sábado, 21 de janeiro de 2017

Portugal - Associação Salvador - “O Céu é o Limite” para as pessoas com deficiência motora

O slogan é bem elucidativo do que se pode alcançar apesar da mobilidade reduzida.

 A Associação Salvador promove este ano a 10ª Edição da Ação Qualidade de Vida (AQV) “O Céu é o Limite”, aquele que é considerado o seu maior projeto. Único e pioneiro no País, o projeto atribui apoios diretos e pontuais num valor anual de 100 mil euros a pessoas com deficiência motora e comprovada falta de recursos financeiros.



Ao longo de nove edições, com a contribuição de diversos Mecenas e da Sociedade, a Associação Salvador já apoiou 223 pessoas com deficiência de todos os pontos do País, num valor total de perto de 1 milhão de euros.


 Muitas pessoas com deficiência motora não têm os recursos financeiros necessários para ter uma vida com dignidade ou os meios para estarem integradas como cidadãos ativos na sociedade, mas a Associação Salvador permite-lhes uma vida melhor.


“Estas pessoas têm projetos de vida, objetivos e ambições que querem alcançar, mas vêem-se limitadas pela falta de meios.

Acreditamos que uma maior qualidade de vida, real integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e uma vida mais ativa e empreendedora, passa pela promoção do acesso a apoios de que necessitam.

É com esta premissa que promovemos a Ação Qualidade de Vida”, referiu Salvador Mendes de Almeida, o fundador da Associação. Existem três categorias de apoios com objetivos distintos, sendo que o candidato apenas pode candidatar-se a uma categoria:

  Formação e Emprego 


 o Visa garantir condições para que a pessoa possa melhorar o seu nível de formação e/ou o seu desempenho profissional podendo desta forma contribuir para desempenhar um papel mais ativo na sociedade; o O candidato deve ter idade superior a 16 anos.

A candidatura deve ser apresentada pelo próprio, ou pelo representante legal, caso seja menor; o Exemplos de apoios: software, hardware específico, cursos de formação…

  Criação do próprio negócio


o Visa estimular o empreendedorismo e o desempenho de um papel mais ativo na sociedade; o O candidato deve ter idade superior a 18 anos.

A candidatura deve ser apresentada pelo próprio; o São valorizadas as candidaturas que apresentem parcerias com Organizações que se responsabilizem pela parte da gestão administrativa do negócio e mentoria ao empreendedor numa fase inicial e que prevejam autonomização do negócio e do empreendedor após seis meses; o Exemplos de apoios: investimento inicial, equipamentos, apoio à definição do modelo de negócios, mentoria para arranque do projeto e obtenção de apoios.

  Obras em casa 


 o Visa eliminar barreiras na habitação para uma vida com dignidade; o A candidatura deve ser apresentada pelo próprio, ou pelo representante legal, caso seja menor; o Válido para casa própria ou arrendada, desde que com autorização do senhorio; o Exemplo de apoios: adaptação de casas de banho, cozinhas, rampas de acesso, entre outros.

A Associação Salvador apoia assim até 90% do custo efetivo do apoio, até um limite de 9 mil euros, sendo que o candidato deverá comparticipar sempre com o mínimo de 10% do custo do apoio.

 Este ano a AQV conta com o apoio dos Mecenas Brisa, Continental, Delta, Fundação Calouste Gulbenkian, Novo Banco e Semapa! O período de candidaturas decorre até ao dia 15 de março, através de formulário online disponível aqui.

Os resultados serão divulgados a 22 de junho, no site da Associação Salvador (www.associacaosalvador.com), onde é possível consultar o Regulamento.

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Portugal - Doação de cadeira de rodas ao Madeira Shopping


O Centro Comercial Madeira Shopping vai receber uma cadeira de rodas manual doada pela Associação Portuguesa de Deficientes – Delegação da Região Autónoma da Madeira e Associação Portuguesa das Pessoas com Necessidades Especiais – Associação Sem Limites.




“Trata-se de mais um apoio para as pessoas com mobilidade reduzida que frequentam o Centro Comercial Madeira Shopping, para que possam desfrutar de momentos de qualidade. É um centro comercial totalmente acessível, com elevadores adequados e rampas de acesso, possibilitando a movimentação de cadeiras de rodas e carrinhos de bebé”, refere Filipe Rebelo, presidente da APD-Madeira, em comunicado.


 Esta iniciativa insere-se no encerramento da exposição ‘Um Pequeno Gesto Faz Toda a Diferença’, que se encontra exposta desde o dia 10 de Janeiro e finalizará no dia 24 com a entrega da cadeira de rodas.


 A entrega está agendada para o dia 24, pelas 15 horas, junto à exposição, no Piso 0, junto à Springfield e contará com a presença da Administração do Centro Comercial, Alberto Pereira e do presidente da Associação, Filipe Rebelo.


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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Angola: Projecto "Vem Comigo" traça estratégia de reintegração de deficientes

Luanda - Aspectos relativos a adopção de uma estratégia para a retirada, a breve prazo, de mendigos portadores de deficiência das diversas artérias da cidade de Luanda, centraram a audiência que o ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social, António Domingos Pitra Neto, concedeu, hoje, segunda-feira, ao coordenador do Projecto "Vem comigo", Silva Lopes Etiambulo.



Segundo uma nota da Asssociação Nacional de Deficientes de Angola (Anda), a que a Angop teve acesso, no encontro foi igualmente abordada a problemática inerente ao modo como está a ser implementada, pela ANDA e Fundação Lwini, o Projecto "Vem Comigo".

 Com o fito de pôr cobro ao aglomerado de pessoas portadoras de deficiência, que se dedicam à mendicidade, o aludido propjecto pretende levar a cabo, a breve trecho, uma campanha de sensiblização dos mesmos, assim como garantir a sua reintegração na sociedade e no mercado do trabalho. 



 No final do encontro, o ministro António Pitra Neto mostrou-se satisfeito pelo trabalho que tem sido feito pelo Projecto "Vem Comigo" e orientou mais empenho dos activistas, no sentido de se dedicarem mais nessas actividades que permitam que as ruas das diversas urbes de Angola estejam sem pessoas com deficiências mendigando.


 Na mesma senda, o governante orientou a direcção da ANDA para que continue com o processo de implementação do Projecto a nível nacional, a fim de que todas pessoas com deficiência sejam integradas na sociedade.


 O projecto "Vem Comigo" é financiado pelo Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social. Coordenado pela ANDA e supervisonado pela Fundação Lwini, desde o seu início, em 2004 até a presente data, beneficiou mais de dois mil portadortes de deficiência a nível nacional.


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Portugal - Quase um milhão de portugueses não consegue andar

Quase 28 mil portugueses são cegos e perto de 27 mil são surdos.

 Números são do Gabinete de Estratégia e Planeamento Quase um milhão de portugueses não consegue andar ou subir escadas, quase 28 mil são cegos e perto de 27 mil são surdos, além de quase 69 mil com dificuldades intelectuais, revelam dados do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP). Segundo estes dados, incluídos na publicação .


"Estatísticas sobre Deficiências ou Incapacidades", existem em Portugal 980 mil pessoas que não conseguem andar ou subir escadas, além de 27.659 pessoas que não conseguem ver ou 26.860 que não conseguem ouvir.



Por outro lado, há 68.029 pessoas que não conseguem compreender os outros ou fazer-se compreender, além de quase 30 mil que têm muita dificuldade em tomar banho ou vestir-se sozinhos.

 De acordo com o Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP), 65% das pessoas com mais de 65 anos e com pelo menos uma dificuldade são mulheres, sendo que as pessoas com 65 ou mais anos de idade representam 56% da população com pelo menos uma dificuldade. 

 O GEP conseguiu também apurar que 13.950 pessoas com deficiência frequentam os Centros de Atividades Ocupacionais (CAO), 12.667 estão registados como desempregados e 78.175 crianças e alunos com Necessidades Educativas Especiais (NEE) frequentam escolas regulares de ensino.


A publicação "Estatísticas sobre Deficiências ou Incapacidades" traz uma compilação das principais informações dos Censos de 2011 sobre a população com deficiência, bem como informação mais atual sobre Educação, Emprego, Prestações Sociais e Respostas Sociais.


 É possível, por isso, ficar a saber que ano letivo 2015/2016 havia mais de 78 mil crianças com NEE, sendo que 81% delas frequentavam o ensino básico, com 21 mil no primeiro ciclo, 17 mil no segundo ciclo e 24 mil no terceiro ciclo.


 No mercado de trabalho registaram-se, entre 2011 e 2015, 1,16 vezes mais desempregados, passando de 10.408 pessoas registadas em 2011 para 12.667 em 2015.


 Os apoios à contratação de pessoas com deficiência aumentaram 34 vezes, aumentando de 32 em 2011 para 1.098 em 2015. Em 2015 havia 4.183 pessoas com deficiência a desenvolver trabalho socialmente necessário, o que representa o triplo das que o faziam em 2011, quando eram 1.365. 


