras de rodas motorizadas
 Jemersonde Souza da Silva e Acilon de Araújo Alves. Confira a lista dos contemplados:


 Francisca Corado do Amaral E Silva


 – Bengala canadense regulável;


- Jemerson de Souza Da Silva


 – Cadeira de rodas motorizada; Acilon de Araújo Alves


 – Cadeira de rodas motorizada; Aldenor Souza Valentim 


- Cadeira de rodas de banho com assento sanitário; Zoraid Alves Barbosa 


- Cadeira de rodas de banho com assento sanitário; Antônia Maria de Souza 


- Cadeira de rodas de banho com assento sanitário; Normandia Souza Bispo 


- Muleta auxiliar tubular em alumínio regulável; Honorina Alves Marques - Bengala canadense regulável em altura. 


  Fonte: Ascom


 Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Angola: Mais de 200 portadores de deficiência inseridos no mercado do trabalho


Luanda - Duzentas e sessenta e oito pessoas com deficiência, localizadas nas províncias de Malanje, Cuanza Sul, Bié e Huíla, foram reintegrados em 2014 no mercado do trabalho pela Associação Nacional de Deficientes Angolanos (Anda).



Esta informação foi prestada hoje, quarta-feira, a Angop, pelo presidente da Anda, Silva Lopes Etiambulo, quando balanceava as actividades desenvolvidas pela associação que dirige ao longo de 2014.

De acordo com o responsável, o trabalho desenvolvido pela Anda foi positivo, porque conseguiu-se adquirir e distribuir 400 cadeiras de rodas, 500 pares de canadianas, entre outras acções. Silva Etiambulo frisou também ter sido possível alargar o leque das actividades administrativas, indo até a província do Moxico, concretamente até ao Luau, onde se criou uma oficina de serralharia, composta por 25 pessoas com deficiência.

No mesmo município, a Anda adquiriu um terreno com 1500 hectares de terra onde se irá criar uma futura cooperativa de produção constituída por 150 famílias de portadores de deficiência numa primeira fase. Informou terem sido colhidas grandes quantidades de milho, batata rena e abacaxi nas cooperativas agrícolas do Bié, Huambo e Huíla, debatendo-se contudo com a falta de transporte para o escoamento desses produtos.

O interlocutor da Anda frisou que o projecto "Vem comigo" que se encontra na sua quinta fase, mudou de estratégia de actuação optando pela formação profissional e reintegração no mercado de emprego aos beneficiários, incidindo as suas acções para as províncias do centro e sul de Angola. Neste contexto agradeceu os apoios prestado pelo Executivo angolano, através de vários departamentos ministeriais, assim como pela Fundação Lwini que se predispôs em fornecer as cadeiras de rodas distribuídas aos deficientes físicos.

  Fonte: Veja Aqui

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

No Brasil - Falta integração nas políticas estaduais de São Paulo para pessoas com deficiência


Tuca Munhoz, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, afirma que falta trabalho 'intersecretarial' na esfera estadual, que segue reproduzindo a lógica da segregação



São Paulo – O secretário adjunto da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Tuca Munhoz, afirma que que na mesma área em que ele atua, em nível estadual, não há um trabalho efetivo de inclusão social.

No estado, essas ações são representadas pela Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência.


 Para Tuca, há dificuldade na secretaria estadual em compreender o que seriam políticas públicas para as pessoas com deficiência.

"Essa secretaria não desenvolve um trabalho intersecretarial, envolvendo todas as secretarias no desenvolvimento e efetivação de ações que levem à construção de outra lógica no atendimento aos vários e distintos direitos e necessidades das pessoas com deficiência"

. Como exemplo, o secretário cita a inauguração de uma nova unidade do Centro de Reabilitação Lucy Montoro para pessoas com deficiência visual.

O centro atende às necessidades da pessoa com deficiência, mas, por outro lado, os outros serviços e espaços públicos não estão prontos para o atender a essa parcela da população, repetindo, assim, a lógica de segregação.

 "Se uma pessoa com deficiência visual precisa se alfabetizar, ela pode ser alfabetizada em uma escola comum.

Não precisa ser alfabetizada em um local segregado. Na prefeitura de São Paulo, nós temos ações de inclusão de pessoas com deficiência, e não de segregação".

 Segundo o secretário, os casos mais graves ocorrem na educação, onde não existem políticas de inclusão dos jovens com deficiência que saem das esferas municipais e passam para a estadual e "onde não encontram nada em termos de acolhimento das suas necessidades".

  Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

FUNDAÇÃO ADFP APOSTA EM NOVOS CONTRATOS DE TRABALHO

MIRANDA DO CORVO – A Fundação ADFP de Miranda do Corvo assinou 9 novos contratos de trabalho para pessoas que terão um 2015 com maior otimismo.



Sete dos quais são novos contratos de Emprego Protegido/ENCLAVE, para integrar pessoas com deficiências e incapacidades, em áreas como os serviços administrativos, fisioterapia e jardinagem/agropecuária, preparando assim o início de uma nova atividade de produção de queijos e enchidos.

Para além destes contratos registou-se também um novo contrato sem termo, integrando uma jovem licenciada e desempregada, na equipa do Lar de Infância e Juventude, apostando no apoio às crianças e jovens residentes. Finalmente também se assinou um contrato no âmbito da empresa de inserção, que acolhe uma desempregada de longa duração, mediante seis meses de formação e 18 meses de contrato de trabalho.

Mais uma vez é notório o esforço da Fundação ADFP na integração em mercado de trabalho de pessoas portadoras de deficiência e doença mental.

Neste âmbito temos em candidatura a criação de um GIP inclusivo (Gabinete de Inserção Profissional) para pessoas com deficiências e incapacidades, dinamizado e posto em prática por pessoas também elas com deficiências e incapacidades. Este projeto de criação de um GIP inclusivo será uma inovação nacional que conta com o apoio declarado do Dr. Octávio de Oliveira, Secretário de Estado do Emprego, quando visitou a ADFP, sendo necessárias algumas alterações legais.

A Fundação espera poder concretizar este projeto em 2015 com o apoio do IEFP. 


A criação de novos postos de trabalho, nomeadamente para pessoas com necessidades especiais é prioridade permanente da ADFP, assente em projetos sustentáveis.

A criação de uma queijaria e fumeiro, já construída e equipada, que só aguarda o licenciamento da câmara municipal será mais um passo para atingir este objetivo de criação de novos postos de trabalho

  Fonte: Veja Aqui

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Para-atletas são contratados para trabalhar na organização de Rio 2016

Aparte de Recursos Humanos do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 começaram a convocar atletas com deficiência para trabalhar durante a competição. A ação é chamada de Programa Atletas PCD (Pessoas Com Deficiência) e tem como objetivo a inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho. 



"Eu nunca tinha conseguido trabalhar antes porque a rotina de treino é muito puxada, mas agora surgiu esta oportunidade e não posso deixá-la passar.


Continuarei treinando para representar bem o Brasil em 2016, mas tenho que pensar na minha aposentadoria como atleta", disse a judoca Karla Carsoso, umas das 15 pessoas com deficiência contratadas.


