segunda-feira, 30 de junho de 2014

Angola - ANDA diz que amputação física é principal deficiência no país

Luanda - A amputação física é a principal deficiência em Angola e o fenómeno continua a crescer em Angola devido aos acidentes de viação que se registam diariamente no país, declarou hoje, sexta-feira, o presidente da Associação Nacional de Deficientes (Anda), Silva Etiambulo

Ao falar à imprensa sobre a situação dos deficientes em Angola, à margem de um workshop sobre “A problemática do trauma no seio dos ex-combatentes utilizadores de próteses”, o lider associativo evocou que a par da guerra que causou muitos deficientes físicos há outro fenómeno- os acidentes de viação, que estão a causar muitas deficiências físicas como a amputação. Segundo disse, actualmente a ANDA tem inscritos 49 mil e 752 pessoas com deficiência física. Dos inscritos, a organização vai fazer uma triagem no sentido de averiguar os que ainda estão em vida e os que há muito tempo deixaram de ir à associação. De acordo com o interlocutor, a má condução que se assiste nos dias de hoje no país, principalmente dos autocarros, que transportam mais pessoas, têm provocado inúmeros acidentes. Nesta senda, destacou que num único acidente de autocarro, muitas pessoas podem se tornar deficientes físicos. Silva Etiambulo enalteceu ainda os esforços do Executivo angolano pela construção de centros de reabilitação física e dos centros de formação. “Temos em funcionamento os centros de reabilitação física apesar de algumas lacunas, os centros de formação adaptados para formar deficientes, um trabalho feito pelo Executivo angolano”, disse o entrevistado. Por outro lado, lamentou o facto de alguns deficientes preferirem ficar nas ruas a mendigarem, outros fechados em suas casas sem procurar formas de se adaptarem. Quanto aos utilizadores de próteses, o responsável da Anda frisou que tem havido um grande trauma por parte destes, devido ao mau uso desse material. Nesta senda, destacou que muitos utilizam mal as próteses e outros não conseguem chegar aos centros de reabilitação para aprenderem a usá-las. “ Assim, disse, pensamos em sentar com os utilizadores de próteses para em conjunto estudarmos os métodos mais viáveis para a sua utilização, como conservar e analisarmos a durabilidade das próteses que são fabricados no país”, disse.

 Fonte: Veja Aqui

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