Também em matéria de medidas de transição para a vida ativa, houve seis vezes mais pessoas em 2015 (1.566) do que em 2011 (253) abrangidas em medidas de estágio.


 Olhando para as prestações sociais, havia, em 2015, mais de 13 mil pessoas a receber o subsídio mensal vitalício, destinado a pessoas com deficiência com mais de 24 anos, sendo que 52,1% dos beneficiários eram homens.


 Por outro lado, mais de 87 mil pessoas recebiam a bonificação do Abono de Família para crianças e jovens com deficiência, mais 3,7% do que em 2010.


 No subsidio por educação especial, registaram-se em 2015 9.716 beneficiários, 66,3% dos quais do sexo masculino.


 Em 2015 havia 791 respostas sociais, com 23 mil lugares disponíveis, entre CAO, Lares residenciais, residências autónomas ou serviço domiciliário. Estes dados, publicados pelo GEP, integram as edições produzidas no âmbito do Programa do Ano do Centenário do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.


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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Brasil - Cadeiras de rodas tecnológicas facilitarão a vida de deficientes

Pesquisadores e empresas procuram soluções para tornar a cadeira de rodas mais eficiente e fácil de controlar.

 

 A cadeira de rodas manual de assento dobrável foi inventada em 1933 pelo engenheiro mecânico norte-americano Harry Jennings. 

 

Hoje existe uma grande variedade de modelos, tanto movidos pela força dos braços como motorizados. 

 

Apesar de ajudar muito na mobilidade de seus usuários, elas apresentam dificuldades em situações como subidas acentuadas, calçadas esburacadas e meios-fios sem rebaixamento, por exemplo. 

 

Para superar esses obstáculos, pesquisadores e empresas procuram soluções para tornar a cadeira de rodas mais eficiente e fácil de controlar.

 

 No Brasil, há vários projetos de pesquisa em andamento, que vão desde a criação de kits de motorização até sistemas de controle por meio de expressões faciais.

 

 Um dos mais adiantados, que já está no mercado, foi desenvolvido pelo engenheiro mecânico Júlio Oliveto Alves quando realizava seu mestrado na Faculdade de Engenharia de Guaratinguetá (FEG), da Universidade Estadual Paulista (Unesp). 

 

Trata-se de um sistema de tração elétrica para cadeira de rodas manual. Denominado Kit Livre, é um acessório portátil, dobrável, composto por uma roda e um motor elétrico recarregável.

 

 “Quando acoplado a uma cadeira de rodas comum, ele a transforma num triciclo motorizado, que pode atingir velocidade de até 20 quilômetros por hora (km/h), com autonomia média de 25 km”, explica Alves. 

 

“Com o Kit Livre, a pessoa com deficiência pode subir e descer o meio-fio de calçadas e andar por terrenos arenosos, irregulares e gramados, além de subir ladeiras com inclinação de até 40%.”


  A ideia de transformar uma cadeira de rodas em triciclo começou em 2009, quando Alves fazia o mestrado, sob a orientação de Victor Orlando Gamarra Rosado. Em 2012, a patente da invenção foi depositada no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e Alves começou a pensar em um produto comercial.

 “Durante 2013 e 2014 meu irmão Lúcio e eu trabalhamos para desenvolver um modelo de negócios que pudesse nos garantir a distribuição do Kit Livre em todo o país”, diz.

 “Ainda em 2014, fundamos, em São José dos Campos [SP], a empresa Livre – Soluções em Mobilidade.” No final desse mesmo ano, eles venceram o Prêmio Santander Empreendedorismo, no valor de R$ 100 mil.

Com esse dinheiro foi possível fabricar o primeiro lote comercial e começar a fase operacional da empresa, o que ocorreu em abril de 2015.

 “Desde então distribuímos nossos equipamentos em 19 estados brasileiros, com vendas em nossas lojas virtual e física e em grandes redes varejistas”, informa Alves.

 “Até agora vendemos cerca de 250 unidades, a R$ 4.990 cada uma.” Além do Santander, a empresa conquistou outras premiações, como Acelera Startup, organizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), e o Prêmio FedEx para Pequenas Empresas, concedido pela FedEx Brasil. “

É um produto que garante mais independência e autonomia à pessoa com deficiência, o que amplia sua integração à sociedade, com um desenho inovador e conforto”, diz Victor Rosado.

Dois protótipos em avaliação, também para acoplagem a simples cadeiras de rodas manuais e flexíveis, foram desenvolvidos no âmbito do Projeto Mobilidade de um grupo de professores e alunos da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Estadual de Campinas (FEM-Unicamp), liderados pelo professor Franco Giuseppe Dedini.

Um deles, chamado Módulo Líbero, é composto por um motor elétrico recarregável e duas rodas. Foi projetado para ser acoplado na parte de baixo da cadeira, o que faz com que ela fique com seis rodas.

“São as duas rodas extras, acopladas ao motor elétrico, que vão sustentar a maior parte do peso do conjunto, facilitando o trânsito das rodas originais sobre as irregularidades e obstáculos do terreno”, explica Dedini.

 Outro kit é chamado de Mochila. Mais leve e menos potente, o dispositivo é fixado na parte de trás da cadeira e, por meio de rodinhas ligadas a um motor, impulsiona o veículo.

Esses kits apresentam algumas vantagens em relação às cadeiras motorizadas tradicionais, como menor peso e maior facilidade de manobrá-las e dobrá-las para transporte em automóveis.

“Outra vantagem dos dois modelos é a facilidade que o cadeirante tem em acoplar ou retirar a motorização quando quiser”, diz a engenheira mecânica Flávia Bonilha Alvarenga, que fez doutorado sob a orientação de Dedini, uma das responsáveis pelo projeto do Líbero.

  Essa matéria foi originalmente publicada no site da Agência Fapesp. 

 

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domingo, 8 de janeiro de 2017

Grávidas morrem por falta de anestesistas, Guiné-Bissau só tem um para todo o país

Bissau, 08 jan (Lusa) - Uma mulher de 24 anos entrou no bloco operatório a esvair-se em sangue. 

 

Morreu em 20 minutos numa mesa de operações do Hospital Simão Mendes, em Bissau, vítima da urgência mais comum no país: um parto que requer cesariana. 

 

Ia ter o primeiro filho, mas nem ela nem o bebé resistiram a uma viagem de centenas de quilómetros com uma hemorragia no útero, recorda Ramón Soto, o único anestesista de que o Estado guineense dispõe para satisfazer cerca de milhão e meio de habitantes.

 

Este é um dos casos com que justifica a importância da formação que está a decorrer de 35 técnicos em anestesia a distribuir pelas regiões - porque sem anestesia, não há cesariana, logo, os casos são encaminhados para Bissau por caminhos que, por vezes, mal servem para andar a pé. 

 

Assim que terminem o curso de um ano, os 35 enfermeiros vão regressar às regiões de origem para começar a salvar grávidas de uma viagem de risco para a capital. 

 

A taxa de mortalidade materna do país é a maior do mundo lusófono: morrem 549 mulheres por cada cem mil nascimentos (em Portugal são dez por cada cem mil, dados da Organização Mundial de Saúde de 2015). 

 

A maioria dos partos acontece sem um profissional qualificado, acompanhamento que só é uma realidade para 45% das mães, segundo os dados do Inquérito aos Indicadores Múltiplos (MICS) de 2014. 

 

A falta de recursos humanos é tão grande na Guiné-Bissau que é fácil ser o único profissional ou especialista em qualquer área.

 

 

 Mas quando se trata de "uma especialidade como a Anestesiologia, que é 'anémica' até no primeiro mundo, com poucos profissionais", há um risco acrescido de não haver ninguém com nível científico para a praticar ou ensinar, realça Ramón Soto. 


Há dois anos deixou Cuba e aceitou o desafio do programa H4+ de promoção da saúde materna e infantil, uma iniciativa de agências das Nações Unidas financiada pela cooperação sueca.

Os responsáveis pelo programa diagnosticaram o problema e escolheram Ramón Soto para o atacar, assumindo o papel de único anestesista da saúde pública de um país inteiro.

Já passou por uma responsabilidade que transformou este médico cubano, 54 anos, num homem hipertenso.

 Na sala de operações, "às vezes pede-se uma epinefrina [estimulante cardíaco] e não há ou o carro de reanimação não está completo ou faltam medicamentos e tudo isso é fundamental para uma anestesia em segurança", descreve, ao falar dos sobressaltos que o consomem.

"Há problemas, há stresse", que desafiam Ramón Soto, pese embora os anos de experiência em cuidados intensivos e noutras cinco missões internacionais -- uma das quais no Iraque, que coincidiu com uma invasão militar.

Mais difícil ainda vai ser o trabalho dos técnicos em anestesia que está a formar, que podem ter que improvisar com menos meios do que na capital.

 "Há muitas mortes, porque as mulheres não vão logo para o hospital. Ficam em casa e só na fase final procuram ajuda.

Às vezes é tarde demais", queixa-se Júlio Nanque, 33 anos, enfermeiro no Hospital Regional de Catió, onde já viu a tragédia acontecer mais que uma vez, a 300 quilómetros da capital.

