sexta-feira, 24 de junho de 2016

Brasil - Cadeiras de rodas são entregues pelo Ceir

Foram entregues nove cadeiras motorizadas


  Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) entregou gratuitamente hoje (22), através do Sistema Único de Saúde (SUS), cadeiras de rodas motorizadas para que pessoas com deficiência possam ter uma melhor qualidade de vida com maior autonomia e locomoção.

 

 Nesta quarta-feira (22), o local realizou uma entrega coletiva para nove pessoas. 

 

Entre elas, estava o Sebastião Batista, que aos 34 anos já troca a terceira cadeira devido a uma doença congênita que o deixou cadeirante, sendo a primeira motorizada. 

 

“O que eu mais quero é chegar logo em casa e poder passear na praça sozinho”, conta.

 
Ter uma vida mais independente aos 38 anos também é o desejo da Maria das Dores, irmã do Sebastião.

“Ele chegou em casa dizendo que a gente podia conseguir uma cadeira motorizada pelo Ceir, mas só estou acreditando agora que recebi”, brinca.

Os irmãos são de Esperantina e perderam movimentos nos membros inferiores e superiores ainda na infância.

Além das cadeiras motorizadas, eles receberam um treinamento para o uso correto e manutenção.

“A cada mês nós realizamos uma entrega coletiva com treinamento tanto para quem recebe como para os familiares”, explica Márcia Fonseca, terapeuta responsável pela ação.

  As cadeiras são entregues de acordo com as exigências do SUS. 

 

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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Guiné-Bissau - Campanha de vacinação contra meningite começa na próxima sexta-feira


O Ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau vai iniciar, na próxima sexta-feira, uma campanha nacional de vacinação contra a meningite e que «irá abranger pessoas até aos 29 anos, incluindo grávidas».




O anúncio partiu do diretor-geral dos Serviços de Prevenção e Promoção do Ministério da Saúde Pública, Nicolau de Almeida, que, depois, acrescentou que «a campanha prolongar-se-á até dia 30 de junho».



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sábado, 11 de junho de 2016

Brasil - Acadef faz 'autoescola' para uso de cadeira de rodas motorizada

As aulas, que ocorrem três vezes por semana, mostram como usar a tecnologia dos equipamentos que custam R$ 12 mil.

 

 Dezoito cadeirantes atendidos pela Associação Canoense de Deficientes Físicos (Acadef) sentiram o gostinho de liberdade, nesta terça-feira (7), durante as novas lições de autoescola, no bairro, Nossa Senhora das Graças. 

 

Mas não pense que se trata de habilitação para conduzir veículos adaptados.

 

 O treinamento é para saber usar a tecnologia das cadeiras de rodas motorizadas. 


O DC acompanhou um dia na rotina desse grupo e verificou que há mais segredos neste equipamento do que a gente pensa.

Os ganhos são visíveis para a auto-estima e para a independência das pessoas com deficiência.

 Constatou-se que a Lei de Acessibilidade não é cumprida na cidade, o que gera novas barreiras à mobilidade, e dificulta o aproveitamento pleno de um investimento que chega a R$12 mil por cadeira (vindas da Alemanha), feitos pela instituição através de convênio com o Ministério da Saúde.


As aulas ocorrem três vezes por semana, num total de 20 sessões, até julho. 

 

Os alunos aprendem sobre montagem e desmontagem do equipamento, transferências, manejo, uso do joystick, visão traseira, condução em diferentes tipos de solo, manobras e orientações para o trânsito.

 

 Teve até treino de baliza. 

 

“Há pré-requisitos para um paciente estar apto à cadeira motorizada”, explica o gestor de reabilitação e fisioterapeuta Jivago Di Napoli. 

 

“É feita uma triagem que avalia a patologia, a coordenação, as parte psicológica e motora.

 

” Os cadeirantes vem também de fora de Canoas, de município como Parobé, Sapucaia do Sul, Novo Hamburgo e Sapiranga. 


 Persistência no processo 


A blogueira e estudante de Serviço Social da Ulbra Caroline Constantino, 25, tem atrofia medular espinhal.

A cadeira motorizada representará liberdade e mais conforto.

“Tinha uma cadeira enorme que prejudicava a postura e a altura dos pés, o que pode provocar atrofia”, observa.

“O assento com uma almofada adequada evita úlceras de pressão.

” Foi preciso persistência em um processo que levou quase dois anos.

“A Secretaria de Saúde da minha cidade (Campo Bom) precisou primeiro fazer um convênio com a Acadef”.

A entidade entrega cerca de 25 cadeiras motorizadas ao ano desde 2013.

Para outras informações sobre o procedimento necessário, ligue 3466-9621.



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Brasil - Projeto oferece aulas de teatro para pessoas com deficiência

Curso gratuito faz parte da programação cultural da Olimpíada. 

 

São 40 vagas para pessoas de 12 a 70 anos Um projeto do Circuito Cultural Rio, desenvolvido pela PAR Cia. 

 

De Teatro, oferece um curso gratuito de teatro para pessoas com deficiência. 

 

A iniciativa, batizada de Incubadora Cênica, inclui aulas de história do teatro e gêneros teatrais, interpretação, voz, corpo, iluminação, figurino e cenário. 

 

A nova edição do Circuito Cultural foi idealizada pela prefeitura do Rio de Janeiro para a programação cultural dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Foram abertas 40 vagas para pessoas de 12 a 70 anos. 

 

As aulas começaram esta semana no Centro Municipal de Cultura e Cidadania Calouste Gulbenkian, no centro da cidade, e vão até o dia 13 de setembro. 

 

No fim do curso, os alunos vão se apresentar em mostras de cenas curtas.


 

Adaptação 


O diferencial do curso, segundo Mati Lima, diretor artístico da companhia, é que o programa vai se ajustar à necessidade dos alunos, e não o contrário.

Por isso, todas as aulas serão acompanhadas por um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de contarem com audiodescrição e um piso tátil.

  A PAR Companhia de Teatro 


Fundada em 2014 por artistas com e sem deficiências, a PAR já tinha o objetivo de aumentar a acessibilidade na área teatral, com a inclusão de artistas com deficiência nas produções culturais.

 Segundo Lima, o curso é voltado para iniciantes e a intenção não é formar atores.

“O nosso intuito é conscientizar o cidadão que tem uma aptidão artística ou os atores que desejaram estar conosco também nesse projeto com pessoas com deficiência para trabalhar em conjunto.

É assim que se dá uma pesquisa de linguagem e se faz, realmente, a inclusão.

” Hoje, a companhia tem sete integrantes, dois deles com deficiência.

“Tudo foi feito a partir da nossa própria experiência, no corpo a corpo dos atores”, contou o diretor artístico.

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domingo, 5 de junho de 2016

Guiné-Bissau - Ministério da Saúde lança campanha de vacinação contra a Meningite

O Ministério da Saúde Pública, em parceria com a OMS e a UNICEF, vai lançar, brevemente, na Guiné-Bissau, uma campanha gratuita de vacinação contra a Meningite .


‘A’ destinada a pessoas do 1 aos 29 anos, incluindo as mulheres grávidas.





Neste sentido, as referidas identidades pediram a colaboração dos órgãos de comunicação social para a divulgação da campanha de sensibilização sobre a importância da vacinação, sobretudo para as crianças. 

 As autoridades sanitárias anunciaram também que será igualmente realizada a desparasitação com Vitamina 


A em crianças dos 6 aos 59 meses e com Mebendazol para as crianças entre os 12 e os 59 meses.



De acordo com Sido Bai, responsável para a área da vacinação da OMS, a campanha visa contribuir para a eliminação das epidemias da meningite


‘A’ como problema de saúde pública no país, estando previsto que a campanha atinja 70 por cento da população das onze regiões abrangidas durante este ano. Citado pela ANG Notícias, Sido Biai explicou que as razões da realização da campanha devem-se ao facto de a Guiné-Bissau fazer fronteira com os países africanos da cintura de meningite, caracterizada por fatores que favorecem a ocorrência de epidemias, tais como viagens e grandes movimentação de populações, assim como más condições de vida.



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Angola: Jornadas alusivas ao Dia Internacional da Criança marcam semana social

Luanda - A abertura das jornadas alusivas ao 1 de Junho, Dia Internacional da Criança, marcou o noticiário da semana social, que hoje, sábado termina. 

 O acto alusivo ao mês da criança, cujas actividades decorrem de 1 a 16 de Junho, sob o lema “Com os 11 Compromissos Reforcemos o Desenvolvimento Integral da Criança", foi presidido pelo Ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, na escola Primária e I Ciclo do Ensino Secundário 2104, na Comuna dos Ramiros, município de Belas.





Outro assunto que dominou a semana, foi a celebração do Dia Mundial Sem Tabaco, que este ano decorreu sob o tema"Preparar o uso de embalagens simples”. 

 Na ocasião, o Ministério da Saúde numa nota de imprensa reafirmou o seu empenho em continuar a coordenar esforços com os demais parceiros nacionais e internacionais envolvidos na luta contra o tabagismo e na melhoria da saúde, com o propósito de juntos traçar políticas e estratégias que possam travar de forma eficaz a epidemia do tabaco e evitar os seus efeitos nocivos. 



 Segundo dados da OMS, o tabaco é responsável por cerca 6.000.000 de mortes a nível mundial quase todos os anos.

Mais de 80 porcento dos casos em países de baixa renda, dos quais constatou-se que o maior número de fumadores se configuram nas famílias africanas com menor poder aquisitivo.

