terça-feira, 9 de abril de 2019

Angola - Pessoas com deficiência têm atendimento especial

As pessoas com deficiência vão passar a ser atendidas nas unidades hospitalares mediante a apresentação de uma guia de marcha a ser emitida, ainda este ano, pela Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA), informou o seu presidente, Silva Lopes Etiambulo 


 Em declarações à Angop, Silva Etiambulo informou que este novo modelo conta com o concurso do Ministério da Saúde e terá utilidade em qualquer estabelecimento sanitário, independentemente da categoria, por forma a garantir que estas pessoas franja tenham prioridade absoluta nestes locais.

O responsável falava a propósito de um encontro centrado em questões ligadas à acessibilidade e prioridade em instituições hospitalares em todo o país a pessoas com deficiência, assim como da Lei 10/16 de 17 de Junho (Lei das Acessibilidades para Pessoas com Deficiência) e a sua implementação.

Silva Etiambulo realçou que, durante a reunião com o secretário de Estado para a Saúde Pública, José Cunha, foi abordada, igualmente, a aquisição de meios de locomoção, como muletas, guias e óculos para cegos .


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domingo, 31 de março de 2019

Angola - “Vem comigo” procura novos financiamentos para assistidos


Pelo menos vinte cinco mil cidadãos com deficiência beneficiaram nos últimos dez anos de apoios da Associação Nacional de Deficientes de Angola (ANDA), no âmbito do Projecto “Vem Esta informação foi prestada ao Jornal de Angola, pelo coordenador do projecto, Silva Lopes Etiambulo à margem do encontro de técnicos e activista do Projecto “Vem Co-migo”, que decorre em Luanda sob o lema “Capacitar para melhor servir”.

 Silva Lopes Etiambulo disse que as áreas em que beneficiaram os tais apoios são as de reabilitação física, formação profissional e reassentamento, cujos os beneficiários são na sua maioria das províncias de Luanda, Huambo, Huíla, Malanje e Cuanza-Norte.



Anunciou que a organização vai nos próximos dias proceder o balanço da sexta fase do Projecto "Vem Comigo", no período compreendido entre Outubro de 2018 a Março de 2019.

Silva Lopes Etiambulo, disse que embora ainda não tenha uma estatística estruturada acredita que no período de seis meses o número de pessoas com deficiência que necessitam de ajuda tenha crescido.

“Durante este período foi realizado um grande trabalho e estamos certos que conseguimos integrar no processo produtivo e de reabilitação física muitos cidadãos com deficiência”, disse o coordenador do projecto. Silva Lopes Etiambulo, que reconheceu os esforços de outras organizações que têm apoiado o projecto, anunciou que o Banco Angolano de Investimento está a financiar um projecto de agricultura no município de Nambuangongo, na comuna de Kissakala, onde existe uma cooperativa de dois mil hectares no qual está sendo preparada a terra para o cultivo.

A ANDA está preocupada com os 517 deficientes físicos residentes na localidade de Mavinga, província do Cuando Cubango, que vivem em condições deploráveis.


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terça-feira, 26 de março de 2019

Cabo Verde - Síndrome de Down, ou o cromossoma dos anjos

Não é doença, é uma diferença

Uma alteração genética causada por apenas um cromossoma a mais, que muda muita coisa.

 Mas diferentes somos todos, realçam as associações que trabalham com pessoas com Síndrome de Down. 

Uma diferença muitas vezes mal entendida, que leva ainda ao preconceito e exclusão e para a qual urge formação, sensibilização e respostas integradas e sistematizadas.

 Urge um olhar menos indiferente e ignorante para com estas pessoas tendencialmente “meigas”, “afectuosas”, “divertidas”, entre outras características apontadas por quem com elas lida.




Primeiro vem o luto. O choque e o desespero de se saber que o filho tem uma deficiência. 

A resistência. “O luto da criança ideal”. Depois o processo de aceitação prossegue e vai passando outras fases. Começa a luta. Luto e luta. 

São duas etapas apontadas em todo o processo de aceitação por quem lida com a síndrome. 

 Na família de Carla Varela também essas fases devem ter acontecido, mas o que ela, hoje presidente da Down Amor, melhor lembra é de o irmão, Johnny (que tinha essa condição), ter sido sempre bem recebido na família. 


Nasceu em 74 quando a mãe tinha 45 anos e desde o início se sabia que era diferente, até pelo aspecto físico, mas não conheciam a síndrome. “Não sabíamos o que era”.

 Alguns meses depois, o médico disse à mãe qual o diagnóstico, mas a informação disponível era parca.

 Não é, contudo, preciso saber muito para não discriminar. E isso sempre foi bandeira na família.

 “Nunca discriminamos. Dizer, por exemplo, ‘ele não faz isso porque ele é “doente”, (porque aqui ainda se diz, erradamente, doente)”.

Não o fazíamos”. Johnny viajava, passeava, pertencia a um grupo de escuteiros, era acarinhado pelos vizinhos, tinha amigos. “Há famílias que escondem os filhos com Síndrome de Down, mas nós não fizemos isso”, orgulha-se Carla. Carinhoso e afectuoso como, por norma, as pessoas com esta condição são, Johnny distribuía mimo e abraços, mas também se chateava quando lhe faziam algo que não gostava.

 Como toda a gente, aliás. Sabia, porém, que era diferente e isso deixava-o muito triste. E era diferente também porque a sociedade o via diferente.

  Educação

 Quando Johnny chegou à idade de ir para a escola, começou um grande desafio.

 “A escolaridade dele foi bem difícil”. Até começou bem, lembra a irmã. Teve uma professora de quem gostava, mas esta foi viver para os EUA e Johnny nunca mais conseguiu adaptar-se a outro docente.

 “Não o tratavam como a qualquer outro aluno. Tinha de sentar-se no fundo da sala”, os seus pedidos eram tratados com impaciência.

Era visto praticamente como um intruso e foi tratado como tal. Então, com cerca de 14 anos, “tivemos de o tirar da escola”. Ele próprio sentia que “lá não era lugar para ele”. É uma tristeza que ainda hoje Carla sente pois o seu irmão queria muito aprender. “Comprava jornais todas as semanas, comprava muitos lápis”, era esperto e queria saber.

Mas… a escola não era lugar para ele. Já lá vão alguns anos desde esta má experiência de Johnny e embora hoje a questão da inclusão das crianças com necessidades especiais esteja na ordem do dia – e tenha havido alguns avanços, reconhece-se – a situação ainda está muito longe do desejável.

 Alguns testemunhos ouvidos por Carla Varela dão conta de que ainda existem escolas onde as crianças com esta síndrome passam os dias no intervalo e mesmo quando dentro da sala de aula, são ignoradas … algo não muito diferente do que o seu irmão viveu na década de 80/90.

Contudo, em outras escolas, geralmente dependendo do professor, surgem-lhe também relatos positivos. Intervir junto das entidades escolares para proporcionar uma verdadeira inclusão a estas pessoas é um desígnio da Down Amor, assume.

 Também a Associação Colmeia trabalha a problemática das pessoas com deficiências intelectuais, nomeadamente Síndrome de Down e portanto, com necessidades especiais. Isabel Moniz, uma das fundadoras, é mãe de um jovem com perturbação do espectro do autismo.

Passou por muitas das dificuldades e aflições que passam muitos outros pais cabo-verdianos com filhos com deficiência intelectual: a mesma falta de respostas, a necessidade de terapias, idas às clínicas e hospitais, questões escolares.

 Não hesita ao dizer que a felicidade dos pais é que “os filhos estejam na escola a estudar, tenham um diagnóstico clínico e tenham um lugar de lazer como todas as crianças ditas normais. Isto é o sentimento de todos os pais que têm filhos com deficiência”.

 A nível da educação em concreto, Isabel lamenta que, muitas vezes, os pais retirem a criança da escola quando esta não tem aproveitamento escolar.

 “As crianças devem manter-se na escola. A escola não serve só para ensinar o ABC, a escola deve trabalhar o conteúdo funcional, trabalhar para ter uma formação profissional”, aponta.

 Mas educação ainda está em processo de sinalização, e urge, por exemplo, trabalhar a mudança de mentalidades não só dos professores mas de toda a comunidade.

Ainda há pais que criticam o facto de os seus filhos ditos “normais” terem de partilhar turma com crianças com deficiências alegando que isso lhes prejudica o estudo.

 “Isso não corresponde à verdade”, considera, e lamenta que os pais e professores não aproveitem a presença da criança com necessidades especiais para educar e formar para a solidariedade.


Integração vs Inclusão 


 Ginga Araújo, antiga directora do extinto Colégio Semear, passou por uma situação semelhante à que Isabel conta.

Há uns anos, os pais de um aluno insurgiram-se conta a presença de uma criança com necessidades especiais na mesma turma.

Pela positiva, os outros encarregados de educação repudiaram essa postura discriminatória. Interessante é que na verdade, “várias pesquisas mostram os efeitos positivos no convívio entre crianças com e sem necessidades especiais”.

E mostram ainda que esse convívio traz mais benefício, mais vantagens para as que não as têm.

“Tornam-se efectivamente melhores cidadãos”, aponta. Psicóloga educacional, Ginga tem vários anos de experiência no Educação Especial, área a que o Semear, encerrado no ano passado, dava uma particular atenção.

Conforme explica, no colégio, o funcionamento era o seguinte: a essas crianças era dado um acompanhamento mais individualizado por parte do professor em termos das aulas em concreto, sempre com “o apoio dos próprios colegas”, fazendo-se para isso um intenso trabalho de sensibilização das outras crianças.

 “Para além disso, ela era acompanhada pela professora de Educação Especial (com mestrado nessa área), com um plano educativo individual elaborado por mim e por ela”.