De acordo com o diretor de recursos humanos do Comitê Rio 2016, Henrique Gonzalez, o programa será de extrema importância para o futuro do esporte brasileiro. Além disso, as pessoas com deficiência poderão trocar experiências com os outros que já trabalham no setor.


"Estes atletas vão trazer suas experiências em diversas disciplinas esportivas, sejam elas Paralímpicas ou não, além de contribuírem com o legado do esporte no Brasil", comentou Henrique.


Não são apenas atletas profissionais que serão contratados para o programa.



 É o caso de Raphael Pinho, que é jogador de um time de rúgbi de cadeira de rodas e também responsável por organizar algumas competições.


 "Estou realizando um dos maiores sonhos da minha vida trabalhando na organização dos Jogos. Estar aqui dentro é uma realização profissional", contou.


  Fonte: Veka Aqui

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Associação sem Limites e ADM e Aeroporto da Madeira entregaram cadeiras de rodas

No âmbito da Campanha "Dê uma tampa à indiferença" o Aeroporto da Madeira reuniu aproximadamente uma tonelada de tampas, em parceria com a Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais - Associação Sem Limites e a Associação Portuguesa de Deficientes da Madeira com o objetivo de proporcionar uma maior qualidade de vida a pessoas com necessidades especiais.

"É através da Campanha e do empenho que as entidades, os parceiros e a comunidade em geral que conseguimos contribuir para a compra de material ortopédico para pessoas com mais carências", refere a Associação sem Limites.


 Desta forma, foi entregue ontem, pelas 11.30H, duas cadeiras de rodas manuais e contou com a presença do Diretor do Aeroporto da Madeira, Duarte Ferreira e o Presidente da Associação Sem Limites, Filipe Rebelo.


  Fonte: Veja Aqui

Bengo: Militares portadores de deficiência beneficiam de bens diversos

Mabubas - Quinhentos militares afectos à Unidade dos Deficientes Físicos da comuna das Mabubas, município do Dande, província do Bengo, beneficiaram hoje, quarta-feira, de diversos bens de primeira necessidade, para auxiliar a passar a quadra festiva condignamente, numa iniciativa da AJAPRAZ.


Os bens consubstanciam-se em massa e óleo alimentar, arroz, feijão, açúcar, electrodomésticos e motorizadas.


Em declarações à imprensa, o presidente da associação da AJAPRAZ, Bento Raimundo, disse que contribuir para o bem-estar dos militares deficientes é uma honra, porque são combatentes que deram a sua contribuição na consolidação da paz e harmonia dos angolanos.


Explicou que a associação é um parceiro directo do Governo angolano e continuará nesta senda de apoios aos militares convalescentes e as pessoas desfavorecidas.


Por seu turno, a directora provincial da Assistência e Reinserção Social, Anastácia de Vasconcelos, agradeceu o gesto e considerou positiva a acção que vai ajudar os militares a passarem a quadra festiva com harmonia junto das suas famílias.


Anastácia de Vasconcelos lembrou que nos últimos anos, as pessoas portadoras de deficiência físicas têm dado a sua contribuição nos programas gizados pelo Governo da província do Bengo.


A responsável fez saber que a sua direção controla na província do Bengo, duas mil e 66 pessoas portadoras de deficiência, das quais 944 são do sexo feminino.


  Fonte: Veja Aqui

domingo, 21 de dezembro de 2014

Deficientes visuais mostram como estudo e arte contribuem na superação

No Brasil, há 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 500 mil cegas, de acordo com o Censo do IBGE



O preconceito e a falta de acessibilidade ainda são problemas das rotinas diárias dos deficientes físicos.Foto: Divulgação.



Manaus – O Dia Nacional do Cego, celebrado em dezembro, pode ser considerado um símbolo de reconhecimento e de incentivo a conscientização para os problemas encarados pelos deficientes visuais, entretanto, o preconceito e a falta de acessibilidade ainda são problemas das rotinas diárias. No Brasil, há 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 500 mil cegas, de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


A professora Cátia Lemos, de 37 anos, perdeu a visão quando tinha 17 anos devido a um agravamento de uma doença chamada Stargatt. Com 20 anos, tendo menos de um por cento da visão, a professora teve que se readaptar ao novo estilo de vida acrescentando a bengala e os óculos escuros no dia-a-dia. Porém, a dificuldade não a impossibilitou de ser a primeira deficiente visual do Amazonas a cursar doutorado fora do Brasil.


 “Não podemos utilizar a deficiência como justificativa. A atitude que você tem relação ao mundo também reflete em como as pessoas enxergam você.”, disse. Mesmo superando a dificuldade e conseguindo levar uma vida normal, Cátia ainda destaca o preconceito enfrentado no cotidiano de uma pessoa deficiente visual.


“As pessoas ficam com vergonha de não saber lidar, então, preferem ignorar. Outras preferem ignorar por pensar que pode ser algo contagioso. Muitos na sociedade não entendem como posso ser professora e ter uma vida natural sendo cega. Elas acreditam que o meu lugar não é no meio da sociedade”, afirmou. Segundo Cátia, o preconceito é um reflexo histórico e cultura.


 “No início, as pessoas com deficiências eram mortas. Depois, os cegos eram tratados como inválidos, pois não conseguiam escrever nem ler.


 Após muita luta, começaram a estudar, trabalhar e a tomar um espaço na sociedade, mas ainda falta uma conscientização muito grande para que as pessoas entendam que podemos levar uma vida normal mesmo sem a visão”.


Já o coreógrafo e bailarino Weldson Rodrigues, 39, perdeu a visão em consequência de uma toxoplasmose aos 16 anos, mas encontrou na arte uma forma de superar a deficiência.


“A arte fez com que eu aceitasse a nova vida. Pela minha limitação, as pessoas acham que eu não posso trabalhar, mas a limitação está na cabeça de pessoas.


Quando você trata o problema de forma natural, as pessoas também começam a achar natural”, comentou.


Com apenas 20% da visão no olho direito, o bailarino que já participou do Ballet Folclórico do Amazonas, não sente a necessidade de óculos nem de bengala para se locomover, porém, a falta de estrutura especializada na cidade dificulta sua movimentação.


“Eu consigo ser independente, andar e trabalhar sozinho. Conto muito com a solidariedade das pessoas porque não posso contar com a acessibilidade de sinalização nas ruas de Manaus.


São poucos os sinais sonoros que nos auxiliam a atravessar as ruas, em muitos casos, preciso pedir ajuda de alguém ou me aventurar na sorte.


Os cobradores e motoristas de ônibus não me ajudam”, comentou. “As pessoas não sabem lidar com deficiências e outras se aproveitam para fazer brincadeiras.


Uma vez ao pedir pra me indicarem o meu ônibus, me colocaram de propósito em um ônibus errado”.


Ao ser questionado como solucionar o preconceito, o coreógrafo é enfático e diz que a informação e a naturalidade sobre o assunto pode ser uma boa resposta.


“O que é preciso é que a massa se informe sobre as dificuldades e características dos portadores de deficiências. Nós somos pessoas normais que podemos ter vidas normais desde que tenhamos oportunidade.


