sexta-feira, 1 de julho de 2016

Angola - Associação está apostada no trabalho de reintegração

O presidente da Associação Nacional dos Deficientes de Angola (ANDA) afirmou ontem, em Luanda, que a reintegração dos ex-militares é um processo complexo, dada a diversidade da componente humana e as implicações económicas, sociais, políticas e psicológicas. 

 

Silva Lopes Etiambulo, entrevistado pelo Jornal de Angola, disse que o sucesso da reintegração social dos ex-militares depende muito dos esforços conjugados das partes envolvidas e do impacto dos projectos a nível local. 

 

O líder associativo, que fez uma visita, há poucos dias, a Saurimo (Lunda-Sul) e Luau (Moxico), deu a conhecer que a ANDA está preocupada com a inserção abrangente e sutentável dos deficientes ex-militares. 

 

“Para recomeçarem uma nova fase nas suas vidas, os deficientes ex-militares necessitam de mais apoio do Executivo”, disse. 


Silva Lopes Etiambulo anunciou que, na província da Lunda-Sul, entre 3.612 deficientes ex-militares registados, apenas 122 foram reintegrados na actividade produtiva, enquanto que, na província do Moxico, dos 434 ex-militares na mesma situação, 120 receberam tratamento e 332 estão enquadrados em cooperativas agrícolas. Silva Lopes Etiambulo disse que, no encontro com os ex-miliatres em Saurimo e no Luau as preocuações levantadas estão relacionadas com o deficiente apoio que recebem das estruturas competentes.

“Os deficientes ex-militares, a maioria em estado de convalescência e outros amputados, queixaram-se da sua reabilitação física e da falta de muletas canadianas e cadeiras de rodas”, assinalou. Em ambas localidades existe um número elevado de deficientes a mendigarem na rua.

Essa realidade, disse, é agravada pela falta de escolas de artes e ofícios. “Além dessas situações, existem pessoas com deficiências congénitas que se recusam a participar em actividades produtivas, alegando serem deficientes”, lamentou Silva Lopes Etiambulo.

Para contornar essa situação, salientou, a ANDA vai promover uma série de palestras de sensibilização e consciencialização entre pessoas com deficiência, no sentido da mudança de atitudes e comportamentos. Silva Lopes Etiambulo manteve um encontro com os deficientes ex-militares apoiados, no ano passado, pelo Projecto

Vem Comigo, no munipício do Luau. No âmbito desse apoio, eles beneficiaram de reabilitação física na província do Bié. Ainda naquele municipio, a ANDA comprometeu-se a dar sequência à construção do pavilhão de artes e ofícios, cujas obras estão paralisadas há varios meses, por falta de fundos.

O presidente da ANDA mostrou satisfação pelo facto da Administração Municipal do Luau ter feito a cedência de terrenos agrícolas à associação, numa extensão de 50 hectares.
 

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