E tinha diariamente acompanhamento psico-pedagógico. Sendo um colégio particular, o número de alunos era menor e, portanto, o acompanhamento podia ser mais diferenciado.

Algo que uma escola pública, onde numa turma (já por si grande) há casos de professoras com quatro crianças com necessidades especiais, dificilmente se consegue replicar.

 Mas, apesar dessas limitações de foro quantitativo há também faltas a nível de formação e sensibilização pessoal dos professores, aponta Ginga, que agora está a trabalhar no ensino público, tentando aplicar as boas práticas da educação especial.

 A percepção diz, e os estudos corroboram, que os professores ainda se sentem extremamente inseguros para trabalhar com crianças com necessidades especiais e um dos motivos é, precisamente, a ausência de formação nessa área, que só agora começa a ser abordada a nível da licenciatura. “Então, naturalmente, os professores não estão preparados”.

Nem os educadores. Nem os funcionários. Falta preparação e faltam também recursos humanos.

 No cômputo geral “ainda estamos naquilo que se chama de integração (e nem sempre, porque às vezes ainda há exclusão), que é quando a criança está na sala de aula, corpo presente, ou seja, não há nenhuma atenção diferenciada para a criança”, explica. Ainda falta bastante para a inclusão…


  Saúde e protecção social 


 A par com a Educação, a saúde é sempre outro pilar no trabalho com pessoas com necessidades especiais, nomeadamente Síndrome de Down.

 Em primeiro lugar, as pessoas com esta alteração genética são propensas a vários problemas congénitos, destacadamente cardíacos e respiratórios.

Em segundo, há todo um conjunto de “especialidades” de cariz mais terapêutico que são importantíssimas para o seu desenvolvimento integral e saudável.

Contudo, as respostas ainda são poucas, geralmente circunscritas aos hospitais centrais, ou a clínicas particulares.

 Nem todos os pais podem recorrer ao privado e mesmo no público as taxas praticadas são consideradas elevadas.

“É necessário rever a resposta da saúde”, exorta Carla Varela, explicando que “para não pagar a taxa, os pais não levam os filhos a fazer as consultas de especialidade que são necessárias”,

Um exemplo são as consultas de psicologia, preteridas apesar da sua importância, principalmente para o adolescente com Down.

 Além disso, há pessoas que estão longos anos à espera de uma declaração médica que afirme que a criança tem a Síndrome, e sem a qual não conseguem uma pensão social. Para Isabel Moniz, os problemas na Saúde começam logo pelo diagnóstico.

Mas o que a presidente da Colmeia destaca é a necessidade de um “acompanhamento mais sistemático.” Para tal é necessário reforçar os Recursos Humanos e estruturas já existentes.

 E também Isabel salienta a questão da pensão e previdência social. “A maior parte das crianças com deficiência intelectual, carentes, não têm pensão social porque persiste a mentalidade da deficiência física”.

Ou seja, desconsidera-se a deficiência intelectual, quando na realidade esta causa tanta ou mais dependência do que física.

Assim, defende, problemas do foro mental ou intelectual deveriam ser “acompanhados e trabalhados em igualdade de circunstância com os físicos”.

 Por exemplo, o INPS só apoia a fisioterapia, muito embora haja todo um conjunto de terapias (como a fonoterapia, entre outras) que são necessárias.

Muitas vezes, portanto, “as crianças e jovens não terão as sessões que deveriam ter, porque os pais não têm recursos para pagar sem a comparticipação.

Então ficam sem as terapias que lhes dão valências para toda a vida”, considera. E quem diz pessoas com deficiência intelectual, diz uma pessoa “normal” que sofra qualquer problema do foro neurológico (como um AVC).

“Neste momento há uma estratégia montada para que a área de deficiência tenha alguma cobertura, mas ainda é preciso fazer muito...”, aponta.

O papel da Colmeia “não é criticar o sistema, é trabalhar com o sistema para arranjar soluções”, salvaguarda.

E entre as respostas que têm sido levadas por esta Associação aos poderes públicos vão no sentido de se trabalhar a saúde, educação e protecção social nos regimes contributivo e não contributivo, de forma articulada.

Pensar o Futuro 


 Estima-se que a nível mundial nasça 1 bebé com Síndrome de Down, uma das anomalias cromossómicas mais comuns, por cada 700 nascimentos. Contudo, há países em que, com o avanço das tecnologias de detecção pré-natal e interrupção voluntária da gravidez, esse número é bem diferente.

É o caso de Espanha onde a proporção ronda os 1 para 2000. Em Cabo Verde não há estatísticas. Também não se sabe ao certo quantas pessoas com Síndrome de Down há em Cabo Verde.

A Down do Amor está actualmente a realizar um estudo para apurar esses números tendo identificado até agora cerca de 50 pessoas, em vários municípios de Santiago e também na Brava e no Fogo.

 “A maior parte está na faixa etária dos 15-34 anos. São jovens, não são crianças”., aponta a Presidente, Carla Varela.

 Contudo há também cada vez mais crianças, o que a leva a dizer que houve um aumento de casos. “Em 2008 já tínhamos feito uma lista, que está a ser actualizada, e além das pessoas que já tínhamos, estamos a encontrar muitas crianças (0-10)”.

 No levantamento da Down do Amor consta ainda um caso raro, uma única pessoa que tem 62 anos.

É a única pessoa que conhecemos” com idade tão avançada, diz O irmão de Carla faleceu, em 2009, aos 33 anos, devido a problemas cardíacos e respiratórios.

Uma idade enquadrada, então, na esperança de vida das pessoas com essa condição. Mas as expectativas, em termos mundiais, estão em expansão acelerada.

Nos últimos trinta anos, a esperança de vida aumentou mais de 2 anos, por ano e está agora precisamente entre 62, 63 anos. Entretanto, não é só a esperança de vida que tem mudado.

O aproveitamento das capacidades também está a ser feito. Em várias paragens há já aposta na integração profissional das pessoas com Síndrome de Down.

Há benefícios, por exemplo, para quem os empregue e cada vez surgem mais áreas onde isso acontece.

 Isso não acontece (ainda) em Cabo Verde. Sequer há despiste vocacional para a formação profissional, como aponta a Colmeia.

E a integração no mercado de trabalho ainda é “nula”, como refere a Down do Amor, salientando que esta é uma vertente onde pretende actuar.

Nesse sentido há a intenção de propor um protocolo com entidades como o IEFP ou a Escola de Hotelaria e Turismo. “São pessoas que têm dotes, que têm algumas habilidades, e alguns que já têm o 6.º ano”.

Mesmo sem escolaridade, actividades como a sapataria ou a cestaria são uma possibilidade. ”Enfim, queremos trazer estes jovens para o mercado de trabalho”, resume Carla Varela. É preciso que a sociedade deixe definitivamente de ver as limitações das pessoas com Down como impedimentos.

E deixe de as ver como “anormais”.


  “Eles são diferentes, mas nós todos somos diferentes”. 


DOWN do AMOR


A Associação das Famílias e Amigos de Pessoas com Síndrome de Down, designada abreviadamente por Down do Amor, foi criada em 2008 e revitalizada em 2018, vai celebrar o dia Internacional da Síndrome de Down com uma marcha de sensibilização com concentração na Praça do Bairro Craveiro Lopes.

O evento vai contar com a presença de várias escolas, que aderiram à iniciativa.

  Colmeia 


 A Associação Colmeia nascida da união de vários pais cujos filhos têm deficiência, mormente deficiência intelectual (Autismo, Síndrome de Down, entre outros) vai assinalar o próximo dia 21 com várias actividades recreativas e culturais. Esta é a primeira de três celebrações previstas.

No dia 2 de Abril a Associação vai celebrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo e no dia 16 de Abril vai festejar o seu 5º aniversário.


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Beleza para Todos”: um projeto 100% português

O Grupo L’Oréal lançou esta ação pioneira.



Em parceria com o Instituto Nacional para a Reabilitação, a Associação de Cegos e Ambliopes de Portugal, a Federação Portuguesa das Associações de Surdos (FPAS) e a Associação Portuguesa de Deficientes (APD), a L’Oréal Paris lançou o projeto “Beleza para todos”. 

 Esta é uma iniciativa que visa uma maior inclusão de pessoas com deficiência visual e auditiva no acesso à informação sobre beleza. 

O programa resume-se à conceção de uma beleza diversa, acessível a todos, bem como à sensibiliazação para o direito ao acesso à informação dos portadores de deficiências visuais e auditivas.



Tiago Melo, Diretor de Marketing de L´Oréal Paris, afirma: “Queremos colmatar as dificuldades sentidas por estas pessoas, criando conteúdos desenvolvidos para as pessoas cegas e surdas para que estas possam cuidar da sua imagem de forma autónoma.” 

Os conteúdos do site da marca vão estar adaptados, com áudios para quem não vê e legendas em tutoriais para quem não ouve. Foram também produzidas etiquetas em braille, para identificação de produtos, que serão distribuídas através do INR e ACAPO a pessoas cegas.

 Serão ainda organizados workshops de beleza, protagonizados por profissionais da marca, adaptados a pessoas cegas ao longo do ano.

 O primeiro será já em maio, na Academia da L´Oréal, em Miraflores.


“As associações envolvidas conhecem a realidade das pessoas cegas e pessoas surdas e o impacto positivo que esta iniciativa terá nas suas vidas.