A pessoa com deficiência já sabe da sua situação, então ao querer ajudar alguém, não aja com pena, aja com naturalidade”, concluiu.


  Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Província sudoeste da China envia médicos à Guiné-Bissau

Uma equipe de especialistas em saúde pública da Província de Sichuan, sudoeste da China, irá à Guiné-Bissau para treinar trabalhadores de saúde na prevenção do Ébola, disse na terça-feira a comissão provincial da saúde.


 
  As três pessoas partirão na quinta-feira para dar cursos em um programa de 32 dias de treinamento na Guiné-Bissau para cerca de 500 funcionários médicos locais.


 Até outubro, a China enviou 450 especialistas de saúde pública e trabalhadores médicos para a África Ocidental, construindo laboratórios e centros de tratamento.


por Xinhua


 Fonte: Veja Aqui

Crianças com deficiências vão continuar a ter apoio

«A informação que temos [por parte do ISS] é que esse apoio vai ser garantido e até, de alguma forma, haverá uma melhoria», garante o presidente-adjunto da CNIS O presidente-adjunto da CNIS, João Dias, disse quinta-feira ter a garantia da Segurança Social que as crianças com deficiência vão continuar a ter apoio, esperando que a passagem da resposta do Estado para o setor social ocorra a tempo.



João Dias comentava à agência Lusa uma notícia divulgada hoje pelo Jornal de Notícias, segundo a qual 500 crianças com deficiência podem ficar sem apoio devido à requalificação dos funcionários do Instituto da Segurança Social (ISS), que envolve 22 técnicos especializados nesta área.


Profissionais e familiares destas crianças dizem que esta requalificação vai implicar que os menores acompanhados até agora pelo ISS vejam suspenso «o apoio terapêutico», uma situação contestada pela Segurança Social.


O ISS assegurou ao jornal que esse apoio será garantido no âmbito do Sistema Nacional de Intervenção Precoce, sendo as instituições particulares de solidariedade a assegurar esse apoio, através de acordos de cooperação que o ISS celebra com elas.


Os técnicos temem que, enquanto os acordos com as IPSS não estiverem celebrados e os especialistas são enviados para a requalificação, haverá crianças com acompanhamento suspenso, nomeadamente em Valongo, Gondomar, Santo Tirso/Trofa, Porto Oriental e Ocidental II. Em declarações à Lusa, o presidente-adjunto da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS) disse compreender as questões colocadas pelos técnicos e familiares das crianças afirmando que «é importante não quebrar o apoio que é dado a estas crianças».


 «A informação que temos [por parte do ISS] é que esse apoio vai ser garantido e até, de alguma forma, haverá uma melhoria», adiantou João Dias. Sobre os receios dos técnicos em relação aos acordos de cooperação, João Dias adiantou que a informação que tem por parte do Instituto da Segurança Social «é que não vai haver essa quebra».


«Compreendo perfeitamente a ansiedade e a expetativa em volta do caso, mas temos assegurado por parte do Instituto de Segurança Social que não vai haver esse hiato» entre a passagem das competências da Segurança para as IPSS, através dos acordos de cooperação. João Dias sublinhou que é importante que «não haja um espaço de terra ninguém», mas reiterou que o instituto assegurado que isso não vai acontecer.


Fonte: Veja Aqui

Brasil - SP libera skates, cadeiras de rodas e bikes elétricas na ciclovia

São Paulo oficializou a presença de skates, cadeiras de rodas e bikes elétricas e outros tipos de transporte de propulsão humana nas ciclovias da cidade. O decreto do prefeito Fernando Haddad (PT) foi publicado no Diário Oficial desta terça-feira (16) e já está em vigor. - See more at: http://bikeelegal.com/noticia/1963/sp-libera-skates_-cadeiras-de-rodas-e-bikes-eletricas-na-ciclovia#sthash.WqlcARx3.dpuf

 


A permissão vale para ciclovias, ciclofaixas e locais de tráfego compartilhado, englobando bicicletas de carga, triciclos e quadriciclos com ou sem reboque.


Além destes, patins, patinetes, skates e cadeiras de rodas foram oficializados. 



A medida também regulariza o uso de bicicletas elétricas na malha cicloviária da capital paulista. “Incluem-se os veículos e equipamentos similares com propulsão elétrica não equiparados a ciclomotor, desde que desempenhem velocidades compatíveis com a via, a segurança e o conforto dos demais usuários”, determina o decreto.


Fique ligado aqui no Bike é Legal para acompanhar uma videorreportagem especial de Renata Falzoni sobre a oficialização.
 

 Fonte: Veja Aqui

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Angola: ANDA faz balanço positivo das actividades realizadas em 2014

Luanda - O secretário para cooperação, informação e advocacia da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA), Enoque Bernardo, considerou hoje, segunda-feira, em Luanda, positivo o balanço das actividades realizadas em 2014 pela agremiação. 

 

Enoque Bernardo teceu tal consideração ao falar à Angop a margem da entrega de 44 cadeiras de rodas à distintas pessoas portadoras de deficiência física, tendo frisado que até a presente data, 547.500 pessoas estão inscritas naquela instituição. Segundo disse, ao longo do ano 2014, a ANDA apoiou 300 pessoas portadoras de deficiência em distintas províncias de Angola, entre elas o Bié, Malanje, Cuanza Sul, Luanda, Huíla, Uige, Cabinda, entre outras.


 Nesta senda, frisou que no Uige e em Cabinda a ANDA criou uma cooperativa de costura, levou-se três "escolas móveis" para Bié, nas quais são ministradas formações profissionais em diversas áreas, no Cuanza Sul uma cooperativa agrícola, na Huíla foram fornecidos alguns materiais para trabalho agrícola, tudo a favor dos deficientes.


Ainda no presente ano, disse, a ANDA ofereceu kits de recauchutagem para que as pessoas portadoras de deficiência criem cooperativas de produção, um trabalho que facilita a integração sócioeconómico desta franja da sociedade.


Para que os deficientes recebam o apoio da ANDA, Enoque Bernardo referiu que estes apenas fazem uma inscrição na instituição e dentre os bens ou condições que a instituição consegue ao longo do ano, estas pessoas são chamadas e ajudadas.


O secretário enalteceu ainda o trabalho da ANDA junto das Universidades, o que fez com que alguns portadores de deficiências conseguissem se licenciar. Sexta-feira, dia 19, a ANDA fará outra entrega de cadeiras de rodas para portadores de deficiência, uma actividade que irá decorrer no Largo 1º de Maio, província de Luanda. A Anda nas suas acções conta com o apoio dos Ministérios dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, da Assistência e Reinserção Social, Fundação Lwini, entre outras.

Fonte: Vrka Aqui

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

União de Cegos de Língua Portuguesa é formalizada na próxima semana

Pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa vão passar a falar a uma só voz com a constituição da União de Cegos de Língua Portuguesa.