É um dos formandos que está a aprender a aplicar anestesia geral e local.

"Vamos aprender a trabalhar com epidural", destaca Maitana Cardoso, 35 anos, do Hospital de São Domingos, no norte, a meia-dúzia de quilómetros do Senegal.

 A anestesia obstétrica está no centro da formação. 


Resta saber se depois de colocados os novos técnicos, as grávidas conseguem ter tudo o resto do seu lado, para afastar o risco de morte, porque problemas não faltam.

 "São precisos mais especialistas e mais recursos", acrescenta Soto.


  Para já, em abril de 2017, haverá mais 35 técnicos em anestesia para dar esperança numa frente renovada de combate à mortalidade materno-infantil fazendo mais cesarianas nas regiões.

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Portugal - Software português ajuda deficientes a usar computador

Uma aluna de mestrado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um sistema automático de reconhecimento de expressões faciais que possibilita a interação com o computador a pessoas sem qualquer tipo de mobilidade. 

Uma aluna de mestrado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) desenvolveu um sistema automático de reconhecimento de expressões faciais que possibilita a interação com o computador a pessoas sem qualquer tipo de mobilidade. 

Este estudo permitiu a construção de um protótipo capaz de reconhecer as expressões faciais de uma pessoa com uma doença neuromuscular degenerativa. 


 jovem investigadora, Andreia Venâncio de Matos, 23 anos, residente em Vila Real, assumiu neste trabalho ajudar uma adolescente de 14 anos, sua familiar, com doença neuromuscular degenerativa e sem qualquer tipo de mobilidade, a estabelecer e reforçar os mecanismos de comunicação a partir da interação com um computador.

Pelo uso das expressões faciais, a adolescente pode participar em trabalhos escolares, interagir com a sua terapeuta e ocupar os tempos livres com jogos de computador, o que lhe permite encarar o seu dia-a-dia com mais otimismo.

 O trabalho de Andreia Matos resultou na sua dissertação de mestrado em Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas na UTAD.

Um dos seus orientadores e investigador da UTAD, Pedro Mogadouro Couto, reconhece que embora existam já softwares “que permitem o reconhecimento de expressões faciais em pessoas sem deficiência, nenhum deles funciona corretamente neste caso em particular." Software personalizável de acordo com utilizador

 "O carácter inovador deste trabalho reside no fato de ser um software construído especificamente para pessoas com deficiência podendo ser adaptado, caso a caso, dependendo das especificidades de cada um.

Neste caso foi orientado para as particularidades de uma adolescente, avaliando o que é capaz ou de não de fazer com as suas expressões faciais”, explica.

 Na sociedade atual, segundo Andreia Matos, “existe a necessidade de garantir a todas as pessoas o igual acesso à tecnologia, contudo, existem pessoas com determinadas deficiências a quem é impossibilitada essa mesma interação: amputações, tetraplegia ou paraplegia, doenças neuromusculares degenerativas ou paralisia cerebral, são deficiências que não permitem o movimento ou a força necessária para, por exemplo, o controlo do computador”.

 Andreia pretende, assim, com o seu trabalho encontrar mais uma forma “de combater a exclusão social das pessoas com deficiência na interação com a tecnologia”.


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Brasil - Ceir entrega cadeiras de rodas motorizadas


As cadeiras motorizadas são entregues pelo Ceir por meio do Sistema Único de Saúde. 

 Nesta quinta-feira (5), o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) realizou a primeira entrega coletiva de cadeiras motorizadas do ano, beneficiando oito pessoas.


Uma delas foi o Josivan Sousa, que aos 62 anos sofre com uma doença neurológica que o faz perder movimentos do corpo. Josivan estava acompanhado da família, que prestou atenção em cada instrução dada pela equipe do Ceir.

 “A cada mês, nós reunimos um grupo de pessoas para entregar as cadeiras motorizadas e, ao mesmo tempo, explicar sobre o manuseio e a manutenção. 

É um momento que elas têm também para tirar dúvidas”, explica a terapeuta Márcia Fonseca.



As cadeiras motorizadas são entregues pelo Ceir por meio do Sistema Único de Saúde.

Para solicitar, basta que a pessoa procure a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência e faça uma consulta com um médico do Programa de Saúde da Família (PSF) ou que seja credenciado pelo SUS.https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif

 O equipamento é entregue prioritariamente a pessoas com deficiência físico-motora que não têm força nos membros superiores, de acordo com as normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, no prazo de até 90 dias.


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Ford cria cadeira de rodas que pode ser enviada para o porta-malas via app de smartphone

Vira e mexe, a Ford apresenta alguns conceitos interessantes desenvolvidos por seus engenheiros. Recentemente, a montadora norte-americana mostrou como seria a instalação de uma torneira de água em um automóvel da marca. 

A ideia é que o item ajude os motoristas em viagens longas e que a tecnologia possa ajudar no fornecimento em áreas secas.



Um novo conceito, porém, promete ser muito mais útil: uma cadeira de rodas elétricas que pode ser programada para se "auto-guardar" no porta-malas dos carros. 

A Ford Europa registrou uma patente que tem a intenção de melhorar a mobilidade de cadeirantes.

 Feita de material leve e batizada como eChair, ela foi desenvolvida por uma equipe da montadora na Bélgica, e pode ser acionada através de um app para smartphone. Veja um curto vídeo de apresentação: 


 Contam os engenheiros responsáveis que a criação partiu da observação que as cadeiras são extremamente úteis para pessoas com mobilidade reduzida, mas que podem ser um transtorno na hora de serem guardadas. Raj Nair, vice-presidente executivo de Desenvolvimento do Produto da Ford, disse o seguinte:

 Estamos vivendo a mentalidade da inovação em todas as partes do nosso negócio em todo o mundo. Como uma empresa de automóveis e de mobilidade, esta é uma época emocionante e nossos empregados estão trazendo tecnologias novas e empolgantes para nossos clientes em nível recorde.

A eChair é uma das 3,2 mil patentes que a Ford registrou globalmente em 2016, sendo cerca de 1,5 mil delas só nos Estados Unidos, país em que a montadora acaba de anunciar investimento de quase US$ 1 bilhão após "ameaças" de impostos feitas por Donald Trump.

Ele deve assumir o comando da Casa Branca nos próximos dias.


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Brasil - Governo deve gastar R$ 1,4 milhão com cadeiras de rodas motorizadas

Ao todo, o governo do estado deve adquirir 100 unidades do equipamento. Cada cadeira, segundo o edital, custa o montante de R$ 14,5 mil. 


 O governo de Mato Grosso deve gastar R$ 1,4 milhão com a compra de cadeiras de rodas motorizadas para serem distribuídas aos deficientes físicos do estado.


 O edital de licitação, na modalidade de registro de preço para futura aquisição, foi publicado no Diário Oficial do Estado. 


Ao todo, devem ser compradas 100 cadeiras. Cada uma delas, segundo o edital, custará R$ 14,5 mil. 


Segundo o governo, as cadeiras devem ser adquiridas para atender a demanda do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac), em Cuiabá.

 De acordo com o edital, as cadeiras devem ser usadas por adultos e crianças que necessitam do equipamento para a locomoção diária.

O recurso usado para adquirir os equipamentos deve ser repassado pelo governo federal e complementado pelo estado.

 Essa é a segunda vez que o governo faz licitação para a compra deste tipo de equipamento. Segundo o secretário adjunto de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Marcione Mendes de Pinho, outras 100 cadeiras motorizadas foram adquiridas e distribuídas no estado, em 2015. “

As cadeiras têm uma validade de dois anos e precisam ser trocadas. Então, tem uma demanda constante.

 Além dessas que devem ser trocadas, existe uma nova demanda”, disse. Além da aquisição das cadeiras de rodas motorizadas, o edital prevê a compra de cadeiras de rodas simples e cadeiras de rodas para banho.


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segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Cabo Verde - Mão na Roda no Conselho Internacional de Dança

O grupo cabo-verdiano Mon na Roda (Mão na Roda, em português) foi admitido como membro do Conselho Internacional de Dança (CID) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). 
 Em Outubro último, o grupo representou Cabo Verde, pela primeira vez, num Campeonato Internacional de Dança em Cadeira de Rodas, decorrido na cidade de Hasselt, na Bélgica, onde conquistou uma medalha de bronze, correspondente ao terceiro lugar na competição em que participaram representantes de mais de 30 países.



Em declarações à agência cabo-verdiana de notícias Inforpress, a presidente do Mon na Roda, Miriam Medina, disse sentir-se “imensamente gratificada” pelo trabalho que o grupo vem realizando e que culminou agora com a notificação de que o perfil profissional do grupo foi aprovado para ser membro da CID.


 “É um grande passo para o grupo. Recebemos a resposta em menos de uma semana após a nossa candidatura, e para nós é um orgulho fazermos parte de uma instituição internacional como a CID”, declarou Miriam Medina. 