Este programa vem facilitar o acesso à informação de todos e terá com certeza um resultado muito relevante no acesso à beleza de forma inclusiva”, diz o Presidente do INR, Humberto Santos. Cátia Martins, CEO da L´Oréal Portugal, acrescenta:

“O grande objetivo é sensibilizar e contagiar a sociedade e as empresas portuguesas, inspirando outras atividades e áreas de ação a envolverem-se neste Movimento em torno das condições equitativas de inclusão das pessoas com deficiência”. 100% português e pioneiro no mundo, dentro do Grupo L’Oréal, o projeto foi distinguido a nível internacional, ao vencer a 10ª edição dos Disability Awards, concurso interno organizado pelo Grupo, entre 65 projetos em todo o mundo que promovem a inclusão de pessoas com deficiência.


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sexta-feira, 22 de março de 2019

ATLETISMO: CABO VERDE CONQUISTA MEDALHAS DE OURO E PRATA NO MUNDIAL SPECIAL OLIMPIC EM ABU DHABI

Os atletas cabo-verdianos voltam a competir hoje e terça-feira, nos 110 metros em outras disciplinas.

 A delegação paralímpica cabo-verdiana estreou-se este domingo no Mundial Special Olimpic em Abu Dhabi 2019, nos Emirados Árabes, com a conquista de medalhas de ouro e prata nas disciplinas dos 200 e 100 metros,



Na prova dos 200 metros, António “Titio” Santos sagrou-se campeão do mundo, ao passo que Adérito Nunes arrecadou a medalha de prata, nesta mesma disciplina.

Os atletas cabo-verdianos voltam a competir hoje e terça-feira, nos 110 metros em outras disciplinas

. Os Jogos Mundiais da Special Olympics são referenciados como uma Organização Desportiva Internacional de pessoas com deficiência intelectual, que decorrem de 14 a 21 do corrente, em Abu Dhabi. 


A comitiva cabo-verdiana é integrada pelos atletas Adérito Nunes, António “Titio” dos Santos,

 Tamires Rodrigues, Marlene Levy, pelos treinadores Paulo Soares (Praia) e Jaqueline Reis (Sal), pelo presidente Rodrigo Bejarano, enquanto “Chair Person” pelo médico Ernesto Ramos, numa missão chefiada pelo secretário-geral Elton Gonçalves.

 Considerado o maior evento desportivo e humanitário, os Jogos Mundiais da Special Olympics, deste ano, contam com o concurso de 7.000 atletas em representação de mais de 170 países para participar em 24 disciplinas desportivas olímpicas, sancionados oficialmente.

 A região da África está representada por 36 países participantes, com mais de 600 atletas a competir nesta edição que conta com mais 14 novos Comités Fundadores do Movimento da Special Olympics.

  Cabo Verde estreia-se neste mundial, assim como Burundi, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Etiópia, Guiné-Bissau Guiné Conacri, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Moçambique, Níger e Sudão do Sul. 



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Portugal - Pessoas com deficiência mental podem ser o que quiserem

“Eu quero ser” é o mote da mais recente campanha da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de Lisboa (APPACDM). 

Com lançamento marcado para amanhã, Dia Internacional do Síndrome de Down, tem como objectivo quebrar o preconceito e combater a falta de conhecimento relativamente às competências sociais e profissionais de pessoas com deficiência intelectual.



A campanha mostra que podem ser o que quiserem, desde cozinheiros a jardineiros, cabeleireiros ou actores. 

Em comunicado, a APPACDM assume mesmo que pretende agitar a opinião pública e motivar decisões práticas no sentido de incluir no mercado de trabalho jovens apoiados pela associação.


Até Dezembro, serão apresentados ao público 10 vídeos, protagonizados por jovens a quem foi oferecida a oportunidade de falar sobre as respectivas profissões de sonho, mas não só.

Todos os participantes puderam arregaçar as mangas e mostrar do que são capazes.

 O primeiro vídeo conta com Fátima Castro. Com 26 anos, quer ser cabeleireira e concretizou esse sonho no salão MetroStudio, com Susana Bravo (na foto).


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segunda-feira, 18 de março de 2019

Cabo Verde conquista ouro e prata no Especial Olimpic, Abu Dhabi 2019

Cabo Verde conquistou duas medalhas, ouro e prata, no Mundial Especial Olimpic, Abu Dhabi 2019. Na competição, que decorre nos Emirados Árabes Unidos, António dos Santos (Titio) é campeão do mundo em 200 metros na sua categoria.



De acordo com informações publicadas na página de Facebook do Comité Paralímpico de Cabo Verde, na mesma prova, o cabo-verdiano Adérito Nunes ficou na segunda posição, conquistando a medalha de prata. 


 O Mundial das Olimpíadas Especiais 2019, que visa a inclusão social no desporto, decorre de 14 a 21, nos Emirados Àrabes Unidos, com cerca de sete mil atletas, de 170 países. São 24 as modalidades em disputa.

 A comitiva cabo-verdiana a esta competição para pessoas com deficiência intelectual é integrada pelos atletas Adérito Nunes, António dos Santos, Tamires Rodrigues, Marlene Levy, pelos treinadores Paulo Soares (Praia) e Jaqueline Reis (Sal), pelo presidente do COPAC, Rodrigo Bejarano, e pelo médico Ernesto Ramos, numa missão chefiada pelo secretário-geral, Elton Gonçalves.


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sábado, 16 de março de 2019

CABO VERDE - PARALÍMPICOS: CABO VERDE ESTREIA-SE NOS JOGOS MUNDIAIS DA SPECIAL OLYMPICS EM ABU DHABI

Os Special Olympics deste ano contam com o concurso de 7.000 atletas em representação de mais de 170 países. 


 A delegação cabo-verdiana do Special Olympics, que decorre de 14 a 21 deste mês, já se encontra em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, para disputar os Jogos Mundiais.




A comitiva cabo-verdiana a esta competição para pessoas com deficiência intelectual é integrada pelos atletas Adérito Nunes, António dos Santos, Tamires Rodrigues, Marlene Levy, pelos treinadores Paulo Soares (Praia) e Jaqueline Reis (Sal), pelo presidente do COPAC, Rodrigo Bejarano, e pelo médico Ernesto Ramos, numa missão chefiada pelo secretário-geral, Elton Gonçalves. 

 O presidente do Comité Paralímpico de Cabo Verde (COPAC), Rodrigo Bejarano, considera esta participação em no Special Olympics como um dos momentos altos para o desporto adaptado cabo-verdiano. Esta presença inédita de Cabo Verde neste evento, já é vista como o “culminar de um processo” iniciado há já algum tempo com esta organização internacional para que o arquipélago possa ingressar na família do Special Olympics.


Considerado o maior evento desportivo e humanitário, os Jogos Mundiais da Special Olympics deste ano contam com o concurso de 7.000 atletas em representação de mais de 170 países para participar em 24 disciplinas desportivas olímpicas.

 A Região da África está representada por 36 países, com mais de 600 atletas a competir nesta edição que conta com mais 14 novos Comités Fundadores do movimento da Special Olympics, da qual Cabo Verde se estreia ao lado de Burundi, Chade, Congo, Guiné Equatorial, Etiópia, Guiné-Bissau, Guiné Conacri, Lesoto, Libéria, Madagáscar, Moçambique, Níger e Sudão do Sul. Estes jogos têm assegurado o apoio de mais de 20.000 voluntários que participarão do maior programa de trabalho voluntário já realizado nos Emirados Árabes Unidos e serão os jogos mais unificados nos 50 anos de história do movimento das Olimpíadas Especiais. Sob o patrocínio do sheikh Mohamed Bin Zayed Al Nahyan, príncipe herdeiro de Abu Dhabi, os Jogos Mundiais das Olimpíadas Especiais de Abu Dhabi serão os primeiros Jogos Mundiais das Olimpíadas Especiais a serem realizados no Oriente Médio e Norte da África.


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sábado, 9 de março de 2019

PORTUGAL PARTICIPA COM 31 ATLETAS NOS JOGOS MUNDIAIS SPECIAL OLYMPICS

Competição para pessoas com deficiência intelectual vai realizar-se em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. 

A comitiva portuguesa do Special Olympics parte hoje para os Emirados Árabes Unidos com 31 atletas, para disputarem os Jogos Mundiais, em Abu Dhabi, em nove modalidades, entre 14 e 21 de março.


 Os representantes portugueses na competição para pessoas com deficiência intelectual participam nas provas de atletismo, futebol, equitação, ginástica artística, ginástica rítmica, golfe, judo, natação e ténis de mesa.




Regina Costa, vice-presidente do Special Olympics Portugal, disse que embora o grupo integre atletas com capacidade para obterem bons resultados, lembra que todos competem entre iguais, com pessoas no mesmo nível de desempenho, e sublinhou que não partem a pensar nas medalhas.

 O mais importante, realçou a dirigente, é a possibilidade de atletas com atividade desportiva regular poderem participar num grande evento desportivo e, através dessa experiência, desenvolverem várias competências, nomeadamente "ao nível da socialização, do reforço da autoestima, da confiança em si".

 "Nós não pensamos em medalhas. Para eles, a medalha é simbólica. Os três primeiros recebem a medalha de ouro, de prata e de bronze, mas o pódio tem oito lugares e todos os finalistas recebem um galardão", explicou Regina Costa, em declarações à agência Lusa. 


 A vice-presidente do movimento que em Portugal existe desde 2001, e que já participou em quatro Jogos Mundiais, sublinhou que a diferença para o movimento paralímpico é que os atletas competem com atletas com marcas semelhantes e os tempos de cada um não podem ter diferenças superiores a 10 %. Se alguém terminar a prova com um registo muito acima dos demais é desclassificado, porque devia estar incluído em outro nível.

 "Não podemos levar todos do mesmo nível, sejam bons ou menos bons", elucidou Regina Costa, Portugal tem uma quota de atletas com base no número de praticantes inscritos e a seleção é feita em função da capacidade de cada um, da sua assiduidade, da atividade regular em cada uma das modalidades.

