sábado, 26 de maio de 2012

Governo vai gastar 33 milhões de euros com o medicamento Tafamidis


O Governo vai gastar cerca de 33 milhões de euros, nos próximos dois anos, com o Tafamidis, um medicamente que trava a paramiloidose, revelou esta sexta-feira o secretário de Estado da Saúde, em Vila do Conde.


Manuel Teixeira, que falava na abertura do segundo congresso internacional de paramiloidose, especificou que a disponibilização do fármaco pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) representa, em 2012, um gasto de "13,7 milhões de euros", sendo que no ano seguinte, a verba ronda os 19,3 milhões".
O montante global representa um "esforço significativo" por parte do Estado, sobretudo numa altura em que Portugal "atravessa grandes dificuldades", mas "se estes doentes ficarem melhores, o país também fica", sublinhou o governante.
Num primeiro momento, serão tratados "250 doentes" que se encontram na "primeira fase da doença", ou seja, que agora começaram a ter os primeiros sintomas.
Em Portugal há registo de duas mil pessoas com esta patologia e, todos os anos, surgem mais 90 novos doentes.
Apesar do impasse criado em torno da disponibilização do Tafamidis, Manuel Teixeira reconheceu que "o Governo não poderia dar outra resposta que não pôr à disposição dos paramiloidóticos esta nova terapêutica".
"Apesar de termos dado toda a atenção aos doentes, tivemos sempre em conta a sustentabilidade do SNS", apontou ainda Manuel Teixeira.
O governante aproveitou para realçar a "persistência e a coragem de todos no combate a esta doença", mas os "sucessos atingidos nunca são completos", porque "os sistemas de saúde dão sempre melhores respostas ao que é normal".
Quando as doenças são raras, "a resposta é sempre mais demorada", disse ainda o secretário de Estado, justificando a demora na disponibilização do fármaco.
Manuel Teixeira chamou ainda a atenção para outros problemas que envolvem o SNS e que existem em Portugal, como seja o facto de a população do país estar a ficar cada vez mais velha, ao mesmo tempo que os meios rurais estão a ficar desertos.
Em 1980, "10 por cento da população portuguesa tinha mais de 65 anos", mas, em 2009, a percentagem subiu para os 20 por cento", sustentou o governante.
Por outro lado, se apenas "28 por cento da população" vivia nas cidades, em 2009 esse número aumentou para os "60 por cento", mudanças que se traduzem em "novos problemas e doenças que atingem as pessoas e que o SNS tem que dar resposta, fazendo um esforço imenso", frisou o secretário de Estado da Saúde, garantindo que "os técnicos e o próprio Governo vão continuar a lutar para minorar ou suprir o sofrimento da população".

Fonte: Correio da Manhã

Nelson A. Mendes
No meu humilde pensamento, não consigo entender a tanta demora para a tomada dessa decisão.
Penso que a saúde vem em primeiro lugal.

Nenhum comentário: