domingo, 22 de maio de 2016

Angola - Ensino especial na região com resultados positivos

Um total de 25 estudantes com necessidades especiais estão a frequentar o último ano do segundo ciclo do ensino secundário, na escola 68, na província do Uíge, revelou ontem a coordenadora local do Ensino Especial. Cacilda Matumona disse ao Jornal de Angola que a escola foi adaptada para receber alunos deste subsistema do ensino, no âmbito da inclusão socioeducativa das pessoas com deficiências. 

 

A coordenadora do Ensino Especial disse que o grupo de alunos com necessidades especiais frequenta o ensino médio, fruto de um trabalho de inclusão da pessoa com deficiência no ensino regular, cujo processo iniciou em 2009. Cacilda Matumona avançou que, no presente ano lectivo, estão matriculados 425 alunos da iniciação a 12ª classe em escolas inclusivas, criadas em 12 dos 16 municípios da província do Uíge. 

 

A coordenadora do Ensino Especial considerou que o aproveitamento escolar dos alunos é positivo, principalmente dos deficientes auditivos e visuais, que demonstram muita vontade de aprender. 

 

“Eles esforçam-se muito para tirar boas notas e conseguirem transitar de classe”, disse.


  O subsistema de ensino funciona com 13 salas de aulas, sendo que a maioria delas está localizada a nível da escola adaptada 68, na cidade do Uíge. Cacilda Matumona acrescentou que a maior preocupação do sector prende-se com a falta de infra-estruturas apropriadas para a melhoria da qualidade do ensino especial na província.

A coordenadora do Ensino Especial considera insuficiente o número de salas disponíveis, tendo em conta o volume de solicitações que a equipa recebe de pais e encarregados de educação de crianças com necessidades educativas especiais.

O ensino especial utiliza o mesmo currículo escolar do ensino regular, apesar das pequenas adaptações feitas por causa da linguagem gestual e da escrita braile, dada à especificidade dos alunos, disse a coordenadora do Ensino Especial, que referiu que a insuficiência de espaço permite que os alunos com diferentes tipos de deficiências fiquem aglomerados na mesma sala, o que não é aconselhável.

As crianças autistas, por exemplo, manifestam reacções brutais contra os seus colegas, facto que obriga, muitas vezes, os professores a interromperem as aulas, no sentido de melhor cuidarem delas, disse Cacilda Matumona, que defendeu o aumento de professores, de psicólogos e de técnicos de saúde, que, além de leccionarem as matérias escolares, podem também fazer o acompanhamento psíquico e analisar o estado clínico dos alunos.

O subsistema funciona com 22 professores com formação em linguagem gestual e escrita braile. segundo Cacilda Matumona.


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