 Para ela, trata-se de um “regozijo enorme”, pois, sublinhou, a maior parte das pessoas que fazem parte do grupo não tem formação na área e tudo que fazem pela dança é por amor.

Por isso, sublinhou, agora e mais do que nunca, devemos trabalhar mais, pois, fazendo parte do CID, o “Mon na Roda” vai conseguir divulgar o seu trabalho a nível internacional, a começar pela participação nas competições.

A CID é uma organização internacional não governamental fundada em 1973, sediada em Paris, no edifício da UNESCO.

 É, também, um Fórum Mundial extenso que congrega todas as organizações internacionais, nacionais e locais, bem como as pessoas dedicadas activamente à dança.

O Conselho representa a arte da dança em geral no conselho da UNESCO, nas agências locais e nacionais do Governo, nas internacionais, organizações e instituições.

Os membros do Conselho Internacional de Dança são federações, associações, escolas, companhias e indivíduos, em mais de 150 países.

  Histórico 


 O grupo de dança em cadeira de rodas resulta de uma iniciativa de um grupo de cidadãos, coordenado por Miriam Medina, com o propósito de promover a inclusão social de pessoas com deficiência física por meio da dança, música e teatro.

 A finalidade é estudar, apropriar e fomentar a modalidade “Dança em Cadeira de Rodas”, bem como participar em apresentações e mostras de Dança Artística.

 Com esta iniciativa, lançada oficialmente em Julho de 2010, pretendeu-se também contribuir para a formação física e intelectual do deficiente e para a redução do preconceito e discriminação social, de acordo com a fonte.

Desde então “Mon na Roda” tem promovido e participado em vários eventos e galas de dança no país e no estrangeiro.

Um dos mais prestigiados grupos de artes cénicas ao nível da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o “Mon na Roda” organizou em 2013, pela primeira vez em Cabo Verde, a Gala Internacional de Dança em Cadeira de Rodas, um projecto cujo objectivo é promover a inclusão dos deficientes, por via da dança e do glamour.

O espectáculo serviu para demonstrar à sociedade cabo-verdiana que as pessoas com deficiência podem dançar com “glamour”, já que se trata de um movimento que liberta o corpo e alivia a alma.

 A gala contou com as presenças de bailarinos brasileiros, portugueses e holandeses. Este ano, a IV Gala teve grupos de Espanha e Israel, já no ano passado participaram bailarinos da Bélgica, México e da Polónia.

  Protocolo


O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas assinou, quarta-feira, um protocolo de parceria institucional com a organização dos Cabo Verde Music Awards (CVMA), que visa promover um maior envolvimento entre as instituições, em todos os seus momento, tais como a expansão da música cabo-verdiana, o papel do projecto como mobilizador do mercado musical nacional, o valor e reconhecimento da marca CVMA nacional e internacionalmente”.

 No protocolo que foi assinado, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas reconhece os feitos dos Cabo Verde Music Awards como o evento oficial de premiação de música em Cabo Verde.

 A 7ª edição dos CVMA está marcada para o dia 6 de Maio de 2017, com o lema “Nossa Música, Nossa Identidade”.



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sábado, 31 de dezembro de 2016

Nelson F. Almeida Mendes - Boas entradas para o Ano de 2017. Feliz Ano Novo

Venho por este meio desejar a todas as pessoas que visitam o meu blogue na internet, uma boa entrada neste novo ano de 2017.

 
Que Deus nos ajuda, proteja a nossa vida e cuida da nossa família, neste novo ano de 2017.

Que implanta no nosso coração muita saúde, alegria, amor, dinheiro, compreensão e respeito a diferença entre os povos.

 Grande abraço, Nelson F. Almeida Mendes

Brasil - Lei garante vagas para pessoas com deficiência na educação técnica e superior

O presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.409, que inclui pessoas com deficiência entre os beneficiários de reserva de vagas nas universidades federais e nas escolas federais de ensino médio técnico.

 

 A cota para estudantes vindos de escolas públicas já previa a destinação de vagas para pessoas de baixa renda, negros, pardos e indígenas. 

 

O texto sancionado está publicado na edição de hoje (19) do Diário Oficial da União e altera a Lei 12.711, de 2012, que é a Lei de Cotas de Ingresso nas Universidades. 


A Lei de Cotas estabelece como primeiro critério que no mínimo 50% das vagas para ingresso em curso de graduação, por curso e turno, sejam reservadas para estudantes que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.

 No caso do ensino técnico de nível médio, a reserva é para alunos que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública.

 Como segundo critério, as cotas se destinam a pessoas de baixa renda, negros, pardos e indígenas. Pelo texto sancionado por Temer, os estudantes com deficiência agora entram nessa subcota.

 A distribuição é feita de acordo com as vagas ofertadas e a proporção desses grupos na população da unidade da Federação onde fica a instituição.

Anteriormente, a regulamentação já permitia que as universidades federais instituíssem reservas de vagas para pessoas com deficiência, mas isso era opcional. Conforme estabelecido na Lei de Cotas, no prazo de dez anos, será feita a revisão do programa especial para o acesso às instituições de educação superior de estudantes pretos, pardos e indígenas e de pessoas com deficiência, bem como daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas.
 

Fonte da Noticia – Veja Aqui - Edição: Juliana Andrade

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Portugal - Mais 50 mil pessoas com deficiência receberão apoio do Estado

Pessoas com deficiência grave passam a poder acumular prestação com rendimentos do trabalho. Iniciativa do Governo está em consulta pública.

 E deverá entrar em vigor em Outubro. Será uma única prestação (em vez das várias de diferentes tipos que existem) e será paga mesmo a quem tem rendimentos do trabalho. 

Estas são as duas principais características do novo apoio social para pessoas com deficiência, que poderá abranger 120 mil cidadãos, dos quais 50 mil não beneficiam actualmente de qualquer subsídio. 

 Para os cidadãos com um nível de incapacidade superior a 80%, a possibilidade de acumular o valor base da nova protecção social (260 euros mensais) com um qualquer rendimento passará a depender apenas da condição médica, ou seja, da apresentação do atestado de incapacidade.



ONU estabeleceu 17 objetivos para as pessoas com deficiência.


A iniciativa estará em consulta pública nos próximos dois meses. Depois da apresentação na Assembleia da República e junto de associações que representam os direitos das pessoas com deficiência, a Prestação Social para a Inclusão deverá ser aprovada como lei antes de Outubro.


 “Esta é provavelmente a primeira prestação social de invalidez independente da relação com o trabalho”, anunciou, num encontro com jornalistas nesta terça-feira, o ministro do Trabalho, Segurança Social e Solidariedade, Vieira da Silva.

 Esta componente base da prestação para a inclusão (os tais 260 euros por mês) inspira-se “no princípio da cidadania plena” para as pessoas com deficiência em idade activa e entrará em vigor até ao último trimestre de 2017, prevê o ministro. “Uma vez atribuída, a prestação é vitalícia.” 


 Já as pessoas com um nível de incapacidade inferior (entre 60% e 79%) têm igualmente direito a uma prestação base, mas o seu valor variará em função do seu nível de rendimentos, explicou Vieira da Silva, num encontro onde também participaram as secretárias de Estado da Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e da Segurança Social, Cláudia Joaquim.

 O complemento de base da cidadania plena tem o objectivo de abranger todas as pessoas com um nível de invalidez superior a 60%, já tem prevista uma dotação de 60 milhões de euros no Orçamento do Estado para 2017 e deverá chegar, num primeiro momento, de acordo com estimativas do Governo, a um mínimo de 120 mil beneficiários. Entre estes beneficiários estarão as cerca de 70 mil pessoas actualmente com pensão social de invalidez ou subsídio mensal vitalício (que serão, ambos, automaticamente extintos).

As restantes 50 mil pessoas que serão abrangidas não recebem actualmente qualquer prestação, seja porque não a requereram, seja porque estando a trabalhar não tinham direito a ela até agora.

Para quem requer pela primeira vez o apoio do Estado, há uma regra: ter entre 18 e 55 anos.


  Fonte da Noticia – Veja Aqui

Portugal - Associações aplaudem novo apoio social para pessoas com deficiência

O novo apoio anunciado pelo Governo para pessoas com deficiência será uma única prestação (eliminando as de diferentes tipos que existem) e tem como novidade permitir a acumulação de rendimentos do trabalho.

 Estas são as duas linhas diferenciadoras deste novo apoio social para pessoas com deficiência e que poderá abranger 120 mil pessoas em vida activa, dos quais 50 mil não beneficiam actualmente de qualquer subsídio. 

 A delegação da ACAPO de Braga - Associação dos Cegos e Amblíopes de Portugal - fala de um avanço muito positivo no apoio às pessoas com deficiência.



Filipe Azevedo, da ACAPO de Braga, contou ao ‘Correio do Minho’ que esta “era uma pretensão que nós tínhamos há muito tempo e que já foi proposta diversas a diferentes governos”.


 Cauteloso na forma como se irá materializar, Filipe Azevedo sublinha que a grande alteração reside no facto desta medida permitir acumular a prestação com a quem tem rendimentos de trabalho, o que até aqui não acontecia.