Presidente da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO) lembrou que esta é uma ambição antiga 



As pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa vão passar a falar a uma só voz com a constituição da União de Cegos de Língua Portugu esa (UCLP), cuja formalização está marcada para a próxima segunda-feira. Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO) lembrou que esta é uma ambição antiga da organização portuguesa e explicou que vai consistir na criação de uma organização internacional que reúna todas as associações de pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa.


- “Haverá uma sessão solene na Assembleia da República, com um representante de cada uma das organizações de cada um dos países e, na terça,


 haverá a primeira assembleia constituinte desta organização”, adiantou Ana Sofia Antunes.



 A responsável avançou que, para assinalar a constituição da união, irá decorrer a conferência “Cooperar em Português”, com o objetivo de “pensar em conjunto quais as perspetivas para uma futura cooperação internacional”.


 “O que queremos é criar uma organização única que tenha uma voz mais forte no seio da comunidade internacional e organizar um bloco lusófono no seio da União Mundial de Cegos”, revelou a responsável.


Na opinião de Ana Sofia Antunes, as vantagens são inequívocas e passam, sobretudo por reivindicar, “a uma só voz”, questões que já veem de longa data.


As reivindicações passam pela oficialização do código Braille português e pela uniformização desse mesmo código, bem como por procurar soluções para problemas relacionados com os direitos autorais. Pedem, por isso, a “ratificação do Tratado de Marraquexe, que prevê obrigações para as entidades editoras e livreiras na disponibilização de soluções acessíveis nos livros publicados”


. Querem promover o intercâmbio entre os diferentes países, mas sobretudo constituir-se como “uma força maior ao nível das candidaturas a projetos de financiamento de entidades internacionais”.


“Com uma organização deste calibre temos mais oportunidade de nos candidatarmos a esses financiamentos que poderão ser fulcrais para algumas destas organizações dos países menos desenvolvidos”, apontou a presidente da ACAPO.


A assinatura do acordo de constituição da UCLP está marcada para o final da conferência, por volta das 16h30. Antes, haverá duas mesas redondas, uma dedicada ao tema


“Modelos, áreas de intervenção e financiamento para uma estratégia de cooperação” e a outra sobre “Perspetivas de cooperação internacional no espaço lusófono”.


  Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Argentino luta por fim do tabu da sexualidade de deficientes

Preso a cama de hospital, homem luta para que sexualidade de deficientes seja abordada com naturalidade Um argentino paralisado desde o fim da década de 1950 está lutando pelo fim do tabu relacionado à sexualidade de deficientes no país, em meio a um debate nacional sobre a regularização de acompanhantes sexuais para essas pessoas. Norberto Butler, de 57 anos, passou a maior parte da vida em um hospital, vítima de uma epidemia do vírus da poliomielite que atingiu a Argentina no final daquela década. Desde então, ele vive em uma cama.

 

Depois de anos de luta, Butler conseguiu que a casa-hospital onde vive o transferisse para um quarto individual, o que, segundo ele, significa o primeiro passo para que as pessoas portadoras de deficiência explorem a própria sexualidade.


 "Conheço centenas de pessoas com deficiências que não resolvem essa questão (do sexo), que não têm relações de nenhum tipo", disse Butler à BBC Mundo.


"Sei da mortificação que muitos sofrem, e este assunto é uma prioridade absoluta, porque se sente no corpo o ardor de não poder canalizar isso, ter relações com uma garota."


Acompanhante A sexualidade de portadores de deficiência começa, muito lentamente, a deixar de ser tabu na Argentina e se transforma em motivo de discussões nos meios de comunicação e também em conferências. Em uma reunião recente na Assembleia Legislativa de Buenos Aires, especialistas, profissionais do sexo e ativistas pediram a regulamentação do cargo de "acompanhante sexual" e, se o pedido for atendido, a Argentina será o primeiro país da América Latina a reconhecer esse trabalho .


 "É uma pessoa que, depois de passar por um processo de capacitação, poderá acompanhar homens ou mulheres adultos com deficiência, de forma sexual, afetiva e erótica", disse à BBC Mundo Silvina Peirano, professora de deficiência mental e social e criadora do Sex Assistent, um serviço de formação de assistentes sexuais, assessoramento e acompanhamento criado há anos em Barcelona.


A função não é apenas manter relações sexuais com a pessoa que contrata o serviço. 



Os acompanhantes também podem prestar assistência a casais de deficientes que querem ter relações acomodando seus corpos e facilitando o contato físico, ajudando a colocar um preservativo, por exemplo.


Não estamos dizendo que todas as pessoas com deficiência devam ter uma assistência sexual, mas que ela pode ser uma opção enriquecedora e válida para algumas", afirmou Silvina.


 Há países em que a figura da assistente sexual está regulada pelo governo e é considerada uma terapia, caso da Suíça. Cautela Talvez pelo fato de o assunto estar sendo discutido apenas agora na Argentina, ainda não há muitas críticas para a proposta de reconhecimento do acompanhamento sexual para deficientes.


Mas, em outros países, a ideia foi recebida com cautela pelos que se opõem ao trabalho sexual, em geral, ou pelos religiosos que promovem a abstinência.


A proposta também recebeu críticas dos próprios portadores de deficiência. Mik Scarlet é um reconhecido autor britânico que há anos milita para acabar como tabu da sexualidade dos deficientes na Grã-Bretanha. Em uma entrevista no ano passado ao jornal The Guardian a respeito do debate sobre a contratação de acompanhantes, Scarlet afirmou que promover este tipo de serviço é como "se o mundo falasse que as pessoas deficientes são tão pouco atraentes que a única forma de elas manterem relações sexuais é pagando".


 "Não quero um mundo onde seja mais fácil para as pessoas deficientes visitar profissionais sexuais, quero um mundo que veja os deficientes como seres sexuais e como casais válidos", disse. Norberto Butler também encara com cautela a proposta, mas vê a assistência sexual como um direito que poderia "preencher um espacinho" para os deficientes que não puderam desenvolver a própria sexualidade. Também acha, porém, que o projeto deve vir acompanhado de outras políticas de inserção profissional e social.


 O objetivo, para Butler, é que os deficientes tenham as mesmas oportunidades e possam conhecer um potencial parceiro em qualquer outro âmbito que não seja o do hospital ou do acompanhante. Apoio Para Norberto Butler, vários fatores e até pressão da Igreja interferem na discussão da sexualidade.


A proposta de regular a função de acompanhante sexual para portadores de deficiência é uma iniciativa apoiada por um grupo de profissionais do sexo argentino que afirma que isso já acontece no país.


"Este tema sempre esteve oculto", disse Georgina Orellano, secretária-geral da Associação de Mulheres Meretrizes da Argentina (AMMAR). "Há dois anos e, principalmente neste último ano, começaram a chegar à organização (...) e-mails de pais e mães, (perguntando) se algumas de nossas companheiras atendiam pessoas com deficiência, buscando ajuda para seus filhos com autismo, síndrome de Down ou deficiência física."


 "Há companheiras que trabalham regularmente com eles e os tinham em sua lista de clientes. Assim, demos os telefones (delas) para os pais de deficientes maiores de idade", disse Georgina à BBC Mundo.


