terça-feira, 19 de junho de 2012

Copa 2014: acessível para todos?

A exatos dois anos do início da Copa do Mundo de 2014, especialistas debatem pela primeira vez os projetos de acessibilidade no evento Copa for All, que será realizado de 11 a 13 de junho em São Paulo. Inscrições para participação são gratuitas.

O Brasil está prestes a realizar dois dos maiores eventos esportivos do planeta. Doze estádios estão sendo construídos para a Copa de 2014. Aeroportos e portos, reformados. Centenas de hotéis implantados e reformados. Obras de mobilidade urbana se espalham pelas cidades. São mais de R$ 20 bilhões em obras de infraestrutura e de telecomunicações. Mas será que as novas construções serão acessíveis a todos os públicos?
O Brasil possui mais de 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. São pessoas com dificuldades de locomoção, auditiva, visual, entre outras. O que está sendo planejando para atender esse público e os milhares de turistas que precisarão de uma atenção especial durante a Copa do Mundo? Quais os planos brasileiros nas áreas de tecnologia e inovação voltados à pessoa com deficiência?
Para debater essas e outras questões, exatamente a dois anos da Copa de 2014, será promovido o Copa for All, primeiro debate brasileiro com foco na acessibilidade da Copa 2014 e Olimpíadas 2016. “Escolhemos o tema porque ainda não conhecemos os projetos de acessibilidade relacionados às arenas, aos hotéis, aos aeroportos e outros equipamentos que estão sendo preparados para os megaeventos”, destaca Rodrigo Prada, um dos organizadores do encontro.
Prada lembra que na Copa 2010 alguns estádios construídos para o Mundial da África do Sul não foram projetados para atender requisitos de acessibilidade e o que se viu foi um grande desrespeito aos portadores de necessidades especiais. “A Fifa reforça as orientações quanto à segurança nos estádios, como procedimentos e equipamentos para evacuação do local em caso de emergência. Porém, a entidade que organiza o Mundial não especifica, por exemplo, qual o número de lugares destinados a pessoas com deficiência, deixando a critério da legislação do país esta definição”.
De acordo com o turismólogo e cadeirante Ricardo Shimosakai, um dos palestrantes do evento, o essencial para pessoas com deficiência física em um estádio de futebol são rampas ou elevadores, dependendo da estrutura arquitetônica, instalações sanitárias, circulação com rotas acessíveis e sinalização adequada, além do espaço onde a pessoa com deficiência física assistirá ao jogo.

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