 Este novo apoio rompe assim com o “paradigma de décadas de protecção” centrada na “incapacidade de gerar ganhos de trabalho” e beneficiará cerca de 120 mil pessoas em idade activa.


As restantes 50 mil pessoas que serão abrangidas e que actualmente não recebem qualquer prestação, seja porque não a requereram, seja porque estando a trabalhar não tinham direito, tem uma regra: ter entre 18 e 55 anos.

Uma regra que Filipe Azevedo discorda, classificando - a de discriminatória porque na sua opinião “exclui pessoas mais velhas, designadamente os pensionistas que têm muitas despesas inerentes à deficiência”.

 Vera Vaz, presidente da direcção da Cerci Braga - Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos com Incapacidades - considera que qualquer medida que vise o apoio às pessoas com deficiência é sempre uma mais-valia para quem vive ou subsiste apenas com apoios sociais.

 Embora reconhecendo que não conhece a medida na sua totalidade, vê como positiva e necessária porque abrange pessoas com necessidades acrescidas, seja em ajudas técnicas, seja em higiene, etc.

 Do lado da delegação de Braga da APD - Associação Portuguesa de Deficientes - Rosa Guimarães vê este novo apoio social como um avanço muito importante no apoio às pessoas com deficiência.

 “Atendendo às despesas inerentes à deficiência, esta é uma boa medida e, sobretudo, um bom começo porque finalmente começa-se a olhar para esta questão”.

 O novo modelo de prestação para a inclusão, que tem um acréscimo orçamental de 60 milhões de euros, inspira-se no princípio da cidadania plena para as pessoas com deficiência em idade activa, anunciou o ministro do Trabalho, da Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva.

O ministro explicou que uma das prioridades da nova prestação é apoiar pessoas com deficiência ou incapacidade em idade activa, incluindo as que podem ter acesso ao mercado de trabalho, “contrariando o que existia até agora de os sistemas de protecção social obrigarem a optar entre a prestação social ou o trabalho quando tinham acesso a ele.

 Outro objectivo é promover o combate à pobreza das pessoas com deficiência ou incapacidade, com um enfoque nos rendimentos da própria pessoa, abrangendo cerca de 80 mil pessoas.

 A iniciativa está em consulta pública nos próximos dois meses. Depois da apresentação na Assembleia da República e junto de associações de apoio a pessoas com deficiência, a prestação social deverá ser aprovada como lei antes de Outubro.


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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Principal hospital Guiné-Bissau com dificuldades para alimentar doentes

O principal hospital da Guiné-Bissau, o Simão Mendes, em Bissau, depara-se com dificuldades para garantir pelo menos uma refeição diária aos doentes internados e a responsável pelos serviços de cozinha, Berta Ié, faz um apelo para que quem possa ajudar.

 

 "Peço às pessoas de boa vontade que ajudem o hospital a superar as dificuldades", disse Berta Ié, informando que o Simão Mendes necessita, diariamente, de 120 quilogramas de peixe ou carne e 90 quilos de arroz.


  A nutricionista responsável pela dieta alimentar dos doentes, diz que diariamente a direção do hospital acaba por disponibilizar apenas 45 quilos de carne ou peixe e 75 quilos de arroz, base da comida dos guineenses.

  O Simão Mendes, que recebe doentes de todas as partes da Guiné-Bissau, tem oficialmente 720 camas, mas Berta Ié acredita que "em casos de pico de doenças" o hospital chega a albergar o dobro de utentes.

 

 "O hospital só fornece almoço aos doentes, o pequeno-almoço e o jantar, são da responsabilidade dos familiares", explicou a nutricionista embora não concorde com a situação que sublinha, porém, ser a realidade do país.


  Berta Ié afirma saber que o hospital é que devia fornecer todas as refeições aos doentes mas dadas as dificuldades de tesouraria teve que pedir aos familiares que se ocupem de duas refeições diárias, observou.

"Temos doentes com problemas de hipertensão, diabete, colesterol ou crianças mal nutridas, toda essa gente precisa de uma dieta especial, mas dadas as circunstâncias não tem sido assim", enfatizou Ié.

 Recentemente o Simão Mendes recebeu apoios do novo primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoco Embaló, nomeadamente dois frigoríficos, utensílios de cozinha e 15 caixas de peixe, apoios que Berta Ié agradece e espera por mais.

"Lanço apelo às pessoas de boa vontade para que apoiem os doentes do hospital Simão Mendes", defendeu.  


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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Guiné-Bissau - Tratamentos tão perto e tão longe, no maior hospital público da Guiné-Bissau

No Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, falta quase tudo: medicamentos, lençóis e comida, por exemplo. 

 

Curiosamente, há aparelhos de diagnóstico modernos, mas estão parados. 

 

Ao percorrer as várias unidades do Hospital Nacional Simão Mendes pode sentir-se uma ambivalência de emoções: esperança de vida e desespero por se perderem vidas, por vezes, por tão pouco.

 

 Num dos quartos do internamento, a DW África encontrou uma paciente num estado visivelmente frágil. Enrolada em panos tradicionais de Guiné-Bissau em tons de laranja e sentada na cama, sem lençóis, a paciente estica as pernas inchadas sobre uma cadeira de plástico.

 

 A doente depende da filha para poder ter comida ou lençóis para se deitar.


  A paciente veio do interior do país para Bissau em busca de cuidados de saúde.

 Mas nem na capital se pode tratar a sua doença: insuficiência renal.

 "O diretor clínico falou com os familiares [da doente] para saber se têm condições para a transferir para o exterior para fazer tratamento", afirma o enfermeiro. insuficiência renal é uma das doenças mais preocupantes na Guiné-Bissau. 

O país ainda não consegue tratar os pacientes, principalmente quando a doença se encontra em estado grave.  


Normalmente falecem os doentes com insuficiência renal aguda.


 

Recentemente, o hospital registou "dois, três casos de insuficiência renal aguda, que tiveram algumas complicações e [as pessoas] faleceram quase no mesmo momento", lamenta Nelson Delgado, o único médico especializado em nefrologia no Hospital Nacional Simão Mendes.


  É uma situação muito lamentável que estamos a atravessar aqui no hospital. Na insuficiência renal aguda não temos o que fazer com os pacientes. Normalmente falecem", confessa o médico.

 Quando a doença está numa fase avançada, é necessário o tratamento de hemodiálise. 

 

Uma solução aparentemente simples e disponível em muitos países africanos. Contudo, ainda não é possível na Guiné-Bissau.

 

Quem pode procura tratamento no exterior. Mas no Senegal cada sessão de hemodiálise chega a custar 100 mil francos CFA, ou seja, cerca de 150 euros.


  O que torna o tratamento insustentável para a maioria dos doentes. Quando é possível, aciona-se o mecanismo de evacuação médica no âmbito da cooperação com Portugal. Mas é um processo lento.

 E se o paciente for sinalizado já em fase avançada da doença, o mais provável é não haver tempo para a evacuação.

Com uma verdadeira aposta na hemodiálise na Guiné-Bissau, "muitas vidas poderiam ser salvas", ressalva o médico nefrologista Nelson Delgado.

  A solução fechada à chave

 

 No entanto, enquanto continuam a morrer pessoas por falta de acesso ao tratamento, sabe-se que existe um aparelho de hemodiálise há vários anos no hospital. 

 

Está desmontado e guardado numa sala, cuja chave se encontra com o Ministério da Saúde, segundo fonte hospitalar. 

 

A máquina terá sido doada por uma organização internacional, que promoveu ainda a formação de vários técnicos. 

 

 "Estou aqui como especialista há dois anos sem estar a fazer hemodiálise Também fizemos um curso em Marrocos, de alguns dias, onde vimos como se trabalha com a hemodiálise, com alguns técnicos que estão aqui.

 

Mas já se passou mais de um ano dessa formação. É necessário fazer uma reciclagem aos técnicos a fim de poderem fazer [o tratamento]”, sublinha o médico Nelson Delgado.


  Além disso, o Hospital Nacional Simão Mendes tem já preparada uma nova unidade de hemodiálise. Todos aguardam o início de um tratamento que poderá salvar muitas vidas.

 Entretanto, muitas se perdem. Ninguém compreende o paradoxo.

 Técnicos e doentes expostos a radiações

 

 A inutilização de aparelhos novos é um problema geral. 

 

Na unidade de radiologia trabalha-se em constante desequilíbrio entre a falta de recursos e a não utilização de equipamentos que se encontram no hospital.


  "Esta é uma sala de mamografia nova, mas não temos instalado o chassi nem a revelação. Precisamos também de reciclagem dos técnicos para a sua utilização", justifica Hécio Norberto Araújo, técnico de radiologia e diretor do serviço.

Por isso, a máquina de mamografia continua também por estrear. Assim, torna-se impossível o diagnóstico precoce de doenças como o cancro.

 Há também um novo aparelho de raio x parado, devido à falta de componentes. Na falta de opções, o velho equipamento de raio x, com arranjos improvisados de fita-cola, continua a ser muito requisitado.