 Ao longo da semana, foi igualmente destacada a afirmação feita pelo director do Centro de Imprensa Aníbal de Melo, António Mascarenhas, incentivando à educação inclusiva e o atendimento educacional especializado à pessoa com deficiência é uma das formas de se acabar com as tendências de exclusão educacional nas sociedades.

 O responsável fez esta afirmação quando falava durante um ciclo de palestras sobre a inclusão da pessoa com deficiência na sociedade, realizado pelo CIAM, Conselho Nacional de Pessoas com Deficiência (CNAPED) e a Federação de Apoio as Pessoas com Deficiência (FAPED), sob a égide do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS), tendo sublinhado que todos os cidadãos têm direito ao ensino, independentemente da sua condição física ou social. A entrevista que o presidente da Acção para Luta contra a Pobreza em Angola (Alcopa), Alberto Lunama, concedeu à Angop, dominou também o noticiário social. Nela, o responsável afirmou que a mudança de mentalidade é a base e a solução para a luta contra à fome e a pobreza em Angola, devendo contar com o envolvimento de toda sociedade.


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Brasil - Remídio e Mara Gabrilli discutem políticas de inclusão à pessoa com deficiência

O deputado Remídio Monai (PR-RR) esteve reunido, na noite desta quarta-feira (1), com a deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) para discutir ações e políticas voltadas às pessoas com deficiência. 


Durante o encontro, Remídio Monai falou sobre as dificuldades do Estado de Roraima e da falta de uma efetiva política de defesa dos direitos da pessoa com deficiência.



De acordo com o parlamentar, em Roraima, as políticas estaduais direcionadas à pessoa com deficiência são inexpressivas.


 “Não existe o plano estadual de saúde da pessoa com deficiência. O Núcleo de Reabilitação Física Cinco de Outubro e o Centro de Reabilitação da Rede Cidadania não conseguem atender toda a demanda, falta estrutura e profissionais.

 
Roraima conta apenas com um conselho estadual para assegurar à proteção e a promoção de direitos das pessoas com deficiência. 

É o único estado da federação que não possui uma estrutura de conselhos municipais. 

Nossa realidade é preocupante e desafiadora com relação a geografia. É difícil o acesso aos municípios como Uiramutã e Santa Maria do Boiaçu.

 
Dessa forma, precisamos discutir alternativas para garantir a assistência da população de áreas rurais e comunidades indígenas”, salientou o deputado.


A deputada Mara Gabrilli destacou a ausência de uma política de cuidados à pessoa com deficiência no Sistema Único de Saúde.

 “Possuímos também uma das piores políticas do mundo de órteses e próteses. A média brasileira de espera para entrega de cadeiras de rodas são mais de cinco anos.

É desrespeito ao direito do cidadão. Outro grande problema é a falta de acessibilidade nas escolas no país, apenas 20% são acessíveis”, declarou. Mara Gabrilli é autora do Projeto Legislativo que dispõe sobre o auxílio-inclusão para pessoa com deficiência de baixa renda que ingresse no mercado de trabalho.

O deputado Remídio Monai é favorável ao benefício por entender que é um instrumento de cidadania, e que incentiva a pessoa com deficiência ao ingresso no mercado de trabalho e ao seu desenvolvimento.

 Os deputados discutiram a necessidade de autonomia da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da pessoa com deficiência.

Eles defendem que ela passe a ser vinculada à presidência da República. Para Remídio Monai, o Brasil precisa avançar nas políticas de inclusão e de promoção dos direitos da pessoa com deficiência.

“A construção de um país mais justo e inclusivo depende de cada um de nós,” acrescentou.



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sexta-feira, 3 de junho de 2016

Brasil - Pacientes recebem próteses, órteses e cadeiras de rodas

O Governo do Estado, por meio da Sesau (Secretaria Estadual de Saúde), realizou na tarde desta terça-feira, 31, a entrega de 29 itens entre próteses e órteses para pacientes cadastrados no Nerf (Núcleo Estadual de Reabilitação Física – 5 de Outubro). 
Na ocasião também foram entregues cinco cadeiras de rodas motorizadas. A solenidade contou com a presença do secretário chefe da Casa Civil, Oleno Matos, no ato representando a governadora Suely Campos, e pelo secretário de Saúde, César Penna. 
 A ação faz parte do PAPD (Programa de Atenção e Prevenção às Deficiências), que atende à grande demanda de pessoas com deficiência que buscam diariamente por uma órteses e próteses, essenciais para a reabilitação. 
O programa é responsável pelas ações de promoção à saúde, prevenção às deficiências e dos agravos já existentes.



De acordo com o secretário da Casa Civil, Oleno Matos, esse é mais um compromisso que o governo fez e que está sendo cumprido.

 
“É a concretização de mais uma ação que visa cuidar das pessoas e garantir melhoria na qualidade de vida”, destacou.

 
 As cadeiras de rodas motorizadas custaram cerca de R$10 mil, cada. Em tese, serviriam para o transporte interno de pacientes, mas a atual gestão detectou que não havia essa necessidade e fez a doação aos pacientes.

 
 A diretora do Nerf, Camila Gavioli, afirmou que as cadeiras agora estão com quem realmente precisa delas. 


“As cadeiras estavam paradas aqui no Núcleo e não tinha nenhuma serventia, então entramos com um pedido na justiça para que pudéssemos doá-las para quem realmente fará bom uso, e é muito gratificante”, pontuou. 


 Raimunda Araújo, moradora de São Luís do Anauá, Sul do Estado, atualmente com 55 anos, há 27 anos depende da cadeira de rodas para se locomover, foi uma das contempladas com a cadeira motorizada.

 “Um momento muito importante que o governo nos proporciona, pois nos dá independência.

Não tenho nem palavras, só mesmo a agradecer”, complementou. Somente em 2016 foram entregues pelo PAPD, mais de 100 meios auxiliares de locomoção, entre cadeiras de rodas adulto e infantis e andador infantil.

Em setembro de 2015 foram adquiridas 600 cadeiras de rodas e devido à grande demanda praticamente todas foram entregues no mesmo ano.


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sábado, 28 de maio de 2016

Angola: Apoios para ex-militares deficientes dominam encontros da Anda

Luanda - Questões inerentes ao apoio que os deficientes ex-militares de Angola necessitam para a sua formação profissional estiveram no centro do encontro que o presidente da Associação Nacional de Deficientes de Angola (Anda), Silva Lopes Etiambulo, manteve quarta-feira em Lisboa, Portugal, com a Direcção Nacional da Associação Nacional dos Deficientes das Forças Armadas de Portugal. 

 

A reunião decorreu no âmbito da digressão que o dirigente associativo angolano efectua por vários países europeus, com vista a angariar apoios para financiar projectos sociais ligados a reinserção das pessoas com deficiência. 


O encontro serviu igualmente para abordar questões ligadas a reabilitação física e concessão de bolsas de estudo para os filhos dos ex-combatentes de Angola e, no apoio inerente a obtenção de kits de trabalho em diversas profissões.

Participaram nas conversações empresários associados da ADFA, que manifestaram o interesse de cooperarem com Angola no sentido de garantir a abertura de mais postos de trabalho em benefício dos deficientes angolanos e seus dependentes.

O presidente da Anda manteve ainda um encontro com Peronismo David, presidente da Federação das Associações Angolanas e organizações eclesiásticas.

Na audiência concedida pelo presidente do Centro Social “o Bom Samaritano”, bispo Afonso Eduardo, foi solicitada a recolha de donativos em roupa usada e produtos farmacêuticos para serem enviados a Angola com vista a suprir as actuais dificuldades que assolam o país. Silva Lopes Etiambulo encontra-se em Lisboa desde o fim de semana passado onde está a encetar contactos com organizações congéneres a Anda, visando a obtenção de apoios financeiros.
 

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domingo, 22 de maio de 2016

Angola aprova lei das Acessibilidades

O parlamento angolano aprovou em definitivo e por unanimidade a lei das Acessibilidades com vista a eliminar as barreiras às pessoas portadoras de deficiência. 

 

Os deputados da Assembleia angolana aprovaram, na generalidade, com 162 votos a favor, nenhum contra e nenhuma abstenção, o projecto de Lei das Acessibilidades no decorrer da VI reunião plenária ordinária.

  
A lei pretende, acima de tudo, aplicar princípios de respeito pela dignidade humana, bem como pela diferença e aceitação das pessoas com deficiência.

O Presidente da Associação Nacional dos Deficientes em Angola (ANDA), Etiambulo Agostinho reage à notícia com alívio e afirma que vai fiscalizar a implementação da mesma.

"É um grande alívio para todas as pessoas e deficientes em Angola e também para a ANDA.

É uma lei que fazia falta. Vamos ser fiscalizadores no sentido que essa mesma lei seja implementada", afirmou o Presidente da ANDA.

O Presidente da Associação Nacional de Deficientes Angolanos realçou ainda que o governo angolano tem feito muito pelos deficientes.
 

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Portugal - ADOC promove workshop de técnicas de guia para apoio a pessoa com deficiência visual

Decorreu esta semana, na União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade, um workshop de técnicas de guia para apoio a pessoa com deficiência visual. A ADOC – Associação de Ocupação Constante, ofereceu aos seus técnicos, atores e parceiros um workshop de técnicas de guia para os convidados, que vêm especialmente da ACAPO do Porto. 


O facilitador foi o professor Leonardo Silva, professor do Agrupamento de Escolas de Maximinos que, na primeira pessoa, explicou as diversas técnicas para apoiar pessoa com deficiência visual.


