sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Guiné Bissau agradece aos médicos de Guimarães

O Governo da Guiné Bissau entregou ontem diplomas de agradecimento ao Hospital de Guimarães e aos médicos José Manuel Furtado e Luís Gonçalves. 

 

Os diplomas foram entregues pelo encarregado de Negócios da Embaixada da Guiné Bissau, M’bala Alfredo Fernandes, como forma de agradecimento pela participação em missões humanitárias naquele país africano.

 

 

M’bala Fernandes recordou que a Guiné Bissau apresentava um quadro médico razoável, entre a independência (em 1974) e os anos 90 do século passado, mas destruido pela guerra civil.

 

 “Deixamos de ter médicos para dar resposta às novas exigências da Guiné-Bissau. As condições sanitárias eram inexistentes. 

 

Ao abraçarmos estas causas, que nos tocam e marcam, salvamos a vida”, referiu M’bala Fernandes.


  Sobre a prestação dos médicos vimaranenses, o representante da Embaixada da Guiné Bissau defendeu que “merecem da nossa parte, um símbolo de humildade e de respeito pela solidariedade.

É nestas épocas que nós reconhecemos o nosso próximo.” José Manuel Furtado, director do Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Senhora da Oliveira, e um dos homenageados, revelou que “ quem vai para estas missões encontra uma realidade distinta que toca'.

O médico, que há já seis anos participa em missões naquele país africano, acrescentou que “já ajudamos muitas pessoas”.

Outro dos homenageados, o oftalmologista Luís Gonçalves considerou que “temos ensinado ciência e técnica aos nossos colegas, mas temos aprendido muito da vida”.

Presente na cerimónia, o cônsul honorário da Guiné Bissau no Porto, José Manuel Pavão, frisou que o que os médicos vimaranenses têm feito “é merecedor de atenção” e um “exemplo que deve ser divulgado”.

O responsável diplomático salientou ainda que “a relação de Portugal com os países africanos de língua portuguesa “é uma missão nobre de grande conteúdo moral”.

 O presidente do Conselho de Administração do Hospital de Guimarães, Delfim Rodrigues, defendeu que os dois médicos e alguns enfermeiros daquela unidade de saúde que participaram nas missões humanitárias realizaram acções fundamentais pa-ra prevenir a cegueira e ajudar na qualidade de vida das mulheres e que o hospital tem sido “um exemplo de multiculturalidade”, com médicos de vários países.  

Fonte da Notícia: Veja Aqui

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