No caso das viagens de longo curso, é também necessário ter em consideração fatores comportamentais e antecipar eventuais problemas de adaptação.

 Em janeiro e fevereiro foram feitos dois estágios de preparação, no Estádio Nacional, em Oeiras, com o acompanhamento dos dez técnicos que vão integrar a comitiva, composta por um total de 48 pessoas.

 Regina Costa acentuou o objetivo de proporcionar a pessoas com deficiência intelectual "um acesso igualitário ao desporto, ajustando os seus níveis de desempenho técnico" e pôs a tónica na oportunidade dada para que os atletas "beneficiem na sua vida de aspetos desenvolvidos por esta experiência marcante".

 "Pretendemos que seja um fator de motivação, uma forma de conhecerem as suas potencialidades e levarem-nas ao máximo, de ver que são capazes de fazer. Daqui resultam para a sua vida ativa aspetos sociais que não podemos descurar", enfatizou a vice-presidente da estrutura, que é presidida por Dias Ferreira.

Segundo Regina Costa, há atletas, com diferentes níveis de compreensão, que quando regressam de provas internacionais deixaram de ser tão introvertidos, ou voltam "com maior autonomia e maior abertura".


A comitiva parte hoje, do Aeroporto de Lisboa, às 20:45, para Ajman, cidade de acolhimento entre os dias sábado e terça-feira, "para se ambientarem à cultura local", no âmbito de um programa paralelo ao desportivo.

 O movimento Special Olympics existe desde 1968 e Portugal participou nos Jogos Mundiais Dublin2003, Shangai 2007, Atenas2011 e Los Angeles2015.



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Angola - Lwini quer reciclar cadeiras de rodas

A Fundação Lwini vai, nos próximos anos, dedicar-se à reciclagem de cadeiras de roda, como forma de baixar os custos com a aquisição desses meios a partir do exterior, bem como deixar de depender de doações, disse ontem, em Luanda, o director executivo daquela agremiação filantrópica.

Alfredo Ferreira, que falava durante uma cerimónia de entrega de meios de compensação para pessoas com deficiência, disse que a nível local existe muito ferro para a produção de cadeiras de rodas, devendo “apenas adquirir do exterior alguns componentes da estrutura e peças de reposição.”



Entretanto, 18 pessoas com deficiência, residentes na província de Luanda, beneficiaram ontem meios de locomoção como cadeiras de rodas normais, adaptadas e andarilhos adaptados, doados pela Fundação Lwini. 

Enquadrado no âmbito do projecto “Esperança, Mobilidade e Liberdade”, na qual foram já entregues 30 mil cadeiras de rodas, durante os últimos 20 anos, em todo o país, ontem, além dos meios de compensação, foram também doados dois computadores com software, para pessoas com deficiência visual. 


 Alfredo Ferreira, director executivo da Fundação Lwini, disse à imprensa que a realização daquele acto teve como objectivo levar carinho e amor para os que mais necessitam.

 “Esta foi a forma ideal encontrada pela fundação para acarinhar essas pessoas, minimizar as suas dificuldades e viver de perto as preocupações que mais os afligem”, disse Alfredo Ferreira.

Adilson Carvalho, um dos beneficiários, disse que a cadeira de rodas que lhe foi entregue ontem vai colmatar as enormes dificuldades que tem enfrentado nos últimos anos no que concerne à locomoção.


  Carvalho, que é membro da Associação dos Estudantes Universitários com Deficiência (Aneud) e aluno do terceiro ano do curso de Contabilidade e Administração, afirmou que além de Luanda seria benéfico se a fundação estendesse o apoio a outras pessoas necessitadas que vivem nas províncias. 


Idalina Bota, que recebeu em nome da Liga Angolana de Reintegração de Deficiência Física (Lardef), reconheceu que os meios são bem vindos, porque vão ajudar a suprir algumas das dificuldades com que se debatem os seus associados.

“Como parceiro privilegiado da Fundação Lwini, vamos, na medida do possível, fazer chegar a doação aos nossos membros que nunca tiveram uma cadeira de rodas para se locomover”, disse Idalina Bota.


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sexta-feira, 1 de março de 2019

Angola - Pessoas com deficiência auditiva querem escola

Pelo menos mil alunos com deficiência auditiva, que residem no município de Viana, província de Luanda, estão neste ano lectivo fora do sistema de ensino, devido à inexistência de uma escola de ensino especial. 

 Os encarregados de educação das crianças com deficiência, na sua maioria residentes nos bairros da Capalanga, Boa Fé, Luanda-Sul, Zangos 1, 2, 3 , 4 e na comuna do Calumbo, pedem a construção urgente de uma escola de ensino especial.



Para colmatar esta situa-ção, a direcção da escola primária 5004, ex-21 de Outubro, cedeu no ano passado uma sala para acolher turmas do ensino especial. 

A única sala de aula cedida ao ensino especial acolhe três turnos de diferentes classes, nomeadamente deficientes visuais, intelectuais e auditivos. 

O primeiro turno vai das 9h00 às 12h00, o segundo das 13h00 às 15h00 e o terceiro turno das 15h00 às 17h00.


“Além de ser antipedagógico, os alunos não têm tirado rendimento dos estudos”, disse ao Jornal de Angola Osvaldo Zito, um dos professores do ensino especial.

Osvaldo Zito, igualmente secretário-geral da Associação Nacional dos Surdos de Angola (ANSA), disse que esta situação já se arrasta há muitos anos. “Já tivemos reuniões com a Administração Municipal de Viana e outras entidades ligadas ao ensino especial para se inverter este quadro, mas a situação continua na mesma”.

 O secretário-geral da ANSA esclareceu que numa das reuniões a associação propôs à Administração Municipal de Viana a construção de pelo menos três salas de aula para o ensino especial, “visto que a escola primária 5004 possui espaço suficiente para este fim”, mas o assunto ficou esquecido até hoje.

 Os encarregados de educação dos alunos com deficiência auditiva que vivem na circunscrição estão disponíveis para contribuir com valores monetários para a construção de salas de aula, no espaço adjacente à escola, deu a conhecer a fonte do Jornal de Angola.

A Ac ção de deficientes 


  Viola


Osvaldo Zito disse que uma das preocupações da associação tem a ver com a questão da segurança dos seus associados.

“A única escola de en-sino especial está situada no Distrito Urbano do Rangel, e além da distância os alunos têm corrido vários riscos.”

 A título de exemplo, disse que no ano passado duas meninas com deficiência auditiva, que frequentam a escola do ensino especial no Rangel, foram violadas por um taxista que fazia a rota Congolenses-

Viana. A falta de sensibilidade por parte dos cobradores de autocarros e de comboios é outro problema que se regista no tocante à mobilidade das pessoas portadoras de deficiência, na medida em que, quando pretendem viajar, encontram barreiras, mesmo apresentando o passe que lhes garante passagem gratuita, “são recusados e expulsos” dos meios de transportes públicos.

Outra situação apontada pelo secretário-geral da ANSA está relacionada com os custos dos transportes públicos, pois existem alunos cujos encarregados de educação não estão em condições de suportar tais despesas, razão pela qual “se pretende a construção em Viana de uma escola de ensino especial”.


  Há províncias sem escolas especiais 


 Os últimos dados estatísticos, de 2015, disponibilizados pelo Instituto Nacional de Ensino Especial (INEE) sobre a rede escolar, indicam que actualmente existem em funcionamento 22 escolas especiais e 816 escolas comuns que oferecem a modalidade da educação especial.

Das 18 províncias (todas com a modalidade de ensino), apenas Cabinda, Malanje e Uíge não possuem escolas especiais.


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sábado, 23 de fevereiro de 2019

Portugal - Algarve: Diocese realizou as Jornadas da Pastoral a Pessoas com Deficiência

«Testemunhos revelam e mostram que dimensão da inclusão, da integração, é uma realidade» – Cónego Joaquim Nunes Faro, 18 fev 2019 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve dinamizou as suas Jornadas da Pastoral a Pessoas com Deficiência com o tema ‘Celebrar a Diferença, ser Igreja em Missão’, no salão paroquial de São Luís de Faro.


“Tem as dimensões de encontro, celebração, testemunho, festa, formação que contempla alguns aspetos da ação da Igreja neste campo”, disse hoje o assistente do Serviço Diocesano Pastoral a Pessoas com Deficiência (SDPPD) do Algarve. 

 Em declarações à Agência ECCLESIA, o cónego Joaquim Nunes explicou que convidam pessoas, “quer dentro da diocese, quer de fora”, numa “dimensão de testemunho, de acompanhamento e fortalecimento” daquilo que é experiência de cada um. 


 Este ano, participaram a irmã Maria da Glória Pinto, Carmelita Missionária, o responsável pelo SPPD do Patriarcado de Lisboa e pela ‘Casa do Chapim’ – associação de pais e familiares de crianças com necessidades especiais, Francisco O’Neill, e o diácono Tiago Varandas, da Arquidiocese de Braga. “Testemunhos revelam e mostram que a dimensão da inclusão, da integração, é uma realidade, e ao mesmo tempo um objetivo constante a perseguir.

Trata-se de ir ao encontro das pessoas”, disse o assistente do SDPPD do Algarve, revelando que destacou também o “verbo amar” nas diversas conotações apresentadas nos testemunhos”. ‘Celebrar a Diferença, ser Igreja em Missão’, que “cruza as ideias fundamentais” do programa da diocese e a proposta da Conferência Episcopal para o ano missionário (até outubro de 2019), foi o tema da 6.ª edição das Jornadas da Pastoral a Pessoas com Deficiência realizada, este sábado, no salão paroquial de São Luís de Faro.