  As rotas culturais para mobilidade reduzida começaram há 4 anos com a rota do São João e hoje conta com mais de 15, todas elas dinamizadas em alturas específicas do ano com um leque de técnicos especializados e parcerias estratégicas, que apoiam na sua implementação.

A Rota da Braga Romana para pessoas com mobilidade reduzida visual começou no ano passado.

 A adesão foi tão grande que este ano repete-se com mais profissionais e novidades, para que este trabalho seja ainda mais profissional e agradável para quem visita a Braga Romana.

 Existem mais instituições com diversidades funcionais que irão conhecer o outro lado da Braga Romana, desvendada pelos técnicos da ADOC. No dia 25, 27 e 28 de maio, haverão visitas organizadas para grupos específicos. Inscrições e outras informações pelo mail info@adocpt.org ou 253251125 – 968221574.
 

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Angola - Ensino especial na região com resultados positivos

Um total de 25 estudantes com necessidades especiais estão a frequentar o último ano do segundo ciclo do ensino secundário, na escola 68, na província do Uíge, revelou ontem a coordenadora local do Ensino Especial. Cacilda Matumona disse ao Jornal de Angola que a escola foi adaptada para receber alunos deste subsistema do ensino, no âmbito da inclusão socioeducativa das pessoas com deficiências. 

 

A coordenadora do Ensino Especial disse que o grupo de alunos com necessidades especiais frequenta o ensino médio, fruto de um trabalho de inclusão da pessoa com deficiência no ensino regular, cujo processo iniciou em 2009. Cacilda Matumona avançou que, no presente ano lectivo, estão matriculados 425 alunos da iniciação a 12ª classe em escolas inclusivas, criadas em 12 dos 16 municípios da província do Uíge. 

 

A coordenadora do Ensino Especial considerou que o aproveitamento escolar dos alunos é positivo, principalmente dos deficientes auditivos e visuais, que demonstram muita vontade de aprender. 

 

“Eles esforçam-se muito para tirar boas notas e conseguirem transitar de classe”, disse.


  O subsistema de ensino funciona com 13 salas de aulas, sendo que a maioria delas está localizada a nível da escola adaptada 68, na cidade do Uíge. Cacilda Matumona acrescentou que a maior preocupação do sector prende-se com a falta de infra-estruturas apropriadas para a melhoria da qualidade do ensino especial na província.

A coordenadora do Ensino Especial considera insuficiente o número de salas disponíveis, tendo em conta o volume de solicitações que a equipa recebe de pais e encarregados de educação de crianças com necessidades educativas especiais.

O ensino especial utiliza o mesmo currículo escolar do ensino regular, apesar das pequenas adaptações feitas por causa da linguagem gestual e da escrita braile, dada à especificidade dos alunos, disse a coordenadora do Ensino Especial, que referiu que a insuficiência de espaço permite que os alunos com diferentes tipos de deficiências fiquem aglomerados na mesma sala, o que não é aconselhável.

As crianças autistas, por exemplo, manifestam reacções brutais contra os seus colegas, facto que obriga, muitas vezes, os professores a interromperem as aulas, no sentido de melhor cuidarem delas, disse Cacilda Matumona, que defendeu o aumento de professores, de psicólogos e de técnicos de saúde, que, além de leccionarem as matérias escolares, podem também fazer o acompanhamento psíquico e analisar o estado clínico dos alunos.

O subsistema funciona com 22 professores com formação em linguagem gestual e escrita braile. segundo Cacilda Matumona.


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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Brasil - Rejane Dias protesta contra extinção da Secretaria Nacional da Pessoa com Deficiência

A secretária Estadual de Educação, Rejane Dias, protestou contra a extinção da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, anunciado pelo governo Michel Temer. Rejane Dias é uma das defensoras do movimento em defesa dos direitos da pessoa com deficiência no Estado e ajudou a criar a Secretaria Estadual para Inclusão da Pessoa com Deficiência.

 

 “É com tristeza e revolta que anunciamos, por parte do governo federal interino, a extinção da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNPD).

 

 Este órgão foi responsável nos últimos anos por inúmeros avanços nas políticas para este segmento da população”, diz a nota.


  Segundo ela, a secretaria nacional mantinha políticas públicas para cerca de 850 mil pessoas no Estado.

É com tristeza e revolta que anunciamos, por parte do governo federal interino, a extinção da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência (SNPD).

Este órgão foi responsável nos últimos anos por inúmeros avanços nas políticas para este segmento da população.

Entre eles, as políticas de inclusão e o Plano Viver sem Limites, que destinou recursos e ações específicas para atenção em saúde, educação e políticas de mobilidade e lazer para quem tem deficiência.

No Brasil, são mais de 45 milhões de pessoas nesta condição e, no Piauí, cerca de 860 mil. Porém, graças à Secretaria, nos tornamos um dos países que mais avançou no respeito aos direitos e busca por melhor qualidade de vida a estas pessoas.

É pela Secretaria e seu Fórum Nacional que discutimos e aplicamos as diretrizes que implantamos em nosso Estado e toda a estrutura que criamos no Piauí para atender a esse segmento. Lamentamos que todo este trabalho esteja agora em risco.
 

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Angola com um mais de milhão de pessoas com deficiência auditiva

Luanda - Mais de um milhão e quinhentas mil pessoas com deficiência auditiva estão identificadas no país, entre as quais crianças e jovens estudantes, anunciou hoje, segunda-feira, o director nacional do Ensino Especial, Jorge Pedro.

 
 Em declarações à Angop no âmbito do curso de intérprete da Língua Gestual Angolana (LGA), Jorge Pedro disse que os deficientes enfrentam muitas dificuldades de comunicação e os intérpretes servirão de ponte entre surdos e ouvintes. 


Jorge Pedro disse que há 11 anos fez-se uma campanha intitulada

“Quero ouvir bem para aprender melhor” durante a qual se sensibilizou as comunidades e os pais para que levassem os filhos às escolas.

 De acordo com o responsável, esta campanha permitiu o afluxo de muitas crianças com deficiência auditiva no sistema de educação, razão pela qual se começou a trabalhar mais seriamente na formação de intérpretes para atender as crianças deficientes.

 O director fez saber ainda que muitas pessoas com dificuldades auditivas não encontram condições no ensino superior para dar continuidade a formação. Em 2014 o sistema contou com 6.990 alunos com deficiência auditiva.

 O país conta com 20 escolas especiais e 775 instituições de ensino inclusivas.


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Angola - Namibe: Executivo reafirma apoio à população vulnerável

Namibe - O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, assegurou hoje, terça-feira, nesta cidade, que apesar das dificuldades económicas e financeiras que o país e o mundo vivem actualmente, o executivo angolano vai continuar com a acção ligada à protecção da população mais vulnerável.


 O governante falava nesta cidade, no termo da sua visita a esta província, apontou a população com maior vulnerabilidade acentuada as crianças que vivem a margem do quadro familiar e os idosos privados do apoio familiar.


 Disse que as pessoas com deficiência estão também no quadro da atenção do governo angolano, para garantir o pleno exercício dos seus direitos de cidadania e, por via disso promover-se a sua inclusão social. 


 “O ministério está a preparar-se para a promoção de intervenções especializadas e no âmbito das nossas atribuições e competências, deveremos fazer com que toda essa acção e intervenção possam evoluir, saindo na situação especificamente assistencialista para a de desenvolvimento social estruturado e estruturante”, sublinhou.

 Salientou que a assistência social que o seu ministério tem vindo a prestar aos cidadãos mais vulneráveis, tem sido essencialmente sob forma de apoio directo em bens alimentares e não alimentares, sendo justificável actualmente em situações específicas de emergência, para as pessoas com mais necessidades especiais.

 Apesar disso, fez saber que a assistência ainda não corresponde aos desafios mais amplos de melhoria de vida das pessoas e torná-las auto-suficientes, razão pela qual a natureza da assistência social deverá evoluir e dar respostas adequadas à questão da redução de pobreza estrutural.

 “É imprescindível reorientar os programas e projectos em curso. Essa transição exige de todos os autores sociais e particularmente dos órgãos locais a nível municipal, no quadro da desconcentração administrativa e métodos apropriados de actuação, eficiência na operacionalização das nossas políticas“, enfatizou.

 O governante acrescentou ainda que os municípios são capilares da administração pública e por essa razão, estão mais perto da nossa população.

“É no município onde vivem as nossas crianças, idosos e pessoas com deficiência e são esses espaços directos conhecedores da situação dos cidadãos”.

 Durante a sua estada na província, João Baptista Kussumua, procedeu a apresentação do programa SOS de denúncia de violência contra as crianças, bem como visitou alguns estabelecimentos de ensino para a infância sedeados nos arredores desta cidade, recinto da terceira idade, povoação vulnerável localizada nos locais sinistrados do Sacomar e proximidades do Giraul.


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domingo, 15 de maio de 2016

Angola - FAPED debate direitos das pessoas com deficiência


Luanda - A Federação Angolana das Associações de Pessoas com Deficiência ( FAPED) realiza, segunda-feira, uma reunião com os líderes associativos para, entre outras questões, debater os direitos das pessoas com deficiência em Angola.



De acordo com uma nota de imprensa, a que à Angop teve acesso hoje, sexta-feira, no encontro serão igualmente abordados assuntos relativos a verificação do grau de participação das associações de pessoas com deficiência na implementação da Convenção Internacional da Pessoa com Deficiência e a Lei da Pessoa com Deficiência.