No entanto, a pequena sala de diagnóstico “não tem proteção” contra as radiações, explica o técnico Hécio Norberto Araújo, que está diariamente exposto a radiações.

 Diagnóstico tardio na pediatria

 

A pequena Roquiato Sanha, de sete anos, sofre de cardiopatia.

 

 O maior hospital público da Guiné-Bissau não consegue tratar a menina, que está à “espera de uma evacuação” há mais de um ano, explica a mãe da criança. 


O diagnóstico tardio de doenças pode ser fatal. No entanto, nem sempre é fácil diagnosticar doenças atempadamente.

O eletrocardiograma quase não funciona no serviço de pediatria, devido à falta de formação de técnicos, o que explica o "diagnóstico tardio" de doenças.

 "Normalmente acabamos por descobrir uma cardiopatia já no estado terminal, que já podia ter sido resolvida muito antes", afirma Nádia Mendes da Silva, médica de clínica geral e diretora do serviço de pediatria.

Por isso, quando se faz uma "junta médica a fim fazer uma evacuação para o exterior", "normalmente acontece tarde".

 "Às vezes fazemos a junta, mas a criança nem chega a ir, porque acaba por falecer", lamenta a médica. No serviço de pediatria faltam também especialistas.

Com apenas nove médicos – um único especializado em pediatria – e 38 enfermeiros, o atendimento costuma demorar.

  Médicos trabalham com o mínimo de recursos

 

Mansatá Cassama veio do norte da guiné-Bissau para os cuidados intensivos do Hospital Nacional Simão Mendes devido a complicações com diabetes quando estava com oito meses de gravidez. Perdeu o bebé e o quadro clínico acabaria por se agravar. 

 

"O meu problema é no olho, agora nem consigo ver", explica Mansatá Cassama.


  Devido ao aparente descolamento da retina que sofreu, Mansatá Cassama precisa de fazer uma Tomografia Axial Computarizada ou TAC. Mas o hospital não tem.

O único que existe está no Hospital Militar. "Às vezes, o aparelho tem problemas, porque é o único que tem no país e a procura é grande.

Quando o aparelho tem problemas, acabamos por solicitar também no país vizinho, Senegal, só que isso custa dinheiro.

Como aqui, no nosso país, custa 75 mil francos CFA [mais de 110 euros], dependendo da tomografia.

Os nossos pacientes, às vezes, não têm [esse dinheiro], o que limita o diagnóstico. Trabalhamos com muita dificuldade", descreve a doutora Luísa Sanca Nhaga, da unidade de cuidados intensivos.

 O ideal: apostar da formação

 

 Mas, mesmo assim, assegura a médica dos cuidados intensivos Luísa Sanca Nhaga, perdem-se muitas vidas por falta de condições básicas de assistência.

 

 "Falta muita coisa, como medicamentos de urgência. Às vezes, quando estamos em plena paragem cardíaca, temos de solicitar ao paciente para comprar medicamentos que faltam, mas são coisas que deveriam estar no serviço", diz Luísa Nhaga.


  A falta de meios técnicos é gritante. Mas, de uma maneira geral, médicos e enfermeiros destacam sobretudo a escassez de recursos humanos.

No serviço de cuidados intensivos, por exemplo, há um único cardiologia. A médica Luísa Sanca Nhaga defende que é necessário "persistir na formação técnica e em condições de trabalho, porque isso vai diminuir a mortalidade dos nossos pacientes, da nossa população e também vai diminuir a evacuação médica que fazemos sempre para o exterior".

 "O ideal é que o país invista em formar os nossos técnicos e equipar os nossos hospitais, porque muita gente morre por coisas que atualmente em medicina os doentes não deveria morrer", conclui a doutora Luísa Sanca Nhaga.


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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Nelson F. Almeida Mendes – Santo Nata


Venho por este meio desejar a todas as Pessoas que visitam o Meu Blog, Os Familiares, As Associações de Pessoas Especiais, As Funcionarias das Instituições de Cuidados Continuados e Cuidados aos Domicílios, As Enfermeiras-Enfermeiros, de todos os Países de Língua Oficial Português, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Angola, Timor Leste, Moçambique, Brasil, São Tomé e Príncipe, Guiné Equatorial e Macau um Santo Natal, cheio de Saúde, Paz, Alegria e Compreensão o lado da família.

 Nelson F. Almeida Mendes

Guiné-Bissau – Onde Estão As Autoridades - Desapareceram medicamentos que seriam administrados a mais de 300 mil crianças na Guiné-Bissau

O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Carlitos Barai, confirmou o desaparecimento de "quantidade assinalável" de medicamentos que seriam utilizados numa campanha de desparasitação.

 

 O ministro da Saúde Pública da Guiné-Bissau, Carlitos Barai, confirmou esta quarta-feira o desaparecimento de “quantidade assinalável” de medicamentos que seriam utilizados numa campanha de desparasitação de cerca de 300 mil crianças.

 

 Os medicamentos, mebendezol, teriam desaparecido dos armazéns do Ministério da Saúde Pública em Bissau, facto que motivou o adiamento do início da campanha de desparasitação de crianças, que devia ter lugar na segunda-feira, 20 de dezembro. 

 

Fontes do Ministério da Saúde disseram à Lusa que “por enquanto não é possível quantificar” o medicamento desaparecido, situação que o ministro quer ver esclarecida nos próximos dias.


  Uma operação de inquérito, envolvendo técnicos do ministério e agentes da Polícia Judiciaria já foi colocada no terreno.

Os medicamentos em questão seriam administrados às crianças de até 56 meses de vida, numa campanha em que também seriam dadas às crianças suplementos de vitamina A.

Os fármacos foram adquiridos pela UNICEF e uma organização não-governamental no valor de 80 milhões de francos CFA (cerca de 122 mil euros).

O ministro da Saúde Pública guineense prometeu tomar “medidas duras” para pôr cobro a uma situação que disse ser recorrente no seu ministério, lembrando que num passado recente desapareceram dos armazéns tendas (mosquiteiros) impregnadas com inseticidas destinadas à população carenciada.

“Os materiais ou os medicamentos destinados à população não podem continuar a desaparecer sem que se saiba como”, defendeu Carlitos Barai.
 

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Brasil - Empresa transforma cadeira de rodas em triciclo elétrico

O principal objetivo da LIVRE - Soluções em Mobilidade, empresa criada pelos irmãos gêmeos Júlio e Lúcio Oliveto, consiste em facilitar o cotidiano de brasileiros que precisam de cadeiras de rodas.

 

Eles lutaram para desenvolver uma tecnologia nacional para ampliar a mobilidade, resgatar a autoconfiança, autoestima e proporcionar a liberdade dos cadeirantes, que são 3,7 milhões, segundo o IBGE.

 No ano de 2011 Júlio Oliveto desenvolveu o primeiro protótipo do KIT LIVRE como resultado de tese de mestrado em engenharia mecânica.

 

O KIT LIVRE é um equipamento motorizado que transforma a cadeira de rodas em um Triciclo Motorizado Elétrico que suporta usuários de até 150 kg..

“Andar sobre calçadas danificadas, descer e subir guias com facilidade, andar sobre terrenos arenosos e gramas, sentir-se muito mais ativo e interativo, são situações não alcançadas pelo uso de cadeiras de rodas convencionais manuais ou motorizadas”, explica Júlio Oliveto, co-fundador e diretor de inovação da LIVRE.

  O formato do projeto chegou a concursos de empreendedorismo, os consagrou vencedores do Prêmio Santander de Empreendedorismo 2014 e assim a empresa captou um aporte financeiro que possibilitou a fabricação do 1º lote do KIT LIVRE para o lançamento em abril de 2015 em uma Feira do setor de Mobilidade.

 

No primeiro ano em operação, a Livre conseguiu estar presente em 19 estados brasileiros, além de alguns países como Austrália, Alemanha, Argentina e Estados Unidos.

 Segundo Oliveto, o equipamento permite os movimentos de modo seguro, confortável e divertido.



“Ele é protegido por patente de invenção e pode alcançar até 20 km/h com autonomia média de 25 km.

É portátil, dobrável e com acoplamento rápido”, comenta Oliveto. Em 2015 a Livre lançou o Kit Livre no mercado e no mesmo ano participou novamente do concurso Acelera Startup 2015, resultando em uma vaga para a concorrida final do concurso.

Após avaliação final dos jurados foi reconhecida como vencedora da edição 2015.
 

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Governo de Cabo Verde cria cadastro social único para pessoas com vulnerabilidades

O primeiro-ministro de Cabo Verde anunciou que o Governo vai promover um conjunto de benefícios a pessoas com deficiências, como educação gratuita, acesso a cuidados de saúde gratuito e a transportes. 


 O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou, esta terça-feira, que o Governo vai criar, no próximo ano, um cadastro social único, que vai abranger as pessoas com vulnerabilidades e carências, com prioridade para os deficientes.