“Os objetivos, claros, na primeira frase correspondem à necessidade de integrar aqueles que pela sua natureza têm lugar efetivo na vida da Igreja de uma forma celebrativa e que inclua todos na medida do que é a possibilidade de cada um”, explicou o entrevistado. ‘Ser Igreja em Missão’, sobre “a dimensão do envio e da saída”, acrescentou o cónego Joaquim Nunes corresponde à “necessidade” de irem, “não apenas como anunciadores do Evangelho”, “à procura dos que estão escondidos” porque a deficiência “leva-os a ficarem na sombra ou julgarem que o seu lugar é na sombra”. 

 Do programa, informa o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’, destaca-se a participação dos jovens que realizaram um ateliê onde construíram a oração da Ave-Maria em Símbolos Pictográficos para a Comunicação – SPC e apresentaram ideias para “um maior acolhimento na Igreja das pessoas portadoras de deficiência”.



Durante a tarde, a ‘Festa da Alegria’ contou com diversas atuações: Lar Residencial de São Vicente da Santa Casa da Misericórdia de Albufeira, Fábio Martins, Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Algarve, Associação Portuguesa de Paralisia Cerebral de Faro. 

 O bispo do Algarve que abriu as Jornadas Diocesanas da Pastoral a Pessoas com Deficiência também presidiu à Eucaristia de encerramento na igreja de São Luís de Faro.


O jornal diocesano informa que, para além de D. Manuel Quintas, o encontro contou também com as intervenções do coordenador do SDPPD – Algarve, Cesariano Martins, e da diretora nacional do Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência, Isabel do Vale.

 O Serviço Diocesano Pastoral a Pessoas com Deficiência do Algarve “tem uns bons anos de história”, e o seu assistente refere que têm “estado a dar pequenos passos”, primeiro com “alguma timidez e ousadia”, num crescendo de iniciativas como nas jornadas, “cada vez com uma participação maior”, que “dá visibilidade ao serviço em termos de abrir portas para crescendo da ação”.


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Angola - Movimento paralímpico realiza encontro nacional

Um encontro nacional de desporto paralímpico realiza-se na próxima sexta-feira, às 9h00, no Complexo da Cidadela, em Luanda, com realce para a abordagem sobre a organização administrativa, a aprovação do programa desportivo 2019/2020 e Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, e conclusões, na agenda de trabalhos.



A informação vem expressa num comunicado do Comité Paralímpico Angolano (CPA), datado de 5 deste mês, enviado ao Jornal de Angola. 

Durante a reunião de um dia, os representantes dos núcleos e das Associações Provinciais do Desporto para Pessoas com Deficiência (APDPD) vão falar sobre o projecto cri-ança e sua implementação definitiva, e o estado do Desporto Paralímpico em Angola. 


As actividades desenvolvidas no ano passado e o funcionamento das Associações e Núcleos Desportivos também são temas a serem discutidos no encontro nacional. />Na abertura da reunião, a direcção do Comité Paralímpico Angolano (CPA) vai informar sobre o estado do desporto paralímpico no país.

 Os representantes dos nú-cleos e das associações provinciais são aguardados quinta-feira na capital, para participarem do encontro.

 O CPA foi fundado a 10 de Novembro de 1994, sob a de-signação de Associação do Desporto para Deficientes de Angola (ADDA).

No dia 10 de Dezembro de 1996, passou a denominar-se Federação An-golana de Desportos para Deficientes (FADD) e a 14 de Setembro.


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sábado, 9 de fevereiro de 2019

Pprtugal - Polybat: Ténis de mesa lateral é jogado em Castelo Branco

A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) traz à cidade albicastrense uma modalidade conhecida como ténis de mesa lateral.



Castelo Branco acolhe esta sexta-feira, 1 de fevereiro, o segundo Torneio de Polybat “Jogos Santa Casa”, numa iniciativa articulada entre a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) e a Associação de Apoio à Criança. 

Já há um ano, as duas instituições estrearam esta iniciativa no pavilhão municipal da cidade albicastrense. 


  O polybat, ou ténis de mesa lateral, como também é conhecido, tem a sua origem em Inglaterra, em meados da década de 1980. 

“Surgiu como uma alternativa recreativa, para aqueles que não possuíam o perfil do boccia e não conseguiam praticar o ténis de mesa convencional”, como é explicado na página oficial da FPDD.


É jogado numa mesa de 1,2 metros por 2,4 metros, com proteção nas laterais com 10 centímetros de altura, para que a bola não saia pelos lados.

“Cada jogador usa um bastão para bater a bola ao longo da superfície da mesa contra o seu oponente”, é acrescentado na explicação das regras.

O jogo é disputado até aos 11 pontos (jogo curto) ou 21 pontos (jogo longo). A cada dois pontos os jogadores trocam de serviço.

Na marcação do serviço, “a bola deve tocar pelo menos uma vez numa parede lateral antes de o adversário responder”.

 O bastão “deve manter contacto com a mesa (é arrastado) e a bola deve ser lançada diretamente ou de encontro às bordas laterais”.

 O perfil característico do praticante inclui quem tem distrofia muscular, paralisia cerebral, lesões vertebro medulares, traumatismo craniano e deficiência intelectual.

 A iniciativa que a entidade federativa traz a Castelo Branco surge no âmbito do projeto “+ Desporto ≠”.

 O programa começa esta quinta-feira, 31, com uma formação de árbitros de polybat nas instalações da Associação de Apoio à Criança, a partir das 10h30.

Estes torneios têm como objetivo “desenvolver o polybat a nível nacional, promovendo a prática junto de pessoas com deficiência e proporcionando, por outro lado, momentos de aprendizagem e conhecimento a todos os técnicos, treinadores e acompanhantes desportivos”.


Já na sexta-feira, dia 1, os jogos iniciam-se às 10h30. 


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Portugal - Castelo Branco recebeu torneio de Polybat “Jogos Santa Casa”

A Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência (FPDD) levou à cidade albicastrense uma modalidade conhecida como ténis de mesa lateral.




No âmbito do projeto + Desporto ≠, que tem como objetivo principal divulgar e promover a prática de diferentes modalidades a nível nacional, a Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência realizou, nos passados dias 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2019, uma Formação de Árbitros de Polybat e um Torneio de Polybat patrocinado pelos “Jogos Santa Casa”, em Castelo Branco.



A FPDD, no dia 31, realizou a Formação de Árbitros de Polybat na Associação de Apoio às Crianças do Distrito de Castelo Branco e contou com 9 alunos/técnicos que, através da componente teórica e da componente prática, puderam aprofundar os seus conhecimentos nesta modalidade. 


 No dia seguinte, o Pavilhão Municipal de Castelo Branco recebeu cerca de 17 participantes de 3 instituições diferentes: Associação de Apoio às Crianças do Distrito de Castelo Branco (AACCB), Associação Educar, Reabilitar e Incluir Diferenças (ERID) e o Lar de S. Silvestre – Escalos de Baixo.


  O Torneio de Polybat “Jogos Santa Casa”, terminou com os seguintes resultados:




Divisões I e II: 

1º: Humberto Pires 2º: Isilda Afonso
3º: Ana Fonseca

Divisão IV: 

  1º: José Sousa

2º: Catarina Brites3º: Ana Rita Chaves

Divisão Senior:


Crisalida Fazenda

2º: Maria da Graça Vinagre

3º: Maria Carronda 




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sábado, 2 de fevereiro de 2019

Portugal - Penafidelenses venceram Orçamento Participativo Jovem de Portugal com projecto de desporto inclusivo

Estão previstas sessões de fisioterapia, actividade física e dança e sessões de informação para cuidadores de adultos com deficiência e dependência. Projecto será para implementar em Penafiel, Lousada, Paredes e Felgueiras  

 Realizar sessões de fisioterapia e actividade física, incluindo dança, para adultos com deficiência e dependência, e acções de informação e sensibilização para pessoas com deficiência, familiares e cuidadores informais sobre a importância da actividade física e exemplos de treino funcional para realizarem no domicílio é o grande objectivo do projecto “Caminhando para a inclusão”.

 

 

A proposta na área do desporto inclusivo, apresentada por penafidelenses e que vai ser implementada em Penafiel, Lousada, 

 Paredes e Felgueiras, foi a grande vencedora do Orçamento Participativo Jovem Portugal 2018, sendo o projecto mais votado.

  O apoio conseguido é de 30 mil euros. Para já anente, Márcia Gomes, e a mpulsionadora da candidatura, Elisabete Rocha, ambas ligadas ao Centro Social e Paroquial de Santo Estêvão de Oldrões, em Penafiel, ainda não sabem quando poderá arrancar e aguardam os próximos passos do projecto.  

 Sentiam a lacuna de um projecto nesta 

Foi Elisabete Rocha, de 37 anos, natural de Rio Mau, quem çou o desafio a Márcia Gomes, de 28 anos, também de Penafiel.

São ambas funcionárias do Centro Social e Paroquial de Santo EstêvãOldrões, a primeira directora técnica, a segunda animadora socio-cultural há cinco anos.

  Já sentiam a lacuna de um projecto de desporto inclusivo junto dos seus utentes e quando Elisabete ouviu falar do Orçamento Participativo Jovem a nível nacional achou que valia a pena arriscar. Márcia Gomes assumiu-se como proponente de uma ideia que pretende servir o concelho de Penafiel, mas também os de Lousada, Paredes e Felgueiras.

O projecto tem duas áreas distintas, explica: “actividade física e fisioterapia, que inclui a dança como forma de inclusão e formação para os cuidadores informais”.

“Quem está em casa muitas vezes não sabe que tipo de exercícios pode desenvolver com adultos com deficiência e dependência.