 Tomada de conhecimento da Declaração de Nova Deli - Índia, saída da 9ª Assembleia da DPI, transmissão das experiências entre associações de Utilidade Pública e os Decretos Presidenciais nºs 237, 238/ 2012 são questões que serão analisadas no encontro que se realizará no Comité Paralímpico em Luanda.
  A FAPED congrega no seu seio 25 associações de pessoas com deficiência.


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quarta-feira, 11 de maio de 2016

Angola: Censo regista mais de 600 mil pessoas com deficiência no país

Luanda - Seiscentos e cinquenta e seis mil e 258 é o número de pessoas com deficiência existentes no país, de acordo com os dados definitivos do Censo Geral da População e Habitação realizado em 2014. 

 

De acordo com o documento final dos resultados finais, deste número 365 mil e 858 são homens e 290 mil e 400 são mulheres com as mais variadas deficiências, sendo 89 mil e 186 diminuídos mentais e 58 mil e 921 cegos.


  O texto acrescenta que os deficientes de surdez são um total de 35 mil e 664, enquanto que 30 mil e 436 são mudos e 85 mil e 465 paralíticos.

Dos paralíticos, refere o documento, 47 mil e 623 são homens e 37 mil e 842 são mulheres.

 O documento faz alusão a outros tipos de deficiência que perfaz um total de 229 mil e 838 pessoas, dos quais 122 mil e 22 são homens e 107 mil 817 são mulheres.

Dados definitivos do Censo Geral indicam que a população angolana é estimada em 25 milhões 789 mil e 24 habitantes, dos quais 13 milhões e 289mil são mulheres, o que representa 52 por cento, e 12 milhões e 499 mil são homens, equivalente a 48 por cento.

O recenseamento geral da população e habitação de Angola teve lugar no período de 16 a 31 de Maio de 2014 e foi realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) a coberto da Lei 3/11 de 14 de Janeiro.


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

Em Bolama, na Guiné-Bissau, médicos portugueses tentam mitigar problemas

Bolama, Guiné-Bissau, 08 maio (Lusa) -- Bolama é uma ilha da Guiné-Bissau, mas quase não há maneira de transferir um doente. Médicos voluntários portugueses perceberam isso quando transferiram Eurizanda, de 13 anos, que caiu de uma árvore enquanto brincava.

 

 Quatro médicos do Centro Hospitalar do Porto estiveram dez dias na ilha para tentar resolver problemas pendentes de saúde local, como é o caso da menina, que sofreu ferimentos internos graves num rim e havia sido deixada, sem diagnóstico, numa cama do único hospital.

 

 Só há um médico para 8000 habitantes e nem sequer é cirurgião. Mesmo que fosse, ali não há bloco operatório, nem meios de diagnóstico, nem análises.


 

 A ilha foi capital da Guiné Portuguesa entre 1879 e 1941, depois de disputada com a coroa britânica. 

 

Hoje é um retrato de decadência, com edifícios históricos a cair aos bocados e um hospital sem condições para funcionar: não há eletricidade permanente, nem outros apoios e os enfermeiros, apesar de dedicados, não conseguem compensar as fragilidades. 

 

A unidade de saúde já fechou há anos e o que agora se chama de hospital é o conjunto de pavilhões do antigo quartel português, do tempo colonial, onde quatro médicos do Centro Hospitalar do Porto passaram dez dias a dar oportunidades de sobrevivência a pessoas como Eurizanda João Adolfo. 

 

Quando a equipa a descobriu numa enfermaria pediu transferência urgente para Bissau, para poder ser operada. 


Eurizanda viajou na caixa aberta de uma "pick-up" para o cais, que se encheu de gente para assistir à transferência de um doente -- coisa rara, porque muitas vezes é mais fácil morrer que sobreviver nesta antiga capital. Colocá-la dentro do barco foi uma aventura, porque no cais não há acesso para passageiros, é preciso saltar do pontão e tentar não cair ao mar.

Por vezes, o caminho é saltar de umas canoas para outras. Lá do alto, a rapariga foi levantada, esticada e dobrada de várias maneiras e chegou a Bissau uma hora depois, estendida no chão do barco, com um lençol apenas a protegê-la das ondas e com uma enfermeira idosa a segurar o soro.

 Num outro canto do Hospital de Bolama, a pediatra Guilhermina Reis, 50 anos, olhava para as pernas de Salimo Salmané, de três anos: uma crosta cobria-as dos joelhos aos pés e crescia "há muito tempo", queixava-se o pai.

O espanto cresceu na sala, entre médicas e enfermeiras, quando disse que só agora se lembrou de levar o filho para observação e aumentou ainda mais quando Guilhermina se apercebeu que boa parte daquilo era sujidade acumulada que agravou uma infeção. "Isto já é muita terra e pó.

Era fácil de resolver com outras condições", desabafou, mas nada garante que, no contexto em que Salimo vive, haja água ou sequer consciência de que a limpeza deve ser diária.

Um cenário que leva o médico Carlos Vasconcelos, 64 anos, a concluir que aquilo que a equipa ali fez é importante, mas ao mesmo tempo "não é nada".

Geram-se sentimentos contraditórios. "Satisfação", mas também "raiva" porque é sabido "qual o caminho", que inclui formação e informação da população, só que falta esse objetivo ser abraçado "pelo poder".

"Quando estão mal, as pessoas não têm o hábito de ir a uma consulta.

É preciso educar para criar essa rotina, porque há enfermeiros extraordinários aqui", acrescentam Sandra Xará, 43 anos, infeciologista, e Rute Alves, 29 anos, interna.

Em Bolama, nem sequer se fazem as análises ao sangue mais básicas que se realizam noutros pontos do país, o que prova o abandono da antiga capital.

Após dezenas de consultas, Sandra e Rute têm o diagnóstico feito: há graves problemas de hipertensão, que podem ser fatais, e muitas infeções sexualmente transmissíveis -- e faltam registos com o histórico de cada doente.

Natural da Guiné-Bissau, mas formado e residente em Portugal há vários anos, Ricardo Sanhá criou uma fundação com o seu nome através da qual, desde 2009, angaria fundos e financia viagens de médicos portugueses até ao país onde nasceu.

Com a missão que decorreu de 20 de abril a 06 de maio já lá vão onze e além da equipa deslocada até à ilha de Bolama, uma outra realizou 18 cesarianas no Hospital de Cumura, perto da capital, "que de outra forma se poderiam ter complicado".
 

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Brasil - MP quer cadeira de rodas a menores

Para garantir a disponibilização de cadeiras de rodas elétricas e de banho para nove crianças e adolescentes, no município de Sorriso, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso teve que ingressar com ação civil pública contra o Estado. A medida foi adotada pela 2ª Promotoria de Justiça Cível do município após várias tentativas sem sucesso no âmbito extrajudicial. 

 

Consta na ação, que foram encaminhadas notificações recomendatórias sobre a demanda ao Centro de Reabilitação Integração Dom Aquino Corrêa, à Unidade Descentralizada de Sinop, à Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social de Mato Grosso e à Secretaria de Estado de Saúde, mas o problema não foi resolvido.


De acordo com o promotor de Justiça, Márcio Florestan Berestinas, as pessoas citadas na ação aguardam uma resposta do Estado há vários meses.

Além das dificuldades para locomoção, eles estão expostos a acidentes domésticos no momento do banho.

“A demora injustificada do Estado para o fornecimento de cadeiras de rodas vulnera direito subjetivo constitucional e legalmente assegurado titularizado pelas crianças e adolescentes citadas na ação, ferindo de morte o princípio da prioridade absoluta de atendimento, previsto expressamente no Estatuto da Criança e do Adolescente”, ressaltou o promotor de Justiça.

Na ação, o MPE requer ao Poder Judiciário que estabeleça ao Estado o prazo de 30 dias para a disponibilização dos referidos equipamentos, sob pena de bloqueio do valor de R$ 96.750,00. A ação foi proposta na quarta-feira (04).

 

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Angola - Mais inclusão das pessoas com deficiência

A Proposta de Lei das Acessibilidades, uma iniciativa do Titular do Poder Executivo, é mais um marco no caminho para uma maior inclusão social das pessoas com deficiência em Angola. 

 

Com a aprovação final global, prevista para o dia 19 deste mês, e promulgação desta proposta pelo Presidente da República, o país vai estar dotado de um instrumento legal que vai proteger mais de 150 mil pessoas com deficiência física e outras com mobilidade reduzida.

 

A proposta, que foi aprovada por unanimidade durante o debate na generalidade, no passado dia 21 de Abril, demonstra a importância que os legisladores atribuem ao diploma. 

 

Os partidos representados na Assembleia Nacional dificilmente têm a mesma visão ou entendimento sobre as várias leis que são discutidas e votadas no nosso hemiciclo. 

 

Diferente de outros diplomas que dão entrada no Parlamento, a proposta de Lei das Acessibilidades começou a ser discutida na especialidade, dez dias após a sua aprovação na generalidade, o que mostra bem a importância deste diploma e a sensibilidade dos deputados para com todas as pessoas com deficiência. 


  Durante a análise do diploma na especialidade, os deputados do MPLA, UNITA e CASA-CE estiveram em desacordo em alguns artigos da proposta de Lei, mas reconheceram que o diploma é “extremamente importante” porque vai permitir que os cidadãos com deficiência possam ter a sua vida mais facilitada em termos de acessibilidade aos edifícios e ao direito de informação e comunicação.

Durante a análise do diploma na especialidade, os deputados do MPLA, UNITA e CASA-CE estiveram em desacordo em alguns artigos da proposta, mas reconheceram que o diploma é “extremamente importante” porque vai permitir que os cidadãos com deficiência possam ter a sua vida mais facilitada em termos de acessibilidade aos edifícios e ao direito de informação e comunicação.