Segundo o chefe do Governo, com o cadastro, as pessoas com deficiência terão acesso a um conjunto de benefícios, como educação gratuita, desde o pré-escolar ao ensino universitário, acesso a cuidados de saúde gratuito, a sistemas de transportes, habitação e acessibilidades


. “Isto vai pressupor um trabalho conjunto, que vamos desenvolver com as associações que se organizam à volta desta problemática da deficiência”, salientou Correia e Silva, que falava, na cidade da Praia, durante um encontro com associações que atuam na área da deficiência.


Ulisses Correia e Silva informou que será criado um cartão, que dará possibilidade às pessoas com deficiência de ter acesso a todas essas facilidades, entre elas um rendimento de inclusão, que será metade do salário mínimo nacional, que é atualmente de 99 euros.

 O encontro, promovido pelo Ministério da Família e Inclusão Social, contou com a presença de mais de uma dezena de associações que trabalham com a problemática da deficiência em Cabo Verde.

 O presidente da Federação Cabo-verdiana das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), Manuel Júlio Rosa, salientou a importância do encontro e destacou o trabalho do Governo na inclusão social.

 Reconhecendo as limitações do país, o responsável associativo afirmou que Cabo Verde já deu “passos significativos” na inclusão, mas ainda precisa fazer muito mais e melhor e “lutar com unhas e dentes” por esta causa. Manuel Júlio apontou vários fatores que condicionam a inclusão em Cabo Verde, nomeadamente recursos humanos, materiais e financeiros, e pediu mais oportunidades às pessoas com deficiência. Segundo o recenseamento geral da população do ano 2010, Cabo Verde tem cerca de 23 mil pessoas com alguma deficiência, que apontam como principais problemas as barreiras arquitetónicas e comunicacionais.


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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Brasil - Em São Paulo, mostra homenageia pessoas com deficiência que fizeram diferença

Pessoas que fizeram a diferença em sua época com inovações na ciência e nas artes artes recebem homenagem na mostra Grandes Nomes, Grandes Feitos, em São Paulo, no Memorial da Inclusão, no complexo do Memorial da América Latina, zona leste da cidade. A mostra sensorial reúne 12 personalidades da história da humanidade, portadoras de deficiência.

 

 A exposição pode ser visitada até o dia 19 de janeiro.

 

A mostra conta histórias de personalidades como o compositor Ludwig van Beethoven, que viveu entre os séculos 18 e 19, autor de músicas que até hoje estão presentes no cotidiano das pessoas. 

 

O alemão continuou a trabalhar mesmo após ficar surdo. Também foi retratada a pintora Anita Malfatti, um nome relevante do modernismo brasileiro, que tinha a mão e o braço direito atrofiados. Segundo a museóloga do memorial, Carla Grião, a proposta é homenagear essas pessoas, ajudando a diminuir a invisibilidade dessa parcela da população.

 

 “Para mostrar que elas existem e contribuem para com a sociedade. Tirar a carga da deficiência, pensar o conteúdo do que fizeram e criaram”, afirmou Carla. 


A vida da astrônoma norte-americana Henrietta Swan Leavitt aborda não só os problemas enfrentados devido à surdez, mas as dificuldades de gênero no século 19.

“Temos que pensar o lugar da mulher naquele momento”, ressaltou a museóloga sobre o trabalho da norte-americana no Observatório Astronômico de Havard.

“ Foi muito importante para o desenvolvimento da astronomia, a forma como ela conseguiu catalogar diversas constelações", disse, ao comentar a história da astrônoma, que iniciou a carreira como voluntária.

 A exposição aborda diversas áreas do conhecimento e vários tipos de deficiência.

A acessibilidade de portadores de deficiência é garantida por textos em braile, em português.

 Há peças sensoriais que facilitam a compreensão e despertam o interesse do público de diferentes idades. Pode ser visto ainda o material de trabalho usado pela pintora expressionista brasileira Anita Malfatti.

Também podem ser conferidas as técnicas usadas pelo fotógrafo cego Evgen Bavcar, em seu trabalho, e o modo como o compositor Ludwig van Beethoven, depois de ter perdido parte da audição, podia sentia as vibrações de sua 9ª Sinfonia.


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sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Portugal - ONU preocupada com as pessoas com deficiência em Portugal

Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência destaca que continuam a existir casos de pessoas impedidas de votar.

 

 O Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência continua preocupado com Portugal, sobretudo no que diz respeito ao reconhecimento legal das pessoas com deficiência, destacando que continuam a existir casos de pessoas impedidas de votar.

 

 Hoje comemoram-se os 10 anos da criação da Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, que Portugal ratificou em 2009, motivo pelo qual o Observatório da Deficiência e dos Direitos Humanos (ODDH) organizou, em Lisboa, um simpósio de dois dias sobre o tema.

 

 O colóquio "A Convenção da Deficiência 10 anos depois: Investigação, Políticas e Práticas", está a decorrer e contou com uma representante do Comité das Nações Unidas dos Direitos das Pessoas com Deficiência. 

 

Em declarações à agência Lusa, Ana Peláez destacou que, no decorrer da avaliação a Portugal sobre a aplicação e cumprimento das normas estabelecidas pela Convenção, que ocorreu em março, foram assinaladas algumas questões como urgentes. 

 

Uma dessas questões tem a ver com o reconhecimento das pessoas com deficiência na lei portuguesa e Ana Peláez frisou que o Comité das Nações Unidas continua preocupado com o facto de ainda não haver um igual reconhecimento perante a lei de todas as pessoas, mesmo que algumas pessoas tenham um regime de incapacidade legal.


  Qualquer cidadão de Portugal tem de ter os seus direitos assegurados, por exemplo, ao voto.

 

 Existem em Portugal muitas pessoas que por estarem incapacitadas judicialmente ou por aparentemente mostrarem alguma dificuldade para compreender o processo, é-lhes negado o direito ao sufrágio universal", denunciou, frisando que "isso é totalmente contrário à convenção".


  Destacou o facto de haver pessoas com deficiência obrigadas a tratamentos forçados ou involuntários, ou internamentos de pessoas com deficiência psicossocial, questões que "deveriam ser reavaliadas".

  São questões muito graves que deveriam ser reavaliadas porque não têm nada a ver com impacto económico, mas sim com princípios reconhecidos na lei do Estado e que não estão em linha com a convenção", sublinhou. 


Defendeu ainda que Portugal tem de implementar uma estratégia para a deficiência vinculada com os objetivos da convenção e que tenha o financiamento necessário à sua concretização.

A secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência defendeu que as "grandes medidas que conseguiram ver aprovadas" vão ao encontro das criticas feitas pelo comité das Nações Unidas, dando como exemplo a criação dos Balcões da Inclusão, dentro dos serviços da Segurança Social. Ana Sofia Antunes frisou também que os modelos de apoio à vida independente estarão brevemente em consulta pública e salientou que já foi criado o mecanismo independente que vai monitorizar a implementação da convenção, uma das exigências feitas pelo comité.

Já a coordenadora do ODDH, Paula Campos Pinto, entende que "é absolutamente essencial" rever o regime de interdição e inabilitação, bem como dar atenção às questões da educação inclusiva, além da vida independente ou acessibilidade.

Na opinião da responsável, desde o momento da avaliação, em março, tem havido trabalho sobre as matérias, "mas não há concretizações ainda".

 Do primeiro dia de trabalhos, na segunda-feira, Paula Campos Pinto salientou os grupos de trabalho criados para debater vários temas, tendo destacado nesse âmbito o papel das autarquias, lembrando que o trabalho de implementação da convenção diz respeito a toda a sociedade e que o poder local tem um papel importante pela proximidade que tem com os cidadãos.


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Portugal - Na escola, respeito pelos direitos das pessoas com deficiência

Decorreu ontem um simpósio subordinado ao tema «Implementação da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência em Portugal», com o objectivo de alertar para a necessidade de garantir o respeito pelos direitos das pessoas com deficiência, incluindo alunos e docentes. 

 

O simpósio decorreu no auditório do edifício novo da Assembleia da República, por iniciativa da Federação Nacional de Professores (Fenprof) em parceria com a Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes (CNOD), no âmbito de um projecto financiado pelo Instituto Nacional de Reabilitação (INR).

 

Os trabalhos, que foram coordenados pela atleta paralímpica Simone Fragoso Machado, tiveram a presença de representantes de grupos parlamentares e registaram, nos momentos finais, as intervenções do presidente da CNOD, José Reis, e do secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira.

 

 A Fenprof informa que este simpósio concluiu um trabalho desenvolvido neste mês de Dezembro, com acções concretizadas em todas as regiões do País, nomeadamente em escolas.


  Na passagem do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência (3 de Dezembro), as organizações envolvidas (Fenprof, CNOD e INR) divulgaram um concurso que decorrerá ao longo do ano 2017, com o qual se pretende sensibilizar e mobilizar os alunos da Educação Pré-Escolar e respectivas famílias para a defesa da igualdade de oportunidades e dos direitos humanos.

 A intervenção nas escolas 


«Queremos que a nossa sociedade seja inclusiva e isso tem que começar na escola», sublinhou Mário Nogueira na intervenção de encerramento do simpósio.