É importante estimular a parte física e mental”, acrescenta. Como se lê na proposta, o objectivo é ter actividades de expressão corporal (dança e música) de forma a estimular a consciência corporal, criatividade, socialização, comunicação e autonomia de todos os participantes.

Já na dimensão terapêutica a meta é realizar um trabalho preventivo com sessões de fisioterapia e actividade física, “trabalhando a força muscular, exploração dos limites articulares e controlo do movimento voluntário”. “

O objectivo é a manutenção da capacidade funcional e da autonomia”, referem as autoras do projecto.

 Na prática isso passará por ter uma equipa “a desenvolver os exercícios junto dos utentes e ir até às pessoas porque elas muitas vezes não se podem deslocar”, tendo ainda, por exemplo, grupos de proximidade a trabalhar localmente em sessões semanais.

A formação será aberta à comunidade. Sobre quantas pessoas o projecto poderá beneficiar ainda há incertezas. “Em Penafiel existe muita gente referenciada e as necessidades são conhecidas, mas ainda temos que perceber a realidade dos outros concelhos”, afirmam Elisabete Rocha e Márcia Gomes.  
  

Foram o projecto mais votado, mas isso exigiu esforço

 
  

A candidatura foi realizada em Setembro do ano passado e as votações decorreram de Outubro a Dezembro. 

 “O mais difícil na candidatura foi dizer muito em pouco espaço. Tivemos que sintetizar muito para cumprir os requisitos”, recordam. 

 Depois, não escondem que a vitória não veio sem esforço. Fizeram praticamente uma campanha porta a porta. 

 Houve um grupo muito grande de pessoas que nos ajudou com a votação, desde as nossas funcionárias, a direcção, os utentes e os familiares. 

 Fomos apresentar o projecto a vários locais, sobretudo junto dos jovens que erquem podia votar. Fomos a associações desportivas e juvenis, a escolas, a bombeiros… a tudo o que tivesse juventude”, confessam. 

O projecto foi o mais votado a nível nacional. Obteve 810 votos, sendo que o segundo mais votado, dos sete premiados, se ficou pelos 685 votos. Isso foi um orgulho acrescido, afirmam.

  “Valeu a pena o esforço e dedicação. Fomos muitas vezes a locais à noite a apelar ao voto”, recordam as proponentes.

A ideia vai receber 30 mil euros de apoio para ser posta em prática durante um ano.

 “É pouco para o que tínhamos em mente. Tínhamos orçado em 50 mil euros. Vamos ter que fazer adaptações”, lamenta Elisabete Rocha.

 Agora, estão a aguardar notícias da organização para saber quais os próximos passos. Acreditam que haverá abertura do gGverno para ajudar com parcerias.

 “Os projectos vencedores do ano anterior ainda estão agora a ser colocados em prática”, dizem, não sabendo quando é que este poderá ir para o terreno.

 Esta não foi a primeira vez que o Centro Social e Paroquial de Santo Estêvão de Oldrões apostou num orçamento participativo.

Em 2016 candidatou-se ao de Penafiel e venceu, conquistando uma carrinha adaptada para portadores de deficiência.

O Centro Social e Paroquial de Santo Estêvão de Oldrões tem cerca de 140 utentes distribuídos por lar, centro de dia, apoio domiciliário e creche.

Serve as freguesias de Oldrões, Cabeça Santa, Valpedre, Termas de São Vicente e Galegos.

O Orçamento Participativo Jovem de Portugal é “um processo de participação democrática no âmbito do qual os cidadãos com idades entre os 14 e os 30 anos podem apresentar e decidir projectos de investimento público”, refere o Governo.

A primeira edição, realizada em 2017, contou com “uma significativa adesão de participantes, o que justificou a aumento da dotação global do processo de 300 para 500 mil euros”, explica a mesma fonte.

 Em 2018, as propostas a apresentar tinham que ser nas áreas do desporto inclusivo, diálogo inter-geracional, inovação cultural e sustentabilidade ambiental, tendo uma dotação máxima de 100 mil euros e não podiam implicar a construção de infra-estruturas, tendo, necessariamente, que beneficiar mais que um município.

 

  Fonte da Noticia – Veja Aqui

sábado, 26 de janeiro de 2019

Portugal - FUTEBOL POUCO REPRESENTADO NOS PRÉMIOS DA CONFEDERAÇÃO DE DESPORTO DE PORTUGAL

A 23.ª edição da gala terá lugar no dia 29 de janeiro, no Casino do Estoril, em Oeiras.


A quase ausência da modalidade futebol é um dos grandes destaques dos prémios da Confederação de Desporto de Portugal. Esta tarde foi apresentado a Gala do Desporto e os candidatos ao Prémio Desportistas do Ano, na praça central do Centro Colombo, em Lisboa.

Fonte da Notícia – Veja Aqui

Angola - Sol abrasador causa cegueira

A condição dos deficientes visuais na província do Huambo foi abordada no fim-de-semana, numa mesaredonda, com o objectivo de analisar as causas, consequências e a prevenção da cegueira, numa iniciativa da Associação Nacional de Cegos e Amblíopes de Angola (ANCAA).

 A médica oftalmologista Dania Fernández abordou os vários tipos de cegueira e realçou as causas que originam as mais frequentes e como as prevenir. 

“A cegueira atinge mundialmente cerca de 90 por cento de pessoas maiores de 60 anos, mas a maioria desses casos podem ser prevenidos nos primeiros anos de vida da pessoa”, disse a oftalmologista.



“Há causas da cegueira que começam na infância, pois 80 por cento das pessoas com deficiência visual sofreram alguma exposição em criança, mas só se manifesta em idade adulta”, acrescentou. 


A forma mais comum de contrair a cegueira, explicou Dania Fernández, “é a exposição directa aos raios solares, que, durante 15 anos, se acumulam ao nível do olho e da retina e, depois, chegam as consequências que são as doenças que podem provocar, caso não seja tratada a tempo, a perda completa da visão”. 
A especialista acrescentou que “a primeira, nas doenças mais comuns, é a catarata, frequente em pessoas de idade intermédia, entre 45 e 50 anos, e em crianças. 

Por isso, temos de proteger os menores dos raios ultravioletas, pois estes chegam à retina com facilidade, de forma diferente de outras doenças da vista”. “Portanto, prosseguiu, a catarata pode ser tratada de imediato”. 


 “Em segundo lugar”, continuou, “está o glaucoma, que é uma doença muito frequente em pessoas de raça negra e é hereditária.

 A terceira causa mais frequente de cegueira é a degeneração da mácula que se encontra na retina e a causa é a exposição exagerada a radiações ultravioletas nos ecrãs de computadores, televisores e telefones”. Referindo-se ao perigo de olhar para os ecrãs dos referidos aparelhos disse:

“Não devemos passar muitas horas a olhar para ecrãs dos aparelhos que citei. As pessoas que ficam muito tempo expostas ao Sol, como por exemplo vendedores ambulantes, camponeses, etc., estão sujeitas a contrair doenças na visão sem cura”.

 Dania Fernández realiza no Hospital Central do Huambo um trabalho preventivo contra a cegueira causada pelo glaucoma.

 “O glaucoma, aqui no Huambo, é uma doença frequente que afecta o nervo óptico e a retina. Quando está enraizado na retina é impossível tratar, pois são milhares de fibras nervosas que não se podem transplantar nem operar.

Por isso, aconselhamos as pessoas a ir, pelo menos, uma vez por ano, ao oftalmologista”, acentuou.

A oftalmologista referiu outras causas que provocam a cegueira. “A tracoma é provocada por um vírus que se encontra na beira de alguns rios em África e em Angola a doença é frequente.

Este vírus entra no organismo humano pelos poros e ataca os olhos e descamba nos nervos da retina, produzindo assim a cegueira. Por isso, devemos ter cuidado ao tomarmos banho em rios”, explicou. O Hospital Central atende, de segunda-feira a sexta, mais de 150 pacientes com as mais variadas queixas a nível da visão, mas há na província do Huambo poucos profissionais que actuam nessa área, pelo que Dania Fernández apela ao Executivo para rever as políticas de formação e inserção de quadros nesta área. Associação clama por apoio A coordenadora da Associação Nacional de Cegos e Amblíopes de Angola, Claudeth Kapapelo, apelou à sociedade a prestar mais atenção a esta instituição, cuja sucursal no Huambo funciona há cinco anos. “Não temos sequer um escritório para realizarmos os trabalhos burocráticos, mas ainda assim não paramos de sensibilizar a população sobre os cuidados que devem ter para prevenir a cegueira. Todavia, temos feito diligências junto de governos provinciais para obtermos ajuda, mas infelizmente só o Governo do Uíge está a apoiar o nosso projecto, aliás é a única província do país que tem um centro de reabilitação para cegos”, disse.

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sábado, 27 de outubro de 2018

Portugal - Há um novo apoio para pessoas com deficiência. Saiba como o pedir

Desde o início deste mês que estão abertas as candidaturas para um novo apoio do Estado, que serve de complemento à prestação social para a inclusão.



As pessoas com poucos recursos económicos e que já beneficiem da prestação social para a inclusão podem pedir um complemento, que foi criado com o objetivo de combater a pobreza e aumentar a participação social e laboral das pessoas com deficiência. 


 De acordo com a Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), este complemento está disponível para pessoas que sofrem de deficiência e apresentam um grau de incapacidade igual ou superior a 60% (ou 80% se receberem pensão de invalidez). Além disso, os beneficiários devem ter entre 18 e 66 anos e 4 meses, que corresponde à idade legal de acesso à reforma. "

Para ter direito a receber a prestação a partir dos 55 anos, a certificação da deficiência deve ter sido requerida antes dessa idade, mesmo que venha a ser dada depois", explica a associação.

