segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

União de Cegos de Língua Portuguesa é formalizada na próxima semana

Pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa vão passar a falar a uma só voz com a constituição da União de Cegos de Língua Portuguesa.



Presidente da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO) lembrou que esta é uma ambição antiga 



As pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa vão passar a falar a uma só voz com a constituição da União de Cegos de Língua Portugu esa (UCLP), cuja formalização está marcada para a próxima segunda-feira. Em declarações à agência Lusa, a presidente da Associação dos Cegos e Ambliopes de Portugal (ACAPO) lembrou que esta é uma ambição antiga da organização portuguesa e explicou que vai consistir na criação de uma organização internacional que reúna todas as associações de pessoas com deficiência visual dos países de língua oficial portuguesa.


- “Haverá uma sessão solene na Assembleia da República, com um representante de cada uma das organizações de cada um dos países e, na terça,


 haverá a primeira assembleia constituinte desta organização”, adiantou Ana Sofia Antunes.



 A responsável avançou que, para assinalar a constituição da união, irá decorrer a conferência “Cooperar em Português”, com o objetivo de “pensar em conjunto quais as perspetivas para uma futura cooperação internacional”.


 “O que queremos é criar uma organização única que tenha uma voz mais forte no seio da comunidade internacional e organizar um bloco lusófono no seio da União Mundial de Cegos”, revelou a responsável.


Na opinião de Ana Sofia Antunes, as vantagens são inequívocas e passam, sobretudo por reivindicar, “a uma só voz”, questões que já veem de longa data.


As reivindicações passam pela oficialização do código Braille português e pela uniformização desse mesmo código, bem como por procurar soluções para problemas relacionados com os direitos autorais. Pedem, por isso, a “ratificação do Tratado de Marraquexe, que prevê obrigações para as entidades editoras e livreiras na disponibilização de soluções acessíveis nos livros publicados”


. Querem promover o intercâmbio entre os diferentes países, mas sobretudo constituir-se como “uma força maior ao nível das candidaturas a projetos de financiamento de entidades internacionais”.


“Com uma organização deste calibre temos mais oportunidade de nos candidatarmos a esses financiamentos que poderão ser fulcrais para algumas destas organizações dos países menos desenvolvidos”, apontou a presidente da ACAPO.


A assinatura do acordo de constituição da UCLP está marcada para o final da conferência, por volta das 16h30. Antes, haverá duas mesas redondas, uma dedicada ao tema


“Modelos, áreas de intervenção e financiamento para uma estratégia de cooperação” e a outra sobre “Perspetivas de cooperação internacional no espaço lusófono”.


  Fonte: Veja Aqui

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