Na Argentina não é crime a troca consentida de sexo por dinheiro entre indivíduos maiores de idade. Atualmente, existem dois projetos de lei que tentam regular o trabalho sexual no país, permitir a criação de cooperativas e dar direitos e garantias às profissionais.


Assexuados A sexualidade de portadores de deficiência não é algo muito debatido na Argentina. 




"Mas é um dos direitos que não temos, devido à pressão da Igreja, pressão de fatores distintos", afirmou Norberto Butler. Pouco a pouco, como aconteceu com o reconhecimento dos direitos da comunidade homossexual há alguns anos, a Argentina parece estar começando o debate público sobre a sexualidade dos deficientes.



Mas, para a professora Silvina Peirano, muitos ainda partem da ideia de que os deficientes são seres "solitários e, no pior dos casos, se assume que não existe a sexualidade ou que sua sexualidade é de segunda categoria".


"Promovam, ajudem um deficiente para que ele consiga um trabalho que permita que ele se relacione. Mas não interfiram para o mal na sexualidade do garoto", disse Norberto Butler.


  Fonte: Veja Aqui

Pedro Passos Coelho apadrinha lançamento do livro “Os Nossos Campeões” da Fundação ADFP e inaugura Residência Respeito da IPSS

MIRANDA DO CORVO – O Primeiro-ministro visitou a Fundação ADFP no último Sábado, 6 de Dezembro, onde inaugurou um novo lar, a Residência Respeito, e onde apadrinhou o lançamento do livro “Os Nossos Campeões” na Casa das Artes de Miranda do Corvo. Foi em ambiente de festa e com aplausos que Pedro Passos Coelho foi recebido em Miranda do Corvo, onde o auditório da Casa das Artes sobrelotou para o lançamento do livro “Os Nossos Campeões” da Fundação ADFP. Este livro, cuja coordenação esteve a cargo de José Miguel Ramos Ferreira, relata a história de 24 trabalhadores da instituição que têm deficiência ou doença crónica.

 

Durante a cerimónia de lançamento do livro, onde estavam perto de 400 pessoas, José Miguel Ramos Ferreira, numa primeira intervenção emocionada, elogiou o exemplo de tenacidade, persistência e força de vontade dado por aqueles trabalhadores, que considerou especiais.


O coordenador do livro aproveitou ainda a intervenção de apresentação da obra para apontar o dedo a uma sociedade que estigmatiza e persegue as diferenças, defendendo que Portugal precisa de crescimento económico mas também de crescimento inclusivo. Jaime Ramos, Presidente do Conselho de Administração da Fundação ADFP, defendeu que existem muitas IPSS’s a trabalhar para pessoas com deficiência mas que a ADFP é diferente, desde logo, porque trabalha para deficientes, com deficientes.


Segundo Jaime Ramos, para as pessoas com deficiência ou doença crónica se sentirem com total dignidade humana, é necessário que as mesmas tenham noção que trabalham e que produzem e que não são dependentes. Segundo o Presidente da instituição, para que a dignidade seja mais completa, é preciso reconhecer a estas pessoas o direito e a liberdade de amarem e de criarem relações afectivas, dando o exemplo da ADFP.


Por fim, o Presidente da ADFP considerou o Primeiro-ministro um homem de bom coração por ter vindo apresentar o livro, recordando que para se ser bom Primeiro-ministro é fundamental que se seja um humanista.


Pedro Passos Coelho, numa intervenção final, elogiou o trabalho realizado pela Fundação ADFP e, especialmente, pelos campeões que fazem parte do livro lançado.


O Primeiro-Ministro relembrou que toda a sua vida teve de lidar, bem de perto, com a deficiência, facto que o faz ter uma grande sensibilidade para a área.


Na sua intervenção, o Primeiro-ministro, anunciou que o próximo quadro comunitário terá fontes de financiamento exclusivas para as inovações sociais, considerando que a Fundação ADFP, se continuar a inovar como até agora, terá ai grandes oportunidades para continuar a ajudar o país e a região. Antes da apresentação do livro, o Primeiro-ministro visitou o Centro Social Comunitário da Fundação ADFP onde inaugurou a residência Respeito.


O novo lar da IPSS tem capacidade para 30 camas e custou perto de 500.000€, estando destinado a pessoas com deficiência ou para cuidados continuados de pessoas com doença mental grave. Pedro Passos Coelho visitou também o novo museu da ADFP, Espaço da Mente, e o Museu Vivo de Artes e Ofícios no Parque Biológico da Serra da Lousã, mostrando-se impressionado com a realidade da instituição.


  Fonte: Veja Aqui

Brasil - Centros Especializados ajudam no desenvolvimento da criança com deficiência

De acordo com o IBGE, o Brasil tem cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência, sendo destas 3.905.235 crianças de 0 a 14 anos O que no início pode ser um susto para a família, com o passar do tempo e cuidados necessários pode transforma-se em um aprendizado para a vida. Esta é a visão de Melina Sales , do Distrito Federal, mãe da pequena Zilah, de 1 ano e 10 meses, diagnosticada com síndrome de down, distúrbio genético causado por um cromossomo a mais no DNA.


  De acordo com os dados do IBGE de 2010, o Brasil tem cerca de 45 milhões de pessoas com deficiência, sendo destas 3.905.235 crianças de 0 a 14 anos. Com deficiência intelectual, são 391.266 crianças de 0 a 14 anos.


Por meio do Programa de Triagem Neonatal, incluindo o teste do pezinho, o teste da orelhinha e o teste do olhinho, as ações de prevenção das deficiências por causas evitáveis e a identificação e intervenção precoce estão integradas à Rede de Cuidados a Pessoa com Deficiência e à Rede Cegonha.


O teste do pezinho é realizado em recém-nascidos para identificar desordens metabólicas, endocrinológicas e outros distúrbios genéticos e congênitos que não apresentam sintomatologia clínica ao nascimento e assegurar ao recém-nascido diagnosticado tratamento e acompanhamento multidisciplinar por toda vida, alterando o curso clínico da doença.


 Melina Sales realizou todos os procedimentos de pré-natal e, durante o parto normal, ocorreu o rompimento do cordão umbilical, que levou Zilah a ser acompanhada imediatamente por médicos, que realizaram os testes, identificaram as características e diagnosticaram a síndrome.


 "Para toda família acho que é um susto. O pai e a mãe esperam que tudo do filho seja sem dificuldade, mas você vai se informando, conhecendo e vendo que não é um bicho de sete cabeças”, afirma Melina.


Em dezembro de 2011, foi lançado o Viver Sem Limite: Plano Nacional de Direitos da Pessoa com Deficiência e o Ministério da Saúde instituiu a Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS, estabelecendo diretrizes para o cuidado às pessoas com deficiência temporária ou permanente, progressiva, regressiva ou estável, intermitente ou contínua.


 O eixo de Atenção à Saúde do Viver Sem Limite tem como foco de ação a organização do cuidado integral em rede, contemplando as áreas de deficiência auditiva, física, visual, intelectual, ostomia e múltiplas deficiências, através da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência no âmbito do SUS.