 Sobre os montantes, esclarece a DECO que "a prestação é composta pela componente base, cujo valor máximo mensal é de 269,08 euros (pessoa sem rendimentos e com uma incapacidade igual ou superior a 80%) e, desde outubro, pelo complemento (montante máximo d Como pedir?

 Tanto a prestação como o complemento podem ser solicitados nos serviços da Segurança Social ou online, através da Segurança Social Direta. "Este pedido pode ser feito pelo beneficiário, representante legal ou alguém que preste ou se disponha a prestar assistência ao beneficiário, quando este seja incapaz e esteja a aguardar a nomeação de representante legal", explica a associação.

 Terá de apresentar o formulário próprio para o efeito, acompanhado pelo atestado médico de incapa
idade multiusos ou um comprovativo em como pediu a certificação de incapacidade, nota ainda a DECO. Além disso, será também necessário apresentar o documento de identificação e, caso lhe sejam pedidos, outros documentos que os serviços da segurança social considerem pertinentes.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui e 431,32 euros)".

sábado, 9 de junho de 2018

Brasil - Pessoas com deficiência enfrentam fila grande para ter passe livre

Posto na estação do metrô da 112 Sul ficou lotado nesta quarta (6) de usuários que tentavam resolver pendências no cartão Usuários dos passes para pessoas com deficiência estão encontrando dificuldades para resolver pendências no benefício no posto da Coordenação de Promoção das Pessoas com Deficiência do Distrito Federal, na estação de metrô da 112 Sul. 

Na manhã desta quarta-feira (6/6), o local estava lotado. E teve quem não conseguiu ser atendido. 

É o caso do servente Francisco Souza, 40 anos. Ele conta que fez o recadastro dentro do prazo e, mesmo assim, seu cartão está apresentando erro.

 Francisco ligou para o Transporte Urbano do DF (DFTrans) e tentou se informar sobre a documentação necessária para fazer a recarga. 

“Me disseram que o posto estava aberto e só conseguiria fazer pessoalmente. Então vim com o cartão e a minha identidade, mas a documentação não é suficiente. Faltou o laudo comprovando surdez e terei que voltar outro dia para resolver a pendência.

 Impressionante. Sempre usei e nunca tinha tido problema antes”, comentou o homem.



No dia 22 de maio, o DFTrans suspendeu 36,4 mil cartões do sistema de bilhetagem para usuários de transporte público com deficiência.

 Os beneficiários não fizeram o recadastramento no prazo determinado e, por isso motivo, não estão tendo mais a gratuidade.

 Ao todo, 64.224 usuários com acesso ao passe para pessoas com deficiência. 

Destes, apenas 27.828 fizeram a atualização dos dados. Outros 36.396 não procuraram o DFTRans. Eles representam quase 56,6% do montante que tinha direito ao benefício. 

 O garçom Jacks Douglas Soares Martins, 35, tem uma lesão no cérebro e também estava na 112

 Sul para resolver pendências. “Fiz a atualização este ano e, há duas semanas, tive que vir recadastrar. Agora, quando vou passar na catraca, aparece a mensagem de saldo insuficiente.

Não sei o que está ocorrendo”, lamentou por volta das 11h, enquanto aguardava o atendimento desde as 8h.

O pior de tudo é que ele mora em Planaltina e diz que já gastou R$ 40 com passagens desde que cartão apresentou problema.


“Espero resolver tudo ainda hoje”, ressaltou. 


Os atendentes pedem paciência aos usuários que aguardam atendimento e alegam que o sistema está lento. A vendedora Estela dos Santos Escórcio (foto acima), 27, chegou às 7h e, também por volta das 11h, ainda estava no local.


Ela foi levar a mãe, a auxiliar de limpeza Marinalva Chaves dos Santos, 50, para fazer o recadastramento. 


Ela é cega de um olho. Perdemos o prazo do recadastro e, ao tentarmos fazer o processo pela internet, deu que o pedido estava em análise.

O DFTrans recomenda que se der problema pelo site do Bilhete Único, o atendimento deve ser presencial”, pontuou. stela e Marinalva foram ao posto do DFTRans na 112

Sul pela segunda vez. “Sempre cheio. Não sabemos quando seremos atendidas. A nossa senha é a 190. Moramos no Riacho Fundo 2.

Estamos gastando muito com passagem”, queixou-se a vendedora. O DFTRans informou que o movimento no posto da 12 sul aumentou desde o último dia 18 de maio, quando cerca de 36 mil cartões foram suspensos por falta de atualização do cadastro.

O órgão destacou ainda que o atendimento desta quarta está dentro do esperado e que o recadastramento pode ser feito pelo site passelivrepcd.de.gov.br.

 “Porém, algumas pessoas comparecem ao posto para receber apoio no processo pela internet”, acrescentou o DFTRans.

A atualização dos dados, ainda de acordo com o órgão, teve início em novembro de 2017 e o prazo foi estendido por duas vezes, até 18 de maio.

O DFTRans disse ainda que todas as pessoas que pegarem senha serão atendidas. “Já houve dia em que o expediente foi até as 23h”, afirmou.

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Brasil - CCJ aprova proposta que dá mais autonomia para pessoas com deficiência

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (6), substitutivo ao PLS 757/2015, dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que defende mudanças na regulação da curatela pelo Código Civil, Código de Processo Civil e Estatuto da Pessoa com Deficiência.

 O substitutivo foi elaborado pela relatora, senadora Lídice da Mata (PSB-BA), e confirma, entre outras medidas, a tomada de decisão apoiada a pessoas com deficiência mental. 

O texto foi aprovado com 19 votos favoráveis e nenhum contrário e ainda será submetido a turno suplementar de votação na própria CCJ. Segundo o Regimento Interno do Senado, toda vez que um projeto terminativo - aquele que dispensa ida ao Plenário - recebe substitutivo deve ser submetido a turno suplementar na comissão.



O PLS 757/2015 pretende resgatar dispositivos sobre a curatela do Código Civil e do Código de Processo Civil derrubados pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência. 

A curatela consiste na nomeação judicial de um terceiro, o curador, para cuidar dos interesses de uma pessoa incapaz. -

 O Estatuto havia mudado do Código Civil, retirando a autonomia de pessoas. 

Estamos corrigindo isso hoje. A curatela só será obrigatória em casos bastante peculiares, como no autismo grave. 

Uma pessoa com síndrome de Down, por exemplo, poderá se casar ou praticar outros atos da vida civil sem intermediação de curador.

 Muitas entidades e ministérios públicos estaduais apoiam o projeto - explicou o senador José Serra (PSDB-SP), na fase de discussão da proposta. 


Pai de uma criança de sete anos com síndrome de Down, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) também defendeu a iniciativa, a qual, segundo ele, vai permitir mais independência às pessoas com deficiência. - Tenho uma filha de sete anos, a Beatriz.

A luta é pela autonomia, pelo emprego, pelo direito de decidir se quer casar ou não, se quer morar só ou não. O problema aqui é um conflito entre o Código Civil e o Estatuto. Estamos tratando a pessoa com deficiência como completamente incapaz. Isso é errado.

 O projeto fala em decisão apoiada em vez de decisão substitutiva. Muitos não têm noção do impacto disso.

 Além do impacto na vida civil, há a questão simbólica porque mostramos que as pessoas têm direito de decidir sobre suas vidas - afirmou. Apoio Um dos autores da iniciativa, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), disse concordar com o substitutivo aprovado. Segundo ele, o texto dá à pessoa com deficiência o equilíbrio entre a autonomia e o direito ao auxilio para a prática de atos formais. - As pessoas com deficiência maiores de 18 anos têm assegurado o direito da capacidade civil como qualquer brasileiro. Restaria apenas estabelecer salvaguardas aos que eventualmente precisarem de ajuda. O substitutivo está de acordo com a Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência - afirmou.

A relatora Lídice da Mata disse que buscou um texto que pudesse atender a todos ou pelo menos a média. Ela acredita ser plenamente possível conciliar o direito à capacidade com o apoio necessário, sem retrocessos em relação às novas normas sobre direitos e benefícios das pessoas com deficiência.

Decisão apoiada Ao rejeitar a atribuição de qualquer viés de incapacidade às pessoas com deficiência ou sem condições de manifestar sua vontade (quem está em coma, por exemplo), Lídice partiu, em seu substitutivo, para o reconhecimento da plena condição das mesmas para exercer atos da vida civil.

Assim, para quem tem deficiência intelectual ou mental ou deficiência grave, mas é capaz de exprimir sua vontade, por qualquer meio, ficou garantida a formulação de pedido judicial de tomada de decisão apoiada para a prática desses atos de autonomia. Esses cidadãos teriam que eleger como apoiadores pelo menos duas pessoas idôneas, com as quais mantenham vínculos – não necessariamente familiares - e em quem confiem.

Nesse aspecto, o substitutivo faz três inovações importantes no Código Civil em relação ao texto aprovado pelo Estatuto: reconhece a validade e o efeito sobre terceiros de negócios e atos jurídicos não abrangidos pelo termo de tomada de decisão apoiada; torna obrigatória a contra-assinatura dos apoiadores nos atos cobertos por esse documento; e exige seu registro e sua averbação em cartório. Curatela Ao mesmo tempo que o substitutivo assegura às pessoas com deficiência mental, intelectual ou grave, maiores de 18 anos o direito ao exercício de sua capacidade civil em igualdade de condições com as demais pessoas, ele nega o recurso à tomada de decisão apoiada para aqueles que não consigam manifestar sua vontade por qualquer meio.

