Primeira oportunidade ajuda adolescente a cuidar de filha em Juiz de Fora.
Pessoas com deficiências têm colocação, mas enfrentam dificuldades.
Com 17 anos, a estudante Arelly Cristina da Silva conquistou a primeira oportunidade no mercado de trabalho há cinco meses. Ela é auxiliar de serviços administrativos em uma empresa de metalurgia em Juiz de Fora e divide o tempo entre as tarefas do Departamento de Desenvolvimento Humano e Organizacional, os estudos e a filha de um ano e seis meses. Já a atendente Valdirene Alves de Paula, de 42 anos, está há um ano e seis meses na unidade de um grupo de planos de saúde no município. Com deficiência no braço esquerdo, ela dá conselho para pessoas com deficiência que querem conquistar espaço no mercado. Arelly participou de uma iniciativa da própria empresa, o “

“Tudo é possível. Tem que correr atrás. Sempre tem uma empresa que acolhe muito bem”, afirmou. ‘Adequação não acompanha capacitação’ De acordo com a chefe do Departamento de Políticas para Pessoas com Deficiência e Direitos Humanos da Prefeitura, Thaís Altomar, a realidade das pessoas com deficiência no mercado não tem sido sempre positiva como a vivenciada por Valdirene. Ela explicou que um estudo desenvolvido pelo departamento juntamente com outros órgãos apontpu que houve uma modificação sobre a inserção do deficiente no mercado. No Brasil, a lei 8.213 regula a contratação formal de pessoas com deficiência. Conhecida como “Lei de Cotas”, ela foi criada em 1991 e prevê que toda empresa com 100 ou mais funcionários é obrigada a destinar de 2% a 5% das vagas de trabalho a pessoas com deficiência, dependendo do total de empregados.
Segundo Thaís, anteriormente a justificativa das organizações para não contratar era a de que as pessoas com deficiência não tinham capacitação suficiente. De outro lado, deficientes diziam que as empresas não apresentavam condições de trabalho, como acessibilidade. “Identificamos uma mudança. As pessoas com deficiência estão cada vez mais no ensino regular. A adequação das universidades com acessibilidade, com intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras), tem atraído e possibilitado o ingresso dessas pessoas e há muitos cursos de qualificação. No entanto, as empresas não têm evoluído e se adequado na mesma velocidade. Não se adaptaram, não apresentaram mudanças nos cargos e salários”, analisou. Thaís informou ainda que a Prefeitura tem um trabalho de inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. “Fazemos palestras tanto para conscientizar as empresas quanto para incentivar a qualificação contínua das pessoas com deficiência que já estão empregadas”, explicou. O departamento ainda conta com um cadastro de currículos e realiza encaminhamentos a empresas, além de ter uma parceria com o serviço JFEmpregos. “As pessoas com deficiências podem concorrer tanto a vagas da Lei de Cotas como a vagas fora desse percentual”, concluiu.
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