O dirigente sindical observou que as turmas com alunos com necessidades educativas especiais têm de ser mais pequenas.

Afirmou ainda que é preciso «reforçar apoios, com mais professores, técnicos e assistentes operacionais; é preciso derrubar barreiras».

Recordou também que são necessárias respostas para os múltiplos problemas dos professores com deficiência.

O secretário-geral da Fenprof deixou cinco propostas à atenção dos responsáveis políticos, dos deputados e do Governo: a criação de dois grupos de recrutamento docente – Língua Gestual e Intervenção Precoce; a presença de intérpretes de língua gestual nas escolas antes de 1 de Setembro; a definição de tempos em horários de docentes para apoio aos colegas cegos; e respostas objectivas ao problema da precariedade.

Assinalar a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência A Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência é um documento das Nações Unidas, assinado a 13 de Dezembro de 2006 e ratificado por Portugal, comprometendo, dessa forma, os governos e o Estado, com as garantias e os direitos que consagra.

O objecto da Convenção «é promover, proteger e garantir o pleno e igual gozo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente».

Como princípios gerais da Convenção está «o respeito pela dignidade inerente, autonomia individual, incluindo a liberdade de fazerem as suas próprias escolhas, e independência das pessoas»; a «não discriminação»; a «participação e inclusão plena e efectiva na sociedade»; «o respeito pela diferença e aceitação das pessoas com deficiência como parte da diversidade humana e humanidade»; a «igualdade de oportunidade»; a «acessibilidade»; a «igualdade entre homens e mulheres; e o «respeito pelas capacidades de desenvolvimento das crianças com deficiência e respeito pelo direito das crianças com deficiência a preservarem as suas identidades.

 Nesta Convenção estão explanadas várias obrigações gerais, em que os Estados se comprometem a assegurar e promover o pleno exercício de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais para todas as pessoas com deficiência, sem qualquer discriminação, com base em várias medidas.


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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Macau - Apoios do Governo circunscritos a atletas com deficiência que participem em provas de alta competição

Apenas os atletas portadores de deficiência com resultados nas competições desportivas de alto rendimento recebem apoios do Instituto do Desporto. 


A garantia é dada por Pun Weng Kun na resposta a uma interpelação escrita assinada pelo deputado Si Ka Lon. 


Apenas os atletas portadores de deficiência e treinadores que alcancem resultados de relevo em competições desportivas de alto rendimento recebem apoios financeiros da parte do Governo.


 A questão foi esclarecida pelo presidente do Instituto do Desporto Pun Weng Kun, na resposta a uma interpelação escrita do deputado Si Ka Lon.

 

“As competições desportivas de pessoas com deficiências mentais são nomeadamente os Jogos Paralímpicos, os Jogos Para-Asiáticos, os Jogos Nacionais para Pessoas Portadoras de Deficiência, os Jogos Asiáticos da Juventude para Pessoas Portadoras de Deficiência e os Campeonatos Mundiais e Asiáticos reconhecidos pelo Comité Paralímpico Internacional”, escreve Pun Weng Kun.

 

 O assunto surgiu após ter sido criado o Regulamento dos Prémios Pecuniários do Desporto de Alto Rendimento, no ano passado, que teve com objectivo integrar no mesmo documento legal os prémios para atletas de alta competição com e sem deficiências. 


Na resposta ao deputado, o presidente do Instituto do Desporto faz igualmente questão de sublinhar que os Special Olympics não se integram neste lote de competições porque têm um princípio diferente, mais social:

 “Os Special Olympics não se encontram abrangidos pelo Regulamento dos Prémios Pecuniários do Desporto de Alto Rendimento porque as provas nele integradas têm por fim o desenvolvimento da aptidão física e das pessoas portadoras de deficiência mental através da prática do desporto e tem como objectivo apoiá-las a integrar-se na sociedade e a partilhar a amizade”, acrescenta. Em relação ao Plano de Desenvolvimento Desportivo para os Atletas Portadores de Deficiência Mental, que é organizado pela associação Macau Special Olympics com o apoio financeiro do Governo, o princípio da “utilização razoável do erário público” levou à necessidade de fazer escolhas.

Assim as modalidades apoiadas no âmbito da alta competição são o atletismo, natação, ténis-de-mesa e badminton: “Após a negociação tida entre o ID e o Macau Special Olympics, entendeu-se que as modalidades desportivas de atletismo, natação, ténis-de-mesa e badminton para pessoas portadoras de deficiência mental reúnem condições para se integrarem no desenvolvimento do desporto de competição”, clarifica o presidente do ID. No entanto, Pun Weng Kun destaca que o Instituto do Desporto investe na “promoção” e “apoio na participação das pessoas portadoras de deficiência mental no desporto”, nomeadamente através do programa Desporto para Todos.


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Brasil - Projeto no Amazonas promove teatro inclusivo para surdos

As lendas da Amazônia estão sendo contadas em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, por surdos e para surdos, no município de Maués, no Amazonas. 

 

 O projeto, chamado Teatro Inclusivo, ocorre desde 2014, produzido pelo Instituto Federal de Educação do Estado (Ifam), no campus na cidade. 

 

 Segundo o professor Maxiliano Batista de Barros, que coordena o trabalho, a ideia é fazer com que as pessoas com deficiência auditiva tenham acesso à cultura da região onde vivem. 

 

 “Isso que é gratificante. Eles terem acesso a essas histórias que fazem parte da cultura, não por serem surdos, mas por serem amazônidas, pessoas da região que têm o direito de conhecer nossa cultura local, que é riquíssima”.

 

 De acordo com o professor, os surdos criaram sinais para representar, principalmente, símbolos característicos da cultura amazônica, como é o caso do guaraná.

 

 “O guaraná é uma identidade, não da comunidade surda, mas, sim, do povo Maué, da etnia Sateré-Mawé, do município de Maués. O guaraná é a identidade local da cidade. 

 

 O povo Mawé foi o primeiro a cultivar o guaraná, então, teríamos que ter um sinal próprio, nosso, para representar isso em Libras de forma identitária”, ressaltou. 

 

 Para criar as peças em Libras, duas alunas fizeram uma pesquisa de campo para coletar as histórias que são contadas por idosos, nas comunidades ribeirinhas. 

 

 “Isso foi algo que vi a partir da minha própria realidade. 


Quando eu era criança, quem contava essas histórias era a minha bisavó, que era indígena baré.

E aí surgiu a ideia de fazer, através de um projeto de extensão, a catalogação de algumas histórias.

 Nós delimitamos que as alunas fizessem o levantamento de cinco histórias e elas fizeram seis.

 Esse material, que foi filmado e depois transcrito, nós levamos para o Instituto, convidamos a comunidade surda, e eles começaram a criar os sinais que não existiam ainda”, disse Barros.

 A história da origem do guaraná é uma das três lendas que já viraram peça teatral.

 

 As outras são a do boto e a do Jurupari, também conhecido como Mapinguari, que é um ser mitológico da Amazônia. 

 

 A ideia é que, em breve, outras lendas, como da Matita Pereira, da Cobra Grande, do curandeiro Anselmo, sejam também interpretadas em Libras.

 

 As apresentações são feitas uma vez por ano no instituto e em eventos da cidade de Maués. Atualmente, oito pessoas fazem parte do grupo. 

 

 Entre elas, além dos surdos, há participantes com outros tipos de deficiências.

 

“Tem um cadeirante que tem paralisia cerebral que atua magnificamente. Ele incorpora o personagem. 

 

 O trabalho fica riquíssimo com a participação, não somente dos surdos, mas de alunos com outras deficiências.

 

 É por isso que, em 2017, nós queremos dar oportunidade para a participação de alunos e pessoas com outras deficiências nos nossos projetos.”


  Na verdade, esse é um trabalho de sensibilização. Fazer com que justamente as famílias busquem aprender a língua de sinais. A procura só tende a aumentar aqui no instituto.

Quando a gente divulga um curso de Libras, em dois dias, no máximo três, todas as 30 vagas são preenchidas. É rápido.

 A gente vê que a família gosta, que fica emocionada quando vê o seu filho realizar uma atividade que nunca imaginaria que ele teria essa potencialidade”, contou o professor. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), de 2010, mostram que Maués tem 53 mil habitantes e 14 mil deles têm algum tipo de deficiência em variados níveis.

As pessoas com deficiência auditiva seriam cerca de 2 mil. Segundo o professor, há 33 surdos na cidade, com deficiência severa, que são usuários da Libras, e que precisam de intérpretes.

Ele conta que o projeto também tem estimulado parentes e amigos de surdos a se interessarem pela Língua Brasileira de Sinais.

A expectativa é que o projeto também seja transformado em vídeo, em 2017, com as peças teatrais das lendas interpretadas em Libras.

Além disso, essas histórias poderão ser contadas ainda para pessoas com deficiência visual, por meio de audiodescrição e um livro em braile.
 

 Fonte da Noticia – Veja Aqui - Edição: Maria Claudia