 Outra medida fundamental à saúde das crianças e àquelas que possam apresentar alguma deficiência é a identificação precoce de sinais de atraso do desenvolvimento infantil.


A identificação de sinais iniciais de problemas no desenvolvimento possibilita a instauração imediata do cuidado à saúde, em especial à estimulação precoce, essencial para melhorar o prognóstico e a capacidade funcional dessas pessoas.


A síndrome de down, de forma geral, está associada a dificuldades de habilidade cognitiva e também do desenvolvimento físico.


Mesmo com menos de dois anos de vida, Zilah tem uma extensa agenda de atividades, que envolve fisioterapia, fonoaudiologia, estimulação precoce, natação e terapia ocupacional.


 “É um esforço extra, mas a gente vê resultados e percebe que vale à pena todo o trabalho multidisciplinar que a minha filha recebe”, conta a mãe.


Os Centros Especializados em Reabilitação e Oficinas Ortopédicas integram a rede do SUS, que oferece atenção às crianças realizando a estimulação precoce, o diagnóstico e reabilitação das crianças com deficiência.


Nos anos de 2013 e 2014, foram habilitados 123 Centros Especializados em Reabilitação e 23 Oficinas Ortopédicas.


 As crianças que necessitam também são beneficiadas com concessão de órteses, próteses e meios de locomoção concedidos pelo SUS.


Confira a lista de Centros Especializados em Reabilitação e Oficinas Ortopédicas. 

 

 

 Fonte: Veja Aqui

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

OMS está a formar técnicos da Guiné-Bissau na prevenção do vírus Ébola

Dois especialistas contratados pela Organização Mundial de Saúde encontram-se na Guiné-Bissau para dar formação a técnicos guineenses em matéria de prevenção contra o vírus Ébola. Nos últimos três dias a equipa esteve na zona leste, nas regiões de Bafatá e Gabú

 

Dois especialistas contratados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) encontram-se na Guiné-Bissau para monitorar os mecanismos de resposta e dar formação a técnicos guineenses em matéria de prevenção contra o vírus Ébola. Segundo Cristóvão Manjbua, diretor dos serviços de doenças transmissíveis e não transmissível do Ministério de Saúde, os dois especialistas vão percorrer as 11 regiões sanitárias do país para observar o nível de preparação do país para uma resposta em caso do surgimento do vírus.

 Nos últimos três dias a equipa esteve na zona leste, nas regiões de Bafatá e Gabú – esta última faz fronteira com a Guiné-Conacri -, e hoje chegou à Bissau para se encontrar na sexta-feira com a ministra da Saúde, Valentina Mendes. Além de analisar os mecanismos de resposta, os consultores da OMS estão a dar formação aos técnicos de saúde guineense sobre a prevenção do vírus Ébola.

A equipa é acompanhada por técnicos do INASA (Instituto Nacional de Saúde Pública) da Guiné-Bissau e Alexandre Macedo, outro especialista da OMS que se encontra no país desde finais de outubro passado.

 Quadro do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, Macedo, brasileiro de nascença, mas com nacionalidade norte-americana, também está a monitorar os esforços das autoridades guineenses na prevenção do vírus.

Nas suas primeiras impressões considerou a Guiné-Bissau “um país de risco” devido à proximidade da Guiné-Conacri onde a doença já matou várias pessoas o que, disse, preocupa os Estados Unidos.

Na sexta-feira o Ministério da Saúde guineense, que tem em funcionamento uma célula contra o vírus Ébola, promove uma conferência de imprensa para o ponto de situação sobre medidas de prevenção da doença.

 

  Fonte: Veja Aqui

Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) – Setúbal «Uma sociedade inclusiva é uma sociedade democrática»

A importância de prosseguir o trabalho de criação de condições para uma cidade inclusiva foi defendida na abertura da 6.ª Semana Temática da Deficiência, realizada em Setúbal. O vereador com o pelouro da Inclusão Social da Câmara Municipal de Setúbal, Pedro Pina, lembrou na sessão, realizada no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que a inclusão “só acontece se todos continuarem empenhados”, sendo que “há muito caminho por fazer”, numa altura em que se verifica “um desinvestimento no apoio às famílias das pessoas com deficiência e às instituições”.

 
O autarca discursou na abertura da 6.ª Semana Temática da Deficiência, iniciativa organizada pelo Grupo Concelhio para as Deficiências, constituído por várias instituições, incluindo a Câmara Municipal de Setúbal, que se prolonga até domingo, com o objetivo de sensibilizar e envolver a população numa cidadania inclusiva.

Na sessão de abertura, em que estiveram presentes sociólogos, técnicos camarários, pessoas com deficiência e representantes de associações que prestam apoio na área, o presidente da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental (APPACDM) – Setúbal, José Salazar, referiu que “uma sociedade inclusiva é uma sociedade democrática, com base em princípios como a tolerância, o respeito, a fraternidade”.

Já Henrique Duarte, representante da Associação de Saúde Mental Doutor Fernando Ilharco, referiu que “não é fácil falar sobre inclusão”, área em que “ainda há muito por fazer”, enquanto o sociólogo e investigador José Miguel Nogueira salientou a importância do papel das autarquias e das parcerias com as instituições na área da inclusão social.

Hoje, o segundo dia da Semana Temática da Deficiência, dedicado ao encontro “Mitos e Tabus na Deficiência”, a chefe da Divisão de Inclusão Social da Autarquia, Conceição Loureiro, manifestou o desejo de manter a iniciativa porque “há vários caminhos para a inclusão e este é um deles”.

 Entre os convidados deste encontro realizado no Cinema Charlot – Auditório Municipal, a diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Setúbal, Clara Birrento, anunciou que serão assinados novos acordos de cooperação com a APPACDM e com a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo.

 Fonte CMS Fonte: Veja Aqui

sábado, 6 de dezembro de 2014

Valongo lança guia sobre área da deficiência para "fortalecer a inclusão social"

A Câmara de Valongo vai lançar na quarta-feira o "Guia de apoios e recursos na área da deficiência", documento que contém informação sobre áreas como habitação, fiscalidade, saúde, emprego e formação, avançou hoje o presidente desta autarquia. A elaboração do "Guia de apoios e recursos na área da deficiência" decorre, de acordo com o autarca José Manuel Ribeiro, do diagnóstico social do concelho de Valongo e do plano de desenvolvimento social. 



Com o lançamento deste guia, bem como com a abertura do Serviço de Informação e Mediação para Pessoas com Deficiência (SIM-PD), Valongo pretende assinalar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência que se assinala em todo o mundo quarta-feira, dia 03 de dezembro.


"O município está presente nesta caminhada onde já nos distinguimos. Somos o único concelho no país que tem um cidadão com necessidades especiais que é deputado municipal", referiu à Lusa, José Manuel Ribeiro, referindo-se a Armando Baltazar, deputado socialista que já foi presidente da Associação de Surdos do Porto.


