quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Governo de Cabo Verde cria cadastro social único para pessoas com vulnerabilidades

O primeiro-ministro de Cabo Verde anunciou que o Governo vai promover um conjunto de benefícios a pessoas com deficiências, como educação gratuita, acesso a cuidados de saúde gratuito e a transportes. 


 O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, anunciou, esta terça-feira, que o Governo vai criar, no próximo ano, um cadastro social único, que vai abranger as pessoas com vulnerabilidades e carências, com prioridade para os deficientes.



Segundo o chefe do Governo, com o cadastro, as pessoas com deficiência terão acesso a um conjunto de benefícios, como educação gratuita, desde o pré-escolar ao ensino universitário, acesso a cuidados de saúde gratuito, a sistemas de transportes, habitação e acessibilidades


. “Isto vai pressupor um trabalho conjunto, que vamos desenvolver com as associações que se organizam à volta desta problemática da deficiência”, salientou Correia e Silva, que falava, na cidade da Praia, durante um encontro com associações que atuam na área da deficiência.


Ulisses Correia e Silva informou que será criado um cartão, que dará possibilidade às pessoas com deficiência de ter acesso a todas essas facilidades, entre elas um rendimento de inclusão, que será metade do salário mínimo nacional, que é atualmente de 99 euros.

 O encontro, promovido pelo Ministério da Família e Inclusão Social, contou com a presença de mais de uma dezena de associações que trabalham com a problemática da deficiência em Cabo Verde.

 O presidente da Federação Cabo-verdiana das Associações de Pessoas com Deficiência (FECAD), Manuel Júlio Rosa, salientou a importância do encontro e destacou o trabalho do Governo na inclusão social.

 Reconhecendo as limitações do país, o responsável associativo afirmou que Cabo Verde já deu “passos significativos” na inclusão, mas ainda precisa fazer muito mais e melhor e “lutar com unhas e dentes” por esta causa. Manuel Júlio apontou vários fatores que condicionam a inclusão em Cabo Verde, nomeadamente recursos humanos, materiais e financeiros, e pediu mais oportunidades às pessoas com deficiência. Segundo o recenseamento geral da população do ano 2010, Cabo Verde tem cerca de 23 mil pessoas com alguma deficiência, que apontam como principais problemas as barreiras arquitetónicas e comunicacionais.


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