 Quem estiver inserido nessa classificação, portanto, terá de recorrer à curatela para ter seus interesses civis resguardados. Nesse instituto jurídico, dá-se ao curador o poder de representação legal das pessoas sem condições de expressar sua vontade. Os atos praticados p

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Rui Rio celebra Dia de Portugal na Guiné-Bissau

Líder social-democrata vai prestar homenagem aos militares portugueses que morreram naquele país durante a guerra colonial.



Rui Rio chega a Bissau no domingo, dia 10 de junho, para uma visita de três dias à Guiné-Bissau, e desloca-se ao cemitério onde estão sepultados os militares portugueses. 

O líder social-democrata visita de seguida o orfanato de Bambaram e só no final do dia estará numa receção na Embaixada de Portugal. 


 Só no dia seguinte, Rio iniciará uma ronda de contactos políticos e institucionais. Encontra-se com o presidente José Mário Vaz e o primeiro-ministro Daciro Djá da Guiné-Bissau.

No intervalo dos dois encontros, visitará o Hospital Simão Mendes e terá um almoço-reunião com empresários e membros do AICEP.

No último dia da visita, estará com o presidente da Assembleia Nacional Popular e os dois maiores partidos da Guiné, o PSR (Partido da Renovação Social) e o PAIGC, embora este último encontro ainda esteja por confirmar.

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Brasil - Cadeirante conquista escritura da casa após 14 anos

Ter o documento oficial de posse fez com que o morador de Nova Xavantina se sentisse mais cidadão e capaz de alçar novos voos João da Silva Borges, 49 anos, gravou na memória todos os detalhes referentes à conquista da casa própria, desde quando foi sorteado até quando conquistou o título definitivo, dois meses atrás. 

Entre o recebimento da chave e a entrega da escritura foram 14 anos, aguardados com muita expectativa pelo rapaz, que é cadeirante, mora sozinho e faz todos os serviços domésticos, mesmo com as limitações de mobilidade. 

 Na opinião dele, mais que paredes e tijolos, uma casa representa a liberdade de poder fazer o que quiser e de se sentir cidadão. “Este simples papelzinho mudou a minha vida. 

Agora, eu sei que é minha e posso fazer o que eu quero. 

Agora, eu sei que sou capaz e me considero um cidadão normal apensar da minha deficiência. Não sou deficiente, sou um lutador”.



A paralisia de João começou aos 5 meses de idade após uma convulsão. 

Ele conta que morava na fazenda e a família dele não tinha condições de procurar assistência médica, o que gerou sequelas irreversíveis. 

O mecanismo de fala foi afetado e os movimentos das pernas ficaram praticamente inexistentes, enquanto os braços tiveram algumas limitações. 

 Por esse motivo, a escola o aceitou apenas aos 11 anos, idade em que conseguiu, por meio de doações, a primeira cadeira de rodas. 

“Eles achavam que eu não tinha capacidade, não entendiam que a doença não atingiu o cérebro. Eu podia aprender com os demais”.

 Mesmo com a cadeira, João precisou abandonar a escola antes de concluir o ensino fundamental porque naquela época, os professores alegavam que não tinham condições de ensinar pessoas com deficiência e que era necessário um profissional particular. 

Isto frustrou temporariamente as pretensões educacionais de João, que retornou ao banco de escola apenas na adolescência, quando se mudou para a cidade com a família.


Fora de casa, barreiras arquitetônicas dificultavam a rotina dele e dentro de casa, os obstáculos já estavam dominados.

 Como faz até hoje, da porta para dentro, ele abandona a cadeira, que atualmente é elétrica, e usa dois pedaços de madeira calçados com borracha para cozinhar, lavar louça e roupa.

 O utensilio serve de apoio para as mãos, enquanto ele se arrasta pelo chão.

Após manter mais de 35 anos este processo, o resultado são os joelhos notoriamente calejados.

Os visitantes não habituais costumam mostrar-se impressionados com a situação, mas na tentativa de minimizar o impacto, João sempre fala:

“Não precisa se preocupar. Eu estou acostumado a fazer tudo. É normal”.

 A nova casa – João procurou a prefeitura para se candidatar a uma casa porque estava morando de aluguel.

Ele teve que se mudar da casa da família quando a mãe faleceu. “Meu pai começou a beber muito, queria ter uma nova mulher e dizia que eu estava atrapalhando tudo”.

 Antes de ter a ajuda de amigos para conseguir um espaço que pudesse pagar, foi vítima de situações de violência.

“Ele colocava a comida em lugares altos para eu não alcançar e uma vez, acordei com ele colocando o travesseiro na minha cara para me matar”. Para reduzir o tempo em casa, João se inscreveu em vários cursos na escola, entre eles computação, marcenaria e trabalhos manuais.

Durante as aulas, os instrutores acompanharam a realidade dele e o ajudaram a mudar de casa.

 Em seguida, amigos o avisaram que seriam selecionadas pessoas para morar em um novo residencial.

 No mesmo dia que ficou sabendo que seria contemplado, ele pegou os poucos objetos pessoais que tinha, prendeu na cadeira de rodas manual e seguiu para ocupação da casa.

“Não tinha água e nem luz aqui ainda. Mas, eu não queria perder nem um dia”. Desde que mudou, ele vai à prefeitura para conseguir a escritura.

“Eu tinha medo de perder e muitas vezes pensei que nunca conseguiria.

Às vezes, deixava de fazer uma melhoria na casa com medo de tomarem a casa de mim”.

 A escritura da casa foi entregue há dois meses e oficializa a primeira propriedade conquistada por ele. “Eu não quero sair mais daqui. Agora, tenho minha casa, pago as minhas contas e sou um cidadão. Este papelzinho é muito para mim, que não tinha nem um chapéu para por na cabeça”. Dados O governo do Estado prevê a entrega de títulos urbanos para aproximadamente 54 mil pessoas em Mato Grosso. Elas são moradoras de conjuntos residenciais construídos pelo governo, por meio do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) ou pela extinta Cohab.

O programa funciona em parceria com as prefeituras.

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Moçambique - Nyusi volta a cortar nos apoios aos mais pobres e idosos em Moçambique

O Presidente Filipe Nyusi voltou a cortar fundos destinados no Orçamento de Estado ao apoio social dos moçambicanos mais pobres e pessoas com deficiência, só nos primeiros três meses de 2018 foram reduzidos mais de 325 milhões de meticais. 

 A promessa que a crise económica e financeira precipitada pelas dívidas ilegais da Proindicus, EMATUM e MAM não iria afectar a vida dos moçambicanos mais pobres nunca convenceu, porém existia a expectativa que os cidadãos mais pobres e desfavorecidos fosse poupados ao calvário que o Governo do partido Frelimo nos está a submeter. 

 Mas pelo segundo ano consecutivo, em 2017 o Executivo de Nyusi cortou cerca de 500 milhões 

 

 comparativamente à verba gasta em 2016, o Orçamento de Estado voltou a ser reduzido na rubrica de transferências aos 567.290 agregados familiares inseridos nos quatro Programas de Protecção Social. 

 O @Verdade apurou que dos 3,6 biliões de meticais aprovados pela Assembleia da República - para serem repartidos 3,1 biliões de meticais para o Subsídio Social Básico, 282,8 milhões de meticais para o Apoio Social Directo, 86,6 milhões de meticais para os Serviços Sociais de Acção Social e 132,3 milhões de meticais para a Acção Social Produtiva – o Governo só entre Janeiro e Março de 2018 já cortou pouco mais de 325 milhões de meticais na verba a ser transferida directamente aos mais pobres e para as despesas de funcionamento das delegações do Instituto Nacional de Acção Social. 


Cerca de 221 milhões de meticais foram cortados ao Subsídio Social Básico constatou o @Verdade no Relatório de Execução Orçamental de Janeiro à Março, no anexo relativo às “Alterações Orçamentais”, aprovado há poucas semanas pelo Conselho de Ministros.

O @Verdade descortinou ainda que o Subsídio Social Básico foi reduzido em 6,5 milhões de meticais para as famílias mais pobres da província de Nampula, 8,7 milhões foram cortados aos agregados vulneráveis da província da Zambézia, 5,1 milhões foram retirados aos mais pobres na província de Maputo e 1,6 milhão tirados aos cidadãos necessitados na província de Inhambane.
   

 Até os Parceiros de Cooperação reduziram o seu apoio à Proteção Social em Moçambique. 


Além disso o Governo de Filipe Nyusi cortou 3 milhões de meticais, que estavam previstos para as despesas do pessoal da Delegação provincial do Instituto Nacional de Acção Social na província de Cabo Delgado, e outro 1,5 milhão foi retirado a verba aprovada para os funcionários da Delegação provincial do Instituto Nacional de Acção Social na província de Gaza. Entretanto o @Verdade apurou que foram também reduzidos 73,4 milhões de meticais destinados ao funcionamento da Delegação provincial do Instituto Nacional de Acção Social no distrito de Caia, na província de Sofala, e outros 3,8 milhões foram retirados da verba inicialmente alocada para o funcionamento da Delegação provincial do Instituto Nacional de Acção Social na província da Zambézia.

O @Verdade descortinou ainda no Relatório de Execução Orçamental que até os Parceiros de Cooperação reduziram o seu apoio à Proteção Social dos mais pobres em Moçambique, entre Janeiro e Março de 2018 foram cortados 83,3 milhões de meticais que estavam garantidos para investimentos nas delegações provinciais do Instituto Nacional de Acção Social em Angoche, na província de Nampula, no Gurué e Mocuba, na província da Zambézia, a ainda para o município de Báruè, na província de Manica. Importa recordar que estão inseridos nos Programas de Protecção Social em Moçambique 567.290 agregados familiares para um universo de cerca de 15 milhões de pessoas em situação de pobreza. Um estudo da Organização Não Governamental Help Age International colocou o nosso país como segundo pior do mundo para os idosos viverem e envelhecerem.

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