Com informação sobre Emprego e Formação, indicando quais as medidas que existem sobre esta área, ou com indicações sobre Saúde, elencando o tipo de isenções que existem para pessoas com deficiência de acordo com os vários graus de incapacidade, o "Guia de apoios e recursos na área da deficiência" de Valongo é "uma espécie de roteiro", descreveu José Manuel Ribeiro. Sistematizando contactos e informação sobre bonificações e acesso a subsídios, o documento pretende "ajudar" as pessoas com deficiência, mas também técnicos, instituições e famílias, a ter acesso a dados de áreas que também passam pela saúde, habitação e fiscalidade. "Sistematiza apoios e instrumentos existentes na área da deficiência e tem como objetivo contribuir para a efetiva inclusão social deste grupo de cidadãos que são ativos, ou que se pretende que sejam cada vez mais ativos na comunidade a que pertencem", sintetizou o presidente da câmara de Valongo.


 Quarta-feira também será inaugurado, neste concelho do distrito do Porto, o SIM-PD, serviço que vai ficar implementado no edifício da câmara de Valongo pretendendo "prestar às pessoas com deficiências ou incapacidade e suas famílias uma informação acessível, personalizada, global e integrada sobre os direitos, benefícios e recursos existentes". No SIM-PD vão trabalhar técnicos da área das Ciências Sociais e Humanas com formação dada pelo Instituto Nacional de Reabilitação (INR).


Apoiar os cidadãos na "procura das soluções mais adequadas à sua situação concreta" e fortalecer "as suas capacidades para assumirem, nas respetivas comunidades, os direitos e deveres cívicos" são alguns dos objetivos deste serviço.



Poderão dirigir-se a este gabinete pessoas com deficiências ou incapacidade e respetivas famílias, técnicos que intervêm na área da prevenção, habilitação, reabilitação e participação comunitária das pessoas com deficiências ou incapacidade, bem como instituições e serviços que desenvolvam qualquer tipo de atividade nestes domínios.



O SIM-PD de Valongo resulta de um protocolo que é assinado quarta-feira com a Área Metropolitana do Porto, pelas 10:00.


  Fonte: Veja Aqui

Brasil - Estudantes criam cadeira de rodas com rampas de acesso acopladas

Alunos de universidade paulista desenvolvem projeto que dá mais autonomia a deficientes físicos. Inovação foi premiada





São Paulo - As dificuldades que cadeirantes enfrentam em ultrapassar obstáculos, como subir calçadas e degraus, por exemplo, podem estar com seus dias contados.


Um dia após ser comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta quarta-feira, surge no interior de São Paulo, uma cadeira com rampas elétricas acopladas.


O protótipo foi desenvolvido pelos alunos Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto, do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial, da Universidade de Franca (UNIFRAN), para o Projeto de Conclusão de Curso (TCC).


 “Queríamos desenvolver um projeto que pudesse unir a mecatrônica com a área de acessibilidade, da medicina.


Foi então que surgiu a ideia de se construir um protótipo utilizando uma cadeira de rodas”, explica o professor do curso de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da UNIFRAN, Ricardo David, orientador do trabalho, que contou também com a coorientação dos professores António Marangoni e André Cuevello.


 O trabalho foi produzido em 10 meses contínuos. Até o momento, não houve testes com pessoas deficientes e as avaliações estão previstas para iniciar em fevereiro de 2015.


Com este modelo de cadeira de rodas, se torna mais fácil o deslocamento do deficiente físico em locais rotineiros como bancos, supermercados e outros estabelecimentos onde não há rampas de acesso.


“A ideia é dar autonomia aos usuários no momento em que acessam calçadas públicas”, argumenta o professor. Este trabalho conquistou um prêmio de R$4.000,00 no 1° Prêmio de Tecnologia e Inovação da Associação do Comércio e Indústria de Franca (ACIF).


“Com a premiação que pretendemos investir mais na cadeira, aprimorando e melhorando o que precisa ser mudado para que o projeto não fique somente no protótipo e se torne um produto viável para fabricação industrial” afirmam os alunos.


Já há uma empresa interessada em viabilizar o modelo para o mercado. Segundo o coordenador do curso, Henrique José da Silva, o apoio dos professores, alunos e do Polo Francano de Tecnologia e Inovação, foi fundamental para conquistar o prêmio.


“A ideia do prêmio cria oportunidades de continuidade e aplicabilidade real para os projetos desenvolvidos na Universidade”, finaliza Silva.


  Fonte: Veja Aqui

CÂMARA MUNICIPAL LAGOS ACOLHEU 1º ENCONTRO DE BOAS PRÁTICAS NA DEFICIÊNCIA


LAGOS – Um dia depois de se ter comemorado o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (assinalado a 03 de dezembro), a Casa de Santo Amaro, com o apoio da Câmara Municipal de Lagos, organizou o 1º Encontro de Boas Práticas na Deficiência. O Auditório do Edifício dos Paços do Concelho Séc. XXI esteve repleto de profissionais, utentes e familiares interessados nesta temática.



O 1º Encontro de Boas Práticas na Deficiência, que decorreu no passado dia 04 de dezembro, superou as expectativas, tendo contado com diversos oradores e vários participantes.

A iniciativa foi organizada pelo Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos (CASLAS), com o apoio da Câmara Municipal de Lagos, e decorreu, durante todo o dia, no Auditório do Edifício dos Paços do Concelho Séc. XXI. Recorde-se que o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de dezembro) é uma data comemorativa internacional promovida pelas Nações Unidas desde 1998, com o objetivo de promover uma maior compreensão dos assuntos respeitantes à deficiência e mobilizar todos para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem estar das pessoas.


Procura também aumentar a consciência dos benefícios trazidos pela integração das pessoas com deficiência em cada aspeto da vida política, social, económica e cultural. Maria Fernanda Afonso, Vereadora da Câmara Municipal de Lagos, deu as boas vindas a todos os presentes e começou por relembrar que o dia 03 de dezembro assinala uma efeméride “em que se convocam os portugueses para a constatação da realidade das pessoas portadores de deficiência”, sublinhando que esta “é uma parte da população, que num Estado de Direito, é igualmente parte da solução de um país justo, igualitário e solidário. Reforçamos nestes dias a prática da igualdade de oportunidades entre todos, alicerçando o princípio fundamental do acesso à educação”.


 A propósito deste assunto, a responsável pelo Pelouro da Educação (entre outros) na Câmara Municipal de Lagos, fez questão de chamar a atenção para o facto de que os “cortes contínuos que afetam a escola pública, atingem, da forma mais desigual, as crianças e jovens integradas no ensino especial, diminuindo a dignidade da pessoa humana, a autonomia individual e o desenvolvimento da personalidade”. Para Maria Fernanda Afonso o desafio dos próximos tempos prende-se com “a gestão dos recursos de forma mais eficiente, aliada à partilha entre instituições locais para um fim comum: o bem-estar das nossas crianças e jovens”
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A terminar, a Vereadora sublinhou o facto “das falhas na educação inclusiva se configurarem na perda de crianças e jovens, consubstanciado na perda do conhecimento – o único caminho de afirmação de um Portugal de futuro” e defendeu que “não podemos permitir estas perdas, mas antes sabermos aceitar e respeitar as diferenças!”. Por seu turno, José António Carreiro, Presidente da Direção do CASLAS e das URIPSS Algarve, frisou a importância desta iniciativa, recordando que “infelizmente, todos nos esquecemos com demasiada frequência de que um dia podemos ser nós os portadores de uma deficiência…basta-nos ter o azar de ter um acidente e, por exemplo, ficarmos numa cadeira de rodas!”