Por se tratar de uma Proposta de Lei nova e para que se tenha mais respeito e solidariedade para com as pessoas com necessidades especiais, é necessário que se promovam campanhas informativas e educacionais para consciencializar e sensibilizar os cidadãos sobre esses deveres.

Os cidadãos e as instituições públicas e privadas devem estar preparadas para as mudanças que vão ocorrer no país depois da aprovação do diploma.

Os edifícios públicos e privados destinados ao uso colectivo vão ser ampliados ou reformados, de modo a se tornarem acessíveis às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

O diploma beneficia também as mulheres grávidas, crianças e os idosos.

A intenção da iniciativa é que as pessoas com deficiência tenham acesso a todos os locais públicos, meios de transportes colectivos e privados.

A lei obriga os órgãos públicos e privados a interpretar em língua gestual angolana os actos e cerimónias públicas e nos serviços de atendimento ao público.

Já o sistema de educação deve garantir a inclusão, nos cursos de formação de professores e nos níveis básico, médio e superior, da língua gestual angolana como parte integrante dos planos de estudos e programas de ensino.

 Todas essas medidas são inovadoras e representam uma revolução para os cidadãos portadores de deficiência.
 

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sábado, 7 de maio de 2016

Brasil - Prefeitura realiza Censo em apoio aos direitos das pessoas com deficiência

Durante todo o mês de maio, a Prefeitura irá cadastrar em um sistema on-line todas as pessoas com deficiência que procurarem os serviços da Sesau.

 

 A Prefeitura de Campo Grande, com amparo do Conselho Municipal de apoio aos direitos da pessoa com deficiência e em parceria com as secretarias municipais está realizando o Censo Municipal da Pessoa com Deficiência.


 

Durante todo o mês de maio, a Prefeitura irá cadastrar em um sistema on-line todas as pessoas com deficiência que procurarem os serviços da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Secretaria de Assistência Social (SAS), ou da Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

 

As unidades de saúde, os Centros de Referência e Assistência Social (CRAS), os Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), as escolas municipais e as entidades credenciadas ao Sistema Único de Saúde (SUS) ou conveniadas à SAS são locais de preenchimento do Censo e já estão trabalhando nesse sentido. 


Pedimos que a comunidade, as associações, entidades e pessoas com deficiência mobilizem ao máximo a população no sentido de procurarem estes serviços com o respectivo laudo de deficiência, único documento obrigatório.

 O Censo Municipal da Pessoa com Deficiência será importante para fortalecer as propostas de implantação e implementação de políticas públicas no município, bem como direcionar a gestão do trabalho em prol das pessoas com deficiência.


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Angola - Lwini recebe donativo chinês

A Embaixada da China procedeu ontem à entrega de meios de trabalho e bens de primeira necessidade a pessoas com deficiência e mulheres do meio rural O donativo, avaliado em 300 milhões de kwanzas, é composto por material de corte e costura, equipamento completo de salão de beleza e barbearia.

 

 A doação foi feita numa acção de mobilização de patrocínios realizada pela Embaixada da China com o apoio dos seus parceiros, respondendo a uma solicitação de ajuda feita pela Fundação Lwini para o projecto “Integrar pelo Trabalho”, que se consubstancia na entrega de meios que permitam desenvolver pequenos negócios em comunidades no meio rural.

 

 Elda Jará Doutel, chefe do departamento de projectos da Fundação Lwini, explicou que o donativo permite dar sequência às iniciativas que estão em curso desde 2014, no âmbito de programas que visam dar assistência a comunidades carentes. 


A ideia, acrescentou Elda Doutel, é atender pessoas que tenham uma profissão e que apenas careçam de material para desenvolver a sua actividade e obter rendimento para a sua subsistência e da sua família.

O embaixador da República Popular da China em Angola destacou o papel que a Fundação Lwini tem estado a desempenhar na promoção da causa dos grupos mais vulneráveis, fundamentalmente as mulheres e pessoas com deficiência. Cui Aimin disse esperar que os meios de trabalho possam ajudar a melhorar a vida dos beneficiários e fazer com que os mesmos exerçam os seus ofícios.

O diplomata chinês lembrou que a resposta positiva da Embaixada resulta da cooperação entre Angola e a China no que se refere à área da mulher e pessoas com deficiência, que foi promovida por ocasião da visita do Chefe de Estado angolano à República Popular da China, durante a qual a Primeira Dama Ana Paula dos Santos trocou experiências com a Federação Nacional de Mulheres da China.

Na ocasião,ficou acordado que devia haver um maior engajamento na promoção do empoderamento das mulheres e assistência a pessoas com deficiência.
 

 

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sexta-feira, 6 de maio de 2016

Brasil - Cadeira de rodas é controlada por expressões faciais

Controle motor

 

  Uma cadeira de rodas que pode ser controlada por pequenos movimentos da face, da cabeça ou da íris foi desenvolvida por engenheiros eletricistas e de computação da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

 

 A equipe já iniciou um projeto junto à FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) para tornar a tecnologia acessível e colocá-la no mercado em um prazo estimado em dois anos.

 

 "Nosso objetivo é que o produto final custe no máximo o dobro de uma cadeira motorizada comum, dessas que são controladas por joystick e hoje custam em torno de R$ 7 mil," disse o professor Eleri Cardozo. 


A tecnologia deverá beneficiar pessoas com tetraplegia, vítimas de acidente vascular cerebral (AVC), portadores de esclerose lateral amiotrófica ou outras condições de saúde que impedem o movimento preciso das mãos.

 Juntando tecnologias 


O núcleo da automação da cadeira de rodas está em uma câmera 3D com a tecnologia RealSense, da Intel, que permite interagir com o computador por meio de expressões faciais ou movimentos corporais.

 O processamento é feito por um notebook.

"A câmera identifica mais de 70 pontos da face - em torno da boca, do nariz e dos olhos - e, a partir da movimentação desses pontos, é possível extrair comandos simples, como ir para frente, para trás, para a esquerda ou direita e, o mais importante, parar," explicou Cardozo.

Pensando em pacientes com quadros ainda mais graves - que impedem até mesmo a movimentação facial - o grupo também trabalha em uma tecnologia de interface cérebro-computador que permite extrair sinais diretamente do cérebro, por meio de eletrodos externos, e transformá-los em comandos.

O equipamento, no entanto, ainda não está embarcado na cadeira robotizada.

A cadeira também foi equipada como uma antena wifi que permite a um cuidador dirigir o equipamento remotamente, pela internet.

"Essas interfaces exigem do usuário um nível de concentração que pode ser cansativo.

 Por isso, se houver necessidade, a qualquer momento outra pessoa pode assumir o comando da cadeira", contou Cardozo.  

Melhorando a automação 


O pesquisador Paulo Gurgel Pinheiro, por sua vez, pretende simplificar o sistema para que ele possa ser usado em qualquer cadeira de rodas motorizada e controlada por joystick.

Para isso, ele pretende desenvolver um software e uma minigarra mecânica que será responsável por traduzir os comandos do software de leitura facial e controlar o joystick.

"Nossa ideia é que o usuário possa baixar o software que fará o processamento das expressões faciais em seu notebook.

O computador ficará conectado a essa minigarra por meio de uma porta USB.

Quando ele fizer as expressões-chave, como um beijo, um meio sorriso, franzir o nariz, inflar as bochechas ou levantar as sobrancelhas, o software manda o comando para a garra e essa movimenta o joystick.

Dessa forma, não mexemos na estrutura da cadeira e ela não perde a garantia," explicou Pinheiro.

O pesquisador estima que um protótipo do sistema, já batizado de Wheelie, estará pronto até o início de 2017.
 

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Portugal - Governo quer mais projetos para pessoas com deficiência

A secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência defendeu hoje, em Lisboa, a necessidade de lançar um conjunto de projetos de vida independente para pessoas com deficiência, espalhados por vários pontos do país, utilizando os fundos comunitários. 

 

"Existe uma vontade muito grande e uma intenção clara por parte do atual Governo no sentido de lançar a vida independente", afirmou Ana Sofia Antunes, no âmbito da 2.ª Conferência Centro de Vida Independente, que decorre em Lisboa, cidade que implementou em dezembro um projeto-piloto de vida independente com cinco participantes e a duração de dois anos.

 

 PUB O Governo vai utilizar os fundos comunitários para "lançar experiências piloto [de projetos de vida independente], com uma abrangência ao nível do território nacional continental", declarou.

 

 Segundo a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, o Governo vai abrir "até final do ano" as candidaturas para as pessoas portadoras de deficiência recorrerem a fundos comunitários, que lhes permitam ter uma vida independente. 

 

Em declarações à agência Lusa, a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência disse que não está ainda definido o modelo do programa de apoio, nem a verba que será disponibilizada, adiantando que existe "um conjunto de ideias", mas que serão ainda debatidas com a comunidade.

 

 "O que está definido é que até final do ano estas candidaturas vão abrir", frisou Ana Sofia Antunes, acrescentando que está "em fase de elaboração a regulamentação, a resolução do Conselho de Ministros, que irá sustentar a abertura destas candidaturas". 


Em relação aos candidatos aos fundos, a governante explicou que não é possível aceitar candidaturas individuais de pessoas ao instituto financiador dos projetos de vida independente, uma vez que se trata de fundos comunitários, portanto "tem de haver uma pessoa coletiva a responsabilizar-se pela gestão dessa verba".

