segunda-feira, 30 de abril de 2012

Pesquisadores criam interface que restaura movimentos de paraplégicos

Cientistas da Universidade de Chicago criaram uma tecnologia que pode revolucionar a vida de pessoas que sofreram lesões na coluna servical e perderam o controle dos membros. Por meio de uma interface de computador que liga os neurônios responsáveis pela coordenação de movimentos aos músculos do corpo, é possível que paraplégicos tenham a capacidade de voltar a se mover.



O sistema funciona plugando uma interface lógica (BCI, sigla em inglês para “interface cérebro-computador") que é capaz de entender a linguagem dos neurônios do cérebro. Quando a pessoa decide fazer um movimento com uma das pernas, por exemplo, são essas células que transmitem a ordem para as terminações nervosas, que por sua vez, levam os pulsos elétricos para os músculos se moverem. Isso não é possível quando há uma lesão na coluna, uma vez que impede o transporte dessas informações.
E aí entra a segunda parte da interface. Chamada de FES (sigla para “estimulação elétrica funcional), ela recebe as ordens dos neurônios e “dribla” a lesão na coluna, transferindo os impulsos diretamente para os músculos que o paciente deseja acionar. Para que se tenha uma ideia, apenas 100 neurônios são monitorados pelo novo recurso. O computador precisa, portanto, mapear todos eles e monitorar seus impulsos de forma que seja capaz de, corretamente, classificar qual músculo está sendo acionado, que tipo de movimento o paciente deseja, a velocidade e a intensidade de forças. Tudo isso em fração de segundos.
O estudo também trabalha com a possibilidade de inovação da interface cerebral. Os cientistas da Universidade de Chicago pesquisam algo mais avançado, que permitiria que o paciente retomasse efetivamente o controle do corpo. Embora os avanços já sejam testados com grande sucesso em macacos, ainda não há uma data para que o sistema passe a beneficiar os humanos.



Fonte: Notícias

Nelson F. Almeida Mendes
Que notícia boa.
Em vez de fabricarem bombas e armas de fogos, deviam canalizar o dinheiro para esse tipo de investigação.

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