Ainda que por força das funções que desempenha nesta área, José António Carreiro admita ter mais perceção, do que outras pessoas, no que diz respeito a assuntos ligados à deficiência, o Presidente da Direção do CASLAS realçou o facto de que este Encontro “seria uma ótima oportunidade para aprender mais, e ficar talvez a conhecer novas ofertas e respostas sociais, baseadas na troca de experiência entre os oradores e participantes”.


Uma ideia partilhada por Lina Sequeira, que esteve presente nesta iniciativa, em representação da Diretora do Centro Distrital de Segurança Social de Faro, e que reforçou o facto do Centro “atribuir especial importância aos assuntos referentes a esta temática”.


 Afirmando que acredita que “nenhum grupo terá sofrido tanto, e durante tanto tempo, de exclusão social como as pessoas portadoras de deficiência”, Lina Sequeira mostrou-se igualmente convicta ao afirmar que “felizmente, a nível regional, temos vindo a evoluir de forma positiva nas respostas sociais, ainda que tenhamos consciência de que são ainda insuficientes”.


Neste âmbito, e para aquela responsável, o melhor caminho é apostar num “trabalho em rede, dando prioridade aos conhecimentos de cada parceiro e valorizando, cada vez mais, o trabalho de proximidade com a comunidade desenvolvido pelos mesmos”.


O 1º Encontro de Boas Práticas na Deficiência decorreu ao longo de todo o dia, e contou com a participação de mais de uma dezena de oradores de diversas vertentes


  Fonte: Veja Aqui

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Malária pode ser derrotada com a ajuda de bactérias dos intestinos

Cientistas portugueses mostram pela primeira vez que o microbioma dos mamíferos ajuda na resposta imunitária contra outras doenças. Mecanismo ?pode ser aproveitado para fabricar uma vacina contra a malária. Em 2010, Miguel Soares disse ao PÚBLICO que iria abrir uma garrafa de champanhe caso o seu projecto de investigação sobre a malária tivesse um resultado positivo. Na altura, o investigador do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, tinha acabado de ganhar uma bolsa da Fundação Bill e Melinda Gates de 72.000 euros para verificar se havia bactérias no tubo digestivo humano que oferecessem aos seres humanos resistência contra o parasita da malária. Passados quatro anos, os cientistas provaram em ratinhos que isso, de facto, acontece. 



A equipa conseguiu descrever o mecanismo desta ligação, mostrando pela primeira vez que o microbioma, os microrganismos que vivem em mamíferos, influencia e pode ajudar o seu sistema imunitário na luta contra outras doenças.


Ao mesmo tempo, os cientistas propõem uma vacina para a malária, usando este método. O trabalho, que teve ainda a participação de investigadores do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa e do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas e Alergias dos Estados Unidos (NIAID, em inglês), foi publicado na quinta-feira na revista científica Cell.


Está na hora da garrafa de champanhe sair do frigorífico. “É brutal. A interacção e a co-evolução dos humanos com este microbioma criou uma relação com ele que nos protege contra outro microrganismo”, diz Miguel Soares. Havia vários sinais que sugeriam esta ligação.


Um deles é a forma como a malária afecta principalmente as crianças com menos de cinco anos. Dizia-se que isso se devia ao facto de o sistema imunitário ainda não estar bem desenvolvido nas crianças.


E ano após ano, a doença continua a matar. Só em 2012, morreram 460.000 crianças africanas devido à doença, segundo a Organização Mundial da Saúde.


O ciclo do parasita da malária é complexo. O Plasmodium falciparum, a mais letal das espécies de Plasmodium que causam a doença em humanos, é transmitido pelo mosquito Anopheles gambiae. Quando este insecto pica, os parasitas saltam das glândulas salivares do mosquito e penetram na derme humana. Depois, procuram um vaso sanguíneo para chegarem ao fígado.


Neste órgão, penetram numas quantas células até se instalarem e multiplicarem-se. Até aqui, quem é picado não apresenta nenhum sintoma.


 Mas depois de se libertar do fígado, o Plasmodium falciparum, já numa nova forma, infecta e multiplica-se nos glóbulos vermelhos.


 Ao saírem destas células, os parasitas rebentam com os glóbulos vermelhos e os seus detritos causam os sintomas da malária: febres altas, dores no corpo e de cabeça.


Por fim, alguns destes parasitas mudam de forma mais uma vez e, se forem sugados por um mosquito Anopheles, podem recomeçar a transmissão.


Contra este ciclo infernal só existem medicamentos para matar o parasita. Não há vacinas eficazes, apesar das muitas tentativas ao longo das últimas décadas.


A equipa de Miguel Soares foi estudar um grupo de anticorpos produzidos em grande quantidade pelo sistema imunitário dos humanos — 5% de todos os anticorpos.


Estes anticorpos ligam-se ao alfa-gal — um açúcar produzido tanto na parede celular das bactérias, como em células de alguns mamíferos (como os ratinhos e os porcos), e que também aparece na membrana dos parasitas da malária no momento da picada dos mosquitos.


 Os anticorpos contra o alfa-gal surgem naturalmente nos humanos. Suspeitava-se que eram produzidos devido à existência de certas bactérias nos intestinos que, ao interagirem com o sistema imunitário nos primeiros anos de vida das crianças, o obrigavam a isso.


“Sabemos que esses anticorpos são altamente violentos porque, se pusermos uma célula na nossa circulação que expresse [produza] esse açúcar, estes anticorpos matam a célula em dois minutos”, dizia-nos Miguel Soares em 2010.


Com todos estes dados, os cientistas foram ver, por um lado, se este tipo de mecanismo protegia ratinhos contra a malária e, por outro, foram investigar a ligação entre este anticorpo e a malária em populações humanas em Bamaco, no Mali.


 Em África, o grupo de Peter Crompton, do NIAID, analisou a existência destes anticorpos em populações de crianças e adultos.


Os cientistas descobriram que os indivíduos com mais níveis de anticorpos eram menos susceptíveis ao Plasmodium falciparum.


Por outro lado, as crianças com menos de três anos tinham baixos níveis dos anticorpos, o que poderá ser uma razão para serem mais susceptíveis à malária, segundo Miguel Soares.


Uma vacina feita de açúcar? Em Portugal, a equipa de Miguel Soares usou ratinhos geneticamente modificados para que as suas células não produzissem o alfa-gal.


Depois, adicionou-se ao microbioma dos ratinhos estirpes de bactérias, como da Escherichia coli, que produzem o alfa-gal. Por fim, os cientistas verificaram que estes ratinhos adquiriam os anticorpos contra o açúcar e, quando eram infectados com o Plasmodium berghei (que causa a malária nos roedores), ficavam menos susceptíveis a contrair a doença.
 

 Fonte: Jornal Publico – Portugal