"Quem se vai poder candidatar serão os chamados Centros de Apoio à Vida Independente (CAVI), que serão entidades a constituir, ou do zero, portanto autonomamente por pessoas interessadas em candidatar-se, ou surgindo no seio de instituições sem fins lucrativos que se certifiquem como CAVI", informou.

Segundo a secretária de Estado, o programa de apoio à vida independente visa "a desinstitucionalização" das pessoas com deficiência, permitindo que "vivam por sua conta, de forma autónoma".

Assente nas premissas de dar liberdade e poder de escolha, "as verbas devem ser atribuídas às pessoas com deficiência", permitindo que possa definir quem contratam para assistente pessoal, bem como o valor que pagam pela prestação desse serviço, reforçou Ana Sofia Antunes.
 

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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Brasil - Sesi-Tijuca recebe programa focado em pessoas com deficiência

Pulsar capacita profissionais de Educação Física que ensinam pessoas com limitações 
O — Não se deixar abater pelas próprias limitações e superá-las com dedicação. 
Pode ser a meta de qualquer um. Mas quando se trata de atletas com algum tipo de deficiência, a força de vontade é ainda maior. 

Para ajudá-los, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK-RJ) criou o Pulsar, um curso de capacitação para profissionais de Educação Física e áreas afins que lecionam práticas esportivas para pessoas com limitações. 
 As aulas, quinzenais, estão sendo ministradas a cada dois sábados no Sesi-Tijuca. Estão divididas em nove módulos e terminam em setembro.



Atualmente, os 50 professores que estão sendo capacitados vêm recebendo as aulas do primeiro módulo, chamado de “Desenvolvimento do esporte adaptado”, ministrado por Márcia Campeão, coordenadora técnica nacional de bocha olímpica e pós-doutorada em Educação Física. 
 De acordo com Viktoria Rohde, coordenadora do Pulsar, os Jogos Paralímpicos, que começam no dia 7 de setembro, no Rio, serviram de inspiração para o projeto. 
Ela explica que, por meio do programa, os profissionais poderão contribuir de forma positiva para a inclusão social e para a melhoria da qualidade de vida de pessoas deficientes no Brasil.
 — Proporcionamos especialização e a possibilidade de os profissionais lidarem com gente com qualquer tipo de limitação. 
Além disso, treinamos os atletas para serem futuros campeões — diz Viktoria.


Ela acredita ainda que cursos como o Pulsar podem ser um legado para a cidade. — Muito se fala em inclusão, mas não em como preparar profissionais para lidar com essas pessoas — comenta a coordenadora. — Com mais experiência, é possível passar o máximo de conhecimento para elas.

Percebemos a carência no Brasil e resolvemos trazer o curso da Universidade de Esportes de Colônia, especializada no tema na Alemanha, para os profissionais daqui — comenta. Professora de natação, Martha Leite é uma das alunas inscritas no curso.

Ela trabalha há mais de 12 anos com deficientes, mas quer aprimorar seus conhecimentos.

Diz que o maior desafio é identificar as limitações intelectuais, já que as motoras são visíveis.

Em muitos casos, os pais não falam sobre o assunto. Então, segundo ela, cabe ao professor saber identificar o problema e lidar com ele. — Estou muito empolgada para fazer a capacitação.

Espero poder ficar mais habilitada para atender melhor os meus alunos — diz. Segundo o diretor executivo da AHK-RJ e idealizador do projeto, Hanno Erwes, a ideia é oferecer o curso em outros estados do Brasil.

 — O programa tem capacidade de ser realizado também nas demais cidades do país. Acreditamos que seria muito enriquecedor, tanto para os profissionais quanto para as pessoas com deficiência — explica Erwes.

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Portugal - GAPRIC e Musicoterapia da NÓS conquistam cofinanciamento do INR, I.P.

O Instituto Nacional de Reabilitação, I.P. (INR, I.P.) aprovou no final do mês de abril dois projetos da NÓS – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, na área do apoio a pessoas com deficiência e/ou doença mental crónica sem respostas na comunidade e na área da Musicoterapia envolvendo jovens do Centro de Atividades Ocupacionais (CAO). 

 

Em exercício durante o ano de 2016, estes projetos são cofinanciados pelo Programa de Financiamento a Projetos pelo INR, I.P. num valor que ascende aos 5 mil e 600 euros, permitindo abranger cerca de 50 jovens e adultos com deficiência e/ou doença mental e 10 cuidadores informais. 

 

O GAPRIC – Gabinete de Apoio a Programas Incluídos na Comunidade, que surge agora na sua segunda edição enquanto projeto existente na NÓS já desde 2015, é o projeto que, a nível nacional, assume maior valor de cofinanciamento: 3.603,19 euros. 

 

A iniciar já no mês de maio até ao final de agosto de 2016, o GAPRIC vem permitir à NÓS continuar a inovar no sentido da resposta às necessidades da comunidade, principalmente as deixadas a descoberto.


Após os resultados alcançados na primeira edição e mantendo um olhar sobre as necessidades da comunidade, o GAPRIC pretende apoiar 10 pessoas adultas com deficiência e/ou doença mental sem outro tipo de resposta e os seus cuidadores (10).

Partindo da metodologia do ‘Planeamento Centrado na Pessoa’, este projeto visa escutar os sonhos individuais e, mobilizando os apoios comunitários, aproximá-los da concretização, promovendo o sentimento de autoria.

Criar programas de apoio para pessoas que se encontrem sem apoios através de atividades a realizar preferencialmente na comunidade, bem como apoiar os seus cuidadores informais de forma a promover o seu bem-estar e qualidade de vida, são objetivos deste projeto a que se soma a importância de contribuir para uma comunidade inclusiva, mobilizando o potencial das estruturas comunitárias.

Em estudo, está a possibilidade de explorar mais apoios para o GAPRIC de futuro, dado o seu impacto já comprovado durante o ano 2015.

De referir que a candidatura deste projeto e a sua aprovação acontece na sequência da decisão da NÓS, no final de 2015, de dar continuidade ao mesmo, assumindo todos os custos do seu funcionamento, trabalhando, entretanto, para obter cofinanciamento público e garantir sustentabilidade para a intervenção.

Em funcionamento entre setembro e dezembro de 2016, estará, pela primeira vez na NÓS, um outro projeto ligado à Musicoterapia proposto ao INR, I.P. em janeiro deste ano.

O ‘Música em NÓS’ receberá deste Instituto um apoio no valor de 2.036,09 euros, com o objetivo principal de proporcionar mais uma atividade lúdico-terapêutica aos jovens que frequentam a resposta de CAO da Associação.

As sessões deste projeto vão integrar as atividades já existentes no planeamento desta resposta social e serão realizadas nas instalações do equipamento.

 ‘Uma Cidade Para Todas as Pessoas’, atual sede da NÓS, localizadas na União de Freguesias de Alto do Seixalinho, Santo André e Verderena.

 A ideia visada pela coordenação do CAO é que seja possível manter esta atividade de futuro, na medida em que já haverá conhecimento e algum material adquirido com o cofinanciamento deste projeto.
 

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Angola - CIAM realiza ciclo de palestras no âmbito dos 40 anos da sua instituição

Luanda - Uma palestra sobre "A inclusão das pessoas com deficiência começa na família" realiza-se nesta terça-feira, em Luanda, numa promoção do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), no âmbito das actividades comemorativas dos 40 anos da instituição. 

 

De acordo com um documento do Centro de Imprensa Aníbal de Melo, a que a Angop teve hoje (segunda-feira) acesso, a realização desta palestra abrirá o programa das actividades dos meses de Maio e de Junho, que inclui um ciclo de debates.


 
“Acessibilidades: Caminhos para uma cidadania plena “, “A Educação e o ensino de pessoas com deficiência: integração ou inclusão?”,

“Oportunidades de emprego para pessoas com deficiências: Um desafio actual”, e “O papel da comunicação social na inclusão das pessoas com deficiência” constam ainda dos temas a abordar pelo CIAM.

Os temas visam debater a forma como os profissionais destas áreas se podem engajar nos processos de comunicação, no sentido de potencializar a inclusão social das pessoas com deficiência, sensibilizar as famílias para o seu papel de agentes nos processos de cuidados de habilitação e reabilitação dos seus familiares com deficiência, analisar os diferentes tipos de acessibilidade, entre outros objectivos.

As palestras serão dirigidas a estudantes universitários e de ensino médio, docentes, encarregados de educação, empresários, directores de recursos humanos de empresas estatais e privadas, casais com filhos com deficiência e o público interessado.
 

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Angola: Famílias devem incutir valores para a inclusão das pessoas com deficiência

Luanda- A família deve contribuir para o desenvolvimento harmonioso de todos os seus membros sem distinção para que cada um possa desenvolver os seus atributos, tendo todos a mesma oportunidade. Esta afirmação é do director nacional para política familiar do Ministério da Família e Promoção da mulher, António João, quando dissertava hoje, terça-feira, na palestra com o tema “

 

 A inclusão da pessoa com deficiência começa na família” promovido pelo Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), em alusão aos 40 anos da sua criação.

 

 Segundo o responsável, é na família onde molda o cidadão que deve ser detentor de valores que devem tornar a pessoa sociável independentemente da sua condição física. 

 

Salientou que actualmente devido a perda de valores, muitas famílias se desfazem dos idosos e das pessoas com deficiência, incentivando a discriminação, pois a família joga um papel importante na forma como educa os seus membros. 


Acrescentou ser necessário educar as famílias e criar políticas para a inclusão das pessoas com deficiência com respeito na diferença, amor ao próximo, justiça social, solidariedade, liberdade e compreensão. António João adiantou que o Minfamu está a desenvolver programas de competências familiares que visa preparar as famílias para qualquer situação e promover o desenvolvimento das crianças e outros membros.
 

Referiu que a família hoje em desafios grandes devido a globalização pelo que é fundamental a orientação dos seus membros sobre o que entra através dos meios de comunicação. 

 

Por outro lado, o secretário-geral da Federação Angolana das pessoa com Deficiência, Valeriano David, pediu mais acção das famílias e da sociedade para que não desprezem os deficientes com acções de sensibilização e respeito. 


Por seu turno o director geral do CIAM, António Mascarenhas, elucidou sobre o Dia Internacional de Imprensa que hoje se assinala dizendo que uma das grandes missões incumbidas aos jornalistas é precisamente a de combater a exclusão social e promover o bem estar- social.

 “O CIAM aproveita a oportunidade para reafirmar o objectivo de continuar associar-se a estas grandes iniciativas de contribuir para a valorização da justiça social”, frisou.
 

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sábado, 30 de abril de 2016

ONU pede a Portugal que dê mais autonomia a pessoas com deficiência

O Comité da ONU dos Direitos das Pessoas com Deficiência manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas em Portugal e pede que o Código Civil seja revisto e harmonizado.

 

 Esta e outras recomendações do Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência figuram de um documento com 11 páginas, redigido na sequência da avaliação de Portugal sobre a aplicação e cumprimento das normas estabelecidas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

 

 Uma comitiva, liderada pela secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, foi ouvida em março, tendo sido essa a primeira vez que Portugal foi submetido ao processo de monitorização desde que ratificou a convenção, em 2009. 

 

Comité das Nações Unidas manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas Agora, o Comité das Nações Unidas manifesta preocupação pela forma como as pessoas com deficiência são tratadas em Portugal, em matérias que vão desde a justiça, saúde, educação, transportes ou acesso a uma vida independente, além de preocupação com a forma como a crise afetou a vida destas pessoas. 


No que diz respeito à Justiça, o Comité diz-se preocupado com o facto de o Código de Processo Penal declarar inimputáveis as pessoas com deficiência psicossocial e que "não se respeitem as suas garantias processuais no curso dos procedimentos penais".

Por isso, pede que Portugal "retire da legislação penal o critério de perigosidade e as medidas preventivas e de segurança relacionadas com isso, nos casos em que uma pessoa com deficiência psicossocial seja acusada de ter cometido um crime".

 Pede também que seja revista a legislação penal para garantir que "todas as pessoas com deficiência tenham as garantias do devido processo, incluindo a presunção de inocência".

Outro aspeto que preocupa o Comité tem a ver com as pessoas com deficiência declaradas legalmente incapacitadas e que são alvo, "contra a sua vontade, de processos de interrupção de gravidez, esterilização, investigação científica, terapia eletroconvulsiva ou intervenções psicocirúrgicas".

ONU pede que o Código Civil seja revisto e harmonizado de modo a garantir que as pessoas com deficiência possam casar, adotar ou ter a custódia dos filhos .

A forma como as pessoas com deficiência são vistas pela lei portuguesa traz "profunda preocupação" ao Comité, que questiona como é que ainda existe um "grande número de pessoas com deficiência submetidas ao regime de tutela total ou parcial" e que, por causa disso, estão "privadas do exercício de certos direitos, como o direito ao voto, a casar, a formar família ou a gerir bens e propriedades".

Pede, por isso, que o Código Civil seja revisto e harmonizado de modo a garantir que as pessoas com deficiência possam casar, adotar ou ter a custódia dos filhos. Sobre a crise e as medidas de austeridade, o Comité sublinha "os esforços" feitos por Portugal para mitigar o impacto das medidas nas pessoas com deficiência, mas diz-se preocupado com o facto de não haver qualquer tipo de apoio para pessoas que "se veem obrigadas a viver em situação de indigência ou pobreza extrema", por não terem rede familiar ou acompanhamento.

Nesse sentido, pede a Portugal que "reveja com urgência" as medidas de austeridade, ofereça serviços de apoio à vida independente, intensifique os esforços para melhorar o direito a um nível de vida adequado e à proteção social.

Quer também que Portugal recorra aos Fundos Estruturais Europeus ou outros para minimizar o impacto das medidas de austeridade nas crianças com deficiência, melhorando o apoio dado às famílias.

 Por outro lado, o Comité afirma-se preocupado com o facto de não haver uma política nacional para a vida independente e pede a Portugal que adote uma estratégia nacional, onde seja incentivada a vida em comunidade em vez das instituições. Continuar a Ler
 

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Angola - Liga Cultural dos Deficientes apresenta colectânea musical

Um grupo de artistas pertencentes à Federação Angolana da Associação de Pessoas com Deficiência entregou há dias em Luanda, ao ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, uma colectânea discográfica da autoria da Liga Cultural dos Deficientes.

 

 O álbum, com 12 temas, é parte do projecto “Som é Vida”, patrocinado pela Casa da Música.

 

 O CD foi editado em Israel e tem a participação de 12 cantores.


 
O presidente da Liga Cultural dos Deficientes de Angola informou que a associação foi para dar apoio e projectar os trabalhos artísticos dos seus membros. Rodrigues Artur, de nome artístico Clareza, adiantou ainda que a maioria das letras do CD fala sobre a luta dos portadores de deficiência e a discriminação de que são vítimas.

“É preciso encorajar esses artistas a seguirem o seu caminho apesar das dificuldades.

 O disco é uma prova disso, assim como da força e determinação destes para se imporem no mercado nacional”, disse. Clareza pediu também às pessoas portadoras de deficiência para nunca desistirem dos seus projectos de vida. “A música é uma forma de expressar estes sentimentos.

Muitos destes homens lutaram pela independência do país e depois acabaram marginalizados. Hoje é preciso reconhecer os seus feitos, de forma a que a nova geração conheça os seus esforços.

O CD foi feito também com esse objectivo”, rematou.

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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Portugal - "Um grande número” de pessoas com deficiência está privado de direitos básicos

Opor-se a um tratamento ou a um aborto. Gerir património. Ter uma vida independente. Casar-se. Peritos da ONU avaliaram pela primeira vez como são respeitados direitos fundamentais das pessoas com deficiência em Portugal. 

 

Muitas vezes não são. Embora não haja dados oficiais, continua a existir em Portugal esterilização forçada de adultos com deficiência. 

 

Alguns, “legalmente incapacitados”, continuam a ser alvo, “contra sua vontade”, de interrupções da gravidez e de terapias electroconvulsivas. 

 

“Um grande número” está, de resto, sujeito a regimes de interdição ou inabilitação “e vê-se privado do exercício de certos direitos, como votar, casar-se, constituir família ou gerir bens e propriedades”. 

 

Estes factos são vistos com “preocupação” pelo comité das Nações Unidas, que esteve a avaliar como aplica Portugal a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

 

 O comité sugere que o Estado português crie “sistemas de apoio” para que as pessoas com deficiência possam “tomar decisões” que permitam o exercício efectivo dos seus direitos. 

 

Diz que o país deve alterar os “regimes legais de tutela total e parcial” (a revisão dos regimes de interdição ou inabilitação chegou a ser considerada prioritária no ano passado, pelo Conselho de Ministros, mas não avançou). 

 

E que deve ainda “adoptar todas as medidas possíveis para assegurar que se respeita o direito ao consentimento livre, prévio e informado de tratamentos médicos”.

 

 Os peritos pedem que seja também revista a legislação que permite que as pessoas “portadoras de anomalia psíquica” possam ser sujeitas a internamento compulsivo.

 

 O relatório final do Comité dos Direitos das Pessoas com Deficiência relativo a Portugal foi divulgado nesta sexta-feira.

 

 Inclui recomendações que resultam de uma avaliação feita num período em que, explica-se, as “medidas de austeridade” e os cortes nos recursos disponíveis afectaram desde a educação das crianças com deficiência, até ao nível de vida das famílias.


  Tudo isto num país onde, constata, as queixas que as pessoas com deficiência apresentam por discriminação — seja de que tipo for — são na sua maioria arquivadas.

 Houve progressos.


  O comité de 18 peritos independentes avaliou, pela primeira vez, como cumpre o país as normas estabelecidas pela Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (ratificada por Portugal em 2009).

 A Convenção reafirma princípios universais como a dignidade, igualdade e não discriminação e define as obrigações gerais dos Governos relativas à integração das várias dimensões da deficiência nas suas políticas. Foi um longo processo, esta avaliação.

Em 2012, o Governo português fez chegar ao comité um relatório onde fazia um ponto de situação: quadro legal, programas específicos de apoio, respostas educativas.

Depois, o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português e outras organizações da sociedade civil transmitiram os seus contributos aos peritos.

No final do mês passado, uma delegação, que integrou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, esteve no comité, em Genebra, a responder a questões colocadas.

E, nesta sexta-feira, o relatório final foi divulgado no site das Nações Unidas. O comité começa por congratular-se com “os progressos alcançados em alguns sectores relacionados com os direitos das pessoas com deficiência” em Portugal.

 A adopção de um programa nacional de saúde mental é uma das medidas que merece aplausos.

 Os peritos também tomam nota dos esforços realizados pelo Estado “para mitigar o impacto das medidas de austeridade nas pessoas com deficiência”, mas constatam que deficientes que não tiveram hipótese de contar com o apoio da família acabaram “obrigados a viver em situação de indigência e pobreza extrema”.

 Vida independente? 


Assim, dizem, o país deve criar “serviços de apoio para a vida independente e instituições de acolhimento que respeitem os direitos das pessoas com deficiência, a sua vontade e as suas preferências”.

E devem “ser criados subsídios monetários que permitam às pessoas com deficiência desempregadas e carentes de apoio familiar ter um nível de vida adequado”.

O comité pede ainda a Portugal que crie uma “estratégia nacional para a vida independente”. Sobre este ponto, recorde-se a descrição que o Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português fez chegar à ONU: não há, em Portugal, um quadro legal para a figura do serviço de assistente pessoal; o Estado português paga aproximadamente 950 euros mensais às instituições com as quais tem acordos de cooperação para as pessoas com deficiência serem institucionalizadas em lares residenciais, mas, “se as pessoas com deficiência quiserem viver sozinhas e necessitarem de acompanhamento permanente, têm direito a receber apenas 88,37 euros, o montante correspondente ao subsídio por assistência de 3.ª pessoa”; por falta de alternativas, “muitos adultos com deficiência vivem em lares de idosos”.

 No capítulo da Educação, o comité lembra que a grande maioria dos estudantes com deficiência frequenta escolas regulares, o que é positivo.

Mas que “há falta de apoios” a estes alunos e que houve “cortes nos recursos humanos e materiais” disponíveis para os mesmos, cortes esses que “comprometem o direito e a possibilidade de uma educação inclusiva e de qualidade”.

Os peritos criticam ainda as chamadas “escolas de referência para estudantes surdos, surdo-cegos, cegos e para estudantes com autismo”, considerando que “são uma forma de segregação”.

Os recursos disponíveis para estes alunos, concluem, devem aumentar. No capítulo do trabalho sugere-se a revisão da legislação laboral.

O comité está “preocupado com desigualdade e as condições de trabalho das pessoas com deficiência” que vivem em Portugal.

No final do mês, depois de responder às questões dos peritos, a secretária de Estado Ana Sofia Antunes prometeu “para os próximos meses” uma regulamentação do Código do Trabalho, “que promova a justiça no trabalho para as pessoas com deficiência” e anunciou um “Livro Branco” que fornecerá um retrato das pessoas com deficiência no país.

Reconheceu ainda “a necessidade de introduzir melhorias no regime de protecção” destas pessoas, afirmando que “o mesmo se encontra em fase de revisão”.

Participação é fundamental


  “Registamos com agrado as recomendações do comité ao Estado Português”, diz Paula Campos Pinto, do Observatório da Deficiência e Direitos Humanos.

De resto, elas tocam muitas das questões que tinham sido levantadas nos documentos que o observatório fez chegar ao comité, “nomeadamente a necessidade de abandonar uma visão assistencialista e medicalizada da deficiência e criar apoios para a vida independente, de cumprir e fazer cumprir a legislação existente em torno das acessibilidades, de dotar as escolas dos meios humanos e materiais fundamentais para promover a educação inclusiva e de regulamentar os apoios a prestar pelas universidades aos alunos com deficiência”.

Paula Campos Pinto sublinha ainda a necessidade referida pelo comité de o país "adoptar uma nova estratégia para a deficiência que promova a coordenação das políticas neste sector”.

 E a “importância da participação activa das pessoas com deficiência e suas organizações representativas” que “devem estar envolvidas no desenho, implementação e avaliação de todas as políticas que lhes dizem respeito”.
 

Fonte da Notícia: Veja Aqui

Angola: Governante quer direitos específicos para pessoas com deficiência

Luanda - O ministro da Assistência e Reinserção Social, João Baptista Kussumua, admitiu hoje, sexta-feira, em Luanda, ser importante existir direitos específicos para as pessoas com deficiência que compensem as limitações e ou impossibilidades a que estão sujeitas. 

 

O Governante falava na abertura do Ciclo de Debates sobre a Inclusão da Pessoa com Deficiência, que decorrerá quinzenalmente em Maio e Junho do corrente ano, sob égide do Ministério da Assistência e Reinserção Social (Minars) e do Centro de Imprensa de Melo, em parceria com o Conselho Nacional da Pessoa com Deficiência (CNAPED).

 

 Para o ministro João Baptista Kussumua, não adianta ter boas leis, pelo que é preciso evitar as atitudes de rejeição que criam barreiras sociais e físicas e dificultam o processo de inclusão, .

 

 Uma sociedade que acolhe e convive com diferenças, disse, tem um bom princípio para combater a exclusão social. 

 

Considera haver a necessidade de um novo paradigma em que a pessoa com deficiência deixe de ser apenas objecto de assistência e reabilitação, para passar a ser sujeito com direitos e deveres, que consegue viver de forma independente e autónoma, numa sociedade livre de quaisquer tipo de barreiras. 


  Informou que deu-se um enorme passo na construção da plena cidadania, ao ver aprovada por unanimidade a Lei das Acessibilidades, que adopta normas que visam a eliminação de barreiras urbanísticas e arquitectónicas nos edifícios públicos, equipamentos colectivos e via pública, informação e comunicação, ferramentas de estudo, trabalho, saúde, lazer e recreação. No ciclo de debates haverá reflexões pertinentes para a inclusão desta franja tão vulnerável como a família, acessibilidade, educação, ensino, emprego e a comunicação social.

Acrescentou que sob orientação do chefe do Executivo, José Eduardo dos Santos, tem-se criado leis que protegem as pessoas com deficiência e as incluem na sociedade.

Para António Mascarenhas, director do Centro de Imprensa Aníbal de Melo (CIAM), o propósito deste ciclo de palestras é sensibilizar a sociedade sobre a questão da inclusão das pessoas com deficiência e despertar atenção para responsabilidade de cada cidadão neste processo.

Participaram do evento, membros do Conselho Nacional da Pessoa com Deficiencia, directores nacionais, represetante do FAPED, das Associações de pessoas com deficiencia, docentes universitários, estudades e outros convidados.  

 

Fonte da Noticia: Veja Aqui

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Portugal - Inaugurada rede de Balcões da Inclusão para pessoas com deficiência

A rede nacional de Balcões da Inclusão foi hoje inaugurada pelo Governo no Centro da Segurança Social do Areeiro, em Lisboa, onde funciona um dos seis balcões piloto com atendimento técnico especializado para pessoas com deficiência e suas famílias.

 

 Os Balcões de Inclusão "destinam-se, prioritariamente, a pessoas com deficiência e suas famílias e a todos aqueles que sintam necessidade de obter informação especializada em qualquer temática conexa com a deficiência", explicou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes. 

 

A rede inicia-se com seis balcões piloto nos Centros Distritais de Segurança Social de Lisboa, Faro, Setúbal, Porto, Viseu, Vila Real, sendo objetivo alargá-la paulatinamente a todos os distritos do país.

 


"Queremos ter um [balcão] por distrito, a nível dos centros distritais da Segurança Social, e queremos ter estes balcões presentes no maior número de municípios possíveis", disse Ana Sofia Antunes, à margem da cerimónia, onde esteve também presente a secretária de Estado da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

 

 Os técnicos que estão nestes balcões tiveram formação para poder dar respostas em várias áreas, como prestações sociais (subsídios e apoios), produtos de apoios e ajudas técnicas, respostas sociais (lares residenciais, centros de atividades ocupacionais, centros de reabilitação, etc.), emprego e apoios para empregadores. 

 

O que se pretende é dar "uma visão holística integrada às pessoas que trabalham nestes balcões e que tiveram formação mais aprofundada sobre estas matérias, para de uma forma integrada e coerente conseguirem dar respostas" sobre estas matérias, adiantou a secretária de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência. 


"É um balcão onde procurámos ter um conjunto de ferramentas à disposição e que vai ao encontro das necessidades destas pessoas", como informação impressa em braille e um intérprete em Língua Gestual Portuguesa, para já ainda com necessidade de marcação prévia, sublinhou.

"Mais à frente teremos uma solução específica para que qualquer pessoa surda ou surdo cega possa dirigir-se ao balcão livremente e ter apoio em Língua Gestual Portuguesa (LGP)", disse Ana Sofia Antunes. Segundo a governante, não foram envolvidos recursos humanos nem técnicos em exclusivo para este atendimento, que é prioritário para pessoas com deficiência, mas que pode atender qualquer pessoa.

No caso da linguagem gestual, Ana Sofia Antunes avançou que será necessário recrutar "pessoas de fora" porque a formação em LGP é "muito prolongada".

"Não faz sentido estarmos a pôr técnicos da Segurança Social a aprender Língua Gestual Portuguesa num grau de conhecimento desta natureza. Eles saberão alguns conceitos básicos mas fica essencialmente por aí", sustentou.

No atendimento no Balcão da Inclusão do Areeiro, Rosário Rei, assistente social, congratulou-se com esta iniciativa: "Sentimos que era necessário reforçar, generalizar e aprofundar a inclusão a este nível", disse. Tal como os outros técnicos, Rosário Rei recebeu formação específica pelo Instituto Nacional da Reabilitação (INR) para fazer um atendimento especializado a estas pessoas.

No caso da linguagem gestual, a técnica explicou que há uma modalidade muito útil para o cidadão surdo, que pode marcar o atendimento no `site` da Segurança Social e receber o apoio que pretende.

Atempadamente articulamos com a Federação Portuguesa das Pessoas Surdas" para termos um intérprete no atendimento, sem qualquer custo para o cidadão, explicou Rosário Rei.

 Mal foi inaugurado, o Balcão de Inclusão recebeu uma utente que se descolava numa cadeira de rodas.

 

 Fonte da